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Review: Abathor

Pixel art, chefes gigantes e uma aventura que respeita o passado



Em uma indústria que constantemente busca reinventar fórmulas, poucos jogos conseguem olhar para o passado sem parecer apenas uma homenagem vazia. Abathor é um desses casos raros. Desenvolvido pelo estúdio espanhol Pow Pixel Games, o título aposta em uma mistura de ação, plataforma e fantasia clássica para entregar uma experiência que parece saída diretamente da era de ouro dos fliperamas, mas com refinamentos suficientes para agradar jogadores modernos.


Inspirado por clássicos como Golden Axe, Rastan, Castlevania e até mesmo Metal Slug em alguns aspectos de sua apresentação, Abathor coloca o jogador em uma jornada pela Atlântida enquanto enfrenta monstros, criaturas colossais e desafios espalhados por mais de 50 estágios. O resultado é uma aventura que entende muito bem suas inspirações e consegue transformá-las em algo próprio.




GAMEPLAY


O maior mérito de Abathor está em sua jogabilidade. Desde os primeiros minutos fica evidente que os desenvolvedores tinham um objetivo muito claro: recriar a sensação frenética dos antigos arcades. Felizmente, essa proposta funciona extremamente bem.

O combate é rápido, responsivo e muito prazeroso. Cada encontro exige atenção tanto aos inimigos quanto ao cenário, criando situações em que atacar e se movimentar possuem a mesma importância. O jogo consegue capturar aquela sensação clássica dos títulos dos anos 90 e início dos anos 2000, onde cada fase apresenta novos obstáculos e exige adaptação constante do jogador.



Os quatro personagens principais percorrem diferentes mapas enquanto coletam recursos e compram melhorias que aumentam atributos como força, vida e outras características capazes de influenciar diretamente a experiência. Essa progressão cria uma sensação constante de evolução sem comprometer o ritmo acelerado da aventura.

Outro ponto que merece destaque é a variedade. Os cenários são extremamente diversificados e constantemente apresentam novas ideias, evitando que a experiência se torne repetitiva mesmo após várias horas de jogo. O mesmo vale para os chefes, que vão muito além de simples barreiras entre uma fase e outra.


A narrativa de Abathor utiliza a lenda da Atlântida como base para construir seu universo. A civilização está à beira da destruição enquanto forças monstruosas e entidades sobrenaturais ameaçam o continente.



Embora a história não seja o elemento principal da experiência, ela oferece motivação suficiente para manter o jogador interessado ao longo da campanha. O universo criado pelos desenvolvedores possui uma lore surpreendentemente rica, com informações espalhadas pelo jogo que ajudam a compreender melhor seus personagens, criaturas e acontecimentos.


Os chefes possuem papel importante dentro dessa construção narrativa. Em vez de surgirem apenas como desafios isolados, eles fazem parte do contexto da aventura e ajudam a reforçar a identidade de cada região visitada.


Outro aspecto interessante é a presença de múltiplos finais, o que incentiva a exploração e amplia a longevidade da campanha para quem deseja descobrir tudo o que o jogo tem a oferecer.



VISUAIS E SOM


Visualmente, Abathor impressiona pela qualidade de sua pixel art. Os cenários são extremamente caprichados, cheios de personalidade e com uma direção artística que remete diretamente aos grandes clássicos da fantasia dos anos 80 e 90.

A variedade de ambientes é um dos pontos altos da produção. Cada nova área apresenta elementos visuais distintos, reforçando constantemente a sensação de progresso e aventura. Os chefes também merecem destaque especial, tanto pelo design quanto pela escala apresentada em diversos momentos da campanha.



A trilha sonora complementa perfeitamente essa proposta retrô. As músicas ajudam a reforçar o clima épico da jornada e acompanham muito bem o ritmo acelerado da jogabilidade. Os efeitos sonoros também contribuem para recriar a atmosfera dos antigos arcades sem parecerem datados.



ACHIEVEMENTS


Abathor oferece uma quantidade considerável de conteúdo para jogadores que gostam de explorar além da campanha principal.

As conquistas incentivam diferentes estilos de jogo, recompensando desde feitos relacionados à progressão natural até objetivos mais específicos envolvendo personagens, exploração e desafios de habilidade.



Além disso, o jogo conta com tesouros, recursos, melhorias, itens de aprimoramento, entradas de lore e diversos segredos espalhados pelos cenários. Essa estrutura faz com que a aventura mantenha um forte senso de descoberta do início ao fim.

Para os completistas, existe uma quantidade significativa de objetivos opcionais capazes de estender consideravelmente o tempo total de jogo.


TRAILER OFFICIAL



RESUMO


Abathor é um excelente exemplo de como modernizar um gênero clássico sem abandonar suas raízes. Sua jogabilidade divertida, o combate bem construído, a enorme variedade de cenários, os chefes memoráveis e a forte inspiração nos grandes nomes da era dos fliperamas criam uma experiência extremamente consistente. O jogo faça bem todo o básico sem se propor a ir muito longe, o que é ótimo para um jogo do estilo, mas ainda parece que falta um elemento novo para que pudesse se elevar a um novo patamar de jogo.


O jogo entende exatamente o que tornou títulos como Golden Axe, Rastan e Castlevania tão marcantes, mas evita viver apenas de nostalgia. Ao combinar essas influências com progressão, exploração, múltiplos finais e uma ambientação baseada na queda de Atlântida, Abathor entrega uma aventura que consegue ser familiar para veteranos e interessante para novos jogadores.


Para fãs de ação em 2D, pixel art e desafios inspirados na velha escola, Abathor é uma recomendação fácil.





Nota: 8.9/10

 Review by Gamertag: Scoulz


 
 
 

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