Review: Controle XBOX Elite Wireless Controller Series 2
- @brunosbom
- há 1 dia
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O controle perfeito existe? o que impediu o Series 2 de alcançar este patamar?

O Xbox Elite Wireless Controller Series 2 é um daqueles produtos que eu fiz questão de esperar muito tempo antes de avaliar. Eu queria ter uma experiência realmente robusta e completa com ele, principalmente porque, desde o seu lançamento, diversos outros controles premium chegaram ao mercado tentando disputar esse mesmo espaço. Antes de realizar este review, utilizei o Elite Series 2 durante aproximadamente cinco anos. Antes dele, também tive o primeiro Elite e passei por diversos modelos da Razer, 8BitDo, Thrustmaster e outras fabricantes, além de várias versões dos controles tradicionais do Xbox 360, Xbox One e Xbox Series.
O Elite Series 2 nasceu com uma proposta muito clara: entregar uma experiência mais sofisticada do que a encontrada no controle tradicional do Xbox, oferecendo construção diferenciada, componentes intercambiáveis, analógicos com tensão ajustável, paddles traseiros, gatilhos com curso reduzido e uma bateria interna de longa duração. Depois de tantos anos utilizando o produto, porém, fica mais fácil perceber não apenas aquilo que ele faz muito bem, mas também aquilo que poderia ter sido melhor. O resultado é um controle que ainda considero excelente, mas que também apresenta algumas escolhas de projeto que, olhando para o mercado atual, começam a parecer ultrapassadas.
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
O Xbox Elite Wireless Controller Series 2 utiliza uma bateria interna recarregável de íons de lítio. A documentação oficial da Microsoft registra uma célula, uma bateria por produto, peso de 40 g para a bateria e capacidade energética de 7,79 Wh. A Microsoft declara autonomia de até 40 horas por carga, embora ressalve que a duração varia de acordo com uso e outros fatores.
O controle pesa oficialmente 345 g, com tolerância de 15 g, considerando os quatro paddles, o D pad facetado e os thumbsticks padrão instalados. Isso faz dele um controle consideravelmente mais pesado do que o modelo tradicional do Xbox, algo que também contribui para a sensação de robustez durante o uso.
Na conectividade, o Elite Series 2 utiliza Xbox Wireless nos consoles Xbox e oferece Bluetooth para computadores Windows, tablets e dispositivos Android e iOS compatíveis. Também é possível utilizá lo por USB C, sendo acompanhado por um cabo de aproximadamente 2,7 metros de altissima qualidade.
Os analógicos possuem três níveis de tensão ajustável mecanicamente, utilizando a ferramenta fornecida com o controle. Pelo aplicativo Acessórios Xbox também é possível configurar curvas de sensibilidade e até trocar a correspondência dos analógicos, fazendo com que o analógico esquerdo controle a entrada do direito e vice versa.
O controle conta ainda com gatilhos de impulso, motores de vibração, entrada de áudio de 3,5 mm, quatro paddles traseiros e diversos comandos atribuíveis. A Microsoft permite remapear A, B, X, Y, as quatro direções do D pad, LB, RB, LT, RT, o clique dos dois analógicos e os quatro paddles.
O Elite Series 2 também permite armazenar até três perfis personalizados e um perfil padrão diretamente no controle, com alternância pelo botão Profile. O aplicativo Acessórios Xbox é utilizado para configurar os perfis, mapeamentos, curvas dos analógicos e controle dos motores.
Na versão completa, a caixa inclui o próprio controle, ferramenta de ajuste dos analógicos, base de carregamento, cabo USB C, quatro paddles, dois thumbsticks clássicos adicionais, um thumbstick em formato de domo, um thumbstick alto, D pad padrão e estojo de transporte.
MINHAS IMPRESSÕES
Construção, acabamento e ergonomia

Depois de aproximadamente cinco anos utilizando o Elite Series 2, posso dizer que a primeira coisa que continua chamando atenção é a construção. É um controle pesado, robusto e que transmite uma sensação de produto premium assim que você o segura. O peso é um pouco maior do que o encontrado no controle tradicional do Xbox, mas, para mim, isso não é necessariamente um problema. Pelo contrário, ele contribui para uma sensação de solidez que considero muito agradável.
O acabamento metálico na parte superior também é um dos detalhes que mais gosto no controle. Ele ajuda a diferenciar visualmente o Elite Series 2 de um controle convencional e passa uma sensação de produto realmente mais sofisticado. A pegada emborrachada também representa uma evolução significativa em relação ao primeiro Elite e, principalmente, em relação aos controles tradicionais do Xbox.
Botões A, B, X e Y

Os botões A, B, X e Y utilizam uma estrutura tradicional com membrana. E eu não tenho problemas para dizer que eles funcionam bem. O clique é agradável e confortável, especialmente para longas sessões de jogo.
O problema é que, olhando para aquilo que outros controles premium oferecem atualmente, essa solução começa a parecer ultrapassada. O acionamento possui aquela sensação mais borrachuda característica das membranas e não entrega o nível de resposta que eu esperaria de um controle que se apresenta como uma opção voltada para jogadores exigentes.
Eu gostaria muito mais de ver a Microsoft adotando uma solução mecânica nesses botões. A Razer, por exemplo, utiliza uma abordagem que se aproxima muito mais de um clique real de mouse, com uma distância de acionamento extremamente curta. Essa é uma característica que considero muito interessante e que gostaria de ver sendo adotada em controles premium.
Os controles da linha G7 Pro também utilizam uma solução mecânica, embora com uma sensação diferente da encontrada nos controles da Razer. No caso do Elite Series 2, portanto, os botões funcionam e são confortáveis, mas poderiam ser muito mais responsivos.

D Pad
O D pad é uma parte curiosa da minha experiência com o Elite Series 2 porque minha preferência é bastante clara. Eu não consigo utilizar confortavelmente o D pad facetado, aquele modelo redondo que acompanha o controle.
Quando esse formato é integrado diretamente à estrutura do controle, como acontece no controle tradicional do Xbox, consigo utilizá-lo muito bem. Porém, no Elite Series 2, por ele ser uma peça magnética intercambiável, a sensação para mim é diferente e eu tenho bastante dificuldade para utilizá-lo.
Por isso, acabo preferindo o D pad tradicional em formato de cruz. Para mim, ele é mais confortável, mais previsível e não apresenta movimentos imprecisos. Nesse aspecto, considero que o Elite Series 2 oferece uma vantagem muito clara em relação ao controle tradicional do Xbox, justamente pela possibilidade de escolher qual D pad utilizar.
Analógicos

Os analógicos são uma das partes mais interessantes do Elite Series 2, mas também uma das que me deixam com sentimentos mistos. A possibilidade de alterar mecanicamente a tensão dos sticks é uma característica muito interessante e permite adaptar a sensação do controle ao gosto de cada jogador. A Microsoft oferece três níveis de tensão e também permite ajustar curvas de sensibilidade pelo software.
Porém, na minha experiência, alguns comportamentos aparecem principalmente quando utilizo um analógico mais alto. Em determinadas situações, ao soltar o analógico, sinto como se a própria força de retorno do mecanismo provocasse um movimento para o lado oposto. É um comportamento que pode exigir uma configuração bastante específica de zona morta para ser compensado.
E existe uma questão ainda mais difícil de ignorar quando olhamos para o mercado atual: o Elite Series 2 não possui uma tecnologia de sensor anti drift como Hall Effect ou TMR. Para um controle dessa categoria, essa ausência se tornou cada vez mais difícil de justificar.
Quando ele foi lançado, já existiam outras soluções no mercado e, atualmente, Hall Effect e TMR se tornaram praticamente uma referência quando falamos em resistência ao desgaste dos sensores dos analógicos. Existem modificações que permitem instalar esse tipo de tecnologia no Elite Series 2, mas isso exige alterar o hardware original. Para quem não quer modificar o próprio controle, a alternativa fica basicamente limitada ao gerenciamento de zona morta por software, que pode compensar determinados comportamentos, mas não substitui uma solução de hardware.
Paddles traseiros

Os quatro paddles traseiros são uma das características mais marcantes do Elite Series 2. Eles são configuráveis pelo aplicativo e permitem colocar comandos importantes diretamente na parte traseira do controle. A Microsoft permite atribuir aos paddles uma grande quantidade de comandos diferentes.
Porém, existe uma questão extremamente pessoal aqui. Assim que meu Elite Series 2 chegou, eu retirei os paddles de metal.
Eu acho que eles são muito bonitos e também considero a construção excelente. O problema é que, para o meu estilo de jogo, eles atrapalham. Eu sou um jogador que prefere a experiência de um controle convencional e acabei sentindo que os paddles interferiam na maneira como seguro o controle.
Por isso, apesar de reconhecer que são uma excelente ferramenta para quem realmente utiliza esse tipo de configuração, pessoalmente eu prefiro jogar sem eles.

Gatilhos traseiros
Os gatilhos com curso reduzido são outro diferencial importante do Elite Series 2. Eles permitem diminuir fisicamente o deslocamento necessário para acionar LT e RT, algo especialmente interessante em jogos competitivos.
Na minha experiência, a sensação é muito boa e o acabamento metálico dos mecanismos também contribui para a percepção de qualidade. Os pequenos detalhes presentes na superfície ajudam a controlar melhor o deslizamento dos dedos e tornam o acionamento bastante confortável.
Vibração
A vibração do Elite Series 2 é agradável e os gatilhos de impulso também são uma característica importante do conjunto. A Microsoft permite inclusive controlar os motores pelo aplicativo Acessórios Xbox.
Ainda assim, eu gostaria de ver uma evolução nesse aspecto em uma futura geração. Depois de tantos anos e considerando o posicionamento premium do produto, acredito que o sistema de vibração poderia entregar uma experiência mais sofisticada.
Estojo, base de carregamento e conectividade

Um dos aspectos mais interessantes do Elite Series 2 está no conjunto de acessórios que acompanha o controle. O estojo de transporte é muito mais do que uma simples proteção para guardar o produto. Ele foi projetado para acomodar o próprio controle, os diferentes thumbsticks, os paddles, a ferramenta de ajuste da tensão dos analógicos, o D pad adicional e também a base de carregamento. Tudo fica muito bem organizado e transmite aquela sensação de que a Microsoft realmente pensou em como o usuário utilizaria todos os componentes do produto no dia a dia.
A base de carregamento é outro detalhe que considero muito bem resolvido. Ela pode ser utilizada normalmente fora do estojo, mas também pode permanecer dentro dele, permitindo que o controle seja carregado mesmo com a case fechada. Além disso, a base é removível, então você não precisa necessariamente mantê la presa ao estojo. Isso abre possibilidades interessantes para quem gosta de personalizar o próprio setup ou até mesmo criar suportes utilizando impressão 3D. E, caso o usuário prefira, o controle também pode ser carregado diretamente pelo cabo USB C.
A adoção do USB C foi uma evolução muito bem vinda em relação ao primeiro Elite, que utilizava Micro USB. O Elite Series 2 acompanha um cabo de aproximadamente 2,7 metros, o que oferece bastante liberdade para utilizar o controle com fio ou simplesmente carregá lo enquanto continua jogando. A combinação entre USB C, bateria interna de longa duração e base de carregamento faz com que a experiência de carregamento seja extremamente conveniente.
Nada parece estar ali apenas para aumentar o conteúdo da embalagem. O estojo protege e organiza o controle, a base facilita o carregamento e pode ser utilizada de diferentes maneiras, enquanto o USB C oferece uma alternativa simples e universal. É um daqueles detalhes que, depois de cinco anos utilizando o controle, continuam fazendo diferença na experiência.
Bateria
A bateria é um dos maiores pontos positivos do Elite Series 2. A Microsoft declara até 40 horas de autonomia por carga e, na minha experiência, essa é uma característica que realmente faz diferença.
É o tipo de controle que você carrega e depois passa tanto tempo utilizando que acaba esquecendo quando foi a última vez que precisou conectá lo à tomada.
A experiência me lembra bastante a praticidade encontrada em alguns controles Pro da Nintendo. Eu gostaria muito de ver essa mesma filosofia aplicada aos controles tradicionais do Xbox. Mesmo que um controle tenha poucas funções adicionais, uma bateria interna com uma autonomia realmente longa é algo que considero muito mais conveniente do que depender de pilhas.
Software

O software do Elite Series 2 é bom, mas acredito que poderia ser muito melhor integrado ao Windows.
Por meio do aplicativo Acessórios Xbox é possível fazer uma série de configurações interessantes, como alterar mapeamentos, configurar curvas de sensibilidade, ajustar zonas mortas, inverter entradas e controlar outras características do funcionamento do controle. Também é possível salvar perfis diretamente no dispositivo.
O problema é que, na minha experiência, você praticamente só pensa no software quando precisa corrigir alguma coisa ou quando realmente quer personalizar o controle. Se tudo está funcionando perfeitamente e você não pretende utilizar perfis diferentes, você simplesmente conecta o controle e esquece que o aplicativo existe.
Por isso, eu gostaria que essa experiência fosse muito mais integrada ao Windows. Atualmente, você precisa procurar o aplicativo na Microsoft Store, instalar e então realizar as configurações. Para mim, esse processo poderia ser muito mais automático.
É uma daquelas pequenas coisas que parecem banais, mas que fazem diferença na experiência de um produto premium. Eu gostaria de ver o Windows reconhecendo automaticamente esse tipo de dispositivo e apresentando suas configurações de forma muito mais integrada ao sistema.
O Elite Series 2 permite armazenar até três perfis personalizados e um perfil padrão diretamente no controle.
Apesar disso, preciso ser bastante honesto: eu praticamente não utilizei essa função durante minha experiência com o controle. Ela é interessante para quem realmente troca frequentemente entre configurações ou jogos diferentes, mas não foi uma característica que fez parte da minha rotina.
AS MELHORES COISAS
A construção continua sendo um dos maiores destaques do Elite Series 2. O peso, o acabamento metálico e a pegada emborrachada fazem com que ele transmita uma sensação de produto realmente premium.
A bateria também é excelente. As até 40 horas declaradas pela Microsoft são um dos maiores diferenciais do controle e, na prática, proporcionam uma experiência extremamente conveniente.
A possibilidade de trocar os thumbsticks, D pad e paddles também é muito bem executada. O usuário consegue adaptar fisicamente o controle ao próprio estilo de jogo, enquanto o software amplia ainda mais essa personalização.
Os analógicos com tensão ajustável, os gatilhos com curso reduzido, os quatro paddles, os gatilhos de impulso e a entrada de áudio de 3,5 mm completam um conjunto muito robusto.
O estojo e a base de carregamento também são excelentes complementos. Não parecem acessórios colocados simplesmente para aumentar o conteúdo da caixa. Eles fazem parte de uma experiência de produto muito mais completa.
AS PIORES COISAS
O problema de descolamento da borracha também não foi completamente eliminado em relação ao primeiro Elite. A situação é muito melhor, mas ainda encontrei descolamento na região próxima aos botões LB e RB e precisei recorrer a peças de reposição.
A ausência de uma tecnologia mais moderna nos analógicos também pesa contra o controle atualmente. O Elite Series 2 continua utilizando uma solução que pode apresentar desgaste e drift, enquanto o mercado avançou para alternativas como Hall Effect e TMR.
Os botões A, B, X e Y também poderiam ser mais responsivos. A sensação das membranas é confortável e funciona bem, mas, para um controle premium, eu esperaria uma solução mecânica mais rápida e precisa.
O software também poderia ser melhor integrado ao Windows. A existência de um aplicativo separado funciona, mas a experiência poderia ser muito mais transparente e automática.
Por fim, sinto falta de um botão Share, de um microfone integrado e de uma evolução mais significativa no sistema de vibração.
O Grande novo problema
O problema mais importante do Elite Series 2 está nos botões LB e RB. Depois de tantos anos com o controle, essa foi provavelmente a falha mecânica que mais me incomodou.
Existe uma pequena peça translúcida associada ao mecanismo de acionamento dos botões e, quando o contato nessa região não funciona corretamente, o resultado é um LB ou RB que passa a exigir uma pressão muito maior para registrar o comando.
Na minha unidade, isso fez com que em algumas ocasiões eu precisasse abrir o controle para realizar uma limpeza com ar comprimido. Depois da limpeza, o funcionamento voltava ao normal por um bom tempo.
É uma situação particularmente frustrante porque estamos falando de um controle premium e de um componente que deveria oferecer uma experiência consistente durante muitos anos. O fato de eu ter precisado abrir o controle algumas vezes por causa desse comportamento é, sem dúvida, um dos maiores pontos negativos da minha experiência com o Elite Series 2.
A borracha e o problema herdado do primeiro Elite
Uma das minhas maiores preocupações quando o Elite Series 2 foi lançado estava relacionada justamente a um problema crônico do primeiro modelo. Praticamente todas as unidades do Elite original apresentavam problemas no revestimento emborrachado, cuja cola acabava perdendo completamente a aderência. Em alguns casos, a borracha começava a se soltar de maneira tão intensa que o controle se tornava extremamente desagradável de utilizar.
Eu gostava muito do design e da pegada do primeiro Elite, mas esse problema fez com que durante muito tempo eu preferisse utilizar os controles tradicionais do Xbox. Por isso, quando o Elite Series 2 chegou, existia uma expectativa muito grande de que esse problema tivesse sido completamente resolvido.
A situação melhorou bastante, mas, pela minha experiência, não foi completamente solucionada. A borracha do Elite Series 2 possui uma aderência muito mais robusta e sua posição também é mais favorável, o que reduz bastante a possibilidade de repetição do problema anterior. Porém, na região próxima aos botões LB e RB, justamente onde a borracha termina, ela começou a se descolar com o passar do tempo.
Esse problema não chegou nem perto da proporção que encontrei no primeiro Elite, mas ainda assim aconteceu. Em mais de uma ocasião precisei substituir essa peça por componentes de reposição. Depois de algum tempo, o problema voltou a aparecer e novamente precisei recorrer a uma peça de reposição. Portanto, considero que houve uma evolução muito grande em relação à primeira geração, mas não acredito que a questão tenha sido completamente eliminada.
TRAILER OFFICIAL
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Depois de aproximadamente cinco anos utilizando o Xbox Elite Wireless Controller Series 2 e depois de passar por tantos outros controles premium, eu consigo afirmar com tranquilidade que ele continua sendo um dos melhores controles que já experimentei.
Quando está funcionando perfeitamente, a combinação de peso, ergonomia, acabamento, pegada emborrachada, bateria, componentes intercambiáveis e possibilidades de personalização cria uma experiência extremamente agradável. Ele é um pouco mais pesado do que o controle tradicional do Xbox, mas considero esse peso adequado e acredito que ele contribui para a sensação de robustez do produto.
O grande problema é que o tempo também tornou mais evidentes algumas limitações. A ausência de Hall Effect ou TMR nos analógicos, os problemas que tive com LB e RB, o descolamento da borracha, os botões A, B, X e Y baseados em membrana e a integração limitada do software com o Windows fazem com que seja difícil considerar o Elite Series 2 perfeito.
Ainda assim, quando coloco todos esses pontos na balança, ele continua entre os meus controles favoritos. A Microsoft acertou muito na construção, na ergonomia, na personalização e principalmente na autonomia da bateria. O que eu espero de uma próxima geração não é necessariamente uma revolução, mas uma evolução desses fundamentos: analógicos com tecnologia mais resistente ao drift, botões mecânicos, mecanismos LB e RB mais confiáveis, uma integração muito melhor com o Windows, um botão Share e melhorias no sistema de vibração.
O Elite Series 2 continua sendo um excelente controle. Só que, depois de tantos anos, o que antes parecia extremamente avançado agora precisa de uma nova geração para voltar a ocupar o topo sem tantas ressalvas.


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