top of page

Review: Hull Rupture

há 10 minutos
5 min de leitura

Proteja sua nave dos alienígenas.



O JOGO


Hull Rupture é um roguelike de defesa de torres e gerenciamento de base e recursos desenvolvido pela Konfa Games e distribuído pela tinyBuild. A Terra acabou e sua nave é uma das últimas esperanças da humanidade, com o D'spota no controle de tudo. Agora, seu objetivo é manter a nave em movimento e impedir que os alienígenas te destruam. Adminstre recursos, construa mais módulos para sua nave, explore a galáxia e batalhe usando torres e defensores contra ondas de inimigos que vão tentar de tudo para acabar com sua jornada.


Proteja o D'spota a qualquer custo.

MINHAS IMPRESSÕES


A série do Déspota ganha mais um jogo. Hull Rupture, seguindo a tradição da série, muda completamente o estilo de jogo de seus antecessores. Agora, temos um roguelike de defesa de torres com gerenciamento de base e recursos. E se parece muita coisa para um jogo só, é porque é mesmo. Em princípio, ao jogar uma primeira vez, não se preocupe se você ficar perdido. O jogo está em Português-Brasil, o que facilita demais entender tudo que o tutorial e as descrições te apresentam. Apesar do tutorial ser bem explicado, ele deixa muita coisa para o jogador aprender sozinho, e isso é até bom por um lado, o problema é que algumas dessas coisas deveriam estar nas explicações básicas do tutorial. Alguns podem dizer que isso seria segurar demais a mão do jogador, mas se você pretende fazer com que a pessoa continue jogando e interessado, é interessante não frustrar seu jogador. Sua nave é dividida em módulos, com tamanhos diferentes. Neles, você pode construir salas que vão te auxiliar na sua jornada, gerando energia, criando humanos e produzindo recursos, por exemplo. Essa parte é essencial para o gerenciamento de recursos, que se baseia na troca de um pelo outro. Você pode colocar humanos para gerarem energia, mas também pode sacrificá-los por combustível, assim como você pode trocar energia por outros recursos e esses mesmos recursos por energia ou outro recurso. É um grande malabarismo de recursos, onde você vai gerenciando o que precisa naquele momento, seja para construir outros módulos e salas ou para posicionar torres de defesa. Você sempre pode comprar mais espaços para sua nave, mas o formato e composição de salas sempre será aleatório. Já a parte de defesa de torres é bem mais simples: você constrói as torres em lugares predefinidos e pode reposicioná-las sempre que quiser. Essa é a base do que o jogador deve fazer durante o jogo todo.


A sua nave não pode voar a esmo, então você seleciona seu destino em um mapa galático, onde podem ter eventos, lojas ou itens. Lembre-se que sua nave precisa se manter em movimento e é o combustível que ditará isso. Ainda temos o fator velocidade, que depende do peso da nave, que pode deixar suas viagens mais rápidas ou mais lentas de acordo com o peso. De tempos em tempos, ondas de inimigos atacarão sua nave com o objetivo de destruir o D'spota e, caso isso ocorra, sua partida acaba e você deve começar tudo do zero. Se você vencer a onda de inimigos, abre-se uma loja onde você pode gastar seus créditos com habilidades passivas, módulos instaláveis ou pacotes com três salas e/ou torres aleatórias. Quanto mais longe nas ondas de inimigos você for, mais difícil ela fica, por isso, suas melhorias na nave devem ser constantes. Porém, o seu verdadeiro maior inimigo é a aleatoriedade. Como tudo é baseado em RNG (Random Number Generator), algumas partidas podem começar já fadadas ao fracasso se você não receber módulos ou salas cruciais para uma boa condução do seu jogo. Existe algo no balanceamento do jogo que não está tão legal quanto deveria, porque ainda que seja um jogo baseado em aleatoriedades, parece que existe uma fórmula certa de sucesso que é igual sempre e, para mim, isso mata um pouco a ideia de um jogo roguelike. Quase sempre você estará desbloqueando coisas novas para suas próximas partidas ao completar certos requisitos. Também poderá desbloquear naves novas, que contam com diferentes configurações de módulos. Existem também modos de jogo diferentes do básico, bem como dificuldades maiores, para aqueles jogadores que realmente precisam de um desafio maior. A arte continua seguindo o estilo de seus antecessores, com animações fluidas e engraçadas, bem características da série. Hull Rupture é, sem dúvidas, um jogo que demanda muita tentativa e erro, o que pode frustrar alguns, mas que pode ser o combustível de desafios que outros procuram.


Vença as ondas de inimigo que tentam invadir sua nave.

CONQUISTAS


As conquistas de Hull Rupture são muito variadas. Para cada modo de jogo, por exemplo, você terá diversas variações, como atingir algum objetivo numérico de algum recurso em uma única partida, vencer com uma nave específica, vencer sem que sua nave atinja um certo limite de velocidade, passar de um certo número de ondas de inimigos e, claro, simplesmente vencer aquele modo. No geral, pode ser que você consiga algumas dessas conquistas sem nem saber que elas existiam, porque por se tratar de um roguelike e ser natural que você jogue diversas partidas, em algum momento você pode acabar cumprindo os requisitos de alguma conquistas. Algumas outras são bem específicas e vão exigir que o jogador se programe antes para completá-las, já que essas podem pedir algo específico demais. Por fim, temos as conquistas relacionadas às derrotas do jogador, que normalmente eu criticaria conquistas que premiam jogar mal ou perder, mas no caso de Hull Rupture, perder é apenas um ciclo do jogo, visto que se trata de um roguelike e nem sempre você vai vencer mesmo. Resumidamente, as conquistas de Hull Rupture vão exigir um pouco do jogador que quiser completar 100% por causa da aleatoriedade base do jogo que pode acabar não ajudando o jogador que procura fazer algo muito específico.


Produza recursos e se mantenha em movimento pelo espaço enquanto se defende.

CONCLUSÃO


Gosto muito da série de jogos da Konfa Games. No momento, são quatro deles, contando com Hull Rupture. Dos quatro, metade eu fiquei realmente entretido. Hull Rupture não foi um deles. Aqui, para mim, o que peca é a quantidade excessiva de elementos. Juntar roguelike, defesa de torres e gerenciamento de recursos e base, nesse formato apresentado, não funcionou para mim. Quando eu vi que seria um jogo de defesa de torres, fiquei realmente empolgado, porque gosto do gênero, mas, infelizmente, essa parte do jogo é a mais básica e sem graça. Hull Rupture consiste em fazer malabarismo de recursos enquanto torce para que o RNG te entregue algo decente para que sua partida não acabe precocemente. Consigo ver onde os desenvolvedores queriam chegar e é interessante, mas o RNG torna confuso e, muitas vezes, frustrante.


NOTA: 7.5/10

Comentários


Receba notificações quando uma review nova for lançada !

bottom of page