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Review: Silent Hill Townfall

há 8 horas
5 min de leitura

O que se esconde na névoa dessa vez?



O JOGO


Silent Hill: Townfall é um jogo de terror desenvolvido pela Screen Burn e distribuído pela KONAMI e Annapurna Interactive. Sem saber o porquê, Simon Ordell, nosso protagonista, surge em St. Amelia, na Escócia. Com o clássico cenário enevoado, as ruas da cidade estão, aparentemente, vazias e as casas abandonadas. Simon tem alguma ligação com o lugar e as pessoas de St. Amelia, mas, assim como ele, teremos que descobrir o que está acontecendo. Munido de uma CRTV, que é uma televisão portátil que capta sinais, Simon deve explorar St. Amelia com cautela, pois criaturas estranham se esgueiram pela névoa e dificultam a vida de nosso protagonista. Seja furtivo, mas entre em combate se necessário, para que assim você sobreviva aos horrores que se apresentam pela cidade.


O que está acontecendo com Simon?

MINHAS IMPRESSÕES


Meu destaque inicial vai para a tensão que Silent Hill: Townfall cria com maestria. Pode ser que nada esteja acontecendo, mas caminhar na cidade de St. Amelia com toda atmosfera que ela foi criada, faz o jogador se sentir observado ou com a eminência de perigo. E já falando do ambiente, Silent Hill: Townfall usa toda a ambientação, tanto visual quanto sonora, de uma forma incrível. As ruas e casas, mesmo abandonadas, são cheias de detalhes, contando uma história por si só, sem dizer uma palavra. A trilha sonora é bárbara, utilizando a música na hora certa para construir momentos incríveis. Os sons, tanto dos inimigos quanto da sua CRTV ou do ambiente, tensionam o jogador, pois a cidade em si é silenciosa, o que ajuda a construir momentos de terror simples, mas com muito efeito em quem joga.


A cidade pode parecer grande, mas é uma área suficiente para ser bastante explorada, já que existem muitas casas em que o jogador pode entrar e explorar ou até ter sequência de ação dentro delas. Você também não vai querer sair correndo pela rua por conta do risco eminente de ameaças que podem aparecer, então andar pela cidade será um momento mais lento, sem tirar você da experiência tensa que é o jogo. Simon, nosso protagonista, conta com uma CRTV, a televisão portátil que capta sinais, extremamente criativa e importante para a jogabilidade de Silent Hill: Townfall. Com ela, além de receber dicas visuais de onde deve ir em alguns momentos, também indica quando tem criaturas por perto e, se sintonizada corretamente, mostra onde essas criaturas estão. O jeito que essas dicas visuais são apresentadas na CRTV são, de certa forma, perturbadoras, pois parece um daqueles found footage, o que acrescenta muito na experiência. Ainda falando de dicas, Silent Hill: Townfall é um jogo cheio de puzzles e, para mim, é a melhor parte. Por meio de exploração e análise de documentos encontrados, você vai avançando em puzzles muito divertidos e bem pensados, que não se limitam em apenas a área em que foram encontrados, muitas vezes exigindo que o jogador explore outros lugares da cidade para conseguir o que precisa para concluir o puzzle. Vale lembrar que o jogo te ajuda de certa forma indicando quando você tem pistas do que deve ser feito por meio do inventário do jogo, mas caso você não seja tão sagaz nesse tipo de jogo, existe a opção de jogar com dicas, o que vai fazer com que informações importantes apareçam em evidência nos documentos e pistas, o que é legal para abraçar todo tipo de jogador.


Quanto a parte da ação, com Simon, você terá um estilo de jogo equilibrado, podendo passar completamente furtivo pelas criaturas que encontra, mas caso seja necessário, poderá entrar em combate usando armas improvisadas como pedaços de madeira ou canos, sempre lembrando que essas armas desgastam e eventualmente quebram ao serem usadas. Tenha em mente que a maneira como você joga influência o jogo, já que Silent Hill é uma série que, reconhecidamente, tem diversos finais. Sem entrar em muitos detalhes para não estragar a experiência, você joga com outros dois personagens que mudam um pouco a dinâmica equilibrada que você tem com Simon, pois um deles vai te obrigar a jogar completamente furtivo enquanto o outro vai te permitir ser completamente agressivo contra as criaturas. Confesso que a parte furtiva de Silent Hill: Townfall não me agrada tanto, mas é porque ser furtivo jogando em primeira pessoa nunca me agradou. Explorar e resolver os puzzles se sobressai muito mais do que as partes de ação, mas isso é o meu gosto pessoal.


A história é muito intrigante e você se sente tão perdido quanto Simon ao chegar em St. Amelia, de um jeito bom, obviamente. Ir explorando e tentando entender como tudo está ligado naquela história é o que faz Silent Hill: Townfall ser tão interessante. O jogo está em Português-Brasil, o que ajuda o jogador a acompanhar a história, ler os documentos com mais facilidade e facilita no entendimento das dicas sem que perca o sentido original. Silent Hill: Townfall vai te mergulhar na história, como se fosse você ali, andando por St. Amelia, construindo tensão a cada esquina que você vira, ainda que não tenha nenhum perigo. Os fãs de Silent Hill vão gostar do que receberão jogando Silent Hill: Townfall e para quem nunca jogou nenhum jogo da série, é uma ótima porta de entrada para os jogos da franquia.


Sua CRTV será imprescindível para sua sobrevivência.

CONQUISTAS


Apesar de não parecerem tão complexas, as conquistas de Silent Hill: Townfall vão dar um certo trabalho ao jogador, visto que Silent Hill é conhecido por seus diversos finais diferentes e aqui não seria diferente. E obviamente que cada final tem uma conquista diferente e, só por esse fato, já fará com que o jogador jogue novamente e termine o jogo algumas vezes. Além disso, existe uma conquista para que o jogador termine o jogo em menos de quatro horas, o que vai exigir que a pessoa que aceite esse desafio aprenda formas e finais mais otimizados para completar esse feito. Tirando essa parte mais trabalhosa, explorar o jogo será bastante importante, já que você terá que coletar todos os documentos disponíveis e ligar para todos os números de telefone possíveis. Por fim, a exploração de algumas mecânicas e fazer ações específicas, como por exemplo distrair dez inimigos usando rádios ou derrotar inimigos usando todos os tipos de armas, serão necessárias para conseguir 100% das conquistas. Certamente, você terá que passar muito tempo em St. Amelia e logo vai conhecer o jogo na palma da mão.


Criaturas bizarras estarão por toda parte.

CONCLUSÃO


Não sou tão acostumado a jogar jogos de terror, mas também não os evito. Quando bem feito, um jogo desse gênero me segura por ser interessante e Silent Hill: Townfall conseguiu fazer isso comigo. A tensão criada pelo jogo é muito boa, tanto que muitas vezes eu andava olhando para todo lado ou até mesmo abaixado, ainda que a CRTV não tivesse indicado nenhum perigo por perto. O jeito que a CRTV é usado é muito legal e criativo, bem como as pistas para avançar nos puzzles. Muitas vezes eu sentia que nem era necessário que existisse combate com as criaturas, pois só a atmosfera do jogo já fazia o serviço de horrorizar. A parte furtiva do jogo não me agradou tanto, como citei anteriormente, fora que a mecânica em si não é tão agradável, mas nada que tire a diversão do jogo. O jogo enfrenta alguns problemas de otimização, com algumas quedas de FPS e engasgadas visuais, mas creio que futuramente será corrigido. Silent Hill: Townfall é uma ótima porta de entrada para novos jogadores experimentarem a série Silent Hill e é um ótimo jogo para continuar essa franquia.


NOTA: 8.5/10

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