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Review: Code Vein II


Viaje no tempo e lute no passado para mudar o futuro.



O JOGO


Code Vein II é um soulslike desenvolvido pela Bandai Namco Studios Inc. e distribuído pela Bandai Namco Entertainment Inc. Após ser ressuscitado por Lou, nós, atuando como protagonista da história, somos incumbidos de tentar salvar o iminente fim dos tempos, causado por eventos passados ligados aos heróis que se sacrificaram para impedir que um grande mal destruísse tudo. Os heróis, agindo como um selo, foram perdendo força com o passar dos anos e não conseguem mais conter as forças que defendiam. Com ajuda de Lou, que pode viajar no tempo, nossa missão é voltar ao passado e alterar eventos que culminaram nos eventos catastróficos do futuro. Explore o mundo aberto com ajuda de parceiros poderosos que lhe acompanharão e lutarão ao seu lado nessa épica jornada através do tempo.


Lute com monstros aterrorizadores em batalhas épicas.

MINHAS IMPRESSÕES


Com um mundo aberto e cheio de inimigos que vão te infernizar durante sua jornada, Code Vein II tem tudo o que um soulslike tem, porém, um pouco mais piedoso, se assim posso dizer. Sua jogabilidade segue o modelo do gênero, com batalhas que devem ser pensadas em cada um de seus passos ao invés de sair atacando loucamente, pontos de descanso que fazem alguns inimigos renascerem e item de cura limitado. Saber quando atacar, defender ou esquivar é essencial para sua sobrevivência. Geralmente, você terá mais trabalho contra chefes e mini chefes, dosando habilidades, golpes e recursos, enquanto contra inimigos menores só te darão trabalho caso te peguem desprevenido. Além de sua arma principal, você terá alguns equipamentos a mais que te darão mais recursos e opções para seus combates. Equipamentos defensivos, como o próprio nome diz, te darão opções defensivas, dando alternativas para que vocês não tenha que apenas esquivar rolando por aí. Você terá opções como defender ou aparar golpes, dependendo do item que estiver equipado. Já equipamentos ofensivos dão uma gama maior para atacar, indo desde um arco e flecha até uma foice gigante, cada uma com seu propósito em combate e que você pode adicionar a que se encaixar mais em seu estilo de luta. Por fim, além de uma arma secundária e amuletos, temos as celas. São itens que permitem que você execute um golpe especial em um inimigo que estiver marcado após sofrer alguns golpes. É importante dizer também que subir de nível aumentará todos os seus status juntos e o que vai definir mesmo como será a build do seu personagem são os códigos de sangue, que podem ser mudados sempre que quiser, permitindo mudar de ideia quanto ao seu jeito de jogar quando achar melhor. Cada arma lhe concede um leque diferente de habilidades especiais, que vão desde golpes diretos até melhorias temporárias de dano, mas preste atenção no quanto cada habilidade gasta de seus pontos, pois não poderá sair distribuindo golpes especiais por aí.


Apesar de ser um jogo em mundo aberto, você é guiado por missões e mapas. Para visualizar mapas completos, devem ser destruídos pontos no mapa, que revelaram masmorras e áreas por completo para que fique mais fácil explorar tudo. Eventualmente, você libera uma moto, que facilita sua locomoção por áreas abertas e ajuda a cobrir longas distâncias, porém, não são tão boas para exploração mais atenciosa e, geralmente, você vai fazer isso a pé, além de poder fazer viagens rápidas pelo mapa. É estiloso? É, mas não vi tanta utilidade.


A história não é tão empolgante, mesmo parecendo épica, com seres poderosíssimos envolvidos em tudo e envolvendo viagem no tempo, não consegui me conectar com os personagens, visto que o protagonista é um personagem que eu criei, mas não reage como eu reagiria ou gostaria de reagir, por exemplo. Então, as conexões, que são algo importante para a história, já que é assim que você consegue parceiros, me parece superficial. Aproveitando o assunto, você sempre estará com um parceiro, que te ajuda efetivamente nas lutas, ainda que você tenha a opção de "recolher" o parceiro, caso queira. Além de todos os benefícios que eles trazem, de status e efeitos, caso você sofra um dano fatal, ou seja, seus pontos de vida cheguem a zero, eles saem de batalha e te dão uma segunda vida. Você pode pensar então que é mais fácil só ficar correndo e deixar seu parceiro derrotar todos os monstros, certo? Pois bem, não. Todo dano que ele der aos inimigos fica representado por uma barra branca na vida do adversário e é necessário que você ataque para que o dano seja aplicado pois, se você não atacar, o inimigo vai recuperar esse "dano temporário" com o tempo.


Os personagens são todos muito estilosos, em sua maioria, com detalhes dourados sobre tons de branco e preto, como nobres criaturas divinas. Muitos itens seguem esse padrão, adicionando detalhes agudos que remetem a perigo. Em contrapartida, os cenários não empolgam tanto, fazendo seu papel ali sem nenhum brilho. Já o design dos inimigos, com exceção dos chefes, não chamam tanto a atenção, muitas vezes apenas variando o tipo de arma que seguram, mas não comprometem. A customização de personagem é bem completa, com muitas opções para deixar o personagem como desejar.


Um jogo com tantas mecânicas e itens diferentes exige que você tenha muitos comandos e menus, que é o que acontece em Code Vein II. O problema é que é fácil se perder, às vezes até esquecer como acessar algum recurso do jogo. Os botões para acessar alguns menus não é nada intuitivo e poderia melhorar. A otimização do jogo está devendo bastante. Num jogo onde precisão de movimentos é imprescindível, qualquer atraso ou travamento que acontece atrapalha a experiência do jogador e gera muita frustração, ainda mais por se tratar de um soulslike em que a dificuldade vai te punir. Num geral, Code Vein II é uma experiência agradável para quem é fã do gênero ou para aqueles que querem iniciar nesse mundo, ainda que possa melhorar em muitos aspectos, vai divertir bastante.


Você não estará sozinho nessa jornada.

CONQUISTAS


Podemos dizer que as conquistas em Code Vein II são bem diretas ao assunto. Digo isso pois nenhuma delas exige que o jogador faça coisas muito diferentes do que faria normalmente, como por exemplo, explorar as mecânicas básicas do jogo ligadas aos itens do jogo e batalhas. Explorar o jogo como um todo sempre será incentivado, como podemos ver nas conquistas em que você precisa desbloquear todos os mapas. Além dessas conquistas, temos também aquelas relacionadas aos chefes, que vão servir de recompensa por derrotá-los depois de suar para vencer alguns deles. Por fim, temos as conquistas para cada final de jogo. Apesar de diretas, completar todas as conquistas de Code Vein II vai exigir tanto habilidade como curiosidade e tempo para explorar todo o mapa. Considero uma tarefa tranquila, porém, trabalhosa.


Explore o vasto mundo de Code Vein II em sua moto.

CONCLUSÃO


A experiência geral com Code Vein II foi uma montanha russa. Quando eu estava me divertindo, vinha algo que me frustrava. O começo do jogo te enche com tanta informação de mecânicas que você se vê afogando em tanto texto para coisas simples. Quando o jogo solta sua mão por um momento, é bem divertido explorar o que tem por perto, mais do que ir direto na missão principal, onde você vai ver uma história em que o personagem que você criou está participando, mas quem você não sente peso nenhum. Testar as diferentes armas e as habilidades que elas tem é bem mais satisfatório, assim como explorar algumas masmorras aleatórias, fazendo missões secundárias, porque realmente eu não consigo me importar com a história e os personagens. Com o passar do tempo, Code Vein II se vê repetindo, tanto inimigos básicos quanto estrutura de missões, o que pode tornar o jogo muito oneroso. As batalhas são legais, apesar de enfrentar muitos problemas por causa da má otimização do jogo, o que não permitiu que eu usasse todas as mecânicas do jeito que deveriam ser usadas. Ainda assim, é um soulslike mais amigável, uma ótima porta de entrada para o gênero.


NOTA: 7.0/10

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