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Review: REPTERRA

O sonho de comandar um exército armado contra hordas intermináveis de dinossauros finalmente ganhou forma em Repterra



Misturar estratégia em tempo real com dinossauros parece uma ideia tão simples que chega a surpreender que não existam mais jogos apostando nela. Repterra pega esse conceito e o leva para um cenário onde colônias humanas tentam sobreviver em um mundo dominado por criaturas pré-históricas, combinando construção de bases, gerenciamento de recursos, pesquisa tecnológica e batalhas contra hordas gigantescas de inimigos.


A proposta é clara desde os primeiros minutos: construir uma base funcional, expandir sua economia e preparar suas defesas antes que ondas cada vez maiores de dinossauros transformem tudo em ruínas. Felizmente, por trás da premissa curiosa existe um jogo que entende bem os fundamentos do gênero RTS e entrega uma experiência bastante divertida, mesmo ainda apresentando algumas arestas em sua apresentação.



GAMEPLAY


A estrutura principal gira em torno da sobrevivência. Cada partida coloca o jogador diante de uma sequência de vagas de inimigos que atacam de diferentes direções enquanto a base precisa continuar crescendo para sustentar a produção de tropas e tecnologias.

A construção da colônia funciona de maneira intuitiva. Casas aumentam a população, estruturas específicas garantem recursos como madeira e energia, enquanto centros de pesquisa liberam melhorias importantes para acompanhar a escalada de dificuldade. Existe uma sensação constante de progresso conforme a pequena base inicial se transforma em uma fortaleza cercada por muralhas e torres defensivas.

O grande diferencial está na presença dos dinossauros. A mistura de tecnologia moderna com criaturas pré-históricas cria uma identidade própria para o jogo. Ver soldados armados dividindo espaço com enormes criaturas domesticadas é algo que ajuda Repterra a se destacar dentro de um gênero bastante tradicional.


Uma das mecânicas que mais gostei envolve os soldados poderem montar barricadas diretamente no campo de batalha. É um detalhe simples, mas que adiciona opções interessantes durante os confrontos e ajuda a criar posições defensivas improvisadas em momentos críticos.



O sistema de evolução das unidades também é bastante divertido. Melhorias constantes fazem o exército se tornar cada vez mais poderoso, gerando aquela sensação agradável de crescimento ao longo da partida. Ao mesmo tempo, existe um certo escalonamento obrigatório. Em muitos momentos a impressão é de que acompanhar a curva de upgrades não é uma escolha estratégica, mas uma necessidade para continuar competitivo contra as ameaças mais avançadas.


Outro ponto forte é a escala dos confrontos. A quantidade de criaturas que aparece na tela em determinados momentos é simplesmente absurda. Ver muralhas sendo pressionadas por hordas gigantescas enquanto dezenas de unidades tentam segurar as linhas de defesa cria alguns dos melhores momentos do jogo. É exatamente o tipo de espetáculo que faz o jogador querer iniciar mais uma partida logo após terminar a anterior.



Apesar das qualidades, a interface é provavelmente o aspecto que mais precisa de refinamento. Os menus não possuem a mesma qualidade do restante da experiência e algumas informações poderiam ser apresentadas de maneira mais eficiente. Durante boa parte do tempo senti que recursos importantes estariam melhor posicionados na parte superior da tela, facilitando a leitura rápida durante situações de pressão.



VISUAIS E SOM


Visualmente, Repterra consegue construir uma identidade interessante. A direção artística vende muito bem a ideia de uma guerra acontecendo em uma versão alternativa do período Cretáceo. Bases tecnológicas convivem com dinossauros gigantes, soldados futuristas e estruturas defensivas espalhadas pelo mapa.


As animações são competentes e ajudam a transmitir impacto durante os combates. O jogo também se beneficia da enorme quantidade de unidades presentes simultaneamente, criando cenas que passam uma verdadeira sensação de conflito em larga escala.



Os efeitos sonoros cumprem bem sua função durante as batalhas, reforçando disparos, ataques e movimentação das criaturas. A trilha sonora não rouba a cena, mas acompanha adequadamente a proposta militar e de sobrevivência apresentada pela campanha.



ACHIEVEMENTS


Repterra possui atualmente 23 conquistas, muitas delas ligadas à progressão pelos mapas e níveis de dificuldade. As primeiras aparecem naturalmente durante as partidas, como Garrison, Dino Rider e as vitórias iniciais de facção.



Já as conquistas mais raras exigem domínio completo dos sistemas do jogo. Ultimate Victory, Electric Dominion Victory e Volcano Victory aparecem entre as menos conquistadas pela comunidade, mostrando que ainda existe bastante conteúdo para quem deseja explorar todos os desafios disponíveis.

A lista também incentiva experimentar diferentes mapas, facções e níveis de dificuldade, funcionando como um incentivo interessante para aumentar a longevidade da experiência.


TRAILER OFFICIAL



RESUMO


Repterra encontra uma combinação bastante divertida entre construção de bases, sobrevivência e dinossauros. A ideia de erguer fortalezas enquanto hordas gigantescas avançam de todos os lados funciona muito bem, principalmente graças à boa progressão econômica, aos sistemas de pesquisa e à sensação constante de crescimento do exército.


A interface poderia ser mais moderna e algumas decisões de apresentação acabam parecendo antiquadas, mas esses problemas não chegam a comprometer a qualidade do núcleo da experiência. Quando dezenas de soldados, torres defensivas e criaturas gigantes estão lutando ao mesmo tempo para impedir a queda da sua base, fica fácil entender o apelo do jogo. O menu de pausa transmite uma sensação bastante datada.


Em um jogo com uma proposta tão criativa, essa parte da apresentação acaba destoando negativamente do restante da experiência.


Para fãs de RTS, defesa de bases e batalhas em larga escala, Repterra entrega uma proposta diferenciada e consegue transformar sua mistura de tecnologia e dinossauros em algo genuinamente divertido de jogar.





SCORE: 80/100

 Review by Gamertag: Scoulz


 
 
 

Comentários


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