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Review: Diablo II Resurrected: Reign of Warlock(Bruxo) DLC

Uma classe feita para quem aceita perder a alma em troca de controle total



A chegada do Warlock em Diablo II: Resurrected não representa apenas a adição de uma nova classe. Ela redefine a forma como o jogo entende risco, poder e tomada de decisão. Diferente de qualquer arquétipo clássico da franquia, o Warlock não nasce para ser confortável, nem eficiente no sentido tradicional. Ele existe para tensionar o jogador.


Além da classe bruxa, essa atualização introduz sistemas e mecânicas reformuladas que mudam profundamente o ritmo do jogo, como as Zonas de Terror, eventos especiais como Herald of Terror e Colossal Ancients, além do sistema Chronicle, que amplia a progressão e o endgame. Soma-se a isso dezenas de novos itens e, finalmente, um filtro de loot configurável, algo que a comunidade pede há anos, permitindo reduzir o excesso de informações na tela e focar no que realmente importa.



O Warlock em si foge completamente da ideia de um mago genérico. Ele é um conjurador proibido. Um personagem que faz pactos, manipula entidades infernais e aceita a corrupção como ferramenta. Ele sacrifica vida, aliados, posicionamento e segurança em troca de poder bruto e controle. Em termos conceituais, ele fica entre um necromante pelas invocações, um feiticeiro pela magia destrutiva e até um paladino, mas aqui tudo é corrompido.


Não há aura sagrada, apenas versões distorcidas e profanas dessas ideias. Sua identidade gira em torno de três vertentes principais de construção: Binding, Eldritch e Chaos. Cada uma oferece estilos de jogo radicalmente diferentes. Algumas focam em controle absoluto do campo de batalha, outras em dominação demoníaca e há aquelas que apostam em ataques mágicos quase apocalípticos. As combinações possíveis são absurdas, com milhares de variações viáveis, o que reforça o caráter experimental da classe.



Existe quase uma filosofia de sofrimento embutida no design da classe. O Warlock não parece querer que o inimigo morra rápido. Ele quer que o inimigo definhe, seja corroído por maldições, sacrifícios e efeitos contínuos até que sua própria existência seja consumida em benefício do conjurador. É um estilo de jogo mais cruel, mais lento e muito mais intencional.


Narrativamente, o Warlock surge como um sobrevivente das guerras secretas travadas à margem do Conflito Eterno. Magos renegados e ocultistas que entenderam que o Inferno não pode ser derrotado apenas com fé ou aço. Diferente do necromante, que manipula a morte, o Warlock aceita a corrupção de forma consciente. Ele firma pactos proibidos e usa o próprio poder infernal contra o Inferno. Após a queda de Baal, esses conjuradores entendem que os grandes males nunca desaparecem de verdade. Eles apenas aguardam. Por isso, escolhem caminhar pela linha mais perigosa possível. Controlar o caos antes que ele consuma Santuário, mesmo que isso custe a própria alma.


TRAILER OFFICIAL


RESUMO


O Warlock não é uma classe para iniciantes. Ele exige conhecimento do jogo, entendimento profundo de sistemas e disposição para errar. Mas para quem já domina Diablo II, ele se torna uma das experiências mais ricas e ousadas já introduzidas no jogo. Uma classe que respeita a brutalidade da obra original e, ao mesmo tempo, expande seus limites de forma corajosa.



Review by Gamertag: Scoulz


SCORE: 86/100



 
 
 

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