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Review: Wardrum


Sinta o ritmo da batalha.



O JOGO


Wardrum é um roguelite tático com combate em turnos desenvolvido pela Mopeful Games e distribuído pela Team17. A magia fora do ritmo tomou todas as terras e assentamentos caíram. Agora, apenas seu grupo de guerreiros pode deter esse mal, usando o magias e ataques rítmicos para vencer os inimigos que aparecem no caminho.


Pense bem em cada movimento no campo de batalha.

MINHAS IMPRESSÕES


Para quem olha rapidamente para Wardrum pode passar despercebido, mas o jogo é um roguelite, o que é importante ser dito logo para não gerar frustrações aos desavisados. Por isso, perder várias e várias vezes fará parte de sua jornada que, cada vez que reiniciar, vai ter alguma melhoria, já que você pode melhorar alguns aspectos para sua próxima tentativa. Isto posto, podemos falar sobre sua principal mecânica: os ataques rítmicos. Nesse jogo de combate em turnos, toda ação de ataque ou habilidade, seja um golpe corpo a corpo ou uma magia, exigirá que o jogador aperte botões no ritmo certo para melhor resultado de seus ataques. Essa mecânica é essencial para tudo, muitas vezes sendo o fator decisivo numa batalha, seja para o bem acertando o ritmo de forma perfeita, seja para o mal errando alguma batida e deixando seu oponente vivo por mais um turno. Esteja sempre atento a quais botões você deve apertar, pois cada ação e habilidade pedem uma combinação diferente de botões, o que muitas vezes pode confundir. Ainda que exista uma fase pré ataque que é uma espécie de treinamento para saber como será a combinação exigida, na hora que está valendo de verdade, não faz tanta diferença, já que você vai precisar se concentrar pra fazer o seu melhor. Apesar de cada ação ter sempre o mesmo ritmo e padrão de botões, isso não facilita sua vida, já que são diferentes tipos de personagens, com habilidades diferentes e a variedade de botões é muito grande, o que torna essa parte do jogo muito mais importante do que qualquer outra.


Sua jornada se passa num tabuleiro onde você decide qual caminho tomar, sabendo o que te espera no seu próximo passo. Cada personagem tem suas características próprias e, ao longo do jogo, você desbloqueia novos personagens para montar sua equipe da forma que melhor se encaixar com seu estilo de jogo e combinação de habilidades. E se a variedade de habilidades que já existe em cada personagem não for o suficiente, você pode forjar cintos rítmicos, que permitem equipar runas que você encontra na sua jornada para criar novas habilidades. O jogo está em Português-Brasil, facilitando o entendimento do jogador de cada uma dessas mecânicas, que são bem explicadas por meio de tutorial. A arte do jogo é bem bonita, um 2.5D que é bem animado em suas batidas que são sentidas pelo jogador, cada impacto faz você sentir o peso do jogo. A trilha sonora brilha, com a predominância dos tambores, obviamente.


Apesar de repetitivo e, algumas vezes, cansativo, a mecânica principal de Wardrum é muito criativa, além de muito punitiva em casos de ser jogado em dificuldades maiores. Ela é feita para ser dominada, quase como se você estivesse aprendendo uma música num instrumento novo. Cabe ao jogador dominar o ritmo e se divertir no processo.


Ataque no ritmo perfeito para melhores resultados.

CONQUISTAS


Se Wardrum exige muito do ritmo, as conquistas serão mais simples. Além de vencer o jogo com cada personagem, cada um deles tem uma conquista relacionada com uma de suas principais habilidades, como por exemplo, acertar 100 golpes críticos com o arqueiro. Atravessar algumas áreas da jornada e vencer os chefes dessas áreas também rendem algumas conquistas. Em sua maioria, as conquistas de Wardrum são sobre números, como as conquistas de derrotar um número específico de inimigos ou sobre causar um número específico de dano. Por fim, não teria como não ter conquistas sobre acertos perfeitos nas fases rítmicas. E não são poucos! Por ser um roguelite, a repetição eventualmente fará você alcançar 100% das conquistas, ainda que leve um tempo e exija que o jogador esteja com o ritmo em dia.


Selecione quais serão os guerreiros que melhor se adequarem ao seu estilo de batalha.

CONCLUSÃO


A mecânica principal de Wardrum é realmente divertida e original. Acertar os diversos botões no ritmo correto realmente parece ser como tocar um instrumento e, nesse caso, você está aprendendo ele e é bem normal errar bastante. Só acho que a variedade de botões confunde demais e pode, inicialmente, afastar os jogadores, por mais que exista a possibilidade de jogar numa dificuldade mais baixa e que ela seja menos punitiva. Apesar de ser bem legal, eu senti que as batalhas são tão focadas nessa mecânica que todo o resto é muito simplório. Não é nem que seja ruim, mas parece que todo o restante do jogo não acompanha a diversão que é atacar com ritmo. Como disse, o jogo acaba ficando bem repetitivo e, por ser um roguelite, fica mais ainda. Será que Wardrum seria menos cansativo se tivesse uma campanha linear? Não sei, mas creio que para jogadas curtas, ele funcione muito bem do jeito que é.


NOTA: 7.5/10

Comentários


Redatores:

@brunosbom

@gui_nosaji

@lefa_toon

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