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- Review: Arcade Paradise
Para todos aqueles que não tiveram a chance de vivenciar a era dos arcades, embarquem nesse mundo em Arcade Paradise. O JOGO Arcade Paradise é um jogo de gerenciamento e arcade desenvolvido pela Nosebleed Interactive e distribuído pela Wired Productions. Ashley é designada por seu pai, Gerald, para tomar conta da lavanderia chamada King Wash. Enquanto cuida do estabelecimento, Ashley encontra algumas máquinas de arcade antigas nos fundos da lavanderia e vê uma grande oportunidade de fazer dinheiro. E assim começa a jornada de nossa protagonista que, lentamente, vai transformando a lavanderia em um grande espaço cheio de jogos, sem que seu pai saiba o que está fazendo. É claro que, enquanto trabalha duro nas máquinas de lavar, você sempre vai arranjar um tempinho para jogar nas máquinas de arcade, bater recordes e completar desafios, tudo para conseguir mais dinheiro e, consequentemente, mais máquinas. MINHAS IMPRESSÕES O jogo me fisgou desde o começo pela premissa de termos máquinas de arcade para jogar. Desde pequeno sempre amei jogar nessas máquinas, então bateu uma nostalgia boa daquele tempo. Devo avisar que o começo do jogo pode ser um choque pra quem esperava já ir de cabeça na ideia do arcade. Vai levar um tempo até que você possa se focar 100% nas máquinas e abandonar a lavanderia. No começo, cuidar da lavanderia não é de todo ruim, mas com o tempo, vai ficando cada vez mais chato ter que abandonar os jogos para cuidar das roupas. Existe uma alternativa para isso, que é usar um código no menu do jogo que facilita sua vida. Caso ache que isso é trapacear, boa sorte com a roupa suja. A história do jogo é um ótimo pano de fundo, com um tema muito legal: faça o que gosta. Toda aquela pressão familiar, comparações e afins, não vale de nada, apenas nos faz sentir mal. Ashley faz de tudo para seguir seus sonhos e fazer o que te faz feliz, mesmo que seu pai não reconheça. Aliás, uma curiosidade: o dublador do pai de Ashley, Gerald, é o mesmo dublador do Geralt, do jogo The Witcher. O jogo está em Português-Brasil, o que é ótimo para entender a história e as instruções dos jogos. Os jogos das máquinas de arcade são os mais variados possíveis. Muitos são clássicos reimaginados, outros são jogos completamente originais. Inevitavelmente, você vai gostar mais de alguns do que outros, seja pelos estilo de jogo ou pela dificuldade. O estilo visual do jogo é bem bonito e retrô, o que dá toda a atmosfera de anos 90. É um jogo bem divertido e sem muitas complicações. Gerenciar a lavanderia e o arcade não é difícil ou complexo. Quando você consegue largar mão da lavanderia, o tempo vai passar muito rápido enquanto você se diverte nas máquinas de arcade. Depois de terminar a história principal, o desafio fica em concluir todos os objetivos dos jogos, o que vai te demandar um bom tempo, mas vai te dar aquela sensação de vencer o recorde da máquina de arcade, como nos velhos tempos. CONQUISTAS As conquistas vão demandar que você seja bom em muitos estilos de jogos. Tirando as conquistas relacionadas à história e ao gerenciamento do estabelecimento, a sua grande maioria é relacionada aos jogos, como por exemplo, conseguir todas as melhorias em um jogo ou simplesmente terminá-los. Alguns vão exigir mais de você do que outros, mas no geral, você só vai ter que jogar até conseguir. Com o tempo, você pega o jeito. Por isso, conseguir 100% das conquistas em Arcade Paradise vai te exigir um bom tempo. CONCLUSÃO Arcade Paradise é uma ótima pedida pra quem quer um jogo com uma progressão num ritmo bom e com muita diversão variada. Como existem diversas máquinas de arcade, alguma delas vai prender sua atenção, a ponto de você querer bater seu recorde. Mesmo com um começo mais lento, o jogo te mantém firme na busca em aumentar seu espaço para as máquinas de arcade. É um jogo que vale bastante a pena, mesmo depois de zerar, pois você pode entrar só para jogar os jogos das máquinas. Além disso, existem DLCs que adicionam novos jogos, então você pode ter mais desafios. Gostei da história que é contada e a forma que você progride, recomendo demais que joguem e curtam, pois os arcades merecem essa homenagem. NOTA: 8.0/10
- Review: House Flipper - Farm DLC
A vida no campo é trabalhosa, mas tem seu charme, como podemos ver nessa DLC. O JOGO House Flipper - Farm DLC é um jogo de simulação de reformas desenvolvido pela Frozen Way e Empyrean e distribuído pela Frozen Way, Frozen District e PlayWay S.A. O jogo base simula reformas, compra e venda de imóveis, resumidamente falando. Em sua DLC Farm, o foco é na vida do campo e suas atividades, como cuidar de plantações. Além disso, podemos comprar animais da fazenda, como galinhas e cavalos, assim, a experiência da vida na fazenda fica completa. MINHAS IMPRESSÕES Assim como todas as DLCs de House Flipper, muitos itens novos foram adicionados, trazendo novas possibilidades de decoração, em sua maioria, inspirados pela vida no campo. Além disso, novos equipamentos são introduzidos para ajudar em sua jornada de reformas. Bem, pelo menos deveriam ser equipamentos utéis, mas, na verdade, muitos deles são dispensáveis, como a enxada, por exemplo, e outras são exageradas, como o gancho de escalada. Assim como o jogo base, esta DLC está em Português-Brasil. Confesso que achei que o conteúdo da DLC vai para um caminho muito distante do que o jogo realmente é. Você é direcionado para atividade como plantio e colheita, cuidar dos animais e, bem, isso é um jogo de reformas ou um simulador de fazenda? Porque, no fim do dia, essas coisas são inúteis para o decorrer do jogo em si. Você pode até vender os produtos de sua fazenda, mas o dinheiro que gera é pífio comparado com o restante das atividades normais do jogo. Não vejo um jogador que foi atraído pelo jogo pelas reformas e construções, parar de fazer isso para cuidar de uma fazenda. Adquirir e interagir com os animais da fazenda é interessante e divertido. Pode soar contraditório com o que eu disse na análise da DLC Pets (que você pode ler aqui) sobre como os animais dão um pouco de vida ao jogo, já que você quase não vê coisas vivas durante o decorrer do jogo, exceto as baratas, mas, no caso da DLC Farm, é exagerado e desnecessário. Acho que se empolgaram demais no conteúdo e acabaram desviando muito do foco do jogo. CONQUISTAS A DLC adiciona conquistas ao jogo base, assim como todas as outras DLCs de House Flipper. Por isso, tenha em mente que para completar 100% de House Flipper, você terá que adquirir todas as DLCs. Como estamos falando apenas da Farm DLC, vou me resumir apenas a ela. Nesse caso, prepare-se para se tornar um fazendeiro, pois algumas conquistas exigem que você cutive, colete ovos, pule com um cavalo sobre um obstáculo e por aí vai. Além disso, usar as novas ferramentas também é necessário para conquistas. Alguns outros exigem ações específicas, porém, nada muito difícil. Por fim, termine todos os trabalhos dos novos mapas. Assim, provavelmente você consiga completar todas as conquistas desta DLC. CONCLUSÃO A DLC não é de todo ruim, porém, acho que de tudo que foi adicionado, poucas coisas se salvam como necessárias. Não entendi o motivo de adicionar ao jogo o fator simulador de fazenda. E parece tão largado, porque nos novos trabalhos adicionados, você sequer usa ou é apresentado ao novo conceito, o que na minha opinião reforça que é algo que não devia estar ali. Porém, já que está, ainda acho exagerado e pouco aproveitado. Gosto quando coisas úteis ou interessantes são adicionadas, mas nesse caso, passaram um pouco do limite. Mesmo que você queira construir uma fazenda com tudo que tem direito, me parece um trabalho a mais num jogo em que o foco não é esse. Gostaria que todos os elementos adicionados fossem melhor aproveitados e condizentes com a proposta do jogo. NOTA: 6.0/10
- Review: Sweet Dreams Alex
Nem dormindo temos paz na consciência e somos atormentados por pesadelos, mas podemos evitá-los em Sweet Dreams Alex. O JOGO Sweet Dreams Alex é um jogo puzzle desenvolvido pela Clarity Games e distribuído pela Kasedo Games. Alex ainda é uma criança e sonha bastante. É nosso dever como construtores de sonhos, como é denominado pelo jogo, manter os pesadelos longe de Alex até que o dia nasça. Para isso, devemos construir obstáculos e dificultar o caminho dos pesadelos até a pequena garota, para que ela possa ter uma noite de sono tranquila. MINHAS IMPRESSÕES Jogos puzzle sempre te fazem quebrar a cabeça para resolvê-los e, por isso, devem ter uma curva de aprendizagem boa para que não faça o jogador desistir. Em Sweet Dreams Alex, cada mundo tem sua própria mecânica e faz um bom uso dessa curva de aprendizagem, ensinando cada aspecto daquele mundo. Porém, não se engane: é um jogo extremamente desafiador. Em diversos momentos eu fiquei muito tempo pensando, tentando e errando, até conseguir passar de fase. Sua arte é bem lúdica, o que representa bem como seria a mente de uma criança. Cada mundo tem uma temática única e suas próprias mecâncias, trazendo novidade sempre que se avança no jogo. Infelizmente, o jogo não está em Português-Brasil, o que pode dificultar em entender algumas mecânicas que são explicadas pelo jogo em forma de texto. Você ainda pode criar fases e compartilhar com outros jogadores para desafiá-los. É um jogo muito satisfatório quando se acerta a resolução da fase, mas pode ser extremamente frustrante se você não tiver paciência para tentar solucionar a fase várias vezes. É um jogo relativamente longo por esse motivo. Mesmo acertando de primeira, muitas fases exigem o posicionamento de diversos elementos, o que estende a duração do jogo, juntamente com sua grande quantidade de fases. É um jogo para ser apreciado aos poucos. CONQUISTAS As conquistas de Sweet Dreams Alex são conquistadas basicamente apenas completando todas as fases, fases extras e coletando todos os sonhos durante o jogo. Além disso, temos conquistas relacionadas à criação de fases e aos diários que estão espalhados por alguns mapas. Não é um jogo difícil de ser fazer 100% das conquistas, mas é trabalhoso por conta do próprio jogo ser desafiador. CONCLUSÃO Se você procura desafio, você encontrou. Sweet Dreams Alex trás um bom nível de dificuldade juntamente com uma jogabilidade simples e com mecâncias de fácil entendimento. Nenhuma mecânica atropela a outra e não incha o jogo de forma que confunda o jogador. Como disse anteriormente, apenas recomendo que seja jogado em pequenas doses pois pode se tornar cansativo e frustrante. Apesar de já ter visto essa ideia de evitar que o perigo chegue até o objetivo, Sweet Dreams Alex executa muito bem e de forma agradável. É um jogo que exige bastante paciência e muita tentativa e erro. O fato de ter muitas fases é bom e ruim, pois faz você ter mais do jogo para aproveitar, mas pode se tornar muito cansativo. Recomendo que se desafie. NOTA: 7.0/10
- Review: House Flipper - Pets DLC
Se seu sonho sempre foi ter uma casa cheia de animais de estimação, essa DLC vai tornar seus sonhos em realidade. O JOGO House Flipper - Pets DLC é um jogo de simulação de reformas desenvolvido pela Frozen Way e Empyrean e distribuído pela Frozen Way, Frozen District e PlayWay S.A. O jogo base simula reformas, compra e venda de imóveis, resumidamente falando. Em sua DLC Pets, o foco é em animais de estimação e como acomodá-los em suas casas. Além disso, podemos adotar as mais diversas espécies de animais, desde as mais convencionais como cachorros e gatos como alguns mais exóticos como iguanas e aranhas. MINHAS IMPRESSÕES House Flipper já é um jogo muito relaxante de se jogar, com a adição de animais de estimação, dá um ar muito mais vivo e fofo ao jogo. Com novas missões e propriedades, você descobre esse novo mundo de itens para seus animais de estimação, desde brinquedos até viveiros enormes. A variedade de animais para adoção é grande e faz você querer adotar todos eles. Além de nomeá-los, você pode colocar chapéuzinhos neles, o que deixa tudo mais fofo ainda. Assim como o jogo base, esta DLC está em Português-Brasil. Apesar de não ser uma DLC que muda demais a forma de jogar, comparada com as outras DLCs de House Flipper, ela é a mais divertida e que mais trás coisas legais ao jogo. Só de podermos interagir com os animais, como fazer carinho, dar banho e até levá-los para o trabalho, já é uma mudança significativa do que temos normalmente no jogo. CONQUISTAS A DLC adiciona conquistas ao jogo base, assim como todas as outras DLCs de House Flipper. Por isso, tenha em mente que para completar 100% de House Flipper, você terá que adquirir todas as DLCs. Como estamos falando apenas da Pets DLC, vou me resumir apenas a ela. As conquistas não são difíceis, pois boa parte delas está ligada aos novos mapas da DLC. Cumpra todos os trabalhos, adote vários animaizinhos, brinque e cuide deles, assim você desbloqueará todas as conquistas desta DLC. CONCLUSÃO Fazia tempo que eu não jogava House Flipper e essa DLC conseguiu surpreender positivamente. Apesar de não gostar tanto das outras DLCs, essa fez bem o papel que uma DLC deve fazer: adicionar coisas divertidas e novas. É muito legal adotar os animais, criar um cantinho só pra eles e cuidar deles. Mesmo que virtuais, os animais foram bem programados e estão bem fofos. Achei uma ideia muito interessante e que dá uma vida ao jogo que, no geral, não tem uma alma viva por aí. Sempre é só você e a casa. Pelo menos agora, você tem seu parceiro e sempre pode brincar com ele nas horas vagas. É uma DLC muito divertida e que vale a pena. NOTA: 8.0/10
- Review: Hidden Through Time 2 Myths & Magic
Viaje por diversos momentos no tempo onde os mitos e a magia contam sua história enquanto você procura os diversos itens perdidos em Hidden Through Time 2: Myths & Magic. O JOGO Hidden Through Time 2: Myths & Magic é um jogo de procurar objetos desenvolvido e distribuído pela Rogueside. A continuação do divertido Hidden Through Time nos trás a temática de mitos e magia por diversos momentos da história, seja nos tempos mais atuais com estudantes ou com batalhas medievais entre humanos e goblins. Encontre todos os objetos, pessoas e animais para que a história possa continuar. MINHAS IMPRESSÕES Já havia me divertido muito no primeiro jogo, então já sabia o que esperar. Um jogo leve e animado, que, em alguns momentos, te faz ficar maluco por não encontrar um mísero item do tamanho de uma agulha. Ainda assim, é bem satisfatório encontrar os objetivos. O jogo está em Português-Brasil, o que ajuda na hora de pegar as dicas de cada objeto. O estilo da arte continua bem alegre e engraçado. Confesso que senti falta de algo diferente do primeiro. Por mais que tenha sido implementado a mecânica de dois climas diferentes em cada mapa para que alguns objetos sejam encontrados exclusivamente em cada um, achei que isso não foi uma grande adição ao jogo. Além disso, a implementação de itens especiais que liberam um mapa final é interessante, porém não muito inspiradora. Afinal, após encontrar todos, o mapa que é liberado é muito fácil, o que não parece ser tão recompensador. Hidden Through Time 2: Myths & Magic, como continuação, trás mais do mesmo, ainda que com mudanças, mas essas novas adições pouco fazem diferença. Talvez no futuro implementem mais fases, porque senti que o jogo está curto. Se seguir os passos do seu antecessor, podemos esperar DLCs. CONQUISTAS As conquistas são bem simples: encontre todos os objetos de todas as fases, incluindo os objetos especiais que desbloqueiam uma fase extra. Pra completar, crie fases, jogue e avalie as fases de outros jogadores. Sem muito segredo, simples e fácil de fazer 100% das conquistas. CONCLUSÃO Como me divirto muito nesse estilo de jogo de procurar coisas em mapas extremamente caóticos, adorei jogar Hidden Through Time 2: Myths & Magic, mas me decepcionei com as novas adições, já que pouco causaram impacto no jogo. Ouso dizer que se fosse uma DLC do primeiro, ninguém nem perceberia. Porém, esse fato não estraga o jogo, apenas decepciona se você espera algo muito diferente. Se você gostou do primeiro jogo da série, jogou todas as DLCs e ainda assim quer mais, Hidden Through Time 2: Myths & Magic está aí para acolher quem ficou com vontade de procurar mais coisas por aí. Uma diversão simples e relaxante, sem pressão e que vai ser um ótimo passatempo. NOTA: 7.0/10
- Review: Neptunia x Senran Kagura Ninja Wars
O crossover entre as garotas videogame e as garotas ninja vem com tudo! O JOGO Neptunia x Senran Kagura: Ninja Wars é um RPG hack and slash desenvolvido pela Idea Factory, Compile Heart e Tamsoft e distribuído pela Idea Factory International. Gamninjustri é uma nação onde todo tipo de ninja vive e é nesse lugar que vivem nossas guerreiras. Divididas em duas escolas ninjas diferentes, as meninas da série Neptunia rivalizam com as meninas da série Senran Kagura. Porém, um inimigo em comum surge quando um exército de ninjas robôs atacam. Unindo forças, nossas ninjas são desafiadas pela Steeme Legion para decidir qual é a mais forte escola ninja. Combine suas forças, usando técnicas ninjas variadas e crie combos esmagadores para derrotar seus inimigos. MINHAS IMPRESSÕES Como eu já joguei alguns jogos de ambas as franquias, já tinha um certo conhecimento sobre suas jogabilidades e personagens. Porém, em Neptunia x Senran Kagura: Ninja Wars temos um pouco dos dois mundos. A jogabilidade em si é mediana, achei um pouco travado em certos momentos. A falta de precisão também incomoda, por exemplo, quando defende golpes. Ainda assim, não é algo que estrague o jogo, pois continua sendo agradável em diversos aspectos. Infelizmente, o jogo não está em Português-Brasil, o que pode afastar alguns jogadores no quesito história, pois temos muitos momentos no estilo visual novel para contar o que está acontecendo. Visualmente falando, o jogo é bem bonito, num estilo anime. Como de costume, esses dois jogos abusam da sexualização, que chega a ser incomodo e desnecessário, mas como sabemos para qual público esse tipo de jogo é destinado, não surpreende. A customização deixou a desejar, com poucas opções. Apesar de termos equipamentos e gemas que melhoram suas personagens, é tudo muito genérico. A dificuldade é boa e até desafiadora em alguns momentos. A quest principal é curta, mas temos outros modos para explorar, como algumas side quests e minigames. É um jogo divertido e um ótimo passatempo, algo que você não vai precisar se esforçar muito para jogar e que será fácil de aprender. Simples assim. CONQUISTAS As conquistas de Neptunia x Senran Kagura: Ninja Wars são bem variadas mas que você consegue a maioria simplesmente terminando a quest principal. Conquistas de nível, de inimigos derrotados, de habilidades usadas, baús coletados, enfim, grande parte delas é facilmente adquirida. Lembre-se de terminar o jogo no nível de dificuldade normal, pelo menos, pois existe uma conquista relacionada a isso. Resumindo, ao final do jogo, você já deve ser capaz de conseguir praticamente todas as conquistas. Para finalizar, temos conquistas relacionadas ao minigame de equilíbrio, o que pode levar um tempinho para ser adquirido em sua dificuldade mais alta. CONCLUSÃO Se você já jogou qualquer uma das duas franquias, não espere nada parecido com o que já jogou. É um jogo bem mais simplificado, com um ritmo bem mais devagar. Isso não faz dele menos divertido que outros jogos de ambas franquias, apenas faz com que sua união seja algo único e comemorativo. Apesar de termos a sexualização típica dos dois jogos, aqui ela parece mais contida. Para os fãs das séries, muitas outras personagens fazem aparições durante o jogo. Ainda que simples, Neptunia x Senran Kagura: Ninja Wars é um jogo divertido. Acredito que poderia existir mais conteúdo dentro do jogo, pois por se tratar da união de duas franquias, a sensação de que faltam coisas a mais é bem grande. Não espere uma grande experiência, mas saiba que você terá um jogo divertido e muitas vezes desafiador. Para quem quer conhecer um pouco de Neptunia e Senran Kagura, é uma ótimo introdução. Para quem só gosta de uma das franquias, pode ser decepcionante. E para quem gosta das duas franquias, é um ótimo jogo crossover. NOTA: 7.5/10
- Review: These Doomed Isles
Divindades devem proteger seu povo dessas malditas ilhas amaldiçoadas. O JOGO These Doomed Isles é um roguelike e deck builder desenvolvido pela Triplevision Games Limited e distribuído pela Fireshine Games. Como uma divindade, erga sua civilização nesse grande arquipélago e se estabeleça como uma grande cidade, em busca de recursos e moradores. Porém, nem sempre a paz reinará. Diversos monstros tentarão destruir sua civilização, então proteja seus cidadãos para que as ilhas prosperem. MINHAS IMPRESSÕES Jogos no estilo deck builder tem me decepcionado bastante nos últimos tempos. Em These Doomed Isles não foi diferente, infelizmente. Apesar dos gráficos agradáveis e ideia interessante, o jogo me parece muito vazio. Não que ele seja, pois tem uma gama de cartas e divindades bem variada, mas a sensação de jogar é de "ok, é só isso?" Além disso, o jogo não está em Português-Brasil, o que pode dificultar no entendimento de alguns efeitos de cartas. A ideia para o jogo parece ser algo mais dinâmico, com as trocas de estação e turnos simples, mas muitas vezes me via só passando as estações, procurando terminar os objetivos de uma vez. Acho que faltou algo a mais no jogo, algum diferencial que não deixe essa sensação de vazio. Eu sinceramente não sei dizer como resolver isso, mas foi algo que me deixou bem decepcionado. CONQUISTAS No momento, o jogo não possui conquistas, infelizmente. Espero que esteja nos planos dos desenvolvedores, para criar mais desafios aos jogadores. CONCLUSÃO Queria ter gostado mais de These Doomed Isles. O jogo não conseguiu me prender, sempre que eu terminava uma partida, não me dava vontade de continuar jogando. E isso é bem preocupante, pois jogos desse estilo tendem a te fazer querer jogar cada vez mais. E não é que o jogo seja ruim, ele só me deixou decepcionado mesmo. Mesmo com simplicidade, o jogo se torna um pouco massante e repetitivo, sem novidades. Espero que com o tempo eles adicionem mais conteúdos ao jogo, talvez algo faça essa sensação de vazio se esvair. Repito, não é um jogo ruim, só não conseguiu atender minhas expectativas como jogador. NOTA: 6.5/10
- Review: Viewfinder
Toda imagem é poderosa, mas em Viewfinder, ela é essencial. O JOGO Viewfinder é um jogo puzzle desenvolvido pela Sad Owl Studios e distribuído pela Thunderful Publishing. Em um mundo onde ocorreu um desastre climático que devastou toda fonte de oxigênio do planeta, nossa personagem explora uma simulação que busca uma forma de revitalizar a vida das plantas da Terra. Com ajuda do carismático gato Cait, uma inteligência artificial da simulação, o objetivo é buscar pistas da pesquisa que ajudará o planeta. Para isso, você precisará passar por diversos puzzles que utilizam das mecânicas dessa simulação, usando fotos e imagens. MINHAS IMPRESSÕES Ultimamente, jogando jogos puzzle, tenho me decepcionado bastante. Seja pela dificuldade oscilante, seja pela mecânica mal executada. Em Viewfinder, foi bem diferente. Fiquei animado em jogar e continuar jogando. Podemos dizer que os desafios são relativamente fáceis, porém, utilizam-se de sua mecânica com maestria. É prazeroso e recompensador resolver os puzzles. Por mais que o jogo tenha uma forma correta de se chegar ao resultado final, a sensação é de que você pode tentar coisas diferentes e que vão funcionar também. O jogo está em Português-Brasil, o que ajuda a entender mais sobre a história, contada através do gato Cait e de diversos fragmentos de áudio encontrados pelas fases. A história em si não influencia tanto na jogabilidade, mas é interessante e tem um final de arrepiar. A arte do jogo é bem bonita e a trilha sonora segue o ritmo que o jogo precisa. A mecânica principal do jogo é bem divertida e original, lembrando jogos como Portal e Superliminal. Aquela sensação de um mundo desconhecido em que a criatividade é o seu motor é um sentimento bom de novidade, mas que te faz sentir um vazio também. A forma que você resolve os desafios é simples, porém, criativa. Pra mim, nesse aspecto, o único defeito é que o jogo possui poucas fases. Com toda certeza, Viewfinder é um jogo muito divertido e vale a pena ser jogado. Para os que buscam um grande desafio, talvez se decepcione, mas para quem gosta de puzzle com mecânicas únicas e sem precisas fritar o cérebro, Viewfinder é perfeito. CONQUISTAS Recomendo jogar Viewfinder do começo ao fim sem se preocupar com as conquistas. Complete o jogo e depois corra atrás delas. Digo isso porque o jogo em si é rápido de se terminar, o que deixa mais fácil apenas focar nas conquistas depois. Porém, se você quiser fazer tudo em apenas uma run, é totalmente possível. Fique atento aos colecionáveis que estão escondidos em algumas fases. Alguns estarão mais escondidos do que os outros, então explore tudo que as fases te oferecem. Além disso, existem conquistas de ações específicas que podem ser executadas em algumas fases. Porém, continuo com a minha recomendação: termine o jogo e depois corra atrás do 100%, será muito mais fácil e objetivo. CONCLUSÃO Viewfinder foi um respiro para mim. Um jogo puzzle relaxante, divertido e criativo. Foi prazeroso jogá-lo, tanto que nem vi o tempo passar enquanto jogava, seja pela sua jogabilidade ou por ser curto mesmo. Não se engane por parecer fácil resolver os desafios, você ainda vai se divertir e pensar bastante para concluir algumas fases. E o jogo não te apressa, ele deixa que você explore e aproveite cada momento. Achei o final bem legal, apesar de não me envolver tanto com a história. Recomendo bastante que joguem Viewfinder. É uma experiência legal e divertida, porém curta, o que pode ser tanto bom quanto ruim. Adoro jogos nesse estilo e que ousam em suas mecânicas. Não sei se existe espaço para uma continuação, pois o final fecha bem o jogo, mas fica aquela vontade de jogar mais e ser mais desafiado dentro dessa simulação. NOTA: 8.0/10
- Review: It's A Wrap!
O trabalho de um ator e de um diretor de cinema não é nada fácil. Agora imagina fazer os dois trabalhos de uma vez. É o que você fará em It's A Wrap! O JOGO It's A Wrap! é um jogo puzzle desenvolvido pela Chanko Studios e distribuído pela AMC Games. Em meio a gravação de um filme, conhecemos Johnny, um ator de ação que não tem dublês. Ele atua em todas as cenas dos filmes, tentando fazer o roteiro ter sentido. E por falar em roteiro, você está no comando. Controlando o momento em que cada ação do cenário deve ocorrer da melhor maneira possível, você deve adequar todos os elementos para que seu ator consiga seguir o script. Faça e refaça a cena, tentando achar o tempo e o momento correto para que a cena saia perfeita, digna de um Oscar. MINHAS IMPRESSÕES A proposta do jogo é interessante. Toda nova cena tem duas fases: a preparação e a ação. Na preparação, você mexe em alguns itens do cenário, mais especificamente, no tempo em que certos eventos ligados à esses objetos acontecerão. Assim que configurar sua cena, temos a ação. Você controlará Johnny e terá que passar pelos obstáculos da cena e chegar ao ponto final antes que o tempo acabe. Na base da tentativa e erro, você vai ajustando os tempos até que chegue no ideal. Olhando assim, parece uma mecânica bem criativa. E até é, mas o que me incomodou é que tudo tem que ser feito no tempo exatamente correto, tanto a preparação quanto a ação. Acaba sendo algo engessado e até cansativo. Entendo que é um jogo puzzle e ele tem que ter uma resposta, mas chega uma hora que até cansa de tentar sincronizar a preparação com as suas ações. Com isso, o jogo que é relativamente curto, ganha um tempo a mais. A arte do jogo é bem divertida. As cenas são todas baseadas em filmes consagrados. O jogo está em Português-Brasil, o que te ajuda a acompanhar os diálogos bem humorados entre as personagens. It's A Wrap! é divertido até o momento em que começa a ficar frustrante. Algumas hitboxes são falhas demais, coisas simples que te deixam desanimado, visto que cada fase tem que ser feita no detalhe. Ainda assim, vale a experiência por causa de sua mecânica única. CONQUISTAS Metade das conquistas de It's A Wrap! você conseguirá naturalmente, completando todas as fases do jogo. A outra metade estão ligadas à encontrar salas secretas em algumas fases e fazer ações específicas. Nada muito complicado de se fazer, talvez achar as salas secretas, que não são muitas, seja um pouco mais trabalhoso. No geral, é um jogo bem fácil de fazer 100% das conquistas. CONCLUSÃO Quando jogos puzzle trazem mecânicas originais, sempre vale a pena experimentar. Gostei da ideia, mas não da execução. Entendo que podem haver limitações, mas gostaria de algo que evocasse mais a criatividade. Me parece um jogo muito no trilho, como se ele te obrigasse a fazer o que ele quer ao mesmo tempo que te dá a ideia de estar no controle. Apesar disso, o jogo transmite carisma e vale a experiência. Mesmo com alguns problemas de execução que chegam a irritar, é um jogo muito desafiador. Me anima ver que ainda existem tantas mecânicas para puzzles diferentes para serem exploradas. É um gênero que é sempre bom ver se renovando e com It's A Wrap! vemos que ainda existe bastante espaço pra novas ideias. NOTA: 7.0/10
- Review: Punch Club 2 Fast Forward
A continuação do clássico Punch Club faz jus ao seu antecessor, com mais comédia, mais ação e muito, muito mais trabalho. O JOGO Punch Club 2: Fast Foward é um jogo de gerenciamento e luta desenvolvido pela Lazy Bear Games e distribuído pela tinyBuild. 20 anos após os acontecimentos do primeiro jogo, num mundo cada vez mais cyberpunk, nosso novo protagonista descobre o que é viver nessa nova época após passar todo esse tempo morando na garagem da casa da mãe. Logo ele descobre que tudo é resolvido na base da porrada e se interessa em entrar no mundo da luta. Além disso, ele é guiado pela sua vontade de saber mais sobre seu pai, já que nunca o conheceu e todos na cidade o referenciam quase como uma lenda. Com tudo isso em mente, o protagonista deve equilibrar sua vida entre participar de campeonatos, trabalhar e ajudar aqueles que pedem sua ajuda. Com essa rotina frenética, treine e se cuide para poder seguir os passos do lendário lutador que está desaparecido há 20 anos, enquanto tenta se adequar à toda essa nova tecnologia. Lutar é a solução de todos os problemas. MINHAS IMPRESSÕES Fiquei muito animado quando soube que uma continuação de Punch Club estaria por vir. E confesso que, ao começar o novo jogo e ter uma breve recapitulação do anterior, eu não lembrava quase nada dele. Por sorte, ao decorrer do jogo, várias referências ao primeiro título são feitas e ajudam a refrescar a memória. Além disso, pra quem nunca tocou em Punch Club, essas lembranças que as personagens te dão contextualizam bem e não faz necessário que se jogue o primeiro jogo. Ainda sobre a história, ela é cheia de comédia e referências à clássicos dos anos 80, que são encaixados na hora certa, sem tirar o brilho da originalidade da história principal. O jogo está em Português-Brasil e traduz com maestria muitas expressões, gírias e piadas para fazer sentido para o público brasileiro. A arte do jogo continua maravilhosa. As personagens são expressivas e, com isso, se tornam bem carismáticas e únicas. Voltando as referências, visualmente falando, temos muitas homenagens à jogos e filmes. É divertido entrar num cenário e ver que, bem ao fundo, está um personagem de algum outro jogo sendo referenciado. A trilha sonora é ótima e constrói bem o ambiente, seja nas lutas ou simplesmente em ambientes diversos. Quanto a jogabilidade, comparado ao seu antecessor, temos diversas mudanças. Seus status não decaem por tempo, como no primeiro jogo. Você terá acesso a bastante variedade de árvores de habilidades e ver qual se adequa ao seu estilo de jogo. Ao vencer lutas de campeonato, você ganha pontos para poder adquirir novas habilidades. Porém, se você perder, você perderá pontos. Não sei se gostei muito dessa mecânica de punição, pois ela te freia em sua evolução, mas faz sentido. Ninguém sobrevive de luz e, assim como na vida, você terá que trabalhar para comer e ter energia para as suas atividades. E aí que o jogo me perde um pouco. Por mais que o jogo seja focado em gerenciamento, tem momentos que parece que você só está trabalhando para comer e comendo pra trabalhar. Você vai ter que encontrar o ritmo certo e praticamente ter uma rotina dentro do jogo, o que pra mim deixa o jogo muito repetitivo, dentro de um trilho que não se pode quebrar. As lutas quase ficam em segundo plano, muitas vezes tive que simplesmente abandonar as lutas pra poder trabalhar e ter algum dinheiro pra sustentar meu personagem para que, aí sim, voltasse para as lutas. Quando consegui achar um equilíbrio, o jogo engrenou e a história começou a andar. Talvez eu só seja ruim em gerenciar, mas não tira o fato de que às vezes você até esquece que é um jogo sobre lutas. O sistema de luta mudou, sendo muito mais tático e abrangente, te dando um leque de possibilidades para mudar de estilo no meio de uma luta dependendo de seu adversário. Particularmente, eu não gostei tanto. Não é que seja ruim, só não me agradou. Energia é essencial e seus status estarem em um nível alto não importam tanto, você deve criar sua estratégia baseado no seu adversário. Em muitas lutas, era frustrante perder porque não era claro o motivo de ter perdido. Ainda assim, não é algo que estrague o jogo. Me diverti bastante jogando Punch Club 2: Fast Foward. Talvez ele demore a engrenar, mas, quando engrena, você não consegue parar. Essa é uma característica dos jogos da Lazy Bear Games: você vai sofrer no começo, mas será recompensado. Aos que gostaram do primeiro título, pode apostar que vão gostar de sua continuação. Terraplanistas não nos dão paz nem nos jogos. CONQUISTAS Teoricamente, você consegue todas as conquistas do jogo em uma única run. Digo isso porque não existem conquistas ramificadas quanto as escolhas feitas no jogo. Todas elas culminam no mesmo ponto da história. Porém, existem conquistas que você pode acabar perdendo se não explorar o jogo totalmente. Temos conquistas ligadas aos status, que você deve subir o nível de pelo menos um deles até o 30, por exemplo. Conquistas relacionadas às lutas, no caso, vencer 50 lutas, também podem ser perdidas. Esses dois casos que citei são bem difíceis de você perder, mas como não são parte da história, você pode eventualmente não cumprí-las. Em resumo, experimente tudo que o jogo tem a te oferecer. Abra sua aba de missões e cumpra tudo que pode antes de passar para o próximo capítulo, que geralmente começa ao vencer o campeonato atual. Assim, logo você conseguirá o 100% sem problemas. Todo mestre precisa de discípulos. CONCLUSÃO Existe uma clara evolução do primeiro jogo para o segundo, sem desrespeitar tudo que foi apresentado inicialmente. Punch Club 2: Fast Foward mantém a estética e bom humor que deu certo e atualiza seu modo de jogo, para que não seja apenas uma continuação mais do mesmo. Por mais que algumas coisas não tenham me agradado tanto na sequência, não estragaram minha experiência. Foi questão me adaptar nesse novo estilo para progredir na história. Eu gostaria que o ritmo não fosse tão frenético a ponto de não ter tempo pra respirar e fazer outras coisas no jogo. Muitas vezes você se vê num loop de "trabalhar, comer, lutar" e acaba não tendo tempo pra fazer outras coisas sem quebrar essa rotina. Como disse anteriormente, no início vai parecer que o jogo é lento e vai demorar pra avançar, mas assim que você pega o jeito, as coisas engrenam. Recomendo bastante Punch Club 2: Fast Foward, pois é um jogo feito com muito carinho e que é bem divertido. Fiquei feliz que a saga Punch Club ganhou mais um capítulo e espero que uma trilogia esteja nos planos. NOTA: 8.0/10
- Review: Fairy Fencer F Refrain Chord
Batalhar com música ao vivo deve ser uma experiência peculiar, mas em Fairy Fencer F: Refrain Chord vemos que isso ajuda bastante. O JOGO Fairy Fencer F: Refrain Chord é um RPG tático desenvolvido pela Idea Factory, Compile Heart e Sting e distribuído pela Idea Factory International. Anos após uma batalha entre deuses, acompanhamos Fang, um espadachim, conhecido aqui como Fencer, que tem a habilidade de manusear armas especiais embuídas com Fairies também conhecidas como Furies. Junto de seus amigos, Fang vai em busca de reunir todas as Furies para poder assim ressuscitar a Deusa que estava no conflito de deuses. MINHAS IMPRESSÕES Fairy Fencer F: Refrain Chord logo me chamou a atenção por ser um RPG tático. Como adoro esse gênero, é bem fácil eu me divertir com ele. E, assim como muitos jogos do gênero, existem diversos detalhes que fazem cada um único. Aqui, temos as Muses, que cantam durante a batalha para elevar seus status. Num primeiro momento, não há nada demais, mas com o passar do tempo, tanto a sua Muse quanto a inimiga são bem chatas. E quando digo chatas é porque elas realmente não agregam nada ao jogo, apenas adicionam uma mecânica que, se não existisse, o jogo fluiria até melhor. Parece que o turno delas e o que podem fazer não fazem jus à obrigatoriedade de tê-las em praticamente todos os mapas. E notar isso é bem complicado, visto que o nome do jogo remete à essa mecânica como se fosse o grande atrativo do jogo. Quanto ao resto das mecânicas, não foge muito de jogos do estilo, sendo até muito simples. O jogo não está em Português-Brasil, o que pode dificultar alguns jogadores a entender algumas descrições de habilidades e a história. E por falar na história, essa é descartável. Não me senti atraído em ler cada diálogo com atenção, visto que muitos deles parecem conversas entre personagens de um anime genérico. Em contrapartida, gosto do design dos personagens, pois eles são realmente únicos e carismáticos. As artes em 2D são bem bonitas, ao contrário do 3D, que deixa a desejar. Os equipamentos não são tão atrativos, visto que poucos dos que você vai conseguindo ao longo do jogo são melhores que os equipados nos personagens quando entram em sua equipe. A variedade de Sub-Fairies é legal, mesmo que muitas não pareçam tão úteis. O sistema de fincar espadas no mapa para encontrar itens é ok, apesar de gerar alguns itens e masmorras, não é tão divertido. Como RPG tático, Fairy Fencer F: Refrain Chord faz bem o básico mas erra bastante no diferencial, fazendo com que seja um jogado meio automático, muito por conta da principal mecânica ser bem broxante. No geral, é um jogo divertido, que dá pra jogar sem pensar muito e vai te fazer passar um tempo jogando. CONQUISTAS Em sua boa parte, as conquistas de Fairy Fencer F: Refrain Chord não são tão difíceis, mas vão exigir um certo tempo. Metade delas está ligada à história, então serão tranquilas de completar. Temos também algumas conquistas relacionadas à ações específicas, como por exemplo, vencer um mapa sem tomar dano ou inflingir 3000 de dano em um inimigo em um só golpe. Por fim, temos conquistas que exigiram um certo nível de grind, pois você terá que desbloquear todas as habilidades de algum Fairy e Sub-Fairy ao máximo, além de escavar boa parte do mapa, que não é pequeno. Então, apenas vá jogando, pois boa parte das conquistas você fará durante sua progressão. Já para conseguir o 100%, preste atenção nas conquistas específicas e tente forçá-las assim que possível. CONCLUSÃO Apesar da mecânica nada atrativa das Muses, eu me diverti jogando Fairy Fencer F: Refrain Chord. Os personagens são carismáticos e carregam o jogo nas costas, visto que a história não empolga. Evoluir as Fairies e Sub-Fairies me impulsionou para frente no jogo, pois queria ficar cada vez mais forte e testar novas táticas. Joguei sem muita pretensão, apenas indo em frente, sem muita dificuldade. Queria que tivessem mais opções de customização dos equipamentos e personagens. Parece que tudo foi focado nas Fairies e esqueceram de dar mais atenção à outros aspectos do jogo. É uma pena que o jogo peque em tantos aspectos que fariam ser mais atrativos, ainda mais para jogadores que já jogaram os outros títulos da saga. Porém, quem conhece a Idea Factory já sabe o que vai encontrar. Mesmo assim, é divertido de se jogar, apesar de bem genérico. Vale a pena dar a chance ao título para, quem sabe, uma continuação mais empolgante venha a seguir. NOTA: 7.5/10
- Review: Super Catboy
Um gato geneticamente modificado com uma arma na mão, o que pode dar errado? É o que veremos em Super Catboy. O JOGO Super Catboy é um jogo de plataforma desenvolvido pela Pixelpogo e distribuído pela Assemble Entertainment. Liberado de seu sono químico, nosso querido gato geneticamente modificado busca acabar com os planos malignos de seus terrível criador. Ao lado de sua fiel escudeira Weapongirl, Super Catboy vai enfrentar cachorros soldados antroporfomizados, andar de moto e muito mais nessa aventura que homenageia os jogos dos anos 90. MINHAS IMPRESSÕES Com toda sua simplicidade, Super Catboy realmente evoca o sentimento de jogo antigo, mas com muitas melhorias gráficas. A arte do jogo é bem bonita e colorida. Em contrapartida, a história se alonga demais em seus diálogos, coisa que é totalmente contrária aos jogos antigos, que eram bem diretos. Creio que nesse aspecto, complicaram muito algo que deveria ser simples e rápido, mas que aqui toma um tempo maior do que deveria. O jogo não possui legendas em Português-Brasil, o que deixa um pouco mais chato de acompanhar a história. A jogabilidade deixou a desejar, sendo muito engessada e travada em muitos aspectos. Chega ser frustrante em alguns momentos, principalmente quando o assunto é tomar dano. Não existe um frame de invencibilidade ao receber dano dos inimigos, o que acarreta em situações que te deixam travado até que morra. Além disso, o jogo é bem punitivo em fases em que você pode cair e morrer, visto que nesse tipo de fase existem sequências de pulos rápidos que é necessário ter uma reação muito veloz sem saber o que está na sua frente, muito pelo movimento de câmera. Cada fase tem três objetivos para completar 100%: coletar todas as moedas, derrotar todos os inimigos e pegar os quatro pedaços do gato dourado. E o que você ganha com isso? Nada, na realidade. No momento, não existem conquistas no jogo, então não há muito motivo ou recompensa para completar todos os objetivos da fase. Apenas completar o gato dourado te dá uma vida extra. Super Catboy é uma homenagem aos jogos de Super Nintendo, até com seus defeitos. É engraçado como em algumas fases o jogo é um passeio no parque e em outras tem parte frustrantes sem sentido algum. No geral, o jogo é bem fácil, mas seus controles irritam bastante. Ainda assim, é um jogo divertido e nostálgico, bem aos moldes dos jogos de plataforma dos anos 90. CONQUISTAS Infelizmente, o jogo não possui conquistas no momento. Se não estiver nos planos, deveria estar, pois tem muita possibilidade para acrescentar algo a mais ao jogo, como por exemplo, recompensar quem faz todos os objetivos das fases. CONCLUSÃO Super Catboy foi uma montanha russa de emoções para mim. Ora eu estava me divertindo, passando as fases sem dificuldade, ora eu estava totalmente frustrado com a falta de responsividade dos comandos. Jogar no analógico do controle é uma tarefa para quem tem paciência, coisa que eu não tive. Isso somado aos outros aspectos que eu mencionei anteriormente me fazem pensar se isso não é proposital, pra realmente homenagear os jogos antigos. Se sim, conseguiram emular direitinho. Tirando esses aspectos que são bem pontuais, o jogo é divertido e um ótimo passatempo. Alguns polimentos em mecânicas e introdução de conquistas ao jogo deixariam ele bem mais atrativo. Espero que esses pontos estejam sendo levados em consideração pelos desenvolvedores, porque creio que assim o jogo terá mais apelo e reconhecimento pela comunidade. NOTA: 7.0/10












