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- Review: Jagged Alliance 3
Viva uma aventura de ação como em um filme dos anos 80 em Jagged Alliance 3. O JOGO Jagged Alliance 3 é um RPG tático e estratégico desenvolvido pela Haemimont Games e distribuído pela THQ Nordic. Com o desaparecimento do presidente de Grand Chien, a força paramilitar chamada Legião toma conta da nação. Com isso, a família do presidente cria um acordo com a corporação Adonis para contratar mercenários que possam resgatar o presidente e manter a ordem no país. Você poderá montar sua equipe da forma que bem entender e que esteja dentro de seu orçamento, pois seus mercenários atuam por contratos. Com isso, seu planejamento estratégico tem que ser feito dentro e fora da batalha. MINHAS IMPRESSÕES Todo jogo nesse estilo parece ser igual, mas Jagged Alliance 3 tenta mudar um pouco esse estigma. Com uma abordagem bem mais tática, você consegue se utilizar muito bem das características dos seus mercenários, além do fato de poder usar suas habilidades de forma criativa. Com isso, achei meio confuso em alguns momentos, talvez seja algo meu ou da interface, mas algumas coisas não ficam tão claras quanto deveriam. Quanto aos mercenários, todos tem seu estilo, alguns bem estereotipados, como se estivessem em um filme de ação mesmo. A mecânica de contrato é interessante, porém, pra mim, é bem desanimador. Em jogos desse estilo, eu sempre tenho meus personagens favoritos que quero levar até o final, mas com os contratos, nem sempre vou ter acesso aos personagens que mais gostei. Pra mim, esse é um ponto fraco. A história também parece ter sido tirada de um filme de ação genérico, o que não é de todo ruim, visto que o foco não precisa ser numa história rica, já que não temos personagens fixos como protagonistas. O jogo está em Português-Brasil, o que facilita o entendimento do jogo como um todo, tanto na história quanto na jogabilidade. Os gráficos são bonitos e criam uma atmosfera legal ao jogo, principalmente aos personagens, que são bem representados. O modo cooperativo é bem esquisito, pois ambos os jogadores compartilham o dinheiro, porém, só podem controlar os personagens que contratarem, o que não fica claro quando se joga uma primeira vez. Ou seja, se um jogador contratar três personagens e o outro apenas um, o primeiro controlará três mercenários e o segundo apenas um, o que não faz o menor sentido, visto que tudo é compartilhado. Além disso, no momento da ação, não existe uma divisão de turnos entre os jogadores, o que pode ocasionar em ações descoordenadas que acabam culminando em ações jogadas no lixo. Clareza é algo em que o jogo peca bastante. Jagged Alliance 3 é um jogo desafiador, tenha isso em mente ao jogar. Para os desavisados, ele pode ser um pouco frustrante, mas para aqueles que já sabem onde estão se metendo, é uma ótima pedida, visto que o jogo foi melhorado em muitos aspectos, comparado com os anteriores. CONQUISTAS Se é desafio que você procura, é em Jagged Alliance 3 que você encontrará. Além das conquistas de progressão da campanha e de algumas ações específicas que devem acontecer naturalmente durante o jogo, temos algumas conquistas desafiadoras. Se eu fosse listar cada uma delas, faria quase um guia geral, então, resumidamente, temos conquistas ligadas à dificuldade do jogo, speed run, número de mercenários usados e a lista continua com muito mais desafios específicos. Você vai precisar de muito tempo e esforço para conseguir 100% das conquistas em Jagged Alliance 3. CONCLUSÃO Como disse anteriormente, a mecânica de contratos não me agradou e pode ser desanimador para quem gosta de ter seus personagens favoritos sempre, mas para os que gostam de desafios de gerenciamento de recursos junto com os planos estratégicos, é uma ótima pedida. Com isso, Jagged Alliance 3 leva os jogos táticos para um outro nível que, no meu caso, não empolga. No mais, a jogabilidade, embora não pareça tão clara em alguns momentos, é bem feita e diversificada. Toda essa aura de filme de ação antigo e esteriotipado me agrada, porque evoca um sentimento simples e divertido. Até por isso, a história é só um pano de fundo para toda a ação do jogo. A interação entre os mercenários é legal, com alguns até indicando outros para serem contratados como preferência para atuarem juntos. Esses detalhes enriquecem os personagens e criam dinâmicas divertidas. O modo cooperativo é um pouco confuso e não acrescenta muito ao jogo em si, mas também não desagrada. Acredito que Jagged Alliance 3 vai agradar demais os fãs dos jogos anteriores, com um jogo cheio de desafio. Embora não tenha me empolgado, reconheço seus méritos como um jogo divertido. NOTA: 7.5/10
- Review: Matchpoint – Tennis Championships
Tenis é um esporte que teve diversos jogos bons, todos com características únicas. O objetivo do Matchpoint - Tennis Championships é trazer a melhor experiência da nova geração para o esporte, uma tarefa complexa. Matchpoint - Tennis Championships foi desenvolvido pela Torus Games e publicado pela Kalypso Media. Eles desenvolveram o não tão bom Cartoon Network: Battle Crashers, Praetorians HD Remaster e Beast Quest. Com base no portifólio, podemos descrever que este é o primeiro projeto com um pouco mais de bagagem do estúdio. GAMEPLAY Simples e eficiente é como posso descrever a jogabilidade de Matchpoint – Tennis Championships, já que temos aqui um clássico arroz com feijão, sem inventar muito de títulos consagrados do mercado. Temos diversos tipos de campeonatos, treinos e um multiplayer bastante movimentado (na época do game pass), o que tornou os áspectos extra-game bem variados. Muitos dos movimentos são programados de forma que, se deixássemos o controle e apertássemos um botão, tudo estaria certo. Isso implica em alguns problemas, como a bola praticamente chegar ao seu pé durante um saque do adversário e você não conseguir se mover até a bola. ASPECTOS TÉCNICOS Matchpoint de fato um jogo muito bonito, belos gráficos e uma movimentação consistente dos personagens. A Unity Engine é o grande vilão neste quesito, uma vez que, apesar de apresentar bons gráficos para um jogo do gênero, é bastante evidente a falta de fluidês nos personagens (que são tenebrosos, talvez piores do que os de The Sims, por exemplo) A física é o ponto crucial em um jogo de tênis. Se não estiver bem, nada acontece. Em termos de realismo, o jogo apresenta apenas o básico, com algumas movimentações sendo mais realistas e outras mais artificiais. O problema é que elas são repetitivas e, apesar de fazerem variações como a forma como você acerta a bola, a similaridade de comportamento da bola faz com que pareçam todas iguais, ao contrário do Lob e do Smash. A câmera é um fator que pode ser um dificultador neste game também. A câmera mais aberta não se movimenta corretamente quando fazemos uma tacada que vai longe, e a bola não aparece na tela, o que é engraçado, já que na maioria dos casos, acertamos a bola. CONQUISTAS Não há muita dificuldade para realizar os achievements, mas o que pode dar mais trabalho é a conquista de maximizar todos os atributos no modo carreira. Você precisará de todos os 21 treinadores no jogo para melhorar os atributos, além disso, não poderá estar em um ranking de 1 a 10, pois, dessa forma, não terá mais nenhum treinador na carreira. A minha dica é: ter um ranking 50, jogar apenas os Super Tiebreacker e pular todos os eventos para permancer em um ranking mediano, assim você poderá alcançar a conquista mais difícil do jogo. TRAILER CONCLUSÃO Posso dizer que eu fico com um sentimento misto com o game, já que me diverti bastante, porém me frustrei em partes que acredito que não deveria ter me frustrado. Muitas pessoas questionam o motivo pelo qual a FIFA (agora EA Sports FC) é sucesso, mas poucas conseguem perceber: a imprevisibilidade por conta da física. É o que falta aqui. Depois de um tempo jogando, todas as partidas são extremamente parecidas. A física do jogo também não contribui para a imprevisibilidade, tudo é reto e simplificado. Alguns problemas realmente incomodam ao jogar, e eu joguei este game quando ele foi lançado. Sinceramente, parece que não houve uma correção precisa no que ele realmente precisava. Matchpoint - Tennis Championships É um bom jogo, é divertido, mas, se você procurar um desafio no modo carreira, pode ter algumas horas de gameplay bem legais. Até mesmo no modo multiplayer é bem divertido, mas é um jogo básico. Não há algo que o torne um dos melhores do gênero, apenas cumpre o seu papel de um bom jogo, sem grandes inovações. Review realizada através da Gamertag: Scoulz Nota: 70/100
- Review: Fall Of Porcupine
Todos sabemos que a vida de médico é bem corrida e complicada. Fall Of Porcupine vem para mostrar a rotina de um jovem médico numa pequena cidade. O JOGO Fall Of Porcupine é um jogo narrativo desenvolvido pela Critical Rabbit e distribuído pela Assemble Entertainment. No controle de Finley, um médico iniciante, acompanhamos sua jornada em Porcupine, uma pequena cidade onde nosso doutor atua no Hospital St. Ursula. Como é sua primeira experiência no ramo hospitalar, Finley começa a entender sobre a indústria da saúde, seja o lado bom ou o lado ruim. Além disso, sofre as consequências do árduo trabalho de um médico. Acompanhe a vida de Finley e veja se é possível equilibrar a vida profissional com a vida particular. MINHAS IMPRESSÕES O jogo em si é simples e bem focado na história. Pode parecer meio arrastado para aqueles que não gostam de muitos diálogos, então tenha em mente que a maior parte do jogo são diálogos e mais diálogos. Existem muitos personagens e você consegue interagir com a grande parte deles, o que enriquece a narrativa. Como é um jogo sobre relações e problemas, prestar atenção nos diálogos é essencial para compreensão do jogo e o que ele quer apresentar. Infelizmente, o jogo não está em Português-Brasil, o que pode afastar alguns jogadores brasileiros pelo fato do jogo ser carregado de texto. Entre um momento e outro na história, temos alguns minigames, como por exemplo, para administrar um medicamento, dar uma injeção ou jogar basquete depois do expediente, algo que é bom para dar um respiro e não deixar o jogo tão monótono. Mesmo assim, eu fiquei exausto de tanto texto e interação com os personagens. Os minigames também não são nada inspiradores. Como a proposta do jogo é contar uma história e te fazer refletir sobre algumas questões, é totalmente entendível que ele tenha muito texto. Os personagens tem suas personalidades bem definidas e são bem escritos. A arte do jogo é bem bonita e dá um ar leve para uma história que contrasta com o visual. Existem dois problemas em Fall Of Porcupine que são bem irritantes. O primeiro deles é que não existe uma indicação de ponto de salvamento, sequer um aviso. Como o jogo salva automaticamente em pontos específicos da história mas não te avisa quando, você não terá certeza de onde parou, caso você feche o jogo. Ou seja, você pode ter feito muita coisa e lido muitos diálogos, fechou o jogo e, quando foi continuar, volta de um ponto anterior ao que tinha parado, tendo que repetir todas as ações que tomou anteriormente. É bem irritante. O segundo problema é que o jogo tem muitos bugs, alguns que até te impedem de progredir na história. E então você tem que sair do jogo e, adivinha? Será levado ao último ponto de salvamento, o qual você não sabia qual era, já que o jogo não te avisa. E lá vai você fazer tudo de novo até chegar onde parou. Esses dois pontos geram uma certa frustração, porque o jogo é lento e, ao acontecer esses problemas, te dá uma sensação de tempo perdido. No geral, Fall Of Porcupine tem seu mérito narrativo e visual, com uma história que quer te prender, mas que em muitos momentos, se perde. É um jogo relativamente longo por causa dos extensos diálogos e interações. Vai te fazer refletir e talvez até chorar. Se tiver em mente que a ideia do jogo é focar na narrativa, você terá uma boa experiência. CONQUISTAS Fall Of Porcupine tem conquistas que podem ser perdidas e, caso você perca alguma delas, terá que jogar tudo novamente. Por isso, preste atenção para não perder nenhum detalhe. Dê uma olhada nas conquistas antes de começar e interaja com tudo que você puder dentro do jogo. Fazer 100% não é difícil, mas pode se tornar uma tarefa cansativa. CONCLUSÃO A narrativa lenta de Fall Of Porcupine pode afastar alguns jogadores, mas para aqueles que jogarem pela história estão no caminho certo. O que não falta são diálogos para enriquecer aquele universo. No meu caso, o ritmo do jogo e os problemas já citados me desanimaram em muitos momentos. Fui jogando em sessões curtas e, mesmo assim, não fiquei empolgado. Talvez Fall Of Porcupine não seja o que eu esperava, mesmo que tenha pontos fortes que eu consigo reconhecer. É uma experiência válida, de qualquer forma. A arte suave e os personagens carregam bem o jogo, ainda que fique sejam ofuscados por um ritmo lento. Enfim, se você gosta de jogos narrativos, talvez esses pontos não te incomodem e você consiga aproveitar Fall Of Porcupine melhor do que eu. NOTA: 7.0/10
- Review: Everspace 2
Batalhas espaciais, clones e viagens na velocidade da luz. Sabe do que eu estou falando, não é? Isso mesmo, Everspace 2. O JOGO Everspace 2 é um jogo de batalha espacial desenvolvido e distribuído pela ROCKFISH Games. Acompanhamos a história de Adam, um piloto clonado que é atacado durante uma expedição com sua equipe e acaba sendo preso pelo inimigo. E assim começa nossa jornada, fugindo e lutando dos perigos que surgem no espaço. Batalhas espaciais intensa te jogam em situações complicadas e colocarão suas habilidades de piloto à prova. Melhore sua nave, monte sua equipe e desbrave o vasto universo de Everspace 2. MINHAS IMPRESSÕES Impossível não ficar empolgado quando o assunto são naves espaciais. Everspace 2 te coloca em diversas situações que te fazem sentir dentro de um filme. Batalhas em grupo ou estando sozinho contra diversos inimigos, você terá que ser um piloto realmente habilidoso, pois apenas sair atirando não será o suficiente. Com muitas ferramentas disponíveis, você verá que, muitas vezes, força bruta não é a resposta. Apesar de ser essencialmente um jogo de tiro, você terá que ter estratégia para enfrentar cada tipo de inimigo. Minha experiência como piloto foi clara: eu não seria um bom piloto de nave espacial. Talvez fosse questão de masterizar minhas habilidades com os controles do jogo ou só questão de estratégia, mas eu sofri um pouco em algumas batalhas. Ficar sem orientação do que é cima e do que é embaixo dava um certo desconforto, muitas vezes porque a nave se orientava sozinha, mas isso não estraga o jogo. Sua nave tem bastante opção de customização, desde cores e luzes até armas e equipamentos de defesa. Conforme vai enfrentando inimigos e explorando o espaço, você vai conquistando armamentos melhores e mais customizações. Além disso, você pode comprar naves diferentes, pois cada modelo tem seu estilo de batalha. Pessoas como eu que adoram colecionar vão ficar loucas de vontade de encher o hangar com todos os modelos de nave. A história não é tão empolgante, sendo bem genérica em alguns aspectos, mas sejamos sinceros, o que anima mesmo são as batalhas espaciais. Os personagens são ok, não são os mais carismáticos mas também não comprometem. A história, quando quer mostrar coisas além das naves, é contada por meio de artes bem bonitas e, mesmo que praticamente estáticas, cumprem bem o seu papel. O jogo está em Português-Brasil e facilita o entendimento da história e seu direcionamento. Resumindo, Everspace 2 tem batalhas divertidas e desafiadoras. Não espere cenários grandiosos ou com designs únicos, o foco é atirar em naves inimigas e explorar o espaço. Talvez inicialmente os controles não sejam os mais amigáveis, mas conforme você se acostuma, vai se sentir realmente um piloto, apertando cada botão na hora certa para ativar seus sistemas. Enfim, é satisfatório ser um piloto intergaláctico. CONQUISTAS Você levará um bom tempo se quiser completar todas as conquistas de Everspace 2. Com muitas delas ligadas à concluir desafios, coletar itens e fazer melhorias, vai exigir tempo e grind. Além disso, algumas ações específicas são necessárias para desbloquear conquistas, como destruir naves de uma forma específica, por exemplo. De fato, conseguir 100% das conquistas em Everspace 2 será uma árdua tarefa. CONCLUSÃO Se você quer se divertir em batalhas espaciais frenéticas, Everspace 2 é pra você. É gostoso navegar com sua nave pelo espaço e explorar o mundo que lhe é apresentado. Apesar disso, o jogo não consegue te prender pela história, que não empolga. Falta um pouco de originalidade em suas ideias. Quando você ouve clone e espaço, é bem óbvio o que vem em primeiro na sua mente. Contudo, Everspace 2 se segura bem em sua jogabilidade, que parece complicada, mas aos poucos vai ficando mais intuitiva. Toda a customização e elementos de RPG te fazem querer ir atrás de mais melhoramentos e equipamentos que te tornem um às do espaço. Nesse aspecto, é diversão garantida. Como continuação, o jogo melhora bastante o que fez sucesso no primeiro título. Garanto que você terá uma boa experiência com Everspace 2, que peca em sua história principal, porém compensa demais em sua jogabilidade, mantendo o nível de diversão no alto e se mostrando desafiador ao mesmo tempo. Se a ideia é se sentir um exímio piloto espacial, Everspace 2 cumpre bem seu papel. NOTA: 8.5/10
- Review: Dave The Diver
A vida de mergulhador não é fácil, mas com nosso amigo Dave, tudo fica mais agradável. O JOGO Dave The Diver é um jogo casual de RPG de aventura e gerenciamento desenvolvido e distribuído pela MINTROCKET. Dave é um mergulhador que é convocado por Cobra, um velho conhecido de nosso querido protagonista, que propõe um trabalho para ele. Cobra vai abrir um restaurante de sushi e quer a ajuda de Dave para pegar os peixes que servirão de ingredientes para seu estabelecimento. Para isso, nosso mergulhador deverá explorar o misterioso Poço Azul, um mar cheio das mais diversas criaturas e perigos. Porém, além de ser o provedor de suprimentos, Dave ainda deve gerenciar o restaurante. Com o grande chef Bancho no comando da cozinha, Dave fará de tudo para ajudar seus amigos e fazer o Bancho Sushi ser um sucesso. O imenso Poço Azul com toda sua biodiversidade. MINHAS IMPRESSÕES Pense em um jogo que não para de te impressionar. Dave The Diver é esse jogo. Fazia tempo que eu não ficava tão animado por descobrir um jogo sem saber nada sobre ele. É algo único, uma experiência muito divertida. Ele acerta em todos os aspectos, desde o visual até a jogabilidade. Com horas de jogo, ainda vai lhe ser apresentado diversas mecânicas, sem atrapalhar ou encher de conteúdo sem motivo. Tudo é colocado suavemente e ligado à história de forma fluida. E falando na história principal, temos uma narrativa leve e descontraída, com diálogos simples e que não cansam. Todos os personagens são bem escritos e tem seu carisma, principalmente Dave, que é um protagonista muito simpático. Vale lembrar que o jogo está em Português-Brasil, assim podemos desfrutar dessa agradável história sem precisar fazer aquela tradução simultânea na cabeça. Temos diversas referências espalhadas pelo jogo na medida certa, tanto com inserções pontuais de referências à cultura pop quanto com momentos da história onde a jogabilidade muda e nos remete a outros gêneros de jogos, fazendo quase que uma homenagem. A arte do jogo é espetacular. Essencialmente 2D, mas com alguns elementos em 3D inseridos de forma agradável. As animações, em especial as do Bancho fazendo sushi, são sensacionais. O nível de detalhe em tudo é fenomenal e te deixa boquiaberto com o esmero com que foi feito. As criaturas marinhas tem movimentos fluidos e naturais, que tornam todo o ambiente marítimo num lugar vívido. A jogabilidade se divide entre ir ao mar buscar os ingredientes e cuidar do restaurante. Desbravar o Poço Azul é bem divertido e te faz querer explorar mais e mais. A maioria da ação do jogo ocorre aqui, já que nosso mergulhador vive suas aventuras no fundo do mar. Quanto ao restaurante, é a forma de ganhar dinheiro e melhorar seus equipamentos. Apesar de ser um momento rápido comparado ao restante do jogo, é essencial para avançar e bem divertido. Perceba que eu não estou entrando a fundo em detalhes da história e da jogabilidade porque eu quero que todo mundo tenha a mesma experiência que eu tive. Os momentos em que a jogabilidade muda totalmente ou as animações incríveis que abrilhantam o jogo devem ser apreciados. Na verdade, o jogo como um todo deve ser exaltado. Tudo é bem feito: jogabilidade, gerenciamento, novidades que não param de surgir mas não atrapalham o desenvolvimento, arte, lutas contra chefes... Eu poderia ficar listando tudo que o jogo tem de bom e ainda assim não faz jus ao que ele realmente é. Dave The Diver é o tipo de jogo que deve ser experienciado para entender sua grandiosidade. O chef Bancho arrasa na cozinha. CONQUISTAS As conquistas de Dave The Diver são bem diversificadas. Boa parte delas você coneguirá simplesmente avançando na história, adquirindo melhorias e capturando peixes. Como é um jogo com bastante mecânicas, todas elas serão conectadas com alguma conquista. Além disso, existem ações específicas que ativam conquistas, mas que não são nada complicadas de se completar. O jogo é tão gostoso de jogar que você vai fazer 100% sem nem perceber. Vá jogando e, eventualmente, você conseguirá todas as conquistas, pois elas são relativamente fáceis, apenas levam tempo. Bancho Sushi é um sucesso! CONCLUSÃO Acho que ficou claro que Dave The Diver é um jogão. Tem tudo pra se tornar muito popular e inspirar outros jogos. E espero que inspire, pois faz com maestria algo que muito jogo peca: divertir. O fator surpresa é muito presente nesse jogo. Você não vê as novidades chegando e, quando chega, é muito agradável. Segmentos que te fazem sorrir de tão bom que são. O jogo é repleto de personagens e, ainda assim, consegue fazer com que eles sejam carismáticos e únicos. Não existem personagens descartáveis, todos eles tem um propósito. O Dave é simplesmente um amor de personagem. Não tem como não gostar dele. Quando é que alguém ia pensar que o jogo de um mergulhador iria ser tão divertido? Essa ideias originais fazem falta na indústria. Eu recomendo demais Dave The Diver, pra todo mundo. Não tenha pressa, jogue no seu ritmo, saboreie esse jogo incrível. Não vai faltar coisa pra fazer, seja a história principal ou atividades secundárias. Você sente que tudo foi feito com muito carinho e amor. Esses sentimentos quase que transbordam pelo jogo e o tornam um dos jogos mais divertidos de 2023 até agora. Na verdade, não seria nenhum exagero dizer que ele é o jogo mais divertido do ano. Dave The Diver já é um clássico dos jogos indie. NOTA: 9.5/10
- Review: Espresso Tycoon
Já sonhou em ter sua própria cafeteria nos metrôs de São Paulo ou embaixo d'água em Sydney? Não? Bom, em Espresso Tycoon talvez esse sonho comece a aparecer na sua mente. O JOGO Espresso Tycoon é um simulador de cafeteria desenvolvido pela DreamWay Games e distribuído pela PlayWay S.A. Como dono de uma cafeteria, gerencie todos os processos de seus negócios, desde a decoração do salão e contratação de funcionários até a criação de suas bebidas. Passe por diversos países e localidades diferentes, atendendo as demandas de grupos específicos para ganhar mais dinheiro e expandir sua cafeteria cada vez mais. MINHAS IMPRESSÕES Como todo bom simulador, Espresso Tycoon tem bastante elementos para se gerenciar. Caso você comece a jogar pela campanha, o jogo gradativamente vai introduzindo novas mecânicas a cada nova fase, de forma suave, sem te entupir de informação, o que é um ponto muito positivo, visto que você aprende todos os aspectos do jogo sem causar confusão. Ainda falando sobre o modo campanha, ele é completo no que se propõe e não possui um nível muito difícil, o que deixa o jogo muito mais agradável e sem frustrações. O jogo está em Português-Brasil, o que ajuda a entender melhor todas as explicações de gerenciamento. Os gráficos do jogo são ótimos, principalmente quando o assunto são as bebidas. Impossível não ficar com vontade de beber suas próprias criações, que tem os mais diversos ingredientes, desde os mais convencionais até os mais exóticos, como pimenta e manteiga. É muito divertido combinar todos esses elementos em xícaras, tentando montar a melhor combinação para seus clientes. Acho que o único elemento que eu não gostei tanto foi o de existir ladrões que roubam sua cafeteria. Você tem que contratar seguranças para evitar que isso aconteça. E, sim, isso deixa o jogo mais próximo da realidade, apesar do ladrão aparecer fantasiado de ladrão e se esgueirar tranquilamente e visivelmente entre as pessoas. Porém, não gostei dessa mecânica, mas nada que atrapalhe o jogo em si, é algo mais do meu gosto pessoal mesmo. É um jogo extremamente divertido, gerenciar a cafeteria é simples apesar de ter muitos elementos. Se você fizer boas bebidas, mesmo estando quase na falência, você consegue se recuperar. O jogo acerta muito aqui. Para aqueles que querem algo mais customizável, temos o modo sandbox, que permite que você personalize seu jogo da melhor forma. Quer tirar os ladrões da partida? É só desativá-los. Quer começar uma cafeteria com dinheiro praticamente infinito? Também pode. Fique à vontade para jogar da forma que bem entender. O que mais me anima com Espresso Tycoon é que ele ainda tem bastante espaço para novas coisas e é exatamente o que os desenvolvedores estão fazendo. Com planos para melhorias no jogo, parece que ainda tem bastante coisa legal para vir. Sempre fico feliz com jogos que continuam melhorando mesmo após o lançamento. CONQUISTAS Boa parte das conquistas você consegue basicamente jogando o modo campanha. Cerca de 50% delas pode ser conseguida apenas terminando esse modo. Isso porque muitas das conquistas estão ligadas à marcos do jogo, como receber um número específico de gorjetas ou vender uma quantidade de cafés. Por isso, você terá que jogar bastante o modo campanha para conseguir completar 100% delas. Existem também algumas conquistas específicas, mas que não são difícieis de se completar. Resumindo, jogue sem se preocupar. Se você jogar o bastante, conseguirá completar tudo. CONCLUSÃO Sem dúvidas, Espresso Tycoon vai divertir os amantes de jogos de gerenciamento. Tudo que ele se propõe a fazer, faz bem e sem complicação. Mais jogos desse estilo deviam aprender com Espresso Tycoon. Apesar de simuladores, jogos tem que divertir acima de tudo. Com um bom nível de desafio, você consegue ficar animado para melhorar sua cafeteria e, mesmo quando as coisas dando errado, você consegue se ajeitar. Combinar os ingredientes certos apara agradar os clientes é quase uma alquimia, colocando as porções certas de cada elemento pedido. E por mais limitador que possa parecer, com uma variedade boa de ingredientes você consegue criar bebidas bem diferentes. Estou ansioso para ver o que mais Espresso Tycoon tem a oferecer, visto que já temos algumas adições anunciadas. Espero que não pare por aí e o jogo fique cada vez mais rico e agradável de se jogar. NOTA: 8.5/10
- Review: Crime O'Clock
Se os investigadores criminais pudessem voltar no tempo para entender seus casos, facilitaria muito seu trabalho. Em Crime O'Clock, esse sonho é realidade. O JOGO Crime O'Clock é um jogo investigativo desenvolvido pela Bad Seed e distribuído pela Just For Games. Como um investigador que atua através do tempo e aliado à uma inteligência artificial chamada EVE, você deve impedir crimes que estão ocorrendo ao longo das eras, causados por forças estranhas. Procure seus alvos e pistas em meio à cenários cheio de pessoas e objetos. Proteja a linha do tempo para que o futuro seja salvo. MINHAS IMPRESSÕES Adoro jogos que te fazem procurar uma agulha no palheiro, como os clássicos livros de Onde Está O Wally? fazem. E foi assim que Crime O'Clock chamou minha atenção. Porém, ele é mais do que apenas uma cena estática com elementos para procurar. Você tem o mesmo cenário com dez momentos diferentes no tempo para desvendar os acontecimentos. A história até te prende no começo, mas com o decorrer dela, fica repetitiva e maçante, com mais texto do que jogabilidade. A maneira como o jogo é conduzido me incomodou demais, como se eu fosse segurado pela mão para ir do ponto A ao ponto B. Além disso, o ritmo como as coisas acontecem é lento. Somando esses dois fatores, dá uma sensação de não ter liberdade pra fazer muita coisa. Faça o que é mandado agora, termine e vá fazer a próxima tarefa. O seu personagem não tem falas, o que torna o jogo ainda mais um monólogo enorme da EVE. O jogo está em Português-Brasil, o que facilita em acompanhar a história e saber qual é o seu objetivo em cada missão. A mecânica de encontrar os elementos no mapa é simples, mas quando mais mecânicas são implementadas, como poder ver dentro das casas e objetos, tive momentos de frustração. Eu encontrava o que era proposto, mas tinha que ser usado a ferramenta que o jogo exigia pra desvendar. Entendo a proposta, mas eu acho que só de selecionar com a ferramenta básica, já deveria funcionar. É querer complicar onde não precisa. Além disso, ocorrem minigames durante as fases que, na minha opinião, são chatos e quebram o ritmo do jogo. A arte do jogo é muito bonita e estilosa. Em vários momentos você irá encontrar diversos personagens de séries, filmes, desenhos animados e animes andando pelo cenário. Aliás, existem muitas referências à cultura pop na história principal, até demais, eu diria. Quando aparece uma primeira vez, é legal, mas quando se repete algumas vezes, inclusive sendo parte da história do jogo, fica a sensação de falta de originalidade. Ao finalizar a história principal, você pode voltar em cada era e procurar por alguns personagens que são propostos, contando pequenas histórias sobre eles. Aqui, você só precisa encontrar cada personagem em dez momentos daquele cenário, que é bem mais agradável e dinâmico. Confesso que tinha uma expectativa totalmente diferente sobre o que eu iria encontrar em Crime O'Clock. Achei que teria mais liberdade e mais diversão. Não me entenda errado, eu gostei do jogo, mas alguns momentos me deixaram meio frustrado, além dos textos muito carregados durante as fases que não me agradaram. Ainda assim, é um jogo divertido. CONQUISTAS Boa parte das conquistas está ligada à história principal. Apenas complete o jogo e você terá desbloqueado a maioria delas. Depois disso, para fazer o 100%, volte em cada era e ache todos os personagens solicitados. Leva um tempo, mas completar todas as conquistas de Crime O'Clock está longe de ser difícil. CONCLUSÃO Talvez minhas expectativas tenham atrapalhado um pouco sobre como eu vi o jogo. Na minha cabeça, seria algo mais dinâmico, mas me deparei com muitos textos, que pareciam encaixados em momentos errados, que quebravam o ritmo do jogo. E a história não é ruim, apesar de previsível, ela até consegue ter momentos que você se questiona sobre alguns princípios. Porém, o jogo fica mais lento. Ainda assim, você consegue se divertir na investigação. Por isso, recomendo jogar em pequenas doses e ir saboreando o jogo aos poucos. As fases tem uma duração entre 15 e 25 minutos, dependendo da sua habilidade. Como eu joguei em longas sessões, pode ser que isso tenha influenciado na percepção do jogo ficar cansativo. Enfim, Crime O'Clock tem seu charme e seu mérito, feito com carinho e inovando o estilo de procurar elementos num cenário cheio de coisas. Não existem tantos jogos nesse estilo com uma alta qualidade, então é uma grata surpresa ter um jogo bem trabalhado como esse. NOTA: 7.5/10
- Review: Krzyżacy - The Knights Of The Cross
Que tal vivenciar uma batalha do século XV entre o exército Polonês-Lituano e os cavaleiros Teutônicos? É isso que você encontrará em Krzyżacy - The Knights Of The Cross. O JOGO Krzyżacy - The Knights Of The Cross é um RPG deckbuilder desenvolvido pela Olive Panda Studio e distribuído pela Neverland Entertainment e Olive Panda Studio. A história do jogo conta sobre a luta do povo Polonês-Lituano contra os cavaleiros Teutônicos no século XV. No controle de um cavaleiro desta época, recrute membros pra sua equipe e batalhe usando cartas que, ao formarem combos, geram diferentes efeitos de ataque de seus companheiros. Monte seu baralho e se prepare para encarar diversos desafios. MINHAS IMPRESSÕES Confesso que fiquei perdido jogando Krzyżacy. Ele me passa a impressão de um jogo feito pra mobile, mas talvez seja só o estilo dele e como as coisas estão dispostas na tela. Apesar de ser inspirado num livro renomado, não consegui me empolgar com a história. Não me prendeu, muito menos me fez se importar com qualquer personagem que surgia. E falando em personagens, devo ressaltar que existe uma boa variedade de guerreiros ao seu dispor, cada um com suas características que abrem um grande leque de combos e sinergias para sua equipe. E como a maioria dos personagens recrutados só é explorado em suas missões secundárias, você se apega mais ao visual do que na personalidade. Quanto a arte do jogo, ela é bem bonita e animada com seus gráficos 2D. Digamos que investiram até demais em algumas animações, em especial, no movimento do peito das personagens femininas. Chega a ser até apelativo. Isso é tão evidente que existe uma DLC gratuita que transforma a arte do jogo em algo mais realístico para aqueles que querem ficar mais imersos no contexto histórico. A parte de construção de baralho não é nada incrível, quase sem inspiração. Pouca variedade de cartas e algumas delas não valem a pena usar, como as cartas de uso único, que não são tão fortes a ponto de valer a pena colocá-las em seu baralho. O jogo tem o fator replay da história para seguir outros caminhos e até um modo roguelite para quem só quer embarcar num jogo rápido. Achei Krzyżacy bem na média, quase esquecível. Não consegui me divertir jogando, muito por conta das mecânicas gerais que não são muito animadoras. CONQUISTAS Todas as conquistas estão ligadas às histórias secundárias e história principal. Você terá que jogar a campanha principal algumas vezes, fazendo escolhas diferentes para desbloquear caminhos diferentes, assim completando algumas conquistas. Para as histórias secundárias, recrute personagens para ativar suas missões. Lembre-se sempre de fazer todas as missões secundárias disponíveis antes de prosseguir com a história principal. CONCLUSÃO Serei sincero ao dizer que Krzyżacy não me pegou. Talvez a combinação história baseada em um renomado livro e design tirado de um anime não funcionaram. E sim, eu estou excluindo o fato de existir uma DLC que mude isso, porque estou considerando como o jogo foi idealizado. Essa DLC parece mais uma forma de consertar algo que não agradou uma parcela dos jogadores do que realmente algo que foi pensado para o produto final. O jogo em si é muito básico, as cartas não tem muita variedade, muito menos empolgam. Foram feitas pensando nos combos de personagens, mas isso passa longe de ser bom. Existe até uma árvore de habilidades do personagem principal, mas que passa desapercebido, assim como muitos aspectos do jogo, que parecem apenas largados, sem muito destaque. Krzyżacy é bem mediano, que até rende uma certa dificuldade para quem gosta desse estilo de jogo, mas que pouco empolga. Parece estar tudo muito cru, faltando algo. Essa é a sensação algo jogar. NOTA: 6.0/10
- Review: Sticky Business
Adesivos são acessórios muito legais de se ter. Que tal fazer os seus próprios adesivos? Libere sua criatividade em Sticky Business. O JOGO Sticky Business é um jogo de simulação desenvolvido pela Spellgarden Games e distribuído pela Assemble Entertainment. Como dono de uma pequena loja online de adesivos, você irá gerenciar todo o processo de seu comércio, desde a criação dos adesivos e impressão até o embalamento e envio dos mesmos. Com diversos elementos para customizar seus adesivos, use toda sua criatividade para criar seus produtos e atender os pedidos de seus clientes. MINHAS IMPRESSÕES Com um gerenciamento simples, Sticky Business não vem para complicar sua vida. Inclusive, esse é o aspecto menos impactante do jogo. O foco é criar os adesivos e se divertir com as combinações de elementos. Nesse sentido, o jogo é bem rico e criativo. Com uma temática alegre e fofa, você vai passar um bom tempo entretido na criação dos adesivos. O jogo está em Português-Brasil e, mesmo que os textos não sejam tão importantes para o decorrer do jogo, ajudam nos pedidos de alguns clientes, que pedem adesivos com temas específicos. No caso, esses clientes contam uma história por meio de seus pedidos, o que faz com que você tenha alguns objetivos no jogo. Pra mim, essas histórias não funcionaram tão bem, pois ficam meio largadas no meio do jogo e não são tão claras na questão de interface. Tanto é que eu só fui entender o que eram depois de algum tempo, porque achei que fossem pedidos padrões dos clientes. Me diverti criando os adesivos, descobrindo formas de combinar os elementos e criar produtos fofos e engraçados. E, pra ser sincero, é onde o jogo brilha. Todos os outros fatores vão ficando maçantes e repetitivos, sem tanto impacto direto no jogo. Ainda assim, é um ótimo passatempo. CONQUISTAS Não temos tanta dificuldade com as conquistas de Sticky Business, exceto duas delas. Não é nem que são difíceis, mas serão bem chatinhas de fazer. Uma delas é desbloquear todos os elementos de criação dos adesivos, o que leva um tempo, visto que você deve ganhar pontos de experiência para cada elemento visual, o que te gera pontos para desbloquear mais elementos. A outra é comprar todas as melhorias, que exigem dinheiro para desbloquear. Ambas necessitam de um pouco de grind. Se você busca o 100%, indico que deixe essas duas conquistas por último, pois é quando você já terá feito tudo que era possível no jogo e poderá focar nelas. Existem também conquistas ligadas aos pedidos dos clientes, que vão desenrolando histórias. Ao completar cada uma delas, você recebe uma conquista. Fique atento ao tema que é proposto para criação, para que assim você consiga prosseguir na história. CONCLUSÃO Sticky Business foca no que é interessante: os adesivos. A parte de gerenciamento é simples para que o diferencial dos adesivos seja o destaque, ainda que isso deixe o jogo um pouco repetitivo demais. As histórias dos clientes, mesmo que simples, forçam o jogador a criar adesivos com os temas propostos e eu gosto disso, fazendo com que se experimente um pouco de tudo. Como um criador de adesivos, Sticky Business é muito divertido. Como um simulador de loja online, ele é bem monótono. Em alguns momentos, eu já estava roboticamente fazendo todos os processos, apenas para conseguir dinheiro e pontos para desbloquear mais coisas no jogo. Você vai passar algum tempo jogando e criando suas artes, além de poder baixar e utilizar os adesivos que você cria no jogo. É bem divertido se imaginar como um artista que vende sua arte online, passar por todos os processos e afins. Tenho amigos artistas, então conheço toda essa rotina e é legal estar na pele deles, mesmo que de uma forma mais simples e gamificada. NOTA: 7.0/10
- Review: Home Sheep Home Farmageddon Party Edition
Três carneiros vão para o espaço, andam de trem e caem de um poço. Não é piada, é apenas Home Sheep Home: Farmageddon Party Edition. O JOGO Home Sheep Home: Farmageddon Party Edition é um jogo de puzzle desenvolvido pela Aardman Animations e Mobile Pie e distribuído pela Aardman Animations. Jogando com o famoso Shaun, o carneiro, e seus amigos Shirley e Timmy, você vai se aventurar em fases com puzzles e histórias bem humoradas a serem resolvidos usando todos os personagens. Cada carneiro tem uma característica diferente que deve ser usada da melhor forma para completar os desafios. MINHAS IMPRESSÕES Antes de falar sobre o jogo em si, devo comentar sobre um fato que estragou completamente o jogo pra mim. Por algum motivo, Home Sheep Home: Farmageddon Party Edition não é o jogo que está sendo divulgado em sua página na Steam. Mesmo tendo esbarrado num jogo que sequer inicia corretamente na plataforma e dando um jeito de fazê-lo rodar, o jogo que é iniciado é Home Sheep Home 2. Sim, uma versão antiga, que não possui o multiplayer anunciado, não exibe um capítulo inteiro e sequer tem os minigames apresentados como o vôlei, por exemplo. E não existe uma notícia ou atualização sequer que mostre que os desenvolvedores estejam preocupados ou até mesmo cientes do problema. O descaso com esse jogo é revoltante. Dito tudo isso, minha análise será feita levando tudo isso em consideração. Com diversos puzzles divertidos, Home Sheep Home: Farmageddon Party Edition trás a coletânea dos jogos de Shaun, o carneiro. A maioria das fases não são complicadas, mas caso você queira fazer três estrelas em todas elas, precisará maximizar suas habilidades para cumprir os desafios o mais rápido que puder. O jogo não possui legendas em Português-Brasil, mas isso não interfere na jogabilidade. A arte é bem bonita e os personagens são bem animados, transmitindo suas personalidades com precisão. Infelizmente, não pude testar nada do modo cooperativo pelos motivos já citados. E esse seria o maior diferencial do jogo, visto que Home Sheep Home: Farmageddon Party Edition é uma coletânea de jogos antigos de browser. Com o modo multijogador, ele teria algo a mais que atrairia os jogadores. O jogo em si é divertido, mas toda minha experiência com ele foi jogada no lixo. CONQUISTAS Em Home Sheep Home: Farmageddon Party Edition, temos conquistas ligadas às fases, como por exemplo, vencer todas elas ganhando três estrelas. Temos também os coletáveis, que podem ser encontrados nas fases principais e desbloqueiam conquistas ao coletá-los. Por fim, temos conquistas relacionadas à ações específicas, como interagir ou não com certos objetos numa fase ou usar o menor número de movimentos possíveis. No geral, todas elas são bem tranquilas de completar após algumas tentativas e erros. Porém, como já citei, o jogo está incompleto, faltando todo o capítulo da fazenda, ou seja, no momento é impossível fazer 100% das conquistas na Steam, pois temos algumas delas ligadas ao capítulo em questão. CONCLUSÃO Home Sheep Home: Farmageddon Party Edition não é um jogo ruim, pelo contrário, ele trás aquela lembrança de jogos simples de browser, que nos divertia tanto na infância. Porém, tudo isso é encoberto por essa falha do jogo. Peço desculpas por ser tão insistente nesse ponto, mas não consigo analisar um jogo que promete algo, não cumpre e não liga pra isso. Essa experiência estragou completamente o jogo pra mim. Principalmente porque eu só fui notar isso ao finalizar o jogo e conferir as conquistas que me faltavam. Senti como se tivesse perdido tempo. O jogo não é novo, ele está a bastante tempo na Steam e teve essa suposta implementação de um modo cooperativo. Esse descaso geral é revoltante. No estado atual do jogo, não recomendo Home Sheep Home: Farmageddon Party Edition., infelizmente. Juro que queria poder ter mais pontos positivos, mas o jogo que é apresentado não é o mesmo jogo que foi divulgado. Eu espero do fundo do meu coração que consertem o jogo, porque ele teria potencial pra ser bem divertido de se jogar com amigos. Por enquanto, só fica esse gosto amargo na boca. NOTA: 4.0/10
- Review: Backpack Hero
Mochila cheia é sempre um inferno para procurar algo, mas em Backpack Hero arrumar sua bagagem é extremamente necessário. O JOGO Backpack Hero é um jogo roguelike desenvolvido pela Jaspel e distribuído pela IndieArk, Different Tales e Jaspel. Desbravando masmorras com sua fiel mochila, Backpack Hero te coloca no papel de aventureiro explorando cavernas e afins. E como um bom aventureiro numa masmorra, você vai querer pegar todos os itens que achar nela. Porém, ao contrário dos famosos jogos de RPG, aqui você tem um espaço limitado em sua mochila e deve encaixar os itens de forma harmoniosa, pois a posição em que são colocados é extremamente importante. Enchendo sua mochila, seu objetivo é chegar ao final da masmorra, coletando tudo que puder para te ajudar em sua aventura. MINHAS IMPRESSÕES Como um bom roguelike, Backpack Hero se utiliza dos mesmos fatores que fazem outros jogos nesse estilo terem sucesso, como diversidade de itens e builds, por exemplo. Porém, o diferencial aqui é a mecânica da mochila. De forma muito criativa, temos um jeito divertido de utilizar seus itens e como fazer com que sinergizem. Utilizando os espaços disponíveis e rotacionando os itens, você pode criar combos que vão facilitar sua vida. Além dessa variedade, temos cinco personagens com diferentes mecânicas, que faz o jogo sempre ser diferente e ainda deixa o jogador livre para se especializar em um estilo. O jogo está em Português-Brasil, o que facilita a entender as descrições dos itens. A arte é simples e bonita, com destaque maior aos personagens, mas acho que poderia estar mais polido. Tem algo na arte que me incomoda um pouco, mas não sei dizer ao certo o que é. A interface é simples até demais e também poderia ser melhor trabalhada. Backpack Hero tem um final, porém, você pode continuar infinitamente após atingir esse ponto do jogo. Ou seja, dá pra passar muito tempo jogando, testando e aprendendo sobre tudo que você pode fazer. É um ótimo passatempo e bem divertido. Tendo em mente que o jogo está em acesso antecipado, provavelmente muita coisa será melhorada e implementada. CONQUISTAS O jogo, infelizmente, não possui conquistas. Pode ser que, ao sair do acesso antecipado, sejam adicionadas algumas conquistas. Sendo um jogo roguelike, existe muitas possibilidades de desafios para criar conquistas e deixar o jogo ainda mais interessante. CONCLUSÃO Backpack Hero é inovador com sua mecânica da mochila. Combinando gerenciamento de espaço e itens sinérgicos, temos aqui uma ideia interessante e bem executada. Escolher quais itens levar consigo e quais abandonar, enquanto tenta encaixar tudo nos poucos espaços disponíveis é uma tarefa árdua, mas recompensadora. Toda a interface do jogo é simples e, como citei anteriormente, simples até demais. Faltam alguns indicativos aqui e ali, polir alguns aspectos do jogo, mas no geral, está numa direção muito promissora. Se mais itens e personagens forem acrescentados, teremos um jogo com uma longa vida. Sabendo que o jogo está em acesso antecipado, é óbvio que muitas coisas irão mudar, mas do jeito que está, Backpack Hero já é um jogo muito bom. Com essa base sólida, basta apenas melhorar a qualidade de vida do jogo e continuará no caminho certo. NOTA: 7.5/10
- Review: Bob Esponja Calça Quadrada: The Cosmic Shake
Antes de começar a inauguração das análises, é sempre importante ressaltar que realizo todas as conquistas de um jogo antes de fazer a sua análise, então pode-se imaginar que eu não só cumpro a história principal, como também faço todos os extras onde os desenvolvedores queriam o nosso envolvimento (que é onde acredito que seria para estar grande parte das conquistas). A inauguração deste portal começa então com Bob Esponja Calça Quadrada: The Cosmic Shake. Jogo desenvolvido pela Purple Lamp Studios, que além de ter envolvimento parcial no desenvolvimento de Sea of Thieves, também realizou de forma de indepedente o desenvolvimento do jogo anterior da franquia, SpongeBob SquarePants: Battle for Bikini Bottom - Rehydrated. Jogo foi publicado pela THQ Nordic (Darksiders, Destroy All Humans, Desperados, etc) e foi justamente pelos programas de inclusão de parcerias da THQ que nós consequimos acesso a chave do jogo para sem concluido antecipadamente. Bob Esponja: The Cosmic Shake é um jogo singleplayer em terceira pessoa de ação e aventura e está disponível para seguintes plataformas: STORY Você comandará o Esponjão acompanhado pelo seu fiel escudeiro Patrick Estrela, ambos encontram a Madame Kassandra(personagem introduzida pela primeira vez na franquia neste jogo), ela dá a eles um frasco cheio de Lágrimas de Sereia. Segundo a lenda, essas lágrimas podem realizar os desejos daqueles que são puros de coração. Mas como nem tudo são flores, os desejos mexem com a realidade da Fenda do Biquini, de forma que os coloca dentro da aventura principal e teremos que reestabelecer a normalidade. Entraremos em diversos mundos onde os famosos personagens do desenho clássico estão em diversos papéis, como um multiverso. Para nos acompanhar, Patrick é previamente transfomado em um balão e serve como um auxiliar (como Navi em Zelda), Porém não se engane, os melhores diálogos são entre bob esponja e Patrick, que genuinamente conseguiram me arrancar algumas risadas. Passamos durante nossa tragetória do game pulando entre diversos universos, seja o mundo pirata ajudando o Holandes Voador, no Deserto capturando o ladrão Seu Siriguejo ou enfrentando a Karateka Sandy Bochechas no mundo cinematográfico e diversos outros que fazem referências à série clássica e à cultura pop no geral. No meio da nossa jornada, nós conseguimos pegar coletáveis, encontramos segredos e interagimos com diversos personagens cujas falas sempre tiram pelo menos um sorrisinho caso seja fã do desenho, como por exemplo o personagem secundário Fred, que sempre gritará "A MINHA PERNAAAA". Seu objetivo final será reequilibrar o universo e restaurar a ordem a Fenda do Biquini. Para isso, nós precisamos resgatar todos os personagens que foram perdidos no multiverso para a nossa Fenda do Biquini e no meio do caminho recolher o máximo de Geléia Cósmica para Madame Kassandra que conseguirmos. VISUAL Como o jogo precisava ser incluso na geração de consoles anterior e também em plataformas menos robustas, utiliza a Unreal Engine 4. Por incrível que pareça, isso não afetou absolutamente nada os visuais do game, mesmo sendo um jogo que em teoria não é para ser um jogo com graficos incríveis, SpongeBob SquarePants: The Cosmic Shake tem alguns dos gráficos mais bonitos para gráficos cartunescos que eu já tive o prazer de ver, principalmente falando em iluminação e cutscenes. Apesar disso, o jogo não é perfeito no quesito performance, vale ressaltar que a plataforma em qual eu realizei toda a gameplay foi o Xbox Series X, que mesmo sendo o console mais potente do mundo atualmente, encontrou alguns problemas de queda de frames em especial no mundo dos piratas com seus efeitos de explosões intensos e entre outras coisas. No entando como se trata de uma versão pré lançamento, acredito que estes problemas sejam fixados em breve. Gameplay Durante a gameplay, enfrentamos inimigos que são feitos de alguma geleia cósmica que ao derrotarmos conseguimos coletar essa geleia como uma espécie de moeda. Falando em moedas, também coletamos moedas escondidas dentro dos mundos e com elas é possível liberar novas categorias de roupas que são ficam disponíveis conforme gastamos as geleias cósmicas. A jogabilidade é bem diversificada e podemos encontrar diversos tipos de mini-games durante toda nossa jogatina, mas nada que seja tão complexo ou que reenvente a roda, na realidade tudo que nós vemos neste jogo nós já conseguimos ver em outros jogos anteriormente, alguns dos mais legais para mim foram os de Surf com a lingua onde nós desviamos de obstáculos e coletamos geléias e moedas no caminho. O jogo pega diversas inspirações de jogos importantes, poderia citar alguns como Yooka-Layle, Crash Bandicoot, Zelda e etc. E a cada mundo novo nós aprendemos algo que diversifica nossa gameplay além de liberar novas areas em outros mundos graças a evolução adiquirida conforme nossa progressão na história, por exemplo em um dos mundos nós aprendemos a dar uma barrigada no chão ao qual nós conseguimos abrir áreas secretas para pegarmos moedas. Áudio e Dublagem Os efeitos sonoros do jogo são bem caracteristicos e únicos, alguns trazem caracterização diretamente do desenho animado, como por exemplo quando temos um pequeno Loading de 3 segundos(na nova geração) representado pela classica fala do narrador de Bob Esponja: Mas o grande destaque do jogo fica para dublagem localizada no nosso idioma, a THQ Nordic fez o dever de casa ou seja fizeram a questão de trazer todos os dubladores do desenho original para dublarem o jogo. Ou seja temos Wendel Bezerra como Bob Esponja, Marco Antonico como Patrick e todos os dubladores que já estamos acostumados aqui no Brasil, eu diria que talvez esse seja o maior acerto para o público brasileiro desse jogo(nesta parte da análise dá uma vontade de Dragon Ball ser da THQ para nós termos um jogo dublado). Conquistas Grande parte das conquistas do jogo tem relação com completar a história, então você jogar organicamente irá completar uma parte, porém recomendo em todos os chefões do jogo você realiza-los sem tomar nenhum tipo de dano de ninguém, pois isso desbloqueará uma conquista adicional em cada um deles. Além disso você precisará pegar todas as moedas escondidas nos mundos e coletar alguns segredos mas que sinceramentos não estão tão bem escondidos de forma que você precise se preocupar tanto assim. O grande problema é que até o momento desta review há uma conquista bugada e trata-se da ultima conquista, eu já comuniquei os responsáveis por me entregarem a chave do jogo, porém não tive uma resposta muito animadora sobre isso, mas sinceramente espero que consertem isso em breve, pois só falta essa para eu desinstalar completamente o game, já que eu já fiz absolutamente tudo possível no jogo. Trailer CONCLUSÃO Apesar dos problemas técnicos que SpongeBob SquarePants: The Cosmic Shake enfrenta, é certamente o melhor da franquia até ao momento. É um jogo que realmente você consegue se divertir com a história e seus belos gráficos, sem ter absolutamente nenhuma frustração com a gameplay. A dublagem é o ponto chave que me fez jogar este jogo e é algo que realmente não posso deixar de recomendar, principalmente não se tratando de um jogo com preço de AAA, atualmente está custando cerca de 110 a versão de PC na Green Man Gaming. Com certeza vou estar de olho no que este estudio trará daqui pra frente, pois é um estudio definivamente muito competente, gostaria de outros jogos neste estilo, quem sabe sonhar com um game de Hey Arnold nos moldes de Grim Fandango é demais? talvez, mas não custa sonhar. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 70/100












