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- Review: Midnight Ghost Hunt
Sendo fantasma ou caçador, trabalho em equipe é essencial para vencer seus inimigos. O JOGO Midnight Ghost Hunt é um multiplayer esconde-esconde desenvolvido pela Vaulted Sky Games e distribuído pela Coffee Stain. Num combate de quatro versus quatro, os caçadores vão atender o chamado para exterminar os fantasmas, que por sua vez, possuem objetos para se esconder. Porém, os caçadores viram caça se não exterminarem todos os fanstasmas até meia noite. Utilize poderes e armas com diferentes utilidades para atingir seu objetivo e vencer o time inimigo antes que toda sua equipe seja caçada. MINHAS IMPRESSÕES Jogos ao estilo esconde-esconde não são novidade, mas também não existem muitos representantes na indústria. Midnight Ghost Hunt veio para aumentar a gama de jogos do estilo. Com muitos recursos diferenciados, inicialmente, o jogo pode parecer meio confuso. Muitas habilidades e armas para serem aprendidas, tanto dos caçadores quanto dos fantasmas. Ainda que você não tenha acesso à todas elas logo de início, você pode ser pego de surpresa caso não entenda como funcionam algumas mecânicas. Inclusive, a maioria delas é bem legal, mas eu gosto de coisas mais simples e achei que tem coisa demais sem necessidade. O jogo está em Português-Brasil, o que facilita na compreensão de como cada coisa funciona. Uma mecânica básica que eu não gostei tanto é a dos fantasmas não poderem ficar parados por muito tempo ou serão mais facilmente detectados. Eu entendo a necessidade disso, pois os mapas são grandes e o tempo de cada fase é curto, mas o que eu acho mais engraçado em jogos desse estilo é se esconder mesmo, ver inimigos do seu lado de procurando loucamente e nem fazendo ideia de onde você está. Com essa mecânica, você é obrigado a se mexer sem parar, caso contrário, o detector logo acusará sua localização. Creio que isso foi colocado pra tornar as partidas mais movimentadas, porém, não me agradou. Entretanto, gostei muito da ideia das caças virarem caçadores, que é o ponto de destaque. Se apenas um fantasma sobreviver até meia noite, todos de seu time voltam a vida em busca de vingança. Porém, uma coisa que até me confundiu foi achar que os caçadores ficariam indefesos e teriam que aguentar um certo tempo para sobreviverem. Engano meu. Os caçadores ainda podem se defender e vencer o jogo. Então existem muitos jeitos diferentes de se vencer uma partida, mesmo aquelas que pareciam perdidas. A customização de personagens dá um charme a mais e deixa seu personagem mais único. Midnight Ghost Hunt não foge muito disso. Pra quem gosta de jogos competitivos e cheio de estratégias diferentes, vai gostar bastante. Jogar com amigos é altamente recomendado, porque sempre fica mais divertido. CONQUISTAS A maioria das conquistas estão, basicamente, ligadas à eliminações utilizando diferentes armas e habilidades diversas vezes. Para quem vai jogar muitas partidas, eventualmente conseguirá muitas delas, ainda que tenha que forçar o uso de algumas, caso você não goste muito delas. Além disso, fazer provocações, vencer partidas, desbloquear cosméticos e outras ações específicas também tem suas conquistas respectivas. Resumidamente, você terá que jogar muito, mas muito mesmo, se quiser completar 100% das conquistas. CONCLUSÃO Eu estava bem ansioso para jogar esse jogo por causa da temática e estilo. Confesso que esperava algo mais simples e isso me tirou um pouco a empolgação. Porém, ainda tem bastante potencial, apesar do jogador precisar de certa resiliência no começo do jogo para entender tudo que está acontecendo. Apenas algumas mecânicas não me agradaram, mas é meu gosto pessoal, já que joguei outros jogos no mesmo estilo esconde-esconde e Midnight Ghost Hunt figura na parte de baixo da lista, infelizmente, por alguns dos fatores já citados. NOTA: 7.0/10
- Review: PopSlinger
Aventure-se com uma garota mágica com diversas armas movidas a refrigerantes, PopSlinger é um beat-'em-up com foco áudio visual dos anos 80/90. GAMEPLAY A jogabilidade segue o clássico estilo beat-'em-up, onde atravessamos o cenário munidos de nossa arma de refrigerante e suas variações. Embora haja um dash, se é que podemos chamá-lo assim, sua precisão deixa a desejar. A linearidade dos disparos é, desde o início, uma das principais fontes de incômodo no jogo. A imprecisão dos movimentos e a presença de monstros simplesmente bizarros e sem carisma algum tornam a experiência um tanto sofrível. No entanto, se há algo positivo a destacar, são os personagens principais, como nossa protagonista, e os chefes do jogo. ACHIEVEMENTS Na última análise que fiz sobre o Orion Haste, destaquei a estratégia de facilitar os achievements para ampliar o alcance do público-alvo, mas nunca imaginei que na próxima análise eu me depararia com um jogo que segue exatamente essa abordagem. As conquistas em PopSlinger são tão simplificadas que podem ser completadas em apenas alguns minutos, sem qualquer dificuldade significativa. Elas variam desde eliminar 50 inimigos azuis até 50 inimigos vermelhos e outras tarefas extremamente básicas do gênero. Surpreendentemente, a conquista "Lylah" enfrenta problemas para ser desbloqueada, o que adiciona ainda mais frustração à experiência. Essa abordagem não é o que buscamos em um jogo atrativo com conquistas. As conquistas devem estar em sintonia com a experiência de jogo, oferecendo desafios significativos que acompanhem o progresso do jogador do início ao fim. É essencial que não sejam nem impossíveis nem excessivamente exigentes, mas sim caprichadas de forma a atrair o foco para a própria jogabilidade e não apenas para a busca por conquistas. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO A minha experiência com PopSlinger foi decepcionante, para dizer o mínimo. Apesar de seus visuais atraentes e trilha sonora inicialmente cativante, o jogo se revelou uma experiência frustrante e repetitiva. A música, que inicialmente parecia divertida, logo se tornou irritante devido à sua repetição incessante. A jogabilidade deixou muito a desejar, sendo imprecisa e limitada. Cheguei até a questionar se o jogo foi realmente finalizado, pois a ideia por trás dele é interessante, mas a sua execução deixa muito a desejar. Fica a sensação de que PopSlinger foi lançado prematuramente, talvez como uma estratégia para vender algumas unidades e rapidamente passar para o próximo projeto - uma prática lamentavelmente comum na indústria dos jogos. No final das contas, é difícil não se sentir desapontado com PopSlinger, pois ele tinha potencial para ser muito mais do que é. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 40/100
- Review: Orion Haste
Adentre um futuro distópico onde você assume o papel de um soldado engajado numa batalha pela própria existência contra a aterradora ameaça alienígena conhecida como Ximpeti. Desenvolvido pela Viridino Studios e publicado pela Ratalaika Games S.L., a empresa já é conhecida por outros jogos 2D que foram realmente bem pensados, como é o caso de Gardener's Path. O jogo está disponível para: PlayStation 5, Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, Xbox Series X e Series S. HISTÓRIA Em um cenário futurista distópico, Orion Haste nos coloca no papel de um soldado da base militar BOMB, encarando a ameaça alienígena conhecida como Ximpeti. Nossa missão é eliminar toda a ameaça dos Ximpetianos para garantir a segurança da humanidade. O jogo apresenta sete fases diversas, cada uma desafiando nossas habilidades com o controle em mãos. Ao atravessarmos essas etapas, somos levados a uma jornada repleta de ação e adrenalina, enquanto enfrentamos inúmeras adversidades para cumprir nosso objetivo e salvar o futuro da raça humana. GAMEPLAY Sendo pouco flúida em alguns momentos, sinto que faltam algumas animações complementares para que este título fosse ainda melhor. A jogabilidade de Orion Haste é basica, não que isto seja um problema, mas o jogo se propõe a ter uma temática incrível e gráficos realmente bonitos com uma jogabilidade mediana e sem muitas invenções, temos acesso a algumas armas desde o inicio da primeira fase, um escudo e nossas vidas. A cada nova fase temos que ir atrás destas armas e vidas novamente. Os chefes do game são bem construidos e pensados, mas nada que realmente cause problemas. ACHIEVEMENTS Acreditamos que um equilíbrio delicado deve ser mantido neste aspecto, pois a inclusão de conquistas específicas, como "termine o jogo sem morrer" ou "complete o jogo dentro de um tempo determinado", por parte dos desenvolvedores, é algo que discordamos veementemente. No entanto, é importante ressaltar que um ambiente no qual você simplesmente avança no jogo sem olhar para trás e alcança todas as conquistas sem qualquer esforço adicional também não é o ideal. Embora essa abordagem não seja tão problemática quanto a primeira situação mencionada, ainda assim não é completamente satisfatória. Em relação aos achievements do Orion Haste, todos os achievements podem ser alcançados naturalmente ao longo da jogatina, sem a necessidade de esforços adicionais ou preocupações específicas por parte do jogador. É importante também ressaltar, que devido a um problema com uma das conquistas do jogo por conta de um respawn incorreto de inimigos na primeira fase, a conquista "All clear", pode não estar funcionando corretamente, como aconteceu comigo, refiz a fase diversas vezes aguardando que todos os inimigos aparecessem principalmente na parte do túnel, mas não obtive a conquista por este problema no respawn. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO Orion Haste é um jogo que mergulha nos gêneros consagrados dos anos 90, como o run'n'gun e os scrolling shooters, levando os jogadores a aventuras no espaço. Embora seja competente em tudo que tenta fazer, o jogo falha em se destacar, carecendo de inovação e animações cativantes como as vistas em Lunark, que utilizou modelos de animação reais. No entanto, não se pode classificar Orion Haste como ruim. A única falha perceptível reside nos saltos imprecisos durante o deslocamento do personagem, devido à mecânica de movimento um tanto truncada, o que pode ser frustrante em certos momentos. No entanto, o jogo se destaca em aspectos como trilha sonora, visual e dificuldade. Talvez um dia eu volte a jogá-lo? É possível, mas em meio a tantos jogos que buscam inovar, é provável que Orion Haste seja esquecido, não por ser ruim, mas por se contentar em ser mediano. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 70/100
- Review: Top Racer Collection
Por anos tentaram imita-lo, o grande top gear chega em uma coletânea com outro nome e adaptado a diversas melhorias e vantagens. Desenvolvido e públicado pela brasileira QUByte Interactive, a coletânea Top Racer é um dos diversos projetos desta empresa que conta com diversos jogos de diferentes gêneros. O jogo está disponível para: PlayStation 5, Nintendo Switch, PlayStation 4, Microsoft Windows, Xbox One, Xbox Series X e Series S HISTÓRIA O jogo Top Gear, embora desprovido de um enredo intrincado, deixou uma marca indelével na comunidade de jogadores brasileiros. Durante muitos anos, foi aclamado como um dos pioneiros do entretenimento relacionado a jogos de corrida. Um elemento distintivo que contribuiu para sua longevidade foi sua trilha sonora envolvente e cativante, que ressoou profundamente com uma geração de jogadores no Brasil. Na era dos aluguéis de fitas, Top Gear emergiu como um dos títulos mais solicitados. Sua jogabilidade excepcional era apenas uma faceta do seu apelo. O jogo também apresentava uma progressão meticulosamente elaborada, uma raridade na época em que muitos jogos dependiam da dificuldade artificial para prolongar a experiência de jogo. Assim, Top Gear não era apenas um jogo de corrida, mas uma experiência completa e imersiva que cativava os jogadores com sua combinação única de elementos. Esta combinação de fatores fez com que Top Gear se destacasse como um marco na história dos jogos eletrônicos no Brasil, garantindo seu lugar como um clássico atemporal que continua a ser lembrado e apreciado até os dias de hoje. GAMEPLAY Esta compilação certamente surge para revitalizar uma franquia que há muito tempo estava adormecida, em grande parte devido ao seu relativo insucesso internacional como um título de videogame. Apesar do selo Top Gear ter sido utilizado em outras mídias, é provável que essa tenha sido uma das razões para evitar o uso do mesmo nome. A coleção Top Racer traz toda a imersão dos jogos antigos, com menus atualizados para a era moderna e recursos que facilitam muito a interação com esses jogos clássicos, mantendo sua jogabilidade intacta enquanto aprimora áreas onde necessário, especialmente em termos de opções de interatividade, incluindo salvamento de progresso e modos que originalmente não estavam disponíveis nos jogos originais. É interessante notar que, em algumas descrições do jogo, sempre se mencionavam três títulos, mas esta compilação apresenta quatro jogos da franquia: Top Racer, Top Racer 2, Top Racer Crossroads e Top Racer 3000. Alguns desses títulos eu nunca havia experimentado antes, e na verdade nem os conhecia, mas tive muitas experiências com o clássico Top Gear. Posso afirmar que esta coleção honra tudo o que os jogos antigos e memoráveis representam, demonstrando o cuidado e o respeito dos desenvolvedores por algo que foi tão especial para nós em algum momento de nossas vidas. ACHIEVEMENTS Frequentemente, nos deparamos com uma situação lamentável quando se trata de conquistas em jogos, o que muitas vezes desanima os caçadores de troféus, pois as empresas parecem não considerar adequadamente esse público. No entanto, em Top Racer Collection, a abordagem é diferente! As conquistas são alcançáveis, pelo menos a maioria delas, e há um cuidado em incluir alguns desafios que são realmente difíceis, mas não impossíveis, em grande parte devido ao recurso de save state oferecido pelo jogo. Diria que tudo o que você precisa para completar as conquistas deste jogo é tempo, e considerando que o jogo é agradável, divertido e tem um fator de replay extremamente cativante, é louvável reconhecer a abordagem da QUByte Interactive. Eles evitaram cometer os erros comuns de muitas desenvolvedoras e editoras em relação a títulos menores. A maior dificuldade que você encontrará é completar uma campanha em cada jogo, garantindo o primeiro lugar em todas as corridas. No entanto, com o save state à disposição, essa tarefa se resume apenas ao investimento do nosso tempo e ao prazer que sentimos ao completar ou não o jogo. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO Que prazer é acompanhar um jogo clássico tão bem cuidado como Top Racer Collection. É um verdadeiro deleite para os olhos, uma experiência sem falhas, perfeitamente executada. Eu só queria que mais jogos que fizeram sucesso no passado recebessem o mesmo nível de atenção e cuidado que a QUByte Interactive dedicou a Top Gear/Top Racer. Para mim, esta é a versão definitiva deste clássico, e eu a recomendo sem hesitação, mesmo para os jogadores que não tiveram a oportunidade de experimentar os originais em sua época. Eles certamente conseguirão se divertir e se envolver na trilha sonora clássica e impactante deste jogo. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 90/100
- Review: The Thaumaturge
Conheça suas falhas e seus demônios e use ao seu favor em The Thaumaturge. O JOGO The Thaumaturge é um RPG com combates em turnos desenvolvido pela Fool's Theory e distribuído pela 11 bit studios. Ao começar nossa jornada, conhecemos Wiktor Szulski, nosso protagonista, que é um taumaturgo. Mas o que é um taumaturgo? São pessoas que podem ler os segredos da alma humana, falar com a Escuridão e domar seres sobrenaturais chamados Salutors, conhecidos por causarem problemas. Wiktor deseja capturar diversos Salutors e controlá-los, mesmo que essa seja uma tarefa mortal e perigosa. E assim, nosso taumaturgo prossegue em seu objetivo, passando por diversas cidades e vilas, desvendando mistérios e enfrentando inimigos, humanos ou não. MINHAS IMPRESSÕES Devo iniciar minhas impressões com o que mais me chamou atenção numa primeira olhada: o visual. O jogo é lindíssimo, com muitos detalhes e num tom bem melancólico que dá esse tom para história. O design de personagens é muito bem feito e o dos Salutors não fica atrás, retradando esses seres sobrenaturais de forma bizarra e assustadora. O jogo não está em Português-Brasil, o que é uma pena, pois o jogo possui muitos textos e você depende deles para o entendimento de algumas missões ou para onde ir em alguns momentos, o que prejudica os não falantes da língua inglesa. As personagens são dubladas e transmitem bem a personalidade de cada um deles. A jogabilidade é bem simples. Quando estiver explorando, você facilmente se guia usando seus sentidos. Nas explorações e mistérios, suas decisões fazem a diferença no resultado final. Algumas ações só podem ser tomadas se você tiver nível suficiente daquela habilidade necessária. Isso pode culminar em mudança de atitude de alguns personagens, te ajudando a avançar em algumas situações. Já no combate, que acontece em turnos, você controla as ações de Wiktor e de seus Salutors, para ataques físicos e psíquicos, que podem ser combinados para gerar ataques ou efeitos mais poderosos. É uma dinâmica bem legal, pois no começo, parece que você estará sempre em desvantagem nas lutas, mas mal sabem seus inimigos que eles é quem devem te temer. O sistema de evolução de habilidades é customizável e nada complicada. Diferente de muitos RPGs, onde você precisa de um mestrado pra descobrir qual habilidade é melhor, aqui você tem muitas opções, mas que seguem uma linha simples de raciocínio e são fáceis de entender, além dos melhoramentos, que podem ser equipados e desequipados de suas habilidades como bem entender. É um RPG interessantíssimo, cheio de questionamentos sobre falhas, pecados e demônios interiores, sobre como usar isso ao seu favor como força e não como uma maldição, sobre buscar ajuda quando for preciso. Tenho certeza de que quem gosta do gênero, vai ficar empolgado e instigado a ver até onde a aventura de nosso taumaturgo vai chegar. CONQUISTAS A variedade de conquistas em The Thaumaturge é enorme, mas era de se esperar, já que o jogo é um RPG. Além de conquistas ligadas à história, temos conquistas de completar coleções, vencer batalhas com condições específicas, como vencer uma luta com a vida cheia ou apenas inflingindo golpes de status, enfim, são diversas variedades que, se você quiser completar 100%, vai ter que explorar bastante o jogo como um todo. Inclusive, existem conquistas perdíveis e finais diferentes dependendo de suas escolhas durante o jogo, então preste bem atenção. CONCLUSÃO Para quem busca um RPG mais intimista, com muitos questionamentos e escolhas, venha viver a vida de um taumaturgo. Quando comecei a jogar, senti uma vibe The Witcher da Varsóvia de 1905, por mais que não tenha nada a ver um jogo com o outro. O que mais me ganhou foi o visual, que está incrível. Nem preciso dizer que os Salutors são maravilhosamente bizarros. Além disso, Wiktor não ganha sua simpatia como protagonista logo de cara. É um personagem ambíguo e que pode ter motivações que não são as mais honradas. Porém, muitas das decisões dele estão em suas mãos, logo, você pode mudar alguns rumos. É aquele tipo de jogo que vai te tomar horas e mais horas, que tem uma narrativa que te prende. É uma experiência RPG ótima, com uma ambientação maravilhosa e uma jogabilidade de fácil entendimento. Por mais que tenha muitos textos, não se torna algo cansativo e pode ser tranquilamente jogado em doses curtas, assim aproveitando cada momento desse bom jogo. NOTA: 8.5/10
- Review: The Morbius Machine
The Mobius Machine se apresenta como uma versão moderna do jogo Capsized, despretensiosamente inserindo-se no gênero de jogos de plataforma com uma progressão incrível. Desenvolvido pela Madruga Works, um estúdio independente composto por alguns desenvolvedores que já contribuíram para jogos renomados como Burnout Paradise, The Mobius Machine destaca-se como uma de suas criações. O portfólio da empresa inclui outros jogos, alguns dos quais exploram o gênero de estratégia. O jogo está disponível para: PlayStation 5, Microsoft Windows, Xbox Series X e Series S, Mac OS HISTÓRIA Na pele de um intrépido patrulheiro espacial, somos convocados pelo eco enigmático de um sinal de rádio, um apelo angustiante que ecoa através do vácuo cósmico. Despertamos em meio aos destroços, os destroços da nossa nave agora espalhados. Com apenas nossa arma laser como companheira e nenhum sinal de auxílio à vista, somos confrontados com a realidade brutal de nossa situação - isolados, desamparados, mas não derrotados. Assim, diante desse desafio, nossa missão se redefine: encontrar os terminais ocultos que nos conduzirão à origem do enigmático pedido de socorro. Cada passo é uma investida cuidadosa através dos terrenos desconhecidos de Isolária, cada pista seguida com meticulosa determinação em direção à esperança. Inicialmente, o astronauta se vê limitado a simples saltos em meio à gravidade peculiar de Isolária, seu corpo flutuando no vácuo em movimentos desajeitados. No entanto, à medida que ele explora os confins deste mundo misterioso, uma metamorfose sutil começa a se desenrolar. Com o avanço em nossa jornada por Isolária, nosso arsenal de habilidades se expande exponencialmente, assim como em clássicos do gênero metroidvania. Cada grande progressão nos dá a habilidade de nadar, escalar e entre outras coisas. GAMEPLAY No geral, a jogabilidade de The Morbius Machine é cativante, evocando uma sensação semelhante a "Capized", porém sem o nível de dificuldade tão exigente, o que é um ponto positivo. A jogabilidade envolve explorar meticulosamente o novo ambiente, ampliando nossas habilidades para desvendar os mistérios por trás do que aconteceu na região de The Morbius Machine. Além disso, a falta de elementos procedurais contribui para uma experiência mais consistente em comparação com a maioria dos jogos do mesmo gênero. A diversidade de tipos de disparos é um aspecto que me agradou, embora eu sinta que deveriam ser mais acessíveis desde o início. Entretanto, o jogo peca um pouco na implementação do mapa e em suas indicações. Seria muito mais vantajoso se houvesse objetivos pré-definidos para evitar a sensação de estar perdido. Um sistema de objetivos poderia mitigar consideravelmente essa questão. Por ora, a exploração acaba sendo orientada pelo desbloqueio de novas áreas através dos "Poderes" adquiridos, o que pode parecer um tanto desarticulado. ACHIEVEMENTS Infelizmente, os desenvolvedores decidiram incluir algumas conquistas excessivamente desafiadoras, além da conclusão do jogo de várias maneiras. Entre elas, a exigência de concluir o jogo em menos de 10 horas para alcançar uma delas. Como uma plataforma que valoriza conquistas que estimulam a criatividade e não desencorajam inteiramente a experiência em jogos de menor escala, ficamos desapontados. No entanto, ao longo da jogabilidade, conseguimos obter algumas conquistas satisfatórias como compensação. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO The Morbius Machine demonstra como os jogos no estilo indie podem abraçar diversas influências, até mesmo adotando elementos específicos de outros jogos, para entregar uma experiência verdadeiramente envolvente. Tanto a jogabilidade quanto os gráficos do jogo são impressionantes e dignos de elogios. Apesar do meu apreço pelo jogo, infelizmente, devido a prazos mais curtos para análises, não pude completá-lo a tempo de fornecer uma revisão completa. Esta situação é uma exceção, pois costumo concluir todos os jogos que avalio. No entanto, reconheço que, na indústria de análises de jogos, prazos apertados são comuns, pois nem todos os avaliadores têm a oportunidade de serem tão minuciosos quanto gostaríamos. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 73/100
- Review: Escape Simulator Magic DLC
Tente escapar de salas enigmáticas com ajuda da magia. O JOGO Escape Simulator é um jogo de puzzles desenvolvido e distribuído pela Pine Studio. Com diversas salas cheias de puzzles, você deve tentar escapar resolvendo os enigmas e desafios que lhe são apresentados, interagindo com os objetos e colhendo pistas para finalmente escapar da sala. O jogo base possui diversas salas temáticas, mas em Magic DLC, como o próprio nome já diz, o tema será magia. A DLC adiciona quatro novas salas para você explorar esse mundo mágico. Não se engane: vai precisar muito mais do que magia pra solucionar cada puzzle. MINHAS IMPRESSÕES O jogo base por si só já é bem divertido e de longa duração, mas os desenvolvedores não se contentaram com isso e lançam diversas DLCs com novas salas e novos temas. Magic DLC mantém o nível de dificuldade das salas, com um nível bom de desafio. Apesar de quebrar a cabeça tentando resolver alguns puzzles, com toda certeza, você encontrará a solução se pensar e procurar com mais cautela. Muitas vezes você vai perceber que a resposta estava na sua cara e você não viu. O jogo está em Português-Brasil, o que facilita no entendimento de algumas dicas e pistas. Por muitas vezes, você vai se sentir no universo de Harry Potter, visto que é o mundo de bruxos mais famoso do mundo. Então espere ver muitas referências ou inspirações. Para quem curtiu o jogo base e quer continuar jogando, essa DLC é perfeita. Jogar com amigos também deixa tudo mais divertido, dinâmico e, por muitas vezes, engraçado. CONQUISTAS A DLC não adiciona novas conquistas, o que é bom por um lado, visto que quem quer fazer todas as conquistas não precisa comprar todas as DLCs. Por outro, não acrescenta novas conquistas e isso pode afastar algumas pessoas de gastar dinheiro apenas por quatro salas novas. CONCLUSÃO Uma DLC bem divertida e com um bom nível de desafio, é o que você encontrará em Magic DLC. Aconselho a jogar com amigos, porque é uma experiência completamente diferente. Tenha em mente que são apenas quatro salas novas adicionadas ao jogo, mas que são bem feitas e bem pensadas para gerar desafio proporcional. Essa é apenas uma das muitas DLCs lançadas e que ainda serão lançadas. Vemos que os desenvolvedores tem carinho pelo jogo e querem continuar criando novas ideias para esse divertidíssimo jogo. NOTA: 7.5/10
- Review: Hairdresser Simulator
Agora você pode testar suas habilidades de cabeleireiro sem medo de estragar o seu cabelo. Ou o de um amigo. O JOGO Hairdresser Simulator é um simulador desenvolvido pela Petard Games e Frozen Way e distribuído pela Frozen Way, Frozen District e PlayWay S.A. Viva a vida de um cabeleireiro iniciante, abrindo seu próprio salão e aprendendo as diversas técnicas para fazer os melhores penteados que a cidade já viu. Decore seu salão, agende horários para seus clientes e entre em cursos para melhorar suas habilidades de corte. Se você já foi ao cabeleireiro, sabe de tudo que há para se fazer, desde uma lavagem e um corte de cabelo padrão até tingir o cabelo e fazer penteados mais elaborados. Coloque a mão na massa, ou melhor, nos cabelos e solte o cabeleireiro que vive dentro de você. MINHAS IMPRESSÕES Se você imagina como pode ser um jogo em que você é um cabeleireiro, ele é exatamente o que você vai encontrar em Hairdresser Simulator. Não existe muita invenção aqui, você ajeita seu salão, corta cabelos, ganha dinheiro, faz melhorias, ganha mais dinheiro, compra um salão maior e assim o jogo continua. E, de forma simples, o jogo é agradável de se jogar, visto que sua jogabilidade é bem tranquila e com muitas assistências. Pode ficar tranquilo, você não precisa ser tão preciso em seus cortes a ponto de ser algo complicado e frustrante. Aqui o jogo acerta em cheio, porque facilmente poderiam transformar a experiência em algo nada satisfatório. Fazer todos os procedimentos pode parecer repetitivo, mas são agradáveis de se fazer. O jogo não está em Português-Brasil, o que pode atrapalhar alguns não falantes da língua inglesa a entender algumas explicações das mecânicas. A otimização do jogo é um problema. Você percebe que ele não está bem polido. Graficamente, ele é mediano, mas isso não atrapalha e é até um padrão em jogos de simulação desse estilo. Porém, a HUD do jogo é bem precária. Parece que não está finalizada e destoa de forma que incomoda. Como simulador, ele faz bem o que se propõe, sem muitas surpresas, tanto positivas quanto negativas. Como jogo, ele parece bem incompleto. Apesar das mecânicas serem interessantes e colocarem certa imersão no jogo, como por exemplo, ter que limpar os cabelos do chão após terminar um trabalho, parece que falta um algo a mais. Talvez o tema não permita ir muito longe sem extrapolar a realidade, o que pode ser bom ou ruim no ponto de vista criativo. CONQUISTAS Apesar de poucas até o momento, as conquistas são bem variadas e únicas em cada quesito, ou seja, você não terá várias conquistas relacionadas ao número de clientes você atendeu, apenas um marco de 100 cliente atendidos ou 100 dias trabalhados, por exemplo. No geral, são conquistas bem simples e de ações específicas, nada que vá ser muito difícil de realizar, talvez apenas um pouco trabalhoso. CONCLUSÃO Como um simulador básico, ele faz bem sua função, mas falta um tempero a mais pra chamar a atenção. Sinceramente, nem é culpa do jogo em si, mas vejo que pra atrair mais jogadores, teria que ter um diferencial. Dito isso, é um simulador de uma profissão que eu ainda não tinha visto no mercado de jogos e sempre me impressiona como os desenvolvedores imaginam profissões e as gameficam. Nunca se sabe qual será o próximo simulador que vão criar. Talvez com um melhor polimento e mais conteúdos, Hairdresser Simulator fica mais interessante e estimule mais jogadores de jogos simulador a experimentarem o jogo. No estado atual, não sei se muitas pessoas vão se interessar, apesar de ser jogável e até agradável mesmo tendo um certo nível de repetição. Para quem curte diferentes tipos de simulador, vale a pena a experiência. NOTA: 7.0/10
- Review: Super 56
Um botão e tempo limitado. Pense rápido para vencer os minigames de Super 56. O JOGO Super 56 é um jogo de minigames rápidos desenvolvido pela Onion Soup Interactive e distribuído pela WhisperGames. Com apenas um botão, você deve cumprir os objetivos em minigames rápidos e bem humorados. Vença os 56 minigames e tente conquistar o rank S em todos eles. Além do modo clássico, temos desafios diários e um modo multijogador de até 8 jogadores para você se divertir no completo caos de Super 56. MINHAS IMPRESSÕES Para quem já jogou e é familiarizado com WarioWare, Super 56 tem o mesmo estilo de jogabilidade. Inicialmente, vai ser difícil se acostumar a usar apenas um botão pra tudo. Sim, para tudo, inclusive no menu, que é o único ponto fraco do jogo, na minha opinião. Tudo bem usar um botão só nos minigames, mas precisava fazer isso no menu também? É agoniante navegar pelas opções. Ainda que seja permitido usar as setas, ter que apertar e segurar o botão para selecionar opções não é nada legal. Tirando essa questão, não tenho outras reclamações sobre o jogo. Apesar do jogo não estar em Português-Brasil, dá pra entender bem o que é preciso ser feito nos minigames, visto que a primeira vez que você joga cada um deles é pra aprender e provavelmente você vai falhar de primeira em sua grande maioria. Os minigames são bem diversos e criativos, se utilizando de diferentes estilos gráficos e referenciando jogos clássicos e memes, sempre com um tom cômico e divertido. Nesse estilo de jogo, você sempre vai ser melhor em alguns minigames e horrível em outros. Como não dá pra saber qual minigame virá em seguida, a tensão sempre estará ali. Você possue vidas e sempre que não concluir um minigame, você perderá uma delas. Porém, existem meios de conseguir recuperar essas vidas. Você pode customizar seu perfil no jogo, que será exibido nos rankings que o jogo tem. Para quem quiser subir no ranking, existe um modo treino para cada minigame, assim, você pode treinar para ficar melhor e conseguir melhores pontuações. Existe também a possibilidade de usar sons ao invés de apertar apenas um botão para jogar os minigames, o que pode tornar a experiência em algo ainda mais maluco e engraçado. Sem dúvidas, é um jogo muito divertido para se jogar casualmente, tanto sozinho como com os amigos. CONQUISTAS A maioria das conquistas está ligada a cada um dos 56 minigames. Ou seja, além de completá-los, você provavelmente terá que fazer algo a mais para receber uma conquista, como por exemplo, pegar todas as moedas da fase, não receber dano ou simplesmente completar o minigame de forma perfeita. Além disso, temos conquistas de nível, que você recebe naturalmente ao jogar, e conquistas relacionadas aos desafios diários e aos trials. Talvez leve um bom tempo para conseguir todas as conquistas, mas pela diversão que o jogo proporciona, você nem perceber que está completando algumas delas e terá mais da metade conquistada. Com toda certeza, é um jogo divertido e desafiador de conseguir 100% das conquistas. CONCLUSÃO Quando descobri Super 56, já me veio a mente WarioWare. E é incrível como não vemos muitos jogos nesse estilo por aí. Um gênero de jogo tão legal e criativo e que tem tão poucos exemplos no mercado dos jogos. Talvez porque WarioWare é tão perfeito que ninguém ousa tentar fazer algo no estilo? Nunca saberemos, mas fico contente que Super 56 não teve medo de ser feliz e nos mostrou que dá sim pra fazer e impor sua própria personalidade. É, sem dúvidas, um jogo muito divertido e que vale muito a pena adquirir. Seu equilíbrio entre dificuldade e diversão é ótimo e seu humor e estilo gráfico estão no ponto certo. Pelo que dá a entender, os desenvolvedores vão continuar adicionando conteúdos ao jogo, o que é muito bom e mantém o jogo vivo. Espero que mais pessoas possam experimentar Super 56 e que esse gênero tenha mais e diferentes abordagens. NOTA: 8.5/10
- Review: Rough Justice '84
Muitos crimes, pouco tempo e recurso. Mande seus melhores agentes para resolver casos por toda cidade. O JOGO Rough Justice: '84 é um jogo de gerenciamento de recursos e puzzle desenvolvido pela Gamma Minus UG e distribuído pela Daedalic Entertainment. Lidere uma agência de segurança privada, contratando agentes e os guiando em missões em que melhor se encaixem. Administre seus recursos, pois se não tomar cuidado, sua agência vai à falência. Compre equipamentos para seus agentes que auxiliarão em suas missões e resolva puzzles para completar os desafios com sucesso. Faça o que for necessário para que sua agência seja um sucesso. MINHAS IMPRESSÕES Precisamos entender Rough Justice: '84 como um jogo de tabuleiro de um só jogador. Inicialmente, tudo será fresco e novo, mas logo se torna repetitivo. E esse é um grande problema de jogos desses estilo. Além disso, o sistema de rolagem de dados trás um problema recorrente: frustração. Para mim, todo sistema de rolagem de dados em jogos digitais não funciona. Por mais que, mesmo na vida real, rolar dados é simplesmente sorte, digitalmente, você não tem essa mesma sensação. Eu realmente não faço ideia de como fazer sistemas assim serem satisfatórios, mas sei que me frustra demais. O jogo até possui uma história de pano de fundo, mas que passa muito desapercebida. Possui muito texto, mas depois de um tempo, você já nem liga mais, pois boa parte das missões sequer tem ligação ou importância com a história. Você vai fazer simplesmente para ganhar mais recursos. Infelizmente, o jogo não está em Português-Brasil, o que pode deixar o jogo cansativo pela quantidade de texto. A arte do jogo é bem bonita, com personagens bem desenhados e com referências à época. Os puzzles são bem feitos, mas logo te cansam por repetição. Perceba que repetição é o maior erro desse jogo, mas a maior culpa é a falta de satisfação em fazer repetidas vezes algumas ações. Por mais que você possa jogar em pequenas doses, não é um jogo que te dá vontade de voltar diversas vezes para jogar. CONQUISTAS Como o jogo todo é baseado em repetir missões várias e várias vezes, logicamente as conquistas seguem a mesma linha de raciocínio. Para cada tipo de missão, você vai ter que repetí-la de 250 a 500 vezes. Recrutar e subir seus agentes de nível também são conquistas aqui. Perceba que você terá que jogar muito e repetir muitas ações, o que não é tarefa fácil e nem agradável. Parece que foi feito apenas para manter os jogadores jogando forçadamente para completar todas as conquistas. Boa sorte para quem tiver paciência para tentar. CONCLUSÃO Talvez Rough Justice: '84 não seja um jogo pra todo mundo. Principalmente pra quem tem tempo curto. Além da repetição nada satisfatória, o jogo em si não consegue brilhar após uma hora de jogo. Apesar da ideia ser boa, a execução deixou a desejar. É uma pena, pois os desenvolvedores tinham algo bom para ser trabalhado, mas se tornou um jogo de tabuleiro que você deixa na estante pegando poeira depois de ter jogado algumas vezes. Infelizmente, o jogo não me segurou a atenção. Além da jogabilidade repetitiva, não havia nada que me mantivesse no jogo. Porém, como eu disse, talvez Rough Justice: '84 não seja pra mim. NOTA: 6.0/10
- Review: PARANORMASIGHT The Seven Mysteries of Honjo
Quanto vale uma vida? Será que vale a pena fazer coisas horríveis para ressuscitar alguém? O JOGO Paranormasight: The Seven Mysteries of Honjo é uma visual novel de terror desenvolvido e distribuído pela Square Enix. A história se passa em Tóquio, na área de Sumida, onde tentamos descobrir um pouco mais sobre a lenda dos Sete Mistérios de Honjo e um curioso Rito de Ressureição, que guiarão os rumos dessa aventura. Acompanhamos a saga de quatro personagens, iniciando com Shogo Okiie, um simples funcionário de empresa que acompanha sua amiga Yoko Fukunaga, que o arrasta no meio da noite para irem atrás da lenda citada. Além dele, acompanhamos um detetive que investiga mortes estranhas que vem acontecendo na área, uma estudante que busca a verdade sobre o suicídio de uma amiga e, por fim, uma mãe que quer vingança contra os culpados pela morte de seu filho. Todas essas histórias se entrelaçam numa trama aterrorizante, que vai te deixar intrigado. MINHAS IMPRESSÕES Nem toda visual novel é sobre um romance. Esse rótulo morre ao jogar Paranormasight: The Seven Mysteries of Honjo. Aqui, você encontrará um jogo envolvente e interessante, diferente de qualquer visual novel que eu já tenha jogado. Não são apenas textos e mais textos e escolhas básicas. Esse jogo possui muitos diferenciais, que fazem ser algo único, como por exemplo, sua câmera 360º, que dá uma imersão enorme, ainda mais que os cenários foram fotografados em lugares reais e recriados no jogo. Além disso, essa câmera 360º rende momentos incríveis e muito criativos que, não vou mentir, foi onde o jogo me conquistou. Outro fator importante são as suas escolhas, que devem ser feitas com cautela e prestando bastante atenção nos elementos apresentados, visto que uma escolha errada e seu personagem pode acabar morrendo. A história é bem interessante e, apesar de parecer confusa num primeiro momento, é mais simples do que parece. Infelizmente, o jogo não está em Português-Brasil, que, pra um jogo que é totalmente baseado em textos, pode afastar alguns jogadores e se tornar cansativo. A arte do jogo é maravilhosa e, somada à história, poderia facilmente ser um anime. Toda a trilha sonora te ajuda a se colocar na vibe do jogo e acrescenta demais aos momentos importantes. Dá pra perceber que tudo se encaixa perfeitamente e cria uma atmosfera única. É empolgante avançar na história, além de resolver os desafios impostos. Tenha certeza que você vai ter que usar recursos que nunca imaginou para avançar no jogo. Sem dúvidas, uma experiência diferente e que vai te surpreender. CONQUISTAS As conquistas de Paranormasight: The Seven Mysteries of Honjo não são tão difíceis, mas vão exigir atenção, no caso de colecionáveis, e exploração de rotas, ou seja, experimentar as diferentes escolhas que o jogo apresenta. Além disso, temos conquistas em que se deve fazer algumas ações específicas e até engraçadas, como voltar a jogar o jogo após três dias ou jogá-lo à meia noite. Sem muitas complicações, fazer 100% das conquistas será uma tarefa fácil. CONCLUSÃO Que surpresa boa foi conhecer e jogar Paranormasight: The Seven Mysteries of Honjo. Sem expectativa alguma, comecei a jogar e fui gradativamente sendo conquistado por esse jogo, seja pela sua arte, seja pela sua jogabilidade. Ele te surpreende de tantas formas que, quando algo diferente acontece, é simplesmente incrível. Eu ficava alegre de ver as mecânicas funcionarem do jeito que funcionam. O mais triste é que esse jogo passou fora do radar de muita gente, além de muitas pessoas sequer experimentarem por ter preconceito com visual novel. Mal sabem elas que estão perdendo uma experiência incrível e divertida. Eu agradeço a Square Enix por ter proporcionado que eu jogasse essa obra. Se você puder, dê uma chance à Paranormasight: The Seven Mysteries of Honjo, você não irá se arrepender. NOTA: 9.0/10
- Review: The Lord of the Rings: Gollum™
Em The Lord of the Rings: Gollum, embarcamos na jornada angustiante e a dualidade interna de Gollum em uma narrativa interativa ambientada no universo épico de O Senhor dos Anéis. Distriuido e desenvolvido pela Daedalic Entertainment, uma desenvolvedora de jogos alemã conhecida por criar experiências narrativas imersivas e visualmente impressionantes, com títulos que abrangem uma variedade de gêneros, desde aventura até estratégia, com destaque para jogos baseados em histórias originais e propriedades intelectuais licenciadas. O jogo está disponível para: PlayStation 5, Nintendo Switch, PlayStation 4, Microsoft Windows, Xbox One, Xbox Series X e Series S HISTÓRIA A história de "The Lord of the Rings: Gollum™" se passa no universo épico de J.R.R. Tolkien e explora eventos que antecedem a trama principal da trilogia "O Senhor dos Anéis". O jogo segue Gollum, uma criatura atormentada pela dualidade de sua personalidade, dividida entre Sméagol e Gollum, enquanto ele busca o Um Anel, sua "preciosa". Durante a narrativa, os jogadores testemunham a luta interna de Gollum e suas interações com outros personagens icônicos do universo, como os Nazgûl. A história aborda a corrupção gradual de Gollum pelo poder do Um Anel e explora os desafios que ele enfrenta em sua busca pela possessão do anel. O jogo enfatiza elementos de furtividade e exploração, proporcionando aos jogadores uma experiência única ao vivenciar a perspectiva única e o comportamento esquivo de Gollum. A narrativa visa oferecer uma visão mais profunda do personagem e do mundo de "O Senhor dos Anéis". É quase irônico admitir, mas inicialmente me incluí entre aqueles que duvidavam da escolha de Gollum como protagonista de um jogo, dada a ampla gama de personagens emblemáticos que tornaram O Senhor dos Anéis tão querido pelos fãs. No entanto, as partes que envolvem tomar decisões enquanto lidamos com sua dualidade representam alguns dos momentos mais cativantes do jogo, na minha opinião. Às decisões estéticas que envolvem a cronologia adotada no jogo, as quais considero lamentáveis. Iniciar a narrativa em Mordor, com a necessidade de escapar desse local, poderia ter sido muito mais impactante se fosse reservado para o terço final da aventura, envolvendo Gollum perseguindo Bilbo e Frodo(mesmo o jogo sendo passado oito anos antes dos acontecimentos dos filmes de LOTR de Peter Jackson), ou eventos semelhantes. Ao iniciar o jogo em Mordor, não apenas se perde a oportunidade de conferir maior gravidade ao ambiente, mas também se priva o jogador das paisagens abertas e luminosas típicas, se este fosse o terço inicial do jogo, com certeza muita coisa seria diferente, as quais são características marcantes da Terra Média. Essa ultima parte, em particular, merece atenção, pois é comum que a "mídia especializada" se limite apenas às primeiras horas de jogo para embasar suas análises. Entretanto, destaco que este portal adota uma abordagem diferenciada, valorizando uma análise mais aprofundada e completa, meus caros. :) Acredito firmemente que a raiz das falhas deste jogo reside não em sua concepção, mas sim em sua implementação. Surpreendentemente, a premissa de "The Lord of the Rings: Gollum" é admirável, porém, uma série de escolhas equivocadas foram tomadas durante o seu desenvolvimento, negligenciando aspectos cruciais como a dualidade, anteriormente mencionada, que poderiam ter agregado um valor considerável à experiência. GAMEPLAY A jogabilidade de The Lord of the Rings: Gollum centra-se na exploração de ambientes, resolução de quebra-cabeças e furtividade. Os jogadores controlam Gollum, alternando entre sua personalidade dual, enquanto enfrentam desafios e interagem com o mundo ao redor. A narrativa é conduzida por escolhas do jogador, influenciando o desenrolar da história. Neste ponto, é onde os fundamentos começam a desmoronar, pois o jogo em si falha em executar qualquer coisa de forma verdadeiramente satisfatória. Ele se limita ao básico em todos os aspectos e muitas vezes falha até nisso. Seja nos movimentos de salto que parecem desajeitados, ou nos comandos simples que não são adequadamente explicados ou são dificultados demais para sua explicação. Ao analisar The Lord of the Rings: Gollum, percebo que o estúdio tentou dar um salto além de suas capacidades, aspirando a algo grandioso. O uso da Unreal Engine 5 evidencia essa ambição, lembrando-me das aulas de pintura que minha mãe costumava ter, onde ela me explicou que retratar figuras humanas era o desafio mais complexo da arte. O jogo apresenta paisagens deslumbrantes, céus espetaculares, porém a representação artística de todas as formas de vida, incluindo o próprio Gollum, é lamentável. Acredito firmemente que Lords of the Rings Gollum precisaria de um período adicional de desenvolvimento, estendendo-se por mais um ou dois anos de dedicação. Considerando até mesmo a possibilidade de estender esse prazo para três anos, caso uma revisão completa da modelagem dos personagens fosse contemplada. Este projeto, que empregou a técnica de captura de movimentos para dar vida às expressões faciais de Smeagle, sem dúvida exigiu um investimento considerável por parte da empresa responsável pelo seu desenvolvimento. No que diz respeito à jogabilidade, é inegável que a correção dos pulos imprecisos seria crucial para aprimorar a experiência do usuário. Este é um aspecto que, infelizmente, impactou negativamente a jogabilidade, apesar de sua proposta bem delineada. No entanto, uma vez resolvidos tais obstáculos, é possível enxergar que o jogo se apresenta de maneira bastante sólida em sua essência. ACHIEVEMENTS A concepção dos achievements deve estar alinhada com a proposta do jogo, porém, parece que não houve uma clara definição nesse sentido. Os problemas do jogo, muitas vezes decorrentes de metas inatingíveis para os desenvolvedores, refletem-se também nos achievements, que acabam por não se alinhar com a realidade da experiência. Alguns achievements, como coletar itens ou sobreviver sem morrer, parecem inadequados, especialmente em um jogo que não alcançou um nível significativo de grandeza. Nesta circunstância, torna-se um tanto complicado recomendar o jogo, especialmente porque podemos desfrutar de uma experiência muito mais gratificante com jogos menores e que também são meticulosamente trabalhados nesse aspecto. Em relação a certos jogos específicos que incorrem no equívoco de presumir que os jogadores preferem concluir suas experiências sem sofrer mortes, optarei, a partir desta análise, por adotar uma gamer tag alternativa em vez da minha habitual (Scoulz). Isso me permitirá desfrutar do jogo sem a pressão autoimposta de alcançar todas as conquistas, destacando, assim, minha insatisfação diante das decisões equivocadas tomadas pelas empresas. Essa abordagem não apenas me proporcionará uma experiência mais relaxada e imersiva, mas também servirá como uma forma de expressar de forma mais contundente minha discordância em relação a tais escolhas desacertadas por parte das desenvolvedoras de jogos. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO Esta foi, sem dúvida, a análise mais complexa que já fiz neste portal até hoje. Além do próprio jogo, há toda a controvérsia envolvendo o fechamento do estúdio após o lançamento. Portanto, foi necessário analisar a obra de forma imparcial, indo além de qualquer opinião externa. Posso afirmar que o jogo não é completamente desprovido de méritos. Sou particularmente apaixonado pelos jogos de Celebrimbor em "Shadow of Mordor" e "Shadow of War". Quando me deparei com Gollum pela primeira vez, confesso que me questionei sobre quem poderia se interessar por um personagem tão singular. No entanto, é inegável que Gollum encontrou seu espaço no mundo dos games, embora o jogo em si seja considerado mediano. Muito do alarde em torno deste título deve-se, principalmente, ao fato de carregar o nome da amada franquia de Tolkien. Certamente, criar um jogo centrado em Gandalf ou Aragorn pareceria uma escolha mais óbvia. No entanto, seria uma tarefa monumental para um estúdio pequeno como a Daedalic lidar, especialmente diante das inevitáveis comparações com os jogos mencionados anteriormente. Além de exigir gráficos deslumbrantes, a franquia estabelecida de "Shadow of Mordor" oferece uma jogabilidade extremamente cativante, sem mencionar o uso pioneiro da inteligência artificial em benefício do sistema Nemesis. Diante de tudo isso, é evidente que "Lords of the Rings: Gollum" foi injustamente criticado tanto pela mídia quanto pelos jogadores. É um jogo excelente? Não. No entanto, não é completamente um desastre em todos os aspectos. O personagem de Smeagol carrega uma parte significativa do jogo consigo - seu carisma, personalidade, diálogos e dualidade são elementos que poderiam, por si só, cativar o público do jogo. No entanto, lamentavelmente, isso não se concretiza. Review by Gamertag: MatheusBom#3245 SCORE: 65/100












