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- Review: A Little To The Left
Para aqueles que tem mania de arrumação, A Little To The Left é a forma mais prazerosa de organizar objetos. O JOGO A Little To The Left é um jogo de puzzle desenvolvido pela Max Inferno e distribuído pela Secret Mode. Com diversos puzzles, A Little To The Left trás um jogo casual e divertido, com situações cotidianas de organização de objetos, muitas vezes sendo atrapalhado por seu gato de estimação. MINHAS IMPRESSÕES Com uma ideia simples e relaxante, A Little To The Left trás puzzles divertidos e casuais com uma temática bem caseira. Com situações de bagunça, seu objetivo é organizar tudo de forma harmônica. Algumas fases, inclusive, tem mais de uma forma de ser resolvidas, o que é legal pois evoca um tipo de organização que cada pessoa terá. O jogo tem cinco capítulos, cada um deles com seu tema. A arte do jogo é bem agradável e a trilha sonora acompanha essa ideia. O jogo não tem legendas em Português-Brasil, mas esse fato não afeta a jogabilidade. Como o jogo é relativamente rápido de se terminar, existem os desafios diários que, como diz o nome, é renovado todo dia. CONQUISTAS As conquistas do jogo são, teoricamente, simples. A maioria delas é baseada em completar os capítulos e resolver os puzzles de todas as formas possíveis. Além disso, existem algumas ações específicas que devem ser feitas para adquirir algumas conquistas. E então vem as conquistas relacionadas aos desafios diários e temos um problema. Existem conquistas dos desafios diários que são baseadas em quantidade e frequência que você faz os mesmos. Vou dar dois exemplos: uma das conquistas é fazer 100 desafios diários e outra é fazer desafios diários 30 dias seguidos. Ou seja, você vai ter que jogar por mais de três meses todo dia e ainda um mês sem esquecer nenhum dia, caso contrário, a contagem reinicia. Na minha opinião, fazer isso é só um jeito de manter as pessoas jogando seu jogo e se torna um fardo ao invés de manter os jogadores animados. Além disso, temos outro problema: temos uma DLC do jogo que acrescenta conquistas ao jogo base. Ou seja, se você quiser fazer 100% das conquistas, terá que adquirir esta DLC. Então, caso esteja empenhado em completar todas as conquistas, tenha essas informações em mente. CONCLUSÃO A Little To The Left é bem divertido e não tem obriga a completar os desafios num tempo específico, como muitos jogos puzzle gostam de fazer. É relaxante e tem um bom nível de dificuldade. O jogo é rápido de terminar, o que é triste, pois é realmente gostoso de jogar. Como citei anteriormente, os desafios diários tentam manter o jogador ali, jogando todo dia, mas falha miseravelmente. Se você não se importa com conquistas, os desafios diários não fazem sentido algum. E, falando dessas conquistas especificamente, acho ridículo usar como artifício para manter pessoas jogando seu jogo. Fica bem óbvio que é esse o objetivo. Ficar três meses jogando todo dia o mesmo jogo por uns cinco minutos, acha que isso realmente vai ganhar a admiração de quem joga? Eu, como uma pessoa que gosta de fazer 100% das conquistas, fiquei extremamente chateado quando vi isso. Tirando o fato anteriormente citado, A Little To The Left é um bom jogo para passar o tempo. Não sei se a ideia é sempre colocar novas DLCs com mais conteúdo, mas é um jogo que pode e deve ter muito mais coisas para mostrar. NOTA: 7.0/10
- Review: AEW Fight Forever
O sonho de ser um lutador profissional nunca esteve tão perto como em AEW: Fight Forever. O JOGO AEW: Fight Forever é um jogo de luta livre desenvolvido pela YUKE'S e distribuído pela THQ Nordic e All Elite Wrestling LLC. Lutando pela famosa promoção de luta livre All Elite Wrestling, você terá toda a experiência de um lutador da AEW, com direito a vários tipos de lutas e estipulações que você já viu no programa. Com um plantel recheado de famosos lutadores, você pode assumir o controle de qualquer um deles ou criar o seu próprio lutador e se tornar uma lenda do wrestling profissional. Lute para atingir o topo e se torne campeão da AEW! MINHAS IMPRESSÕES Sou um grande fã de wrestling profissional. Acompanho a All Elite Wrestling desde sua criação e vejo a evolução desde então. Um de seus fundadores e também lutador, Kenny Omega, é reconhecidamente um apaixonado por jogos. Não impressiona ninguém que ele gostaria de ter um jogo de sua própria promoção. E foi o que aconteceu. AEW: Fight Forever é a realização dessa vontade. Jogos de wrestling profissonal não são novidade e já existem faz tempo e, na maioria das vezes, decepcionam. Então, tendo esse histórico em mãos, dá pra saber onde melhorar, certo? Bem, não exatamente. Apostando num jogo mais arcade, AEW: Fight Forever acerta em ser mais veloz, mas peca nos controles. Tudo parece engessado, desde os movimentos até os personagens, principalmente quando se tem mais de dois lutadores em ringue. Falando nisso, todo jogo desse estilo erra nesse tipo de luta. É um inferno quando você está numa luta de duplas e vai fazer a contagem no oponente. O parceiro do seu adversário SEMPRE para a contagem. Seu parceiro aparece para te defender? Aparece, mas ele é barrado pelo seu corpo no chão, não consegue passar e te defender. É muito frustrante. A customização também deixa a desejar. Imaginei que teria muito mais opções para criar meu próprio personagem, mas me deparei com uma seleção bem carente de escolhas, tanto visual como no leque de golpes. Quanto ao plantel de lutadores, acho que ele poderia ter vindo mais atualizado e com mais personagens, mas visto que já temos DLCs com implementação de novos lutadores, já temos um vislumbre de como atualizar o plantel. O modo Road To Elite é interessante. Ao estilo modo carreira, você vive como um lutador da AEW galgando seu lugar ao sol. Seu lutador deve treinar e se recuperar para os shows semanais e PPVs. Os diálogos entre os personagens ora são muito engraçados e cheio de referências ao mundo do wrestling profissional, ora são tão genéricos que te tiram um pouco da imersão. No geral, é um modo para evoluir seu personagem ou para utilizar os lutadores já conhecidos e criar histórias totalmente novas. O jogo tem legendas em Português-Brasil, menos os nomes dos golpes, o que foi uma decisão acertada. Não joguei o modo online, mas por relatos que li, muitos adversários forçam a saída do jogo quando estão para perder e os jogadores que iriam vencer não ganham nenhuma compensação por isso. Se eu já não tinha muita vontade de jogar as partidas ranqueadas, após esses relatos, vou passar longe. Para um jogo desse tamanho, esperava mais. Ainda sim, é um jogo divertido e vai render uns bons momentos. CONQUISTAS Temos diversos tipos de conquistas em AEW: Fight Forever. E já aviso: leva um bom tempo para completar 100% delas. Isso porque algumas dependem de muita repetição, como por exemplo, jogar com 50 personagens diferentes ou terminar o Road To Elite 10 vezes. Algumas outras vão exigir foco, como fazer uma mesma ação diversas vezes na mesma partida. E outras vão depender da boa vontade do seu adversário em se colocar numa situação específica para que você execute uma ação determinada. Fato é que, se você não jogar frequentemente, vai demorar bastante para completar todas as conquistas naturalmente. Se for o caso de buscar os 100% rapidamente, apenas foque em cada conquista para forçá-las de uma vez. CONCLUSÃO Fiquei empolgado quando vi o anúncio de um jogo de luta da AEW. Fazia tempo que não tocava em jogos desse tipo porque, ano após ano, não via melhoras nesse gênero. Então, estava esperançoso com AEW: Fight Forever. Confesso que me decepcionei um pouco. Erros que já aconteciam em outros jogos desse estilo sendo repetidos aqui. Não me entenda errado, o jogo é divertido, mas quando você olha com um olhar mais crítico e joga por mais tempo, muitos aspectos te incomodam cada vez mais. O modo robótico como os juízes fazem a contagem, não poder controlar a direção em que seu golpe vai sair e até algumas mecânicas nada precisas me deixavam meio chateado. Mesmo indo em outra direção, AEW: Fight Forever acabou no mesmo lugar que outros jogos do gênero. Apesar disso, nem tudo está perdido. Como é apenas o primeiro jogo da franquia, é normal ter esses tipos de erros, mesmo que eu ache que seriam evitáveis. Penso que, com essa base, eles podem melhorar tantos aspectos e ouvir a comunidade sobre o que está bom e o que está errado com o jogo. A comunidade de wrestling profissional é apaixonada e exigente, então espero que ouçam suas sugestões e que melhorem num futuro próximo, seja nesse próprio jogo ou uma possível continuação. NOTA: 7.5/10
- Review: Potion Tycoon
Potion Tycoon traz toda a experiência de ter sua própria loja de poções num mundo de fantasia, seja lá o que isso signifique. O JOGO Potion Tycoon é um jogo simulador de gestão da Snowhound Games, distribuído pela Daedalic Entertainment. No papel de dono de uma loja de poções num reino mágico, o jogo consiste em gerenciar todo o processo, desde a criação das poções e gestão de funcionários até personalização dos produtos. Porém, seu estabelecimento não é o único que vende esse tipo de mercadoria. Seus rivais vão sempre tentar criar poções melhores que as suas e vão quer tomar seu lugar como melhor loja. Crie poções, evolua seus funcionários, plante os ingredientes, personalize sua loja e promova seus lançamentos. Impressione pessoas importantes do reino para receber mais influencia e suba no ranking. Seja o melhor vendedor de poções que essas terras já viram. MINHAS IMPRESSÕES Sempre fui uma negação para jogos de gerenciamento, mas Potion Tycoon me mostrou o motivo: pressa. Esse tipo de jogo exige que se tenha paciência para evoluir e avançar, o que pode afastar algumas pessoas. Tenha em mente que o jogo quer que você vá devagar, mas quando seus rivais começam a evoluir e sua loja pouco vende poções, você pode se frustrar. Além disso, existem missões com recompensas e isso vai te instigar a ir mais rápido e talvez você tropece. É uma linha tênue entre tentar descobrir onde melhorar ou largar mão de vez. Confesso que tive que recomeçar o jogo umas três vezes, porque nada dava certo. Até que aprendi e funcionou. E depois não funcionou mais. E tive que aprender de novo. Começando pelas poções, você mesmo deve criá-las, não existem poções predefinidas. No seu próprio caldeirão, misture os ingredientes e teste diferentes combinações para chegar na receita ideal. E não para por aí! Você ainda vai personalizar o recipiente que suas poções serão engarrafadas. E não pense que é só estética, pois ela realmente melhora seu produto e fica mais vendável. Seja criativo e nomeie sua criação. Não faça como eu, que coloquei nome de drinks nas minhas poções. Os ingredientes são todos plantados na sua própria loja. Você começa com plantas, ervas e cogumelos randômicos, ou seja, sempre um começo de jogo diferente. Existem vendedores que, de tempos em tempos, te oferecem novos ingredientes. Aproveite-os para criar novas receitas ou para melhorar as já existentes. Seus funcionários vão fazer de tudo um pouco se não forem direcionados para certas atividades. Eles podem ser promovidos e receber melhorias que vão ajudar em suas tarefas. Fique atento na avaliação de suas salas, pois se não atender aos requisitos dos funcionários, eles vão ficar desmotivados. E acredite, eles vão ser muito chatos quanto a isso. As salas são cada lugar da sua loja. Algumas máquinas só podem ser posicionadas em salas que ficam abaixo do solo, os famosos porões. O contrário também existe, com estruturas exclusivas para salas acima do solo. Você deve decorar todas elas para que sua avaliação agrade tanto funcionários quanto clientes. O jogo tem uma grande variedade de máquinas, móveis e objetos com as mais diversas funções. Você vai querer colocar tudo em suas salas, mas vai dar de cara com um problema: espaço limitado. Existe uma demarcação de até onde sua loja pode crescer. Parece que nunca tem espaço suficiente. O jogo te obriga a ser bem cuidadoso e calcular exatamente o que é essencial e o que é dispensável. É uma forma de deixar o jogo mais desafiador, mas eu achei frustrante. Queria equipar minha loja com o melhor possível, mas fui barrado pela falta de espaço. Talvez foi falta de gerenciamento da minha parte, mas era tanta coisa pra mexer na loja que eu simplesmente desisti e deixei como estava. Gosto da arte do jogo, principalmente das poções. Dão um destaque aos produtos, fazendo com que não sejam meros itens e sim algo feito com esmero. Até o momento dessa análise, o jogo não possui legendas em Português-Brasil. Isso pode dificultar um pouco no entendimento de algumas mecânicas para aqueles que não tem domínio da língua inglesa. CONQUISTAS A maioria das conquistas serão desbloqueadas conforme você joga normalmente. Ao chegar num momento do jogo onde sua economia está boa, você consegue forçar algumas conquistas que exigem determinadas ações que talvez você não faria, como por exemplo, ter um funcionário com um ponto em cada habilidade ou contratar 20 funcionários. Por isso, espere seu dinheiro ficar estável para fazer coisas que talvez prejudiquem seu jogo. Além disso, existem conquistas que são acumuladas por todos os seus saves, então não se assuste com números grandes. No geral, as conquistas são simples. Eu gosto bastante de conquistas que você deve fazer algo específico e diferente. Temos isso em Potion Tycoon? Sim, mas queria mais. Quem sabe em futuras atualizações. Tirando isso, a maioria delas é grind, mas não é nada muito demorado caso sua partida esteja bem encaminhada, é claro. CONCLUSÃO Potion Tycoon é um jogo interessante e pode ficar mais interessante ainda. Gostei do que vi, mas é notável que o jogo precisa de algumas melhorias, que com toda certeza serão feitas, pois os desenvolvedores são ativos na comunidade e estão sempre ouvindo e respondendo os feedbacks. Inclusive, eu precisei de ajuda com uma conquista que estava bugada e fui prontamente respondido e corrigiram no patch seguinte. Eles possuem um roadmap de próximos passos que querem seguir com o jogo, o que significa que podemos ver novas funcionalidades e melhorias nas já existentes. Quando bati no teto do jogo, onde não tinha mais nada novo, me questionei sobre o fator replay. Eu começaria um novo save? Por qual motivo? Eu senti que aproveitei tudo que Potion Tycoon podia me oferecer. Fui desafiado, completei as conquistas, mas e agora? Talvez seja só isso mesmo e não tem nada de errado nisso. Eu não sei até que ponto a limitação de construção é algo que muda o jogo pra melhor. Não sei dizer se, caso não houvesse limite de construção de salas, o jogo ficaria quebrado. Ou se é apenas uma limitação para não estragar a performance. Enfim, o que eu sei é que eu gostaria de ter mais liberadade nesse sentido. Confesso que me frustrei bastante até entender o ritmo do jogo. Eu queria avançar mas era complicado demais pra mim. Algumas missões não eram claras e eu ficava me questionando se eu pulei algo do tutorial que explicava essas coisas. Então eu aprendi sozinho. Entretanto, o saldo é positivo. Um bom jogo para deixar rolando enquanto ouve um podcast, por exemplo. Potion Tycoon é feito por pessoas que parecem realmente se importar com o jogo e isso me dá esperança de que o jogo só tende a melhorar. NOTA: 6.5/10
- Review: Tiny Thor
Como seria a infância de uma das maiores lendas nórdicas? Assuma o controle do jovem Deus do Trovão em Tiny Thor! O JOGO Tiny Thor é um jogo de plataforma desenvolvido pela Asylum Square e distribuído pela Gameforge. No dia de seu aniversário, o pequeno Thor é presenteado com seu fiel martelo Mjölnir por seu pai, Odin. Uma festa lhe espera no reino dos deuses, mas nosso pequeno aventureiro é enganado por Loki, que faz com que Thor não consiga voltar para casa e, ao mesmo tempo, restringe todos os deuses de sair de seu reino. Agora, o pequeno guerreiro deve buscar uma forma de restaurar a ponte Bifrost antes que Loki consiga concretizar o Ragnarök. MINHAS IMPRESSÕES Minha relação com esse jogo foi do céu ao inferno. Ele começa bem, te explica as mecânicas, tem um desafio aqui ou ali, mas nada que te faça sofrer. Até que você chegue na metade da campanha. Daí pra frente, começa o verdadeiro desafio: não explodir de raiva. Honestamente, eu estava me divertindo muito com o jogo, que tem seus problemas de mecânica, mas nada que interferia na progressão. Até o momento em que você vai avançando e precisando que os controles sejam mais precisos. Aí a frustração começa. O que pra mim era um jogo muito divertido se tornou algo estressante. Talvez seja só eu que seja ruim? Provavelmente. Talvez Tiny Thor não seja pra mim? Pode ser que sim. Só que tendo o começo de jogo como ele é e depois virar isso me deixou bem desapontado. Não vi motivos pra essa progressão de dificuldade. É mais fácil vencer os chefes sem tomar dano do que passar algumas fases, por exemplo. E já existem fases bônus especificamente para testar seus limites e te desafiar, pra quê colocar isso no meio da progressão do jogo? Por mais que as fases tenham diversos checkpoints, isso não deixa menos frustrante. A arte do jogo é muito bonita, lembrando muito alguns clássicos do Super Nintendo. O jogo tem legendas em Português-Brasil, porém, existem muitos erros de tradução. A trilha sonora é digna de nota, trazendo um ar de clássico ao jogo. Algumas coisas realmente me incomodaram, como a mecânica do martelo, que por várias vezes te deixa na mão por falta de precisão, ou como o fato de não ter uma checagem de menu quando você acidentalmente aperta para reiniciar a fase toda. De qualquer forma, eu reconheço que Tiny Thor é um jogo muito bom. CONQUISTAS Podemos dividir as conquistas em: coletáveis, chefes e desafios. As demais conquistas são alguns feitos específicos, como derrotar uma sequência de inimigos com um único arremesso de martelo, por exemplo. As conquistas dos coletáveis se refere aos diamantes vermelhos e joias azuis encontradas em todas as fases. Basicamente, você deve coletar tudo em todas as fases, o que pode ser um grande desafio, visto que muitos desses coletáveis estão escondidos pela fase. As conquistas dos chefes são desbloqueadas ao derrotá-los e também ao vencê-los sem receber dano deles. Por fim, as conquistas de desafios são relacionadas às fases bônus que são desbloqueadas ao longo do jogo e, ao serem completadas, liberam as conquistas. Vai levar um bom tempo para fazer 100% das conquistas, além de exigir bastante repetição e habilidade para alcançar boa parte delas. CONCLUSÃO Eu odiei o jogo? Longe disso! É um excelente jogo com uma proposta boa, mas a execução, para mim, não se sustenta do meio para o fim do jogo. No começo, vencer os desafios era prazeroso, pois pareciam mais justos. Depois, só parecia que o jogo queria te forçar a ser incrível com comandos que não são tão precisos assim. Recomendo fortemente que todos joguem Tiny Thor, porque é um jogo bem feito. A mecânica do martelo, embora não seja perfeita, faz a jogabilidade ser única. A mistura de habilidades para passar de diversas fases exige um certo nível de precisão para executá-los. Tenha em mente que você vai ficar preso em muitos momentos do jogo até entender o exato movimento que você deve fazer. Eu queria ter amado Tiny Thor, porque eu gostei do jogo, mas quando era pra ele me cativar de vez, ele me perdeu. E isso me deixa bem triste. Porém, o reconheço como um grande jogo e que pode inspirar novos jogos a trazer de volta os clássicos jogos de plataforma. NOTA: 8.0/10
- Review: Citizen Sleeper
Se colocarem sua consciência em um corpo robótico, esse alguém ainda seria você? Essa e muitas outras questões filosóficas você encontrará em Citizen Sleeper. O JOGO Citizen Sleeper é um RPG narrativo cyberpunk desenvolvido pela Jump Over The Age e distribuído pela Fellow Traveller. Num mundo onde o capitalismo arruinou tudo, você vive a vida de um Sleeper em fuga, uma consciência implantada num corpo artificial pertencente à uma corporação que vai fazer de tudo para recuperá-lo. Sobrevivendo na estação espacial The Eye, você vai precisar se virar para viver um dia mais. Consiga um emprego, faça amizades e ajude-os. Grandes aventuras te esperam, com diversos dilemas morais e escolhas que você deve fazer e terão impacto em sua jornada. MINHAS IMPRESSÕES Se você gosta de um bom RPG narrativo, com um universo e personagens bem construídos, Citizen Sleeper é para você. O detalhe nos textos, na construção de mundo e na personalidade de cada personagem foi feito com carinho. Nada está ali sem propósito e tudo e todos são bem trabalhados. Infelizmente, o jogo não tem legendas em Português-Brasil. Como é um jogo que depende muito dos textos, os não falantes da língua inglesa não terão a total experiência que é essencial para jogar. E o jogo tem bastante texto, o que pode ser cansativo para alguns. A arte do jogo é linda. Todas as personagens tem seu design bem trabalhado e condizem com o que é descrito com a narração. São tão bem construídos que suas emoções são genuínas e te fazem gostar ou odiar cada um deles. Alguns vão te cativar, outros vão te enganar e outros vão te deixar com um pé atrás em ajudá-los, tudo isso por causa da maneira como foram bem escritos. A história se prolonga enquanto seu Sleeper se mantiver vivo. Você tem três opções de Sleeper ao começo do jogo, cada um especializado em alguma característica. Essas, por sua vez, serão usadas para a checagem de sucesso de uma tarefa. Eu senti que, quanto mais missões você faz e ganha upgrades, menos essa escolha inicial é importante. Como se fosse um RPG de mesa, você deve utilizar dados para rolar sucesso ou falha em alguma missão. No caso, os dados são valores fixos e distribuídos ao começo de cada rodada (ou ciclo, como é chamado no jogo), o resultado será baseado no requisito da missão e no dado utilizado. Um resultado pode ser positivo, neutro ou negativo. Eu, particularmente, não sou o maior fã desse tipo de mecânica. Não sei ao certo o que porquê, mas sinto que é meio frustrante ter um resultado negativo quando a chance de neutro ou positivo é bem maior. Obviamente, isso acontece em jogos de RPG de mesa, mas parece que rolar dados digitalmente é menos convincente do que na vida real. Senti que algumas escolhas de diálogo pouco fazem diferença e estão ali mais para você interpretar o que seu Sleeper diria, o que não é um problema, mas gostaria que tivessem mais impacto. E as que tem impacto, acontecem sem aviso prévio, o que é ótimo para que o jogador preste atenção na história e em suas ações. Citizen Sleeper é um jogo feito com carinho e criatividade, com muitas questões profundas que, mesmo se passando num universo fantasioso, tem muita base no nosso mundo real. CONQUISTAS A maioria das conquistas está conectada com o final de cada missão de personagem. Cumprindo todas elas, você conseguirá completar boa parte das conquistas. Porém, alguns finais tem variações dependendo de algumas ações que você tomar. Ou seja, você precisará repetir algumas missões ou até começar um novo jogo para cumprir os requisitos para completá-las. No geral, não são difíceis, apenas levarão um certo tempo. CONCLUSÃO Para os apreciadores de um bom RPG narrativo, Citizen Sleeper é um prato cheio. Dá pra imaginar até uma sessão de RPG de mesa situado nesse universo. Confesso que o jogo poder se tornar um pouco cansativo por ter bastante texto, por isso, recomendo jogar em pequenas doses. Assim, você vai aproveitar toda a história sem se cansar. É triste que não exista legendas em Português-Brasil, porque facilitaria muito mais e cansaria muito menos. Existe claramente um jeito de acabar morrendo no jogo, mas não me senti em perigo em momento algum. Se isso é bom ou não, não sei dizer, mas torna o jogo mais focado em sua narrativa do que na jogabilidade. Como citei anteriormente, não sou o maior fã da mecânica de dados, mas não é algo que prejudique o jogo. Queria que tivessem mais finais. Alguns momentos tensos, por exemplo, poderiam acabar na morte da sua personagem, caso fizesse as escolhas erradas. Joguei em três saves para poder completar as conquistas e experimentei outras alternativas de diálogos para ver se algo mudava, mas para minha tristeza, pouca coisa muda. Citizen Sleeper tem um universo maravilhoso em mãos e pode criar coisas mais incríveis ainda. Com uma sequência já anunciada, fico ansioso para saber o quão melhor essa série ficará. NOTA: 7.5/10
- Review: Castle Of Alchemists
Seu castelo está sendo invadido, mas os invasores não contavam com seu maior herói: um exército de um homem só, a arma viva definitiva. O JOGO Castle Of Alchemists é um tower defense de ação desenvolvido pela Team Machiavelli, distribuído pela Catoptric Games e IndieArk. Você assume o controle de Bellator, um super soldado quimicamente melhorado e munido de muitas armadilhas, que deve proteger o castelo contra a invasão inimiga, enquanto todos estão presos dentro da fortaleza, graças ao seu sistema de defesa. Com a ajuda de ferreiros e cientistas, você vai melhorando seu arsenal e suas capacidades físicas, enfrentando hordas e mais hordas inimigas de outras dimensões que querem acabar com seu castelo. MINHAS IMPRESSÕES Temos aqui uma proposta interessante. Um tower defense 2D de ação. É algo como Orcs Must Die!, só que em pixel art. Uma ideia muito boa, mas que pode afastar jogadores que esperam uma curva de aprendizado mais suave. Na primeira fase, você já se sente horrível. O senso comum é que o nível vá escalando para que você aprenda as mecânicas básicas do jogo. Em Castle Of Alchemists, ele não te dá tempo pra isso. E eu sei que esse é realmente o objetivo do jogo: ser difícil. Por isso, tenha em mente essa questão. O jogo está em Português-Brasil e, no momento, está em acesso antecipado. Levando isso em conta, imagino que ele tenha muito a melhorar em muitos quesitos, mesmo que demore, pois são apenas dois desenvolvedores trabalhando num jogo inteiro. Isso é louvável. A primeira coisa que confunde são os comandos. Ainda não é possível remapear os controles e isso causa muito desconforto e miss clicks, o que atrapalha muito num jogo onde cada recurso é precioso. Por ser um jogo 2D, muitas hit boxes são meio esquisitas e os projéteis não são claros. São coisas que melhoram a qualidade de vida do jogo e precisam ser revistas. Como disse anteriormente, a curva de aprendizado dos níveis é muito ruim. Mesmo com a premissa de que o jogo é fácil de aprender e difícil de masterizar, não me parece nada divertido começar fracassando. Entenda, o problema não é ser difícil, o problema é não ter uma curva de aprendizado decente. O fato é que Castle Of Alchemists é um jogo que tem potencial enorme, com diversas builds, várias formas de montar suas armadilhas, combos criativos e tudo mais. Só que, na minha opinião, ele precisa ser mais agradável no começo, ou vai afastar jogadores desavisados. CONQUISTAS A maioria das conquistas está ligada aos combos e inimigos derrotados. Eventualmente, você vai conseguir boa parte deles apenas jogando bastante, pois são números relativamente altos de combos e suas variações, assim como os tipos de inimigos. Caso queira grindar essas conquistas, vai dar um trabalhão. CONCLUSÃO Tower defense é um dos meus gêneros de jogo favorito e eu amo jogos 2D. Juntando os dois, só posso ter amado, né? Pois é, não foi o caso aqui. Me senti muito desconfortável jogando, me forcei a entender cada mecânica e, mesmo assim, o jogo não brilhou meus olhos. Consigo ver todo o potencial dele, mas não é pra mim. Pelo menos não no estado em que o jogo está. E tenho fé de que, mesmo num ritmo mais devagar, ele vai melhorar bastante. O jogo vai te exigir um tempo até entender cada mecânica e você vai se frustrar bastante com golpes que você nem sabe de onde vieram ou jogando granadas que explodem no pé do inimigo e nada acontece. As armas de fogo parecem inúteis e o seu martelo de guerra vai ser seu melhor amigo. Eu queria ter me empolgado com esse jogo, mas enquanto não existir um remapeamento de controles e uma curva de aprendizado melhor, fica chato. Vou revisitar o jogo no futuro, porque vejo a preocupação dos desenvolvedores com seu projeto e, com toda certeza, veremos mais acertos do que erros. NOTA: 6.0/10
- Review: Unspottable
O quão bom você é em fingir ser um NPC? Em Unspottable, essa habilidade será testada ao máximo. O JOGO Unspottable é um jogo competitivo multijogador desenvolvido e distribuído pela GrosChevaux. Com uma atmosfera bem humorada, Unspottable trás um jogo quase como um pega-pega porrada, onde você e todos os participantes tem a mesma aparência e devem se achar em meio aos vários personagens iguais na tela. Achou um jogador? Porrada nele! Porém, tenha cuidado e planeje bem suas ações ou os outros jogadores saberão quem você é. Misture-se entre os bots, haja como um deles e tente descobrir quem são os verdadeiros jogadores antes que eles descubram quem é você. MINHAS IMPRESSÕES O jogo é recheado de diversão. Quanto mais pessoas jogando, melhor fica. As artes do jogo, apesar de simples, são bem expressivas e seguem o bom humor que Unspottable quer trazer. O jogo tem legendas em Português-Brasil, o que ajuda na explicação de cada fase específica. Falando em fases, cada mapa tem uma peculiaridade que torna o jogo ainda mais divertido. Assim, o jogo não se torna repetitivo e o mantém saudável. Você vai ser melhor num tipo de mapa ou pegar a manha de algum deles e isso deixa a competição bem mais interessante. A jogabilidade é simples e de fácil entendimento. Mesmo com as variações de fase, os objetivos e comandos são explicados no início de cada estágio. O jogo brilha no momento em que os jogadores tem que se disfarçar em meio aos vários bots enquanto tentam cumprir sua missão, agindo como se fosse um deles. A programação dos bots é maravilhosa. Você facilmente confunde alguns deles com outros jogadores. Enfim, tudo é incrivelmente divertido e vai tirar ótimas risadas e situações engraçadas suas e de seus amigos. CONQUISTAS Por se tratar de um jogo multijogador, quase em toda sua totalidade, as conquistas vão exigir que você esteja jogando com mais pessoas. De três a quatro pessoas, pra ser mais exato, já é o suficiente pra completar sua grande maioria. Muitas delas exigem situações específicas que podem acontecer naturalmente durante um tempo de jogo. Tive problemas com algumas conquistas, mas entrei em contato com os desenvolvedores e prontamente me responderam e corrigiram os bugs, inclusive me dando dicas de como completá-las. Fiquei muito agradecido pela agilidade e preocupação que tiveram comigo e com o jogo. Como disse anteriormente, algumas situações acontecem naturalmente depois de algum tempo de jogo e você consegue as conquistas, mas algumas delas são realmente específicas. Você consegue forçá-las com ajuda de alguns amigos, caso queria completar 100% das conquistas rapidamente. CONCLUSÃO Se você tem um grupo de amigos e estão procurando um jogo divertido e sem compromisso, recomendo fortemente que joguem Unspottable. A imprevisibilidade do jogo cria situações cômicas e caóticas que com toda certeza vão divertir você e seus amigos. Eu me diverti muito jogando e, apesar de ter uma boa variedade de fases, chega uma hora que fica repetitivo, mas isso só se você joga por bastante tempo de uma vez. Jogando em sessões curtas, é diversão garantida por muito tempo. Aparentemente, existem planos de novas fases, ou seja, o que é bom, ficará melhor ainda. Adoro esse tipo de jogo, onde você reúne amigos e joga algo que não demanda habilidade ou que o resultado não importa. Queria que existissem mais jogos nesse estilo. Unspottable usa uma ideia inovadora e que eu nunca havia visto antes dessa maneira. Se continuar sendo atualizado e adicionarem mais conteúdo, Unspottable se tornará mais divertido ainda. Se a criatividade dos desenvolvedores estiver aflorada, há muitas ideias para se explorar. E, pela minha experiência, o cuidado e atenção que os desenvolvedores tem com o jogo só me faz ter mais expectativas de que Unspottable só tende a ficar melhor do que já é. NOTA: 8.0/10
- Review: The Forest Cathedral
Você já se imaginou sozinho numa ilha, com apenas um tablet na mão e sem mosquitos por perto? Um cenário um tanto quanto peculiar, certo? Tão peculiar quanto The Forest Cathedral. O JOGO The Forest Cathedral é um jogo puzzle da Whitethorn Games, com elementos 3D e 2D. Você joga como Rachel Carson, uma cientista que existiu na vida real. Inclusive, o jogo é inspirado na história real da cientista e seu livro Silent Spring. No jogo, Carson é mandada para uma ilha, sozinha, para pesquisa de campo. Lá, não existem mosquitos, pois o entomologista Paul Muller sintetizou um pesticida chamado diclorodifeniltricloroetano, popularmente conhecido como DDT, e dispersou por toda ilha. O doutor ainda fornece um tablet chamado iRGB, que vai te auxiliar em toda sua jornada. Toda a exploração da ilha é feita num ambiente 3D, com um espaço limitado e linear. Logo você é apresentado ao Little Man, uma personagem 2D que você controla para resolver as fases, como se fosse um jogo de plataforma. Esse carinha vai ser sua principal companhia e o seu maior resolvedor de problemas. No começo, o jogo parece simples e sem nenhuma surpresa, mas, com o passar dos dias, coisas estranhas começam a acontecer. Rachel então parte em busca de descobrir o que está causando problemas na ilha. MINHAS IMPRESSÕES Confesso que não sabia o que esperar em The Forest Cathedral. O jogo é bem simples. Nos momentos em que você controla Rachel, não há muito desafio, você vai para cada terminal e os ativa. E aí é que entra o Little Man, a parte que eu achei mais divertida do jogo, que me lembrou vagamente o jogo The Pedestrian: um jogo de plataforma 2D rolando em primeiro plano com um ambiente 3D ao fundo. Nesse momento, o jogo te dá um pouco mais de desafios, mas nada que vá fazer você quebrar a cabeça ou passar muito tempo neles. Inclusive, o jogo não é muito longo, em menos de uma hora você completa sua jornada. Os gráficos são decentes, porém, precisam ser otimizados. Como um apreciador de pixel art, gostei muito das personagens sendo representados por meio desse tipo de arte. A ambientação, sons e músicas são agradáveis e bem utilizados. O jogo é inteiramente dublado em inglês, passando emoção na fala dos personagens, o que funciona muito bem. Infelizmente, até o momento dessa análise, o jogo não tem opção de legendas em Português-Brasil. Como existe uma história sendo usada como base de todo o jogo, muito é perdido, o que acaba esvaziando a experiência caso não se tenha conhecimento de inglês básico. CONQUISTAS Pra quem gosta de caçar conquistas, The Forest Cathedral não será problema para fazer 100% delas. Nenhuma conquista demanda nada especial, apenas progredir e finalizar a história já serão o suficiente para conquistar todas. CONCLUSÃO Quando comecei a jogar, estava bem perdido. Sabia da sinopse do jogo, mas nada além disso. Me permiti ser surpreendido. Inicialmente, pensei que o jogo seria apenas uma série de momentos em que usaria o Little Man para passar os puzzles e só. Progredindo no jogo, as coisas vão realmente mudando, até o tom do jogo, de algo alegre e sem muita agitação, vira algo cheio de suspense. Em um momento, achei que o jogo iria pro lado do terror, o que me deu até uma vontade a mais de ver o que estaria por vir. Tentei não colocar muito sobre a história do jogo e da Rachel Carson na análise porque seria como esvaziar o jogo. The Forest Cathedral foi feito para contar essa história. Usando elementos fantasiosos e inspirado em fatos reais, o jogo te apresenta um acontecimento importante da história da proteção ambiental. Se não fosse pela parte em que você controla o Little Man, o jogo seria completamente contemplativo. Em certas cutscenes, não sabia se algumas coisas que apareciam de fato estavam programadas para aparecer ou se seriam bugs, mas nada que influencie no decorrer do jogo. Como eu disse, me deixei ser surpreendido, mas não acho que fiquei satisfeito. Pra mim, o saldo é positivo, mas faltou um pouco mais de ritmo. O jogo termina muito rápido, porque foi feito pra contar uma história simples. Creio que esse fator vai frustrar alguns jogadores que esperavam um jogo maior. Pra encerrar, uma curiosidade: a abreviação do pesticida é DDT, certo? E como se chamam os profissionais que exterminam insetos? Dedetizadores. É bobo, mas explodiu minha cabeça quando eu percebi isso. NOTA: 5.0/10
- Review: House Builder
Sabe quando você monta um móvel na sua casa e fica super orgulhoso com o resultado? Em House Builder, você vai ter esse mesmo gostinho. O JOGO House Builder é jogo de simulação da FreeMind, distribuído pela PlayWay. A proposta do jogo é simples: construir diferentes casas ao redor do mundo. De iglus no meio da neve até casas modernas em cimento queimado, House Builder vai te apresentar os diversos estilos de engenharia e arquitetura. Sejam as casas encaixáveis no Japão ou simplesmente uma casa na árvore no meio da floresta, quem vai construir tudo é você! Para cada novo mapa apresentado, diferentes mecânicas são apresentadas, pois cada tipo de construção requer uma técnica específica. Você vai cavar a fundação, misturar cimento, cortar madeira, catar pedras do chão, pintar paredes... enfim, você será o exército de um homem só na tarefa de construir casas. MINHAS IMPRESSÕES House Builder tem uma ideia interessante: ensinar sobre engenharia e arquitetura enquanto você faz o passo a passo da obra. O jogo em si é um ótimo passatempo. Porém, em certos momentos, começa a ficar maçante. No início, quando você está aprendendo uma técnica, o jogo te faz ter bastante trabalho até o momento em que você libera uma nova habilidade, que é apresentada num tipo de árvore de habilidades que você vai desbloqueando conforme vai ficando "melhor" em cada uma das tarefas. Melhor, entre aspas, porque, na realidade, você não fica melhor de fato. É apenas o jogo te dando uma ajudinha, já que ninguém se divertiria colocando quinhentos tijolos, um por um. Nesse caso, por exemplo, ao invés de colocar tijolo por tijolo, você começa a colocar vários tijolos ao mesmo tempo, apenas com um clique. Então, se o jogo te ajuda nisso, como ele fica maçante? Ele te ajuda aqui e ali, mas em outras atividades, não existe nada que possa te auxiliar a cumprir o objetivo de maneira menos chata. Por isso, mão na massa e muitos cliques no mouse. Nos níveis em que a construção é no meio da floresta, me sentia como aqueles caras que fazem vídeo no YouTube, cavando um buraco no chão e transformando numa casa de dois andares com piscina. Eu ia até o rio pegar água, cortava bambu com um facão e andava no meio da floresta pegando galhos. Nos níveis urbanos, a coisa é um pouco mais fácil nesse sentido. Ao progredir no jogo, você vai ganhando dinheiro e pode usá-lo para comprar materiais e decorações. No caso dos materiais, na maioria dos níveis você vai ser obrigado a comprar algo que falta. Já as decorações são descartáveis, não se fazem necessárias pra completar as fases. Pra quem já está acostumado com jogos de simulação nesse estilo já sabe o que esperar. O foco aqui é menos em gráficos e física e mais em completar os objetivos. Muitas vezes o jogo bugou de formas frustrantes. O próprio jogo tem uma opção de resetar sua posição atual, ou seja, isso já era esperado. Dependendo da fase, você leva de trinta minutos a uma hora para terminar sua construção. CONQUISTAS Todas as conquistas estão ligadas às habilidades que você desbloqueia conforme vai jogando. Não é necessário completar todas as fases para isso. Você consegue forçar o ganho dessas habilidades, fazendo uma mesma atividade até desbloquear a melhoria em questão. Então, caso queria o 100% rápido, abra a árvore de habilidades, procure os requisitos para evoluir e vá nas fases que tenham as ferramentas necessárias para conseguir essa evolução. Ou, se você não tiver pressa, apenas conclua todas as fases e naturalmente você vai conseguir a maioria delas. CONCLUSÃO É um jogo ótimo pra jogar enquanto ouve um podcast ou escuta uma música. Você se envolve com ele sem pretensão, constrói uma casinha aqui, para, vai fazer outra coisa, depois volta pra ele mais tarde e assim vai. Não espere nada mais do que isso. Pra quem curte engenharia, arquitetura e design de interiores, pode ser que atraia mais a atenção. Como eu citei, o jogo até tem uma parte de decoração das casas, mas eu passei longe. Não vi propósito pra decorar uma casa quando eu podia apenas construir outra. Pode soar controverso, mas eu prezo pela coerência. Se você vai me dar trabalho, que seja do começo ao fim. Durante toda a jogatina, você flutua entre ser muito realista, tendo que cortar as tábuas do tamanho correto por exemplo, para algo totalmente surreal, como cortar uma árvore e ela gerar três troncos. E eu entendo o porquê disso, mas falta coerência. House Builder tem muitos elementos que não precisavam estar ali. A árvore de habilidades, por exemplo, poderia ser aplicada de melhor forma. As compras de materiais são bem chatas. Eu gostaria que não tivesse esse recurso, mas como tem, os níveis deveriam ter a lista completa de todos os materiais que serão usados naquela obra. É muito frustrante parar a construção no meio porque faltaram quatro lajotas de piso e você vai ter que abrir o menu de compra, apertar o botão de comprar quatro vezes, porque ele também não te dá a opção de digitar quantidade, esperar a entrega chegar e ir até a rua pra pegar essa quantidade ínfima de material do caminhão de entrega. Com a lista em mão, você poderia fazer toda a organização dos seus materiais de trabalho e construir tudo na maior paz. E, pra fechar, temos um sistema de notas quando você termina o nível. Eu me perguntava a cada fase se tem como ganhar menos que cinco estrelas e como era possível fazer tal proeza pois as notas só aparecem ao finalizar a fase e esta, por sua vez, só é finalizada depois de seguir todas as instruções até completar a construção. Você deve estar pensando que eu estou implicando com detalhes bobos, mas esse tipo de coisa polui o jogo de tal forma que ele fica cheio de coisa que não precisava estar ali. Enfim, House Builder tem seus altos e baixos, relaxei colocando tijolos nas paredes, mas passei raiva cortando árvores que sabem utilizar kage bunshin no jutsu e se transformam em três. Se o jogo for um pouco mais polido em questão de mecânicas, ele vai ficar muito mais divertido e prazeroso pra quem jogar. NOTA: 6.0/10
- Review: Deck 'Em!
Talvez você não goste de jogar Paciência, mas e se as cartas fossem lutadores de boxe? Parece maluco, mas é o que você vai encontrar em Deck 'Em! O JOGO Deck 'Em! é um jogo de cartas da Frosty Pop. O jogo consiste em uma luta de boxe que gira em torno de cartas, quase como um jogo de Paciência. Seu lutador, que também é uma carta, deverá aguentar doze rounds contra o campeão para vencer. Todo round, quatro cartas serão distribuídas e você terá que utilizar todas para ir ao próximo round. O baralho tem 52 cartas e cada uma delas tem uma importante função. Use-as com sabedoria ou seu lutador será derrotado. MINHAS IMPRESSÕES Deck 'Em! é um jogo bem simples. Seu objetivo é zerar o baralho de 52 cartas utilizando as mecânicas das cartas de forma sábia e evitando que seu lutador seja derrotado. E ele é simples até demais. Se prestar atenção na explicação do jogo, você pega o jeito rápido. A mecânica do bloqueio, por exemplo, é a mais importante. Se você passa por ela sem dar atenção, pode ter problemas. Vale lembrar que, até o momento dessa análise, o jogo não possui legendas em Português-Brasil. A arte do jogo é bem bonita. Um estilo cartunizado que eu gosto bastante. O narrador tem suas animações bem feitas e reage ao que acontece no jogo. Sua carta de lutador também sofre visivelmente quando apanha. Assim como ele é descrito como um "Paciência de boxe", você não vai vencer todas as partidas. Pra quem joga Paciência, assim como eu, sabe que nos níveis avançados existe a possibilidade de uma partida ser invencível. Não importa o movimento que você faça, o jeito que as cartas foram distribuídas fazem o jogo ser impossível de ser vencido. Aqui, é a mesma ideia, mas, por algum motivo, é mais frustrante do que seu antepassado. Entretanto, quando você vence em Deck 'Em! é libertador. O jogo tem um ranking, pois a cada partida você recebe uma pontuação em formato de dinheiro, como se fosse seu lucro com a luta. Esse valor é sua pontuação no ranking geral, onde você pode conferir a sua colocação e a de outros jogadores. É uma forma de manter o fator replay do jogo, porque, como eu disse, o jogo é bem simples. No meu caso, eu pouco me importei com o ranking, joguei muitas partidas e perdi várias. CONQUISTAS Infelizmente, o jogo não possui conquistas até o momento desse review. Caso houver alguma mudança futura, farei uma atualização. Tristeza para os caçadores de conquistas. CONCLUSÃO É um jogo com uma ideia interessante, porém, que se esgota rapidamente. Penso que se tivesse mais tipos de cartas ou mecânicas diferentes pra cada lutador, o fator replay seria maior. Por mais que as partidas sejam rápidas, essa sensação de ter dado azar no baralho é frustrante. Perder por usar as cartas de maneira menos efetiva é uma coisa. Perder simplesmente porque as cartas foram distribuídas de forma que seja impossível vencer é outra. Estamos num jogo virtual, eu não quero que seja um cassino real. Depois de algumas partidas, a repetição se torna monótona e as derrotas constantes são desencorajadoras. Em algumas dessas derrotas, eu não fazia ideia se foi porque eu joguei mal ou se foi só azar. O ranking está ali apenas pra ser um incentivo pra jogar mais partidas. Acho que poucas pessoas vão se importar com isso. Enfim, é um jogo pra jogar de vez em quando, umas três partidas e só. NOTA: 5.0/10
- Review: Age of Darkness: Final Stand
Sabe quando você quer entrar no metrô lotado em horário de pico e sai uma horda de pessoas de dentro dele? Pois em Age Of Darkness: Final Stand você terá a mesma sensação de milhares de monstros vindo em sua direção. O JOGO Age Of Darkness: Final Stand é um RTS de sobrevivência da PlaySide Studios, distribuído pela Team17. Monstros abissais chamados Pesadelos emergem do umbral para tomar toda a terra em escuridão. É seu dever proteger e sobreviver contra todas as hordas que são enviadas aos milhares para extinguir tudo e engolir tudo com uma névoa letal. Construa sua base, reforce suas defesas, treine soldados e coloque seu herói para comandar a defesa de suas terras para que sobrevivam uma noite mais. MINHAS IMPRESSÕES Nunca fui muito bom no gênero RTS. Apesar de ter jogado todos os clássicos em algum momento da minha vida, pouco tive êxito nesse estilo de jogo. Age Of Darkness exige um pouco mais do jogador do que só o básico. O jogo não possui legendas em Português-Brasil, o que pode dificultar no entendimento da história e das mecânicas para os não falantes da língua inglesa. No momento dessa análise, o jogo ainda está em acesso antecipado e levo isso em consideração. Então, tudo que eu disser aqui tem espaço pra melhora. O jogo em si tem uma boa ideia, mas não sei se a execução é a mais atrativa no quesito jogabilidade. Tudo está muito travado, se atropelando. As unidades não respeitam comandos e ficam paradas do nada quando é pedido uma ação. Selecionar tropas é um desafio, pois a interface não te ajuda em absolutamente nada. E o jogo exige que você tenha controle completo e rápido de suas unidades, porque os monstros tem diversas formas diferentes, como por exemplo, um que explode em uma área envolta dele mesmo. O caos na tela e a interface nada amiga vão frustrar quem quer ter um bom desempenho. Temos a campanha (por enquanto, apenas Ato 1 e 2) que não me atraiu nem um pouco. O personagem destacado como principal não te faz querer ter nenhuma conexão com o mesmo. Não darei spoiler da história, mas ele tem atitudes nada nobres no começo da campanha e logo depois você o controla pelo resto dela. Me importei muito pouco com a personagem. Inclusive, nenhum personagem apresentado tem qualquer tipo de apelo para que alguém goste deles. Além da campanha, temos o modo sobrevivência, que nada mais é do que o próprio nome diz: sobreviver. E esse é o modo principal, basicamente. O jogo tem potencial, mas precisa muito melhorar a interface, comandos e tudo que possa deixar o jogo mais dinâmico, pois é a proposta aqui. Por mais que a ideia do jogo consista em ser um pouco mais difícil que jogos normais desse estilo, creio que seja melhor aprimorar a jogabilidade para que fique mais atrativo e menos repetitivo. CONQUISTAS Por enquanto, o jogo não possui conquistas. Talvez a versão final do jogo contenha algumas, pois seria interessante e mais um desafio para o jogo. CONCLUSÃO O jogo foi bem frustrante pra mim. Tanto na parte de jogabilidade como na falta de ritmo. Missões de campanha que não agregam em nada, com objetivos confusos, personagens sem carisma, controle de personagens péssimo. Enfim, tem bastante o que melhorar. Visto que está em acesso antecipado, ele vai melhorar. Talvez não na parte de personagens, mas em todo o resto, tem muito no que aprimorar ainda. Por essas e outras, não consegui me divertir jogando Age Of Darkness. Foi bem cansativo e broxante quando várias unidades minhas morriam por causa de sua desinteligência artificial. Ou porque parte do meu exército ficava assistindo seus companheiros morrendo, sem mover um músculo pra ajudar. Ou porque eu tive que reiniciar um capítulo inteiro da campanha pois meu herói morreu tentando fugir de uma explosão, mas todo o seu exército fez uma parede que fez com que ele tivesse esse fim trágico. É uma ideia boa, mas a execução deixou tanto a desejar que os verdadeiros Pesadelos eram outras coisas no jogo. NOTA: 5.5/10
- Review: Cook Serve Forever
Quando for jogar Cook Serve Forever, recomendo que faça um lanche antes de começar, pois você vai ficar com muita fome. O JOGO Cook Serve Forever é um simulador culinário desenvolvido e distribuído pela Vertigo Gaming Inc. Assumimos a cozinha na pele de Nori, uma cozinheira que, desde criança, teve o apoio de sua mãe para por a mão na massa na cozinha, literalmente. Ela é a maior fã de Rhubarb, uma renomada chef de cozinha que tem seu próprio programa de televisão e é inspiração para Nori. Quando a famosa chef anuncia uma grande competição culinária, Nori e sua namorada Brie largam tudo para trás e vão em busca do sonho de conquistar o maior prêmio culinário e, ao mesmo tempo, sair do aperto financeiro. Atente-se aos comandos e cozinhe as receitas de forma correta para deixar seus clientes felizes. Conquiste o coração (e o estômago) dos cidadãos de Helianthus. MINHAS IMPRESSÕES Gosto muito da série Cook, Serve, Delicious! e como ela foi evoluindo. Se você também já jogou, devo avisar: esse jogo NÃO é uma continuação. É importante avisar porque se você espera algo parecido com os outros jogos, pode se decepcionar. A ideia aqui é continuar um universo, criando uma variação de jogabilidade. O jogo está em acesso antecipado, ou seja, muita coisa pode mudar. Tenha isso em mente. Ao jogar, me senti assistindo uma animação que você encontraria no catálogo da Netflix. Com uma dublagem maravilhosa e arte muito bonita, a história do jogo realmente te envolve. Falando em arte, as comidas continuam sendo representadas de forma deliciosa. Impossível não salivar ao ver seus pratos finalizados. No momento, o jogo não possui legendas em Português-Brasil, infelizmente. Inclusive, em alguns momentos, enquanto você está cozinhando, diálogos acontecem e, se você não tem ouvido bom para entender inglês, acaba perdendo algumas interações. Confesso que o novo estilo de jogabilidade foi como uma montanha russa pra mim. Inicialmente, não vi muito problema, toda a mecânica de sequências de botões para cada tipo de ingrediente estava interessante. No fim, talvez por estar em acesso antecipado e com um número muito reduzido de conteúdo, a mecânica principal do jogo começou a ficar cansativa. Repetição atrás de repetição. Espero que, quando o jogo estiver completo, existam modos de deixar o jogo mais dinâmico e variado. CONQUISTAS As conquistas disponíveis até o momento vão te exigir um pouco de paciência. As mais chatinhas de se fazer são as conquistas de nível, que consiste em chegar em determinado nível em cada localidade e receber seus adesivos. Como disse anteriormente, o jogo é muito repetitivo no ponto que está. Mesmo com os bônus que ajudam a elevar seu nível, vai ser bem cansativo. Com as próximas atualizações, novas conquistas devem vir junto e, provavelmente, vão seguir essa mesma ideia de nível, porém, nas novas localidades que serão liberadas. Espero que, de alguma forma, sejam implementadas mecânicas que deixem esse grind mais dinâmico e menos chato. CONCLUSÃO Cook Serve Forever vem como uma abordagem diferente do restante da série e não vejo isso como uma coisa ruim, porém, o jogo precisa muito de dinamismo. No atual momento, o jogo é muita repetição e pouca variação. Entendo que novos conteúdos serão implementados, mas o que me deixa curioso é se teremos algo a mais na mecânica principal do jogo. Muitas vezes eu nem sabia que receita estava fazendo, pois o foco em apertar os botões corretos e rapidamente faz você simplesmente esquecer o ponto principal do jogo, que são as comidas. Mesmo com tudo isso citado acima, eu sei do que os desenvolvedores são capazes. A qualidade se mantém em tudo, mas precisam criar novas ideias para apimentar um pouco mais o jogo e dar mais destaque ao processo e resultado final das receitas. As personagens e a história estão bem legais. Esse diferencial dá um charme ao jogo e nos lembra que aqui a abordagem é outra. Eu gosto de pensar que estou jogando uma série animada, pois é como me sinto ao ver as cutscenes. Uma curiosidade interessante é que todas as personagens tem nome de ingredientes, como por exemplo: Nori, Brie e Rhubarb. Como fã da série Cook Serve Delicious!, fico ansioso para saber onde essa nova jornada vai nos levar. Não me importo nem um pouco com a mudança de estilo, isso é bom para renovar os ares e expandir a série. Só espero que tenhamos melhorias significativas. O jogo tem potencial e tenho certeza que, com as próximas atualizações, vai melhorar muito. NOTA: 7.0/10












