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  • Review: Cook Serve Forever

    Quando for jogar Cook Serve Forever, recomendo que faça um lanche antes de começar, pois você vai ficar com muita fome. O JOGO Cook Serve Forever é um simulador culinário desenvolvido e distribuído pela Vertigo Gaming Inc. Assumimos a cozinha na pele de Nori, uma cozinheira que, desde criança, teve o apoio de sua mãe para por a mão na massa na cozinha, literalmente. Ela é a maior fã de Rhubarb, uma renomada chef de cozinha que tem seu próprio programa de televisão e é inspiração para Nori. Quando a famosa chef anuncia uma grande competição culinária, Nori e sua namorada Brie largam tudo para trás e vão em busca do sonho de conquistar o maior prêmio culinário e, ao mesmo tempo, sair do aperto financeiro. Atente-se aos comandos e cozinhe as receitas de forma correta para deixar seus clientes felizes. Conquiste o coração (e o estômago) dos cidadãos de Helianthus. MINHAS IMPRESSÕES Gosto muito da série Cook, Serve, Delicious! e como ela foi evoluindo. Se você também já jogou, devo avisar: esse jogo NÃO é uma continuação. É importante avisar porque se você espera algo parecido com os outros jogos, pode se decepcionar. A ideia aqui é continuar um universo, criando uma variação de jogabilidade. O jogo está em acesso antecipado, ou seja, muita coisa pode mudar. Tenha isso em mente. Ao jogar, me senti assistindo uma animação que você encontraria no catálogo da Netflix. Com uma dublagem maravilhosa e arte muito bonita, a história do jogo realmente te envolve. Falando em arte, as comidas continuam sendo representadas de forma deliciosa. Impossível não salivar ao ver seus pratos finalizados. No momento, o jogo não possui legendas em Português-Brasil, infelizmente. Inclusive, em alguns momentos, enquanto você está cozinhando, diálogos acontecem e, se você não tem ouvido bom para entender inglês, acaba perdendo algumas interações. Confesso que o novo estilo de jogabilidade foi como uma montanha russa pra mim. Inicialmente, não vi muito problema, toda a mecânica de sequências de botões para cada tipo de ingrediente estava interessante. No fim, talvez por estar em acesso antecipado e com um número muito reduzido de conteúdo, a mecânica principal do jogo começou a ficar cansativa. Repetição atrás de repetição. Espero que, quando o jogo estiver completo, existam modos de deixar o jogo mais dinâmico e variado. CONQUISTAS As conquistas disponíveis até o momento vão te exigir um pouco de paciência. As mais chatinhas de se fazer são as conquistas de nível, que consiste em chegar em determinado nível em cada localidade e receber seus adesivos. Como disse anteriormente, o jogo é muito repetitivo no ponto que está. Mesmo com os bônus que ajudam a elevar seu nível, vai ser bem cansativo. Com as próximas atualizações, novas conquistas devem vir junto e, provavelmente, vão seguir essa mesma ideia de nível, porém, nas novas localidades que serão liberadas. Espero que, de alguma forma, sejam implementadas mecânicas que deixem esse grind mais dinâmico e menos chato. CONCLUSÃO Cook Serve Forever vem como uma abordagem diferente do restante da série e não vejo isso como uma coisa ruim, porém, o jogo precisa muito de dinamismo. No atual momento, o jogo é muita repetição e pouca variação. Entendo que novos conteúdos serão implementados, mas o que me deixa curioso é se teremos algo a mais na mecânica principal do jogo. Muitas vezes eu nem sabia que receita estava fazendo, pois o foco em apertar os botões corretos e rapidamente faz você simplesmente esquecer o ponto principal do jogo, que são as comidas. Mesmo com tudo isso citado acima, eu sei do que os desenvolvedores são capazes. A qualidade se mantém em tudo, mas precisam criar novas ideias para apimentar um pouco mais o jogo e dar mais destaque ao processo e resultado final das receitas. As personagens e a história estão bem legais. Esse diferencial dá um charme ao jogo e nos lembra que aqui a abordagem é outra. Eu gosto de pensar que estou jogando uma série animada, pois é como me sinto ao ver as cutscenes. Uma curiosidade interessante é que todas as personagens tem nome de ingredientes, como por exemplo: Nori, Brie e Rhubarb. Como fã da série Cook Serve Delicious!, fico ansioso para saber onde essa nova jornada vai nos levar. Não me importo nem um pouco com a mudança de estilo, isso é bom para renovar os ares e expandir a série. Só espero que tenhamos melhorias significativas. O jogo tem potencial e tenho certeza que, com as próximas atualizações, vai melhorar muito. NOTA: 7.0/10

  • Review: Steel Racer

    Os anos 90 ligaram e Steel Racer atendeu o seu chamado. O JOGO Steel Racer é um jogo de corrida desenvolvido e distribuído pela lightUP. No melhor estilo Top Gear, Steel Racer trás todos os elementos dos jogos antigos de corrida de forma polida e agradável. Como piloto, sua missão é cumprir todas as cinco temporadas e se tornar um verdadeiro piloto de aço. Compre melhorias para seu carro, aumente o som e pise fundo no acelerador! MINHAS IMPRESSÕES O jogo em si é bem simples: você vence dez corridas numa temporada e vai pra próxima. Quem já conhece jogos como Top Gear e Horizon Chase Turbo vai encontrar o mesmo tipo de jogabilidade e espírito aqui. A trilha sonora, juntamente com o som de seu carro, criam a atmosfera perfeita para esse tipo de jogo. Some isso aos gráficos simples e movimentação de cenário clássica desse tipo de jogo e você terá uma combinação com cheiro de anos 90. Esse jogo foi inteiramente criado por um brasileiro que, pelo que entendi, fez tudo sozinho. Isso por si só já é incrível. Sabendo disso, podemos sentir algumas limitações, porém, são totalmente compreensíveis. Por ser muito simples, senti que faltavam algumas variações nas corridas. Todas as pistas tem basicamente o mesmo cenário em cada temporada e isso torna tudo mais do mesmo. Não senti que os upgrades que fazia no meu carro eram visíveis. Senti falta também de um minimapa para ter uma noção da pista e quanto eu tinha percorrido. O visual do carro também poderia ser mais único, pois todas as cores que você utiliza nele são as mesmas de seus oponentes. Colocando cores exclusivas, creio que teria um efeito maior de protagonismo de quem joga. Talvez por ter terminado o jogo numa tarde, eu achei cansativo e repetitivo demais. Ainda assim, é um jogo bem divertido e, pra quem viveu os anos 90 assim como eu, vai te dar uma leve nostalgia. CONQUISTAS As conquistas do jogo são fáceis de completar. Se você coletar todo dinheiro que puder nas corridas e vencer todas elas, terá seu 100% garantido. CONCLUSÃO Steel Racer é um ótimo passatempo. Não é difícil, mas também não é só acelerar sem pensar. Ele tem algumas configurações que podem facilitar ou dificultar seu jogo, o que pode te dar um pouco mais de desafio. Como citei anteriormente, o jogo tem suas limitações e pode ser melhorado em pequenos aspectos para ficar mais completo e, ainda assim, é um ótimo jogo feito por uma só pessoa. Você vai ter uma boa diversão, mas aconselho a jogar em doses curtas para saborear melhor o jogo e não enjoar. Fico feliz de termos cada vez mais desenvolvedores brasileiros se aventurando nos jogos indies. Aprecio demais que esse cenário cresce cada vez mais e me deparo com vários jogos que nem imaginava que tinham as mãos de brasileiros. Estamos num ótimo caminho. NOTA: 6.0/10

  • Review: Brain Show

    O Passa ou Repassa e Show do Milhão tiveram um filho e ele se chama Brain Show. O JOGO Brain Show é um jogo de perguntas e respostas multijogador desenvolvido e distribuído pela Simplicity Games. Nesse quiz game maluco, você e seus amigos competem num programa de televisão para saber quem conhece mais sobre os diversos temas que lhe serão apresentados. Porém, não pense que serão apenas perguntas e respostas. Os jogos virão com desafios, como batata quente ou quem responde mais rápido. O caos será instaurado e a briga por pontos pode fazer você odiar seus amigos por isso, mas no fim, a diversão é o que conta. MINHAS IMPRESSÕES Brain Show se propõe a ser um jogo divertido e faz bem. Com toda sua simplicidade, tanto na jogabilidade quanto em seus gráficos, você vai se divertir com seus amigos, com toda certeza. Não tive a oportunidade de jogar com muitas pessoas, mas o jogo comporta até oito jogadores, o que deve deixar tudo muito mais caótico. Lembrando que só está disponível para cooperativo local. Atualmente, o jogo possui 13 tipos de rodadas, com mais de 5000 perguntas distribuídas em 41 categorias. O jogo não possui legendas em Português-Brasil, o que vai dificultar muito em entender as perguntas e respostas. Se você não tiver aquele amigo pra te ajudar com a tradução, o jogo perde toda a graça. As animações, apesar de simples, fazem com que as personagens tenham vida. Em particular, o apresentador tomou 27 xícaras de café e foi apresentar o programa, porque o cara parece estar ligado na tomada. No geral, é um jogo divertido, mas tenha em mente de que ele não será nada mais que isso: um jogo pra dar risada com os amigos. E causar brigas entre vocês. CONQUISTAS O jogo não possui conquistas, infelizmente. Acredito que incluir algumas conquistas em Brain Show daria um gostinho a mais ao jogo. Existem muitas possibilidades, espero que, um dia, eles as explorem. CONCLUSÃO Me diverti bastante jogando Brain Show. Ele não é um primor de jogo, mas te diverte e não precisa ser mais do que isso. Ter apenas cooperativo local restringe um pouco suas possibilidades. Tem amigos? Ótimo! Não tem? Bom, esse jogo não é pra você. As questões estão num nível bom, não encontrei nenhuma muito específica de uma cultura. Muitas vezes errei por querer responder rápido e acabava não lendo direito. A barreira linguística pode atrapalhar um pouco. Os menus e controles também apresentaram alguns problemas de resposta, o que foi um pouco frustrante. A impressão que fica é que Brain Show poderia ser mais, com algumas customizações, como por exemplo, de quais jogos você quer jogar ou quantas rodadas. O jogo tem como evoluir mais e melhorar em muitos pontos para deixá-lo mais atrativo. Espero que os desenvolvedores vejam do mesmo jeito que eu. NOTA: 6.5/10

  • Review: Toodee and Topdee

    Jogos de puzzle são sempre bem-vindos e Toodee and Topdee mostra que inovar nas mecânicas cooperativas(ou não) pode tornar um jogo bem especial. GAMEPLAY Nós nos dividimos em dois personagens principais que dão o nome ao jogo. Controlamos um de cada vez (mesmo no modo co-op). O jogo é bastante simples, o que dá um tom de inovação é a abordagem da perspectiva. Enquanto um dos nossos protagonistas tem uma perspectiva de game de plataforma, o outro interpreta a perspectiva de forma isometrica. É necessário combinar ambas as abordagens para resolver puzzles no game. Passamos por diversos mundos enfrentando seus bosses e a dificuldade é escalar. Talvez tornar isto jogável com os dois personagens no modo co-op teria dado um brilho diferente e até um motivo a mais para jogarmos com algum amigo. CONQUISTAS As conquistas de Toodee and Topdee não são amigável, o que torna o jogo extremamente frustrante, já que precisamos resolver os desafios dentro do prazo mínimo estabelecido, o que não é uma tarefa simples. Outro problema é que precisamos fazer a menor quantidade intercalações possíveis entre os personagens. Confesso que esta é a parte mais frustrante deste jogo, pois teria ficado muito satisfeito se as conquistas não fossem tão exigentes por parte do jogo, uma vez que, para atingir a perfeição em algumas fases, é necessário ser quase um pró-player para fazê-lo sem um guia. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO Toodee and Topdee é bastante desafiador, apesar da suas conquistas serem consideradas frustrantes e desagradáveis, mas, se você não se importar com isso, certamente terá uma experiência satisfatória até a metade do jogo, quando ele pode se tornar desafiador por si só. O jogo é inovador em cooperação e perspectiva de visão no gênero. As fases são bem construidas e os inimigos também. Recomendo este jogo para aqueles que desejam um desafio a mais, uma vez que é um jogo bastante difícil para os padrões de jogos de puzzle semelhantes. Review realizada através da Gamertag: Scoulz Nota: 60/100

  • Review: Layers of Fear (2023)

    Uma compilação de histórias elaborada por uma escritora em um farol abandonado (ou não). Layers of Fear é uma nova oportunidade para o gênero de terror, que não via há algum tempo. O jogo está disponível nas seguintes plataformas: PlayStation 5, Microsoft Windows, Xbox Series X e Series S, Mac OS. HISTÓRIA E GAMEPLAY Layers of Fear é uma compilação de todos os jogos e DLC lançados sob o selo da franquia anteriormente. Os jogos são apresentados sob a perspectiva de uma nova história escrita pela autora responsável pelos romances, que enfrenta conflitos semelhantes aos relatados na história, porém, sob uma perspectiva mais vulnerável. Dividindo a história em dois grandes livros e dois pequenos capítulos, posso dizer que as histórias de Layers of Fear são boas. A primeira está ligada a um drama mais sombrio de uma história de dor de família. Enquanto a segunda temos o olhar mais relacionado ao aspecto de resgate. Embora haja diferenças e uma evolução clara entre o primeiro e o segundo jogo, ao jogarmos de maneira sequencial, ou seja, um após o outro, percebemos tantas semelhanças nas duas histórias principais que, se me dissessem que se tratam do mesmo jogo, eu provavelmente acreditaria. A jogabilidade é basicamente a mesma, uma vez que, ao longo do caminho, procuramos chaves, novas portas e, em geral, trilhamos um caminho reto, com sustos, usando nossa lanterna, espantando a aberração ou o espírito maligno que nos acompanha em determinadas partes do jogo. É difícil se perder em qualquer um dos jogos e isso é um grande mérito da franquia, pois somos teletransportados em vários momentos apenas para olhar para um objeto ou simplesmente virando a câmera. As cinco histórias em Layers of Fear são: A escritora(narrativa que junta todas as outras em uma só história), Pintor(primeiro jogo), Filha(DLC), Musicista(DLC), Ator(história do segundo jogo) ASPECTOS TÉCNICOS Aqui é onde Layers of Fear brilha com maestria. Com todas as histórias refeitas através da Unreal Engine 5, todo o aspecto gráfico do game é surpreendente, desde os cenários mais fechados (a maioria), até os mais abertos. Foi um dos primeiros jogos em que decidi jogar em modo fidelidade no console, em uma TV 4k OLED e alinhado ao HDR10 e, sobretudo, ao Ray Tracing. A experiência fica ainda mais impressionante, seja através de iluminações que surgem diretamente de uma chama ou de reflexos de madeira que estão no navio do segundo game. A mixagem do áudio do game também merece elogios. Quando comecei, notei que o jogo estava um pouco lento e em determinado momento temos de enfrentar os desafios reais de escapar de uma assombração ou uma criatura deformada, dependendo do jogo em questão. Posso dizer que, estando com o headset com Dolby Atmos ativado, não houve uma única vez em que essas criaturas se aproximaram de mim que não me arrepiasse. De fato, o game conseguiu cumprir as demandas da nova geração, tanto no que diz respeito ao áudio quanto aos belos detalhes visuais. CONQUISTAS Eu não sou um jogador muito apegado ao gênero, então optei por jogar apenas a narrativa dos dois jogos principais de Layers of Fear, sem jogar as DLC ou ir atrás de coletáveis, e consegui realizar praticamente metade das conquistas do jogo. Infelizmente quem fez os achievements neste game, está parado no tempo ou realmente odeia os jogadores. É extremamente ruim que existam tantos itens coletáveis dentro de um jogo, onde, simplesmente atravessando uma porta, somos transportados para outras salas sem a possibilidade de retornar. Dessa forma, precisamos recomeçar um capítulo inteiro para encontrar esses objetos, sendo fotos, quadros e outros que são extremamente perdíveis. Ainda, o jogo, ao ser lançado, parece ter uma conquista quebrada, uma vez que ninguém ainda atingiu todas as conquistas no Xbox. Um recado que é sempre bom dar aos Devs: esqueçam os coletáveis perdíveis, invistam em coisas para fazer dentro do game, com toda certeza atrairá o público dos achievements. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO Layers of Fear é uma ótima compilação, um game que se destaca na parte técnica, mas as histórias não são tão fortes para que possamos ter um aprofundamento. Os personagens, sem muito carisma e esquecíveis, certamente são escritas de outros tempos da empresa. Eles, sem dúvida, pensaram que seria uma boa ideia refazer toda a experiência e que a narrativa poderia se manter forte mesmo assim. Infelizmente quem fez as conquistas deste jogo estava completamente maluco, pois além de conquistas que os jogadores odeiam que são perdíveis, há uma quebrada no console que torna o jogo impossível de ser completado por qualquer um. Apesar de não ser tão familiarizado com o gênero, estou contente ao constatar que a Bloober Team tem um futuro promissor no mundo dos games. Se grandes publishers resolverem também dar suas franquias para outras empresas mais conceituadas, como deram a eles Sillent Hill, derem seus games para a Bloober, teremos grandes jogos de terror surgindo e o gênero estará bem servido por anos. Parece que eles estão tendo êxito na sua estratégia, e, agora, com uma ajuda adicional no que diz respeito ao envolvimento com personagens e histórias mais aprofundadas e de maior profundidade, não tenho dúvidas de que a Bloober Team terá um futuro promissor no campo dos jogos de terror. Review realizada através da Gamertag: Scoulz Nota: 80/100

  • Review: Batboy

    Jogar um game que é inspirado em jogos antigos é sempre muito prazeroso. Quando visitei o grande Shovel Knight, que definitivamente deve ser o padrão pra resgatar um estilo de gameplay e moderniza-lo de forma decente, foi então que anos mais tarde me surgiu a oportunidade de jogar Batboy, um jogo também inspirado em jogos 8 bits. Seria ele capaz de resgatar o sucesso de uma das melhores eras dos games? Batboy foi desenvolvido e publicado pela X PLUS Company e conseguiu ser lançado através de financiamento coletivo no Kickstarter, conseguindo arrecadar cerca de 250 mil dolares para o desenvolvimento e marketing do jogo. O jogo está disponível nas seguintes plataformas: Microsoft Windows, Xbox One, Xbox Series X e Series S, Mac OS, Playstation 4 e Playstation 5. HISTÓRIA Com uma variedade de personagens esportistas como protagonistas e antagonistas da história principal, somos colocados na pele de Ryosuke, e precisamos resgatar nossos amigos de uma lavagem cerebral, trazendo-os de volta para o nosso lado. Batboy é bem parecido com uma história de anime e bebe bastante dessa fonte nesse aspecto. VISUAL Batboy é um jogo bem intuitivo em seus visuais. Parece que estamos jogando um game das antigas, mas, é claro, com toda a modernidade da gameplay e fluidez atual. Batboy tem algumas cutscenes bem legais, mas são poucas. O design de cada um dos chefes é bem único e eles são facilmente reconhecíveis por suas habilidades únicas e bem variadas. Cenários bem variados e com gama de cores incríveis e bem diversificadas, Batboy é bem colorido e bonito dentro da sua proposta, não deixa nada a dever para jogos mais conceituados no seguimento. GAMEPLAY Em Batboy há diversos tipos de mecânica de gameplay e conforme a história progride, derrotamos alguns bosses e adquirimos poderes relacionados ao boss derrotado, como por exemplo, dar dash, criar uma bolha na água para sobreviver mais tempo submerso e etc. É bem claro que existe uma inspiração em Megaman nesse sentido e o jogo aplica isso com muita capacidade, porém, eu senti que as mecânicas iniciais com o taco perderam um pouco de seu brilho com o passar do tempo e se houvesse uma progressão relacionado a isso, seria ótimo. O fato é que Batboy adota muitas mecânicas que facilitam demais a gameplay, inclusive a luta com os bosses que poderiam ser mais difíceis. Achei até que alguns trajetos eram mais difíceis que a luta final com o Boss. CONQUISTAS As conquistas de Batboy são relativamente simples relacionadas ao seu progresso, mas, há quatro coletáveis comuns dentro de cada um das fases com exceção da última, que são três sementes, uma de cada cor sendo duas correspondentes a localização e desafio de coleta delas, algumas estão realmente bem escondidas, então provavelmente você irá ter que voltar em algumas fases para localizar algumas que vão ficar para trás, a outra está com um NPC de compra que vende esta semente por 300 moedas. E também temos a fita cassete, que geralmente fica em um puzzle feito só para ela dentro das dinâmicas da própria fase. Também há alguns cachorrinhos fofos que tem de ser resgatados e estão bem mais escondidos que os outros coletáveis. Devo dizer que pessoalmente, eu odeio coletáveis tão escondidos assim. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO Batboy pode ser tanto desafiador como frustrante, o jogo traz uma dificuldade elevada, mas muitas vezes por conta da hit-box imprecisa e movimentos atrasados de forma não natural, parecendo que há um pequeno input lag no jogo que não temos muito como entender o motivo, talvez algo relacionado a engine aplicada. Eu acreditava que a mecânica de rebater as bolas com o taco seria melhor aplicado, mas infelizmente é algo que acabamos não usando tanto com o decorrer do jogo algumas mecânicas ficam um pouco para trás e não evoluem com o nosso próprio progresso. Apesar dos problemas envolvidos nas mecânicas, Batboy é um jogo divertido, que conta uma história bem legal, o jogo acerta bastante na variedade de chefes e habilidades únicas de cada um deles. Review realizada através da Gamertag: Scoulz Nota: 70/100

  • Review: Gas Station Simulator - Airstrip DLC

    Se ser dono de um posto de gasolina já era difícil, imagina ser dono de um posto de gasolina de aviões!? É isso que você vai encarar na DLC Airstrip de Gas Station Simulator. O JOGO Gas Station Simulator é um simulador de posto de gasolina desenvolvido pela DRAGO entertainement e distribuído pela HeartBeat Games. Resumindo rapidamente o jogo base, você herdou um posto de gasolina do seu tio e agora tem essa responsabilidade em mãos. Com a DLC Airstrip, essa responsabilidade aumenta. Tudo começa quando você conhece Joe, um velho piloto que pousa forçadamente perto de seu posto. Ele te ajuda a restaurar um velho galpão para que seja usado como parada para aviões e te ensina como fazer tudo funcionar. Abastecer aviões, consertá-los e fazer trocas com pilotos são algumas das tarefas que você terá que cumprir. MINHAS IMPRESSÕES Gas Station Simulator em si já é um jogo com muitas coisas para gerenciar. Airstrip adiciona mais um trabalho em meio ao mar de coisas simultâneas que acontecem. E isso vira uma bagunça. Por mais que possa deixar de lado tudo que envolve os aviões, você vai se sentir na obrigação de mexer naquele galpão. A DLC em si acrescenta novas mecânicas como a troca de produtos com pilotos, que, na minha opinião, é muito confusa. É tudo tão simplório que nem com o tutorial fica muito claro qual o propósito daquilo e como cada item tem sua raridade. E se você já jogou Gas Station Simulator deve estar pensando: "Ah, vou só colocar um funcionário pra fazer os trabalhos do galpão e focar em outra coisa." Bem, não vai. Tudo deve ser feito manualmente por você mesmo. O bom humor continua predominante, com várias situações onde Joe se envolve. Joe esse que faz questão de cair de avião no meio do deserto toda vez que for te visitar e você tem que ir lá rebocar o avião dele, numa tarefa extremamente chata. Assim como o jogo base, Airstrip está totalmente legendado em Português-Brasil, o que facilita um pouco mais o entendimento das novas mêcanicas apresentadas. CONQUISTAS Airstrip não acrescenta nenhuma conquista ao jogo base. Por um lado, é o mais honesto a se fazer, já que nem todo mundo quer comprar DLCs e é justo com quem busca os 100% sem ter que gastar dinheiro para ter acesso a todas as conquistas. Por outro lado, pra quem gosta de novos desafios, vai ficar na mão. CONCLUSÃO Aos que tem o jogo base e pretendem comprar a DLC: só compre se seu posto de gasolina estiver operando praticamente automático. Se você não está no end game, pense duas vezes antes de comprar essa DLC. Você até pode largar tudo e ir de cabeça nos conteúdos novos, mas logo seu dinheiro vai acabar e vai ser um inferno para ficar no verde novamente. Eu, sinceramente, não vi motivo plausível para uma DLC focada em aviões num jogo de posto de gasolina. Você abastece os aviões? Sim, mas parece um passo tão maior pra algo que deveria ser mais trivial. Cuidar só do posto de gasolina já era diferente, colocar um galpão com aviões tira todo o brilho da simplicidade de um posto de beira de estrada. Toda vez que Joe aparece, é um momento chato. Ele poderia ser uma voz num rádio que seria mais útil. Consertar as asas do avião dele é uma das tarefas mais chatas e sem sentido que existem. Eu gosto bastante de Gas Station Simulator, mas parece que Airstrip é um passo maior que a perna. A integração entre o galpão e o posto de gasolina não ficou legal. Não precisava complicar tanto as coisas para adicionar novos conteúdos. O jogo base tem diversão em sua simplicidade, Airstrip não tem nenhuma das duas coisas. NOTA: 5.5/10

  • Review: Moving Out 2

    ATENÇÃO: ESSA REVIEW FOI FEITA COM BASE NA VERSÃO DEMO DO JOGO. O único jeito de deixar a mudança de casa divertida é jogando Moving Out 2. O JOGO Moving Out 2 é um simulador de mudança desenvolvido pela SMG Studio e Devm Games e distribuído pela Team17. Depois do sucesso do primeiro título, temos a continuação de Moving Out. Mais caótico, mais variado e, consequentemente, mais divertido, Moving Out 2 trás de volta a equipe de mudanças para mais uma aventura em Packmore. Seja em modo local ou online, junte seus amigos e comecem o trabalho! MINHAS IMPRESSÕES Moving Out 2 trás tudo que deu certo no primeiro título, só que melhorado. Além disso, ainda tiveram criatividade para novas ideias e mecânicas de fase que as tornam únicas. Por ser tratar de uma versão demonstrativa, haviam poucas opções de fases, porém o jogo se mostra muito diverso, ao ponto de que cada novo nível será cada vez mais desafiador, fazendo com que o jogador se adapte a cada nova partida. A arte continua muito bonita e divertida. O jogo possui legendas em Português-Brasil, então os diálogos cheios de piadas não se perderão. Com diversas opções de acessibilidade, Moving Out 2 mostra que é um jogo pra todo mundo e ninguém vai ficar de fora da diversão. E falando em diversão, aqui temos bastante. O caos de jogar com os amigos permanece, mas o trabalho em equipe ainda é essencial. E com o modo online você não terá mais aquela desculpa de não ter amigos para jogar com você. CONQUISTAS Por ser tratar de uma demonstração, o jogo não possui conquistas, porém, já está indicado que as teremos na versão completa. CONCLUSÃO Moving Out 2 continua o legado de seu antecessor e promete ser tão divertido e caótico quanto ele. Além disso, para aqueles que gostam de se desafiar, o jogo consegue sugerir desafios com alta dificuldade e que exigem um grau de eficiência para completá-los. O bom humor continua presente, dando a atmosfera do jogo. O modo online ajuda e muito, já que para muitos é difícil encontrar amigos para jogar. Estou curioso para ver todas as mecânicas de fases, já que as que estão na demonstração são bem interessantes, fico no aguardo para talvez me surpreender com mais. Enfim, a saga de jogos Moving Out está num bom caminho. Com novas ideias e com ideias antigas melhoradas, consegue divertir com o simples. Agora é esperar a versão completa do jogo para saber o que mais Moving Out 2 tem pra nos oferecer. NOTA: 8.0/10

  • Review: Shadow Gambit: The Cursed Crew DEMO

    Após Desperados III, quando uma companhia atinge o seu ápice técnico de um gênero, onde é possível melhorar e aprimorar? Isso que procuramos descobrir com o mais recente título de RTT da Mimimi, Shadow Gambit: The Cursed Crew. A Mimimi Games desenvolveu e divulgou Shadow Gambit: The Cursed Crew, um dos jogos do subgenero RTT de estratégia que a desenvolvedora nos dá o ar da graça. A Mimimi é uma das principais responsáveis por reanimar o gênero na era moderna dos jogos de estratégia. O jogo está disponível nas seguintes plataformas: PlayStation 5, Microsoft Windows, Xbox Series X e Series S RESUMO Shadow Gambit: The Cursed Crew apresenta uma grande variedade de gêneros dentro das suas características principais como jogo de estratégia. Algo que tem um potencial enorme, que é o sistema de gerenciamento do navio. A princípio, talvez seja um pouco decepcionante com a quantidade de conversas que possamos ter, mas, como é uma demonstração do jogo, acreditamos que, praticamente, não teremos mais nenhum diálogorelacionado a essa área. Podemos usar uma pérola negra para ressucitar alguns tripulantes dentro do nosso navio. Uma das coisas mais interessantes deste jogo é poder montar a tripulação como quisermos e partir para uma nova missão. Acho que, nas primeiras fases, isso não fará tanta diferença, mas, do meio para o fim, será realmente incrível! Shadow Gambit não tem medo de se levar como um jogo engraçadinho e isso é ótimo. A minha principal dúvida em relação ao game é que o jogo pareceu ser extremamente fácil, tendo em vista que os personagens parecem ser muito overpower para um jogo de RTT convencional. A elevação da dificuldade pode aumentar o nível neste quesito, mas acredito que um jogo não deveria ser extremamente fácil no nível normal. Digo isso tendo em vista o excelente título anterior da empresa: Desperados III, onde a dificuldade era perfeitamente equilibrada. Pode ser que o limite de usos de habilidades ou recarga mais elevada torne o seu personagem mais interessante para equilibrar o nível com os outros. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO Animações, dublagem, trilha sonora temática... tudo muito bem feito, personagens caricatos e carismáticos, abuso dos efeitos visuais no ápice da Mimimi. Ao analisar esses pontos, acredito que, depois da experiência que tiveram com Desperados III, nada pode dar errado, certo? Bem, o tempo dirá. De fato, o Shadow Gambit é um jogo bem elaborado e parece ter uma grande possibilidade de aprofundar o genero RTT. A otimização do jogo está muito boa e também há tradução para o português, inclusive, nesta versão bem antecipada de demo. A movimentação e a fluidez do game são maravilhosas, não tenho dúvidas da parte técnica do jogo. Há algumas coisas que precisam ser polidas e melhor colocadas, mas, no geral, o jogo tem um grande potencial de crescimento e exploração em outros tipos de generos ainda num jogo RTT. Nota da DEMO: 82

  • Review: Lunark

    Qual game você se lembra quando se refere à plataforma? Mario, talvez, seja o principal, certo? Contudo, este tipo de género expandiu-se e foi criado de uma forma tão diversificada que hoje temos diversos outros estilos de jogos dentro do género de plataforma que, às vezes, tornam-se difíceis de serem comparados com o bigodudo da Nintendo. Lunark é um exemplo disto, é claramente inspirado em outros grandes plataformers, como Prince of Persia, Flashback e Another World, apresenta uma revitalização para o gênero em seu próprio mundo vasto e único, inclusive abordando parte de um futuro distópico e com grande potencial de crescimento. Criados pela Canari Games, uma nova empresa canadense, eles se dizem especialistas em jogos ao estilo retrô e foram criados por Johan Vinet, que já trabalhou em games populares como Flinthook, Mercenary Kings Reloaded, Shovel Knight Showdown e Rivals Of Aether. O jogo está disponível nas seguintes plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Microsoft Windows, Xbox One, Xbox Series X e Series S, Mac OS. HISTÓRIA Quem disse que jogos indie não têm uma boa história? Lunark tem uma história bem construída em torno do nosso protagonista Leo, um típico mensageiro que, depois de ser enviado em uma missão em busca de um objeto, percebe que alguém quer incriminá-lo. Vemos uma inspiração de Blade Runner, outros clássicos de Sci-Fi e filmes da cultura pop. VISUAL Lunark tem gráficos em pixel-art, com uma grande variedade de detalhamento e uma paleta de cores bem diferenciada para cada estágio. A temática do game combina de forma satisfatória o aspecto gráfico com a experiência de jogo. Com algumas animações rápidas e bem elaboradas, até certo ponto realistas, o game se destaca em diversos momentos na parte visual. Há algumas animações que o desenvolvedor fez com um tipo de motion capture de baixo custo para serem criadas que por sinal ficou extremamente caprichado. GAMEPLAY A gameplay de Lunark é simples, temos que conversar com PCNs e enfrentar desafios de agilidade, precisão e timing. É crucial compreender a dinâmica de nossa arma e a precisão de seus saltos neste jogo, uma vez que, caso falhe com um salto ou perca todos os corações, você poderá retornar a um check point situado a uma distância considerável do ponto em que estava. Um dos últimos desafios de Lunark é atravessar uma linha de obstáculos e desafios de pular no escuro, o que proporcionou uma experiência bastante divertida e desafiadora no final do game. Os poucos chefes do jogo são bem diferentes, mas, em pouco tempo, você consegue seguir o padrão de cada um deles. A maioria dos inimigos presentes no jogo apresenta características repetitivas e fáceis de serem superadas. Há algumas falhas em relação aos pulos, como, por exemplo, numa parte do jogo em que meus controles não estavam respondendo de forma adequada e eu pulava para a morte sem ter apertado nenhum botão. CONQUISTAS A realização das conquistas de Lunark é, de certa forma, recompensadora, uma vez que há um grande cuidado neste ponto do jogo. Há conquistas relacionadas à história, aos coletáveis (que são poucos) e aos desafios internos do jogo. Não é tão difícil alcançar todas as conquistas de Lunark, talvez a única que você tenha que enfrentar seja a Invisible Man, onde você precisa passar praticamente todo o capítulo sem ser visto pelos guardas e lasers. Em geral, o jogo é bastante caprichado em relação a isso. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO Tive alguns problemas em relação a alguns aspetos do jogo. Devo confessar que, inicialmente, eu achava a jogabilidade de Lunark um tanto quanto dura e simplificada para o meu gosto. Contudo, com o decorrer do tempo, percebi que agradava não somente o que estava sendo apresentado em termos de gameplay, mas também da história do jogo. Lunark é um ótimo game indie, que tem potencial para futuras sequências que podem ter um potencial ainda maior que este. Lunark é, de qualquer forma, um ótimo game para que você possa também tirar um descanso de jogos estressantes e de realmente curtir uma experiência como se estivesse nos anos 90, mas com uma jogabilidade atual e menos cansativa que os jogos de época. Review realizada através da Gamertag: Scoulz Nota: 80/100

  • Review: Railbound

    Onde foi que perdemos a essência de um jogo não ser algo relaxante? Railbound é uma demonstração de que ainda temos esperança! Railbound foi criado e distribuído pela Afterburn, uma dev que já estava flertando com o gênero de puzzle e outros tipos de games mais contemplativos e fofos há algum tempo, tendo também desenvolvido Golf Peaks e Inbento. O jogo está disponível nas seguintes plataformas: iOS, Microsoft Windows, Xbox Series X e Series S, Mac OS VISUAL Fofo e único é como posso descrever os aspectos gráficos de Railbound. Tudo no game é feito com muito cuidado e percebemos isso durante a nossa jogatina, com músicas relaxantes e efeitos sonoros que dão uma qualidade muito alta ao jogo. O jogo é desenvolvido na Unity, que apesar de algumas pessoas torcerem o nariz para esta engine, foi muito competente em tudo que se comprometeu, principalmente nas animações simples, mas bem feitas. GAMEPLAY Railbound foca em puzzles de encaixes de vagões de um trenzinho, dando um caminho com trilhos fixos e uma pequena quantidade de trilhos para posicionar como quisermos, fazendo curvas e modificando rotas dos nossos trêns, mas o objetivo central de Railbound é nos fazer pensar na melhor forma de colocar todos os vagões acoplados no trêm principal. O game tem mais de 100 fases, com mundos que se concentram em dinâmicas específicas. Por exemplo, temos um mundo inteiro focado em túneis. No mundo seguinte, temos ou tipo de variação que também agrega os túneis, tornando cada mundo mais desafiador e complexo a ponto de nos fazer pensar por alguns minutos antes de executar nosso plano final. A jogabilidade em si não é nada extraordinária que nós já não tenhamos visto na indústria, mas ela faz tudo de forma muito eficiente, tornando o game um excelente game em equilíbrio de dificuldade e prazer, realizando as fases. CONQUISTAS As conquistas de Railbound são bastante simples, bastando apenas completar os mundos e as fases extras. Há algumas conquistas nas quais é necessário falhar ou conectar os vagões de outra forma, mas nada que seja complexo. Em algumas horas, você vai conseguir completar todas as conquistas sem problemas. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO Railbound é um alívio para os olhos, em meio a tantos jogos de tiro porrada e bomba, frenéticos com parry e ações em timing. Fofo, difícil e relaxante, uma combinação difícil de ser alcançada, consegue atingir isso com maestria. O game é bem pensado em cada fase, das mais difíceis até as introdutórias. Acompanhamos uma trilha sonora relaxante enquanto resolvemos os puzzles. Eu simplesmente não tive nenhum bug ou qualquer coisa do tipo que afetasse minha experiência de jogo. Jogos como Railbound deveriam ser feitos com maior frequência, e eu vou acompanhar de perto esta desenvolvedora, apenas esperando o seu próximo lançamento. Review realizada através da Gamertag: Scoulz Nota: 75/100

  • Review: South of the Circle

    Estou acostumado com jogos narrativos desde a infância.Quando tive a oportunidade de realizar a análise de South Of The Circle, fiquei feliz em revisitar esse gênero. Fiquei horas intrigado com a perspectiva dos personagens que são complexos e bem construídos, mas até que ponto uma narrativa se segura sozinha em um jogo? O jogo foi desenvolvido pela empresa State Of Play (cuidado para não se confundir com o evento da Sony pois possuem o mesmo nome) e você pode já ter se deparado com alguns dos games desenvolvidos pela empresa como Kami, Lumino City e Inks. A empresa foi durante toda sua trajetória dedicada a jogos de puzzle que pela primeira vez resolveu dar um passo maior ao desenvolver um jogo com personas diversificadas e escolhas ramificadas. O jogo está disponível nas seguintes plataformas: PS4, PS5, XBox One, XBox X|S, Nintendo Switch, Steam & Apple Arcade HISTÓRIA O personagem central da história é Peter e a narrativa gira em torno das escolhas que ele fez ou irá fazer. A trama está dividia em duas etapas da vida de Peter, as escolhas que envolvem sua vida acadêmica/profissional e as decisões que envolvem seu par romântico, Clara. O jogo se passa na década de 60 e trás um importante tema: o preconceito contra a mulher no meio acadêmico, mais especificamente na universidade de Cambridge. A narrativa começa com Peter enfrentando a queda de um avião onde terá que encontrar forças para ajudar o piloto que teve a perna ferida durante o acidente, então Peter vai atrás de ajuda e passa a buscar recursos que possam ajudá-los a sair dessa enrascada. Durante a jornada, o personagem principal passa a recordar situações e decisões em sua história de vida que o fizeram chegar naquela situação. GRÁFICOS Tratando-se de um jogo com características minimalistas é realizado todo atrás da engine Unity, South of the circle apresenta gráficos muito bonitos para a proposta, sendo simples o suficiente para que nós achemos que “não é nada demais”. É muito fácil enxergar a beleza do jogo em seus cenários abertos e diversificados. Se você comparar com qualquer jogo anterior da desenvolvedora, verá uma notável evolução e um pulo para fora da zona de conforto. GAMEPLAY Tudo que temos envolvimento na jogabilidade de South of the Circle envolve escolhas e decisões narrativas que representam um tipo de emoção de seu personagem. Além de termos poucas interações com o cenário e busca de objetivos durante a jogatina, não há qualquer tipo de inovação ou detalhe técnico sobre a gameplay que seja realmente impressionante que nos faça o considerar um Walking Simulator. Mesmo que essa nomenclatura seja extremamente negativa, não há qualquer tipo de envolvimento de gameplay durante o jogo que passe a nos impressionar. CONQUISTAS Além de conquistas básicas que você ganha finalizando a história, infelizmente há conquistas perdíveis como documentos coletáveis durante a trajetória e por isso recomendo seguir um guia de conquistas enquanto estiver jogando. Algumas empresas ainda estão pressas nessa mecânica antiga sem saber o que realmente fazer com as conquistas e os coletáveis, tornando a situação relacionada aos achievements frustrante. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO South of the circle é um bom jogo, mas a falta de experiência em apresentar algo que te “amarre” é bem evidente, o que torna o jogo entediante em algumas partes. É de se destacar o personagens bem marcantes da narrativa, que apesar de curta, talvez até exceda o necessário para um jogo deste porte e ao jogar tive a sensação que o jogo poderia ser mais curto e isso talvez traria mais dinamismo a ele. Apesar de apresentar uma história coerente, ela é previsível do início ao fim. É possível saber exatamente que fim sua escolha vai resultar. No aspecto técnico, South of the circle não possui quaisquer inovação no gênero ou algum destaque. Se ele conseguir ficar em minha memória, infelizmente será lembrado por um jogo que não conseguiu brilhar em nada, sendo apenas mediano em todos os quesitos. Review realizada através da Gamertag: Scoulz Nota: 60/100

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