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  • Review: All Hands On Deck

    Trabalho cooperativo, uma mão lava a outra. O JOGO All Hands On Deck é uma aventura cooperativa desenvolvido pela Studio Mantasaur e Wikkl e distribuído pela Studio Mantasaur. Junte-se com um amigo e embarquem nessa jornada cheia de puzzles em que a cooperação é necessária. Cada um controlará uma mãozinha que pode agarrar, puxar e interagir com o cenário. Coordene os movimentos para chegar até o final de cada fase. Um jogo sobre trabalho em equipe. MINHAS IMPRESSÕES A primeira coisa que tem que ser dita é: você precisa de um amigo para jogar All Hands On Deck. Ainda que possua um modo online para aqueles que não possuem amigos, a diversão é jogar com alguém que você conhece, tanto para resolver os puzzles quanto para rir de situações inusitadas que eventualmente vão acontecer. O jogo consiste em visitar fases e avançar até o final da mesma, resolvendo os desafios e coletando moedas e colecionáveis. As moedas servem para comprar customizações para sua mãozinha. O jogo está em Português-Brasil, ainda que não seja um fator tão determinante visto que o jogo tem poucos texto e é bem explicado em tutorial com imagens. O nível de desafio que o jogo propõe é bem honesto, sendo simples, mas criativo em suas resoluções. Resumindo, você vai ter que pensar em alguns momentos, mas nada que prenda seu raciocínio por muitos minutos. Pelos personagens serem mãos, eles possuem posturas baseadas em jokenpô, que muda seu jeito de interagir. Além disso, segurar itens e equipamentos são essenciais em alguns momentos, adicionando mecânicas interessantes para o decorrer do jogo. Seu visual simples e animado, juntamente com a criatividade mecânica e momentos divertidos fazem All Hands On Deck serem uma ótima pedida para quem gosta de jogar com amigos. Personalize sua mãozinha. CONQUISTAS As conquistas de All Hands On Deck são bem variadas. Por ter muita interação com cenário e equipamentos, algumas conquistas tem a ver com elas, como por exemplo, achar salas secretas ou planar com o guarda chuva por três segundos. Além disso, por se tratar de um jogo cooperativo, interagir com seu parceiro também dará conquistas. Por fim, como em todas as fases existem colecionáveis, eles também tem conquistas relacionadas, inclusive, completar 100% de todas as fases também é uma conquista. Creio que conseguir 100% das conquistas será um desafio tranquilo e divertido de se fazer. Preste atenção nos coletáveis espalhados pelas fases. CONCLUSÃO Pense num jogo para todos os públicos. Este é All Hands On Deck, um jogo bem divertido e, sobre tudo, simples. Qualquer pessoa que pegar esse jogo para jogar com quem quer que seja, vai se divertir e entender suas mecânicas com muita facilidade. Não é um jogo punitivo, tem desafios razoáveis e 100% cooperativo. All Hands On Deck preza pela diversão acima da frustração que muitos jogos cooperativos forçam. Tenho certeza de que você vai se divertir. NOTA: 8.0/10

  • Review: Smash It Wild

    Prepare-se para jogar vôlei de um jeito diferente. O JOGO Smash It Wild é um roguelite de vôlei desenvolvido pela Goblinz Studio e Ernestine e distribuído pela Goblinz Publishing e Maple Whispering Limited. Junte sua equipe formada por três animais diferentes e entre num torneio de vôlei para decidir quem se tornará o time campeão. Dispute partidas de vôlei mais selvagens já vistas. MINHAS IMPRESSÕES Smash It Wild mistura tática em turnos com um esporte que também funciona por turnos, o que funciona bem para a ideia apresentada. Diferente do vôlei tradicional, aqui você só precisa fazer um ponto para vencer o set. Naturalmente, fazer esse ponto é mais difícil do que normalmente seria. Para conseguir pontuar, você terá que exaurir a stamina dos adversários, que funciona como se fosse a barra de vida deles. Defender um ataque e andar consomem essa barra. Por isso, geralmente o que você vai querer fazer para garantir o ponto é diminuir completamente a stamina de todos os jogadores adversários para ter certeza que pontuará, mas isso nem sempre será necessário, já que você pode diminuir a stamina do inimigo num ponto em que ele não conseguirá alcançar a casa atacada por falta de pontos de stamina, por exemplo. Então, um turno funciona sempre da mesma forma, terá a ordem em que cada jogador pode atuar, alternando entre os times, então você seleciona seu ataque, que pode gerar desvantagens para o adversário, seleciona onde quer atacar, que pode ser uma casa vazia ou em cima de um adversário mesmo, assim executando o ataque. Já no turno de defesa, você seleciona qual jogador de seu time fará a recepção da bola, já sabendo quanto de stamina ele perderá, baseado nos fatores de movimento que ele gastará para ir até uma casa, o atributo de resistência que suprime o quanto de stamina será gasto e o próprio dano da habilidade inimiga. Todo movimento, antes de ser feito, tanto ataque quanto defesa, já mostra o resultado, tanto de efeitos, stamina restante e movimentos. Em partidas válidas pelo campeonato, é necessário vencer dois sets para ser declarado vencedor. Vencer um set sempre te dará a opção de escolher uma melhoria para um de seus jogadores. A arte do jogo é bem bonita, com um estilo cartunesco e animações de vôlei bem legais, cada animal agindo exatamente como se fossem jogadores animais, se é que assim posso dizer. Entre as partidas, você terá dias de eventos aleatórios que você poderá selecionar apenas um para acontecer. Nesses dias você pode treinar novas técnicas ou status, receber relíquias, comprar e receber equipamentos ou participar de eventos aleatórios. Infelizmente, o jogo não está em Português-Brasil até o momento dessa análise, o que pode dificultar para algumas pessoas entenderem o funcionamento de habilidades, equipamentos e relíquias. Falando nelas, começando pelas habilidades, geralmente todo time será temático, como o primeiro time apresentado tendo o tema gelo e suas habilidades se beneficiarem de diminuição de movimento e congelamento de casas, por exemplo. Os equipamentos servem para adicionar mais vantagens para o personagem que o equipar, podendo ainda serem melhorados, o que adiciona mais uma camada para sua estratégia. Por fim, as relíquias adicionam uma habilidade passiva para o time todo. Existem três torneios que são liberados gradativamente, ou seja, você tem que vencer os mais fáceis para ir liberando os próximos. Ao vencer um torneio, você recebe pontos que servem para serem usados em melhorias que serão aplicadas permanentemente em seus próximos jogos, pois como o jogo se trata de um roguelite, ao terminar um torneio e começar outro, você começa tudo do zero. Acredito que o grande trunfo de Smash It Wild para que o jogador continue jogando é seu aumento de dificuldade por torneio, já que os torneios iniciais são até simples demais, mas entendo que talvez seja para que você entenda qual a mecânica daquele time específico que você selecionou. É uma ideia interessante, que vai agradar quem gosta de um jogo tático rápido. Escolha o que fazer nos dias antes das partidas para melhorar seu time. CONQUISTAS O jogo não possui tantas conquistas no momento dessa análise, mas vão exigir que o jogador experimente cada time disponível, explorando seus temas ao máximo, visto que muitas conquistas são baseadas nas mecânicas do jogo. Isso somado com conquistas de vencer os três níveis de torneio diferente vai fazer com que o jogador que quiser 100% das conquistas vai ter um certo trabalho tático para conseguir, mas que é totalmente possível. Melhorias permanentes ajudam suas próximas tentativas. CONCLUSÃO Como eu gosto bastante de vôlei, a ideia de Smash It Wild logo me fisgou, juntamente com a bela arte apresentada. Inicialmente, achei que o jogo seria mais dinâmico por causa do vôlei ser um esporte com muitos pontos, mas logo percebi que o jogo seria dinâmico por outro lado, já que só precisa de um ponto para vencer. É muito gratificante pontuar, pois significa que sua tática funcionou. Apesar disso, não sei até onde o fator replay vai levar o jogo, visto que a quantidade de times é limitada e as táticas também. Ainda assim, é um jogo interessantíssimo e ótimo para ser jogado em pequenas sessões. NOTA: 8.0/10

  • Review: CloverPit Unholy Fusion (DLC)

    Aposto que você vai se viciar novamente. O JOGO CloverPit é um roguelite de caça-níquel desenvolvido pela Panik Arcade e distribuído pela Future Friends Games. Unholy Fusion é a nova DLC de CloverPit, que adiciona uma nova mecânica: a máquina de cirurgia, capaz de fundir amuletos para gerar amuletos de fusão, 30 deles estão disponíveis. Além disso, 11 novos amuletos, 4 modificadores de símbolo e 7 cartões de memória foram adicionados. Um novo final secreto também está disponível, será que você conseguirá alcançá-lo? Hora de apostar novamente! Use a máquina de cirurgia para fundir amuletos. MINHAS IMPRESSÕES Primeiramente, minha análise será sobre o conteúdo da DLC exclusivamente, já que eu já analisei o jogo base, como você pode conferir aqui . CloverPit já entrega um conteúdo muito bom, com sua mecânica de apostar em máquina caça-níquel usando amuletos que aumentam suas chances de vencer e ganhar dinheiro pra poder sair dessa prisão casino. Em sua DLC Unholy Fusion, além de novos amuletos, modificadores de símbolo e cartões de memória, foi adicionada a mecânica de fusão de amuletos por meio da máquina de cirurgia. Essa máquina é a protagonista da DLC, refrescando a jogabilidade com novas possibilidades, no caso, 30 amuletos de fusão. Para criá-los, você deve colocar os amuletos que deseja fundir nas gavetas e pagar um preço para fazer a fusão. Sobre as fusões, talvez elas sejam um pouco frustrantes se você não sabe o que elas fazem, que você só descobre quando faz uma fusão pela primeira vez. Essa frustação pode vir pelo motivo de que se seu jogo está girando em torno de um amuleto específico e você tenta uma fusão com ele esperando que venha algo relacionado ou parecido com o que ele estava fazendo, só que melhor, muitas vezes você vai quebrar a cara. De novo, isso provavelmente só acontecerá quando você estiver descobrindo as fusões, depois que você já sabe o que elas fazem, fica mais fácil planejar. Ainda assim, sinto que algumas fusões deviam seguir a linha do que os itens base estavam fazendo, para se manter na linha do que o jogador está fazendo e beneficiar aquela linha de jogo. Nada que atrapalhe, mas muitas vezes o jogador vai preferir não fazer uso da máquina de cirurgia pois vai apenas gastar recurso que pode ser usado de outra forma. Para quem gostou do jogo base, Unholy Fusion é um motivo a mais para voltar para CloverPit e ficar mais horas apostado na máquina caça-níquel. Novos amuletos para mais possibilidades de estilo de jogo. CONQUISTAS A DLC não adiciona novas conquistas, o que, para mim, é sempre honesto de se fazer para não obrigar os jogadores que gostam de fazer 100% das conquistas a comprarem DLCs. Um amuleto fundido pode mudar totalmente seu jogo. CONCLUSÃO CloverPit é viciante e tentar novas táticas para vencer é quase que impossível não fazer. A adição de mais conteúdo deixa tudo melhor, dando mais ferramentas para o jogador tentar novas formas de vencer. A máquina de cirurgia é interessante, apesar de alguns de seus amuletos de fusão não parecerem tão atrativos. Além disso, algumas fusões tem atributos que fogem do que seus itens base ofereciam, muitas vezes não fazendo tanto sentido sacrificá-los para um bem maior. São ótimas adições para dar um frescor novo ao jogo, mas que não fazem tanta diferença em seu resultado final, muitas vezes até podendo ser ignorado. Unholy Fusion talvez seja um ótimo motivo para aqueles que gostam do jogo e queriam voltar a jogar e descobrir formas novas de quebrar a máquina caça-níquel. NOTA: 7.0/10

  • Review: Sudden Strike 5

    Tática, paciência e o peso de cada escolha onde o campo de batalha não perdoa improviso. Sudden Strike 5 chega como uma continuação direta de uma franquia já consolidada dentro dos jogos de estratégia, mantendo sua identidade fortemente ligada ao estilo RTT, onde o foco está muito mais na execução tática do que na construção de bases. Desde o início, fica claro que o jogo se apoia na base sólida do título anterior, mas traz melhorias importantes de qualidade de vida que tornam a experiência mais fluida e acessível. A proposta continua sendo a mesma em essência, colocar o jogador em cenários de guerra onde cada decisão importa, cada avanço precisa ser pensado e cada erro pode custar caro. Existe uma tentativa clara de manter a essência da franquia enquanto moderniza alguns aspectos da experiência. GAMEPLAY A estrutura de gameplay é onde Sudden Strike 5 realmente se destaca. O combate é bem construído e gira em torno de um sistema de vantagens e desvantagens entre unidades, o que faz com que cada tipo tenha um papel específico no campo de batalha. Não existe unidade inútil, todas têm função e impacto dentro da estratégia. Isso cria uma dinâmica interessante onde o jogador precisa constantemente analisar o cenário antes de agir. Não é um jogo para decisões impulsivas. Cada movimentação, cada posicionamento e cada confronto precisa ser planejado com antecedência. Um dos pontos que mais reforçam a imersão é justamente o ritmo mais cadenciado. O avanço é lento, calculado, e elementos como unidades médicas tratando soldados ajudam a dar essa sensação de um campo de batalha mais realista. Tudo parece ter peso. Ao mesmo tempo, durante a jogatina, fica evidente um certo desequilíbrio prático. Morteiros acabam sendo extremamente dominantes, principalmente contra a inteligência artificial. Como o inimigo muitas vezes não reage bem a ataques de longa distância, posicionar bem essas unidades pode praticamente decidir partidas inteiras. Isso não quebra o jogo, mas influencia bastante a forma como você joga. Existe uma tendência natural de priorizar esse tipo de unidade, o que pode reduzir um pouco a variedade estratégica em certos momentos. Outro ponto importante é o cuidado necessário com suas tropas. Perder unidades não é algo trivial. O jogo incentiva uma abordagem mais cautelosa, onde preservar seu exército é essencial para progredir de forma eficiente. A liberdade de abordagem também está presente. Você pode avançar de forma mais furtiva, utilizando o ambiente como plantações para se esconder, ou simplesmente partir para uma abordagem mais direta com veículos. Essa flexibilidade ajuda a manter a experiência interessante. VISUAIS E SOM Visualmente, o jogo mantém uma proposta mais realista, com mapas bem detalhados e que ajudam na leitura estratégica. O design dos cenários favorece o planejamento, com elevações, cobertura e caminhos bem definidos. A interface também merece destaque. Ela é limpa, funcional e facilita o controle de múltiplas unidades, algo essencial para um jogo desse tipo. O sistema de pausa tática, por exemplo, adiciona uma camada extra de controle, permitindo decisões mais precisas em momentos críticos. O som cumpre bem seu papel. Efeitos de tiros, explosões e movimentação ajudam a construir a atmosfera de guerra, enquanto a trilha sonora mantém um tom mais sóbrio, sem roubar a atenção, mas contribuindo para a imersão. ACHIEVEMENTS A lista de conquistas de Sudden Strike 5 é, no geral, muito bem pensada e conversa diretamente com a proposta do jogo. Ela valoriza domínio tático, conhecimento das campanhas e eficiência em campo, incentivando o jogador a realmente entender como cada sistema funciona. Há uma boa variedade de objetivos, desde completar missões com doutrinas específicas até desafios mais situacionais, como eliminar unidades em condições estratégicas específicas ou utilizar determinados recursos do mapa. Por outro lado, é uma lista que claramente exige comprometimento. Conquistas como completar todas as campanhas com todas as estrelas ou realizar todos os objetivos secundários acabam estendendo bastante o tempo necessário para o 100%. Isso não é necessariamente algo negativo, mas pode pesar para quem busca completar tudo de forma mais direta, já que exige revisitar missões, otimizar estratégias e jogar com bastante precisão. No fim, é uma lista bem legal e coerente com o estilo do jogo, mas que não facilita a vida do jogador completista. Ela recompensa dedicação e planejamento, mas também pode alongar consideravelmente a jornada de quem quer desbloquear absolutamente tudo. TRAILER OFFICIAL RESUMO Sudden Strike 5 é um jogo que entende perfeitamente sua proposta e entrega uma experiência sólida dentro do gênero de estratégia tática. Ele não tenta reinventar a fórmula, mas aprimora o que já funcionava, trazendo melhorias que fazem diferença no dia a dia da jogatina. A profundidade estratégica, o cuidado com as unidades e o ritmo mais cadenciado criam uma experiência envolvente para quem gosta de pensar cada movimento. Ao mesmo tempo, pequenos desequilíbrios, como o impacto exagerado de certas unidades, acabam moldando a forma como o jogo é abordado. Ainda assim, tudo é muito bem construído. Existe uma identidade clara, um respeito pelo gênero e uma execução consistente. Para quem busca um jogo onde planejamento e paciência são mais importantes do que reflexos rápidos, aqui existe uma experiência extremamente competente. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 82/100

  • Review: Call of Duty: Black Ops 7 Passe de Batalha BlackCell

    O ritmo acelerado combinado com o verdadeiro luxo da temporada! O BlackCell dentro de Call of Duty se posiciona como a camada mais premium do passe de batalha, oferecendo uma experiência que vai além da simples progressão. Aqui, a proposta não é só liberar recompensas, mas criar uma sensação constante de exclusividade ao longo da temporada. PROGRESSÃO E IDENTIDADE Ao longo de 15 níveis, o jogador encontra uma boa variedade de itens. Artes conceituais ajudam a personalizar o perfil, bônus de experiência aceleram o avanço dentro da temporada e skins de armas trazem visuais mais trabalhados, geralmente com efeitos e acabamentos diferenciados. O grande destaque, no entanto, fica para algumas animações de finalização, que demonstram um cuidado especial na execução. Elas possuem mais impacto, melhor fluidez e uma direção mais cinematográfica, elevando o padrão em relação ao restante do conteúdo. É o tipo de recompensa que realmente se destaca durante as partidas e reforça o valor do pacote. A temática escolhida para o BlackCell segue uma linha mais sombria e estilizada, com forte presença de elementos agressivos, metálicos e tecnológicos. Essa escolha não acontece por acaso. Ela reflete diretamente o momento atual da franquia, que mistura o realismo militar com uma abordagem mais exagerada e visualmente impactante. Dentro de Call of Duty: Warzone e do multiplayer, essa estética funciona muito bem. Ela cria uma separação clara entre o conteúdo padrão e o conteúdo premium, fazendo com que o BlackCell pareça quase uma versão paralela da mesma temporada, com identidade própria. RITMO DE JOGO Outro ponto importante está na forma como o BlackCell impacta o ritmo do jogador. Os bônus de experiência e a estrutura enxuta dos níveis fazem com que a progressão aconteça de maneira muito mais fluida. Para quem joga com frequência, isso significa avançar praticamente sem esforço. Os níveis são desbloqueados de forma natural, acompanhando o tempo investido no jogo sem exigir grind excessivo. Além disso, a própria dinâmica da temporada favorece esse estilo mais agressivo e acelerado, o que combina perfeitamente com as recompensas do BlackCell. Você joga mais solto, testa mais abordagens e acaba aproveitando melhor cada partida justamente por não estar preso a um grind pesado. No geral, a experiência acaba sendo bem positiva porque tudo flui junto. Progressão, jogabilidade e recompensas caminham na mesma direção, fazendo com que o BlackCell não seja só um extra, mas algo que realmente melhora a forma como a temporada é vivida. TRAILER OFFICIAL RESUMO O BlackCell é um pacote que entende exatamente o público que quer atingir. Ele não tenta ser essencial, mas se posiciona como um upgrade claro para quem já está imerso na temporada. Na prática, o BlackCell se encaixa muito bem dentro do loop da temporada e acaba tornando a experiência geral mais prazerosa. Existe uma sensação constante de progressão acontecendo, mesmo em sessões mais curtas, o que mantém o jogo sempre recompensador sem parecer forçado. Outro ponto que se destaca é como o conteúdo desbloqueado conversa diretamente com o que está acontecendo nas partidas. As skins, finalizações e elementos visuais não ficam só no menu, eles aparecem o tempo todo em combate, reforçando aquela sensação de evolução real dentro do jogo. Para quem joga bastante, a experiência é extremamente positiva. Os 15 níveis são completados de forma leve e tranquila, e o jogador consegue aproveitar praticamente tudo sem frustração. A temática bem escolhida, somada às recompensas mais caprichadas, ajuda a reforçar a sensação de valor ao longo da progressão. No fim, o BlackCell se destaca não só pelo conteúdo, mas pela forma como entrega esse conteúdo. Ele transforma o passe de batalha em algo mais estilizado, mais direto e, principalmente, mais interessante para quem realmente vive o jogo. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 85/100

  • Review: Horripilant

    Desbrave as masmorras em busca de respostas. O JOGO Horripilant é um jogo incremental desenvolvido pela Pas Game Studio e Alexandre Declos e distribuído pela Black Lantern Collective. Você, um cavaleiro, acorda numa masmorra. Sem se lembrar de nada, você se encontra num ambiente macabro. Com recursos reduzidos, seu objetivo é sair dali, nem que você tenha que enfrentar inimigos poderosos, até mesmo um Deus. Colete recursos clicando bastante. MINHAS IMPRESSÕES Jogos incrementais e clickers geralmente seguem uma fórmula viciante de melhorias, números subindo e um ciclo interminável de recomeços. Horripilant muda a dinâmica corriqueira, sem tirar o fator que faz o gênero atrativo. Sim, ainda teremos números subindo e melhorias diversas, mas aqui o jogo faz o jogador interagir com o mundo, descobrindo coisas novas em forma de puzzles e interações nas batalhas. Para conseguir recursos, você deve clicar nos recursos, bem como fazer melhorias para adquirir esses mesmos recursos de forma passiva. Lembrando que, mesmo com o jogo fechado, você ainda receberá recursos passivamente. Com madeira, pedra e ferro, você pode melhorar seus equipamentos para ajudar em sua aventura pela masmorra. Ao descer por ela, as batalhas acontecem automaticamente. Você sempre pode escolher entre se manter naquele andar, sair no próximo ou desistir. Se desistir, você perde recursos, o mesmo equivale caso você seja derrotado. Durante as batalhas, pontos apareceram na tela, que são pontos fracos do inimigo e, caso você aperte, causará dano ao inimigo, fazendo com que o jogador possa interagir nas batalhas de forma que faça uma real diferença nos níveis iniciais das masmorras. Quando derrota inimigos, você ganha carne, que pode ser usado para melhorar a capacidade de recursos máximo que você pode obter ou para recrutar um familiar que te ajudará nas batalhas. Além disso, ao completar um andar, você poderá escolher uma melhoria que durará apenas até você voltar para seu acampamento. Na primeira vez que você completar um andar da masmorra, você ganha um recurso chamado Hemalith, que será usado como pontos numa árvore de habilidade que é aparece ao renascer, que é a forma de reiniciar com mais melhorias, presente em todos os jogos do gênero. Esse renascimento é essencial para avançar no jogo, visto que facilita sua vida e permite chegar cada vez mais longe. Por fim, em alguns andares específicos, você recebe itens que serão essenciais para resolver puzzles espalhados pelo jogo. Os puzzles são bem interessantes, dando um ar de suspense sobre o que você encontrará, já que a atmosfera do jogo é bem macabra. A arte se destaca pela sua pixel art muito bem feita, que causam uma sensação de antigo e sombrio. O jogo está em Português-Brasil, o que ajuda o jogador a entender as mecânicas e melhorias do jogo, além de acompanhar a história contada. O tom de Horripilant é muito interessante, deixando o jogador com vontade de avançar tanto nas batalhas quanto nos puzzles para descobrir o que tem escondido naquele mundo. Não é um jogo cansativo, que vai te exigir horas de atenção e de ciclos onde pouca coisa avança. Se você engajar com o jogo, ele passa tão rápido que você nem percebe, sendo algo bom para um jogo do gênero, visto que geralmente esse tipo de jogo quer te prender por centenas de horas. Horripilant tem uma história pra contar, diverte em sua jogabilidade e sabe finalizar de forma satisfatória. Aproveite para acertar os pontos fracos dos inimigos. CONQUISTAS Horripilant te recompensa com conquistas só de você jogar o que foi proposto. Experimentar de tudo que o jogo oferece vai te fazer desbloquear praticamente todas as conquistas, mesmo que passivamente enfrentando inimigos, desbloqueando recursos ou resolvendo os puzzles . Creio que a única conquista que vai ser realmente um desafio seja a de chegar ao andar 10 sem morrer ou renascer, mas que pode ser feito num espaço de salvamento novo apenas para concluí-lo. Existe também uma conquista relacionada à um item e seu uso, mas não estragarei a surpresa, pois é uma conquista que serve como um recado dos desenvolvedores pros jogadores que experimentam os limites do jogo. Por isso, apenas aproveite o jogo, você não perderá nenhuma conquista pelo caminho. Se você gostou do jogo, vai tentar o desafio e com certeza conseguirá 100% das conquistas. Uma grade de habilidades cheia de variedades. CONCLUSÃO O que mais tem por aí são jogos incrementais que não sabem a hora de parar. Por mais que inicialmente um jogo desse gênero possa ser prazeroso, ele pode ficar cansativo rapidamente. Horripilant sabe dosar seu ritmo, justamente porque tem uma história pra contar e não deixa o jogador ficar entediado, seja nas batalhas apertando nos pontos fracos e calculando a hora certa de sair, seja resolvendo os puzzles espalhados pelo mapa. Dificilmente o jogo fica empacado, muitas vezes era eu mesmo que continuava forçando até o limite antes de renascer. Horripilant vai agradar tanto quem gosta de só deixar o jogo rolando em segundo plano quanto quem gosta de avançar rapidamente no jogo. Os puzzles são interessantes e o final é bem diferenciado. Para quem gosta de jogos incrementais mas não quer ficar gerenciando recursos por horas e horas, Horripilant é uma ótima opção. NOTA: 8.0/10

  • Review: Island Of Hearts

    Será que você encontrará seu verdadeiro amor? O JOGO Island Of Hearts é um jogo de filme interativo (FMV) desenvolvido pela Titan Digital Media e 4Divinity e distribuído pela 4Divinity. Após ser demitido de seu trabalho e terminar sua relação com sua namorada, os amigos de nosso protagonista só veem uma forma de curar o coração de seu camarada: enviar ele para uma ilha do amor. Lá, ele encontra seis mulheres que também buscam um relacionamento, cada uma de sua forma e com uma personalidade diferente. No controle do protagonista, você deve fazer escolhas por ele para que assim ele possa encontrar um novo amor. Não se engane: dependendo de suas escolhas, seu final pode não ser tão feliz. Quem conquistará seu coração? MINHAS IMPRESSÕES O gênero FMV tem crescido bastante de produção nos últimos anos, principalmente os que tem foco em romance. Se você procurar bem, encontrará muitos jogos nesse estilo com a mesma premissa: um protagonista masculino interagindo com diversas mulheres e, eventualmente, tentando um romance com elas. Esses jogos geralmente ficam numa linha tênue entre algo divertido e algo constrangedor. Island Of Hearts mira no engraçado, mas acerta no constrangedor. A narrativa não é boa, fazendo parecer que as cenas terão uma sequência específica independente do que você escolher, apenas alterando o final da cena. Outro fator que incomoda muito é o próprio protagonista. Inicialmente, ele já parece alguém desprezível, pelo que fala e pelas ações. Inclusive, o jogo te faz ter escolhas por ele que não parecem boas em nenhum dos casos, tornando ele menos gostável. Ao decorrer do jogo, ele tem ações muito diferentes, quase como se fosse outra pessoa, mas isso é feito porque a narrativa do jogo tem que fazer tudo dar errado no começo pra depois ele se tornar um ser humano decente, coisa que poderia ter sido feita de uma forma em que o jogador não tenha desprezo pelo personagem que controla. A maioria das opções que são dadas para responder cenas são vagas, muitas vezes nem correspondendo com o que você esperaria que ele fizesse ao escolher tal opção. Além disso, existem opções tão ruins que eu nem sei quem escolheria elas, como por exemplo, insultar uma das mulheres sem motivo algum. Inclusive, esse é um fator péssimo do jogo, que é tratar as personagens mal, que só serve pra adquiri uma conquistas do jogo e nada mais. Existem alguns momentos em que você deve interagir com objetos para explorar um cenário, mas esses momentos não adicionam nada ao jogo, muitas vezes sendo apenas o personagem mexendo no objeto selecionado e fazendo um comentário aleatório, sem propósito nenhum. Além disso, você terá que fazer alguns minigames em algumas cenas do jogo, mas são simples e sem muita inspiração. O jogo não está em Português-Brasil, o que vai afastar muito pessoas que não falam a língua inglesa e é essencial para entender a história do jogo. As atrizes que interpretam as pretendentes do protagonista são, em sua maioria, vindas de diversos países da Ásia, mas todas falam em inglês no jogo. Elas fazem bem o papel que foi exigido, ainda que tenham que fazer algumas cenas bem infantis, como segurar e interagir com legumes de forma sexual. Inclusive, a sexualização delas é exagerada, com muitos momentos em que a câmera focando exclusivamente no decote das atrizes, muitas vezes por um tempo longo, que gera desconforto mesmo que o jogador não esteja lá ao vivo, de tão constrangedor que é. Existem alguns coadjuvantes que aparecem em algumas cenas, inclusive os atores que fazem os amigos do protagonista aparecem fazendo outros personagens sem mudar muita coisa na aparência, o que eu imagino que era pra ser engraçado a repetição de pessoas, mas ficou só bobo. Os finais possíveis com cada pretendente não são os mais incríveis, muitas vezes sem peso nenhum e acabando do nada. Island Of Hearts parece ter sido roteirizado por um adolescente, deixando muito a desejar para quem já experimentou outros FMV desse nicho. Dá pra entender o que tentou ser feito, mas a execução não foi das melhores. Cuidado com o que você pode achar. CONQUISTAS No momento dessa análise, algumas conquistas estão quebradas, ou seja, mesmo que o objetivo seja cumprido, você não ganhará a conquista. Dito isso, as conquistas de Island Of Hearts não são tão difíceis, apenas exigindo que você tente todos os caminhos possíveis, basicamente. Isso porque, além de algumas opções específicas que você deverá fazer para desbloquear algumas dessas conquistas, existem alguns desafios para serem feitos, como alcançar o melhor final com cada moça ou completar o jogo sem conseguir qualquer ponto de afinidade com elas. Existe uma conquista que eu gostaria de destacar, que exige que você falhe. Geralmente, não gosto de conquistas assim, pois pedir para que o jogador jogue mal não faz sentido, mas, nesse caso, a recompensa é uma cena que eu genuinamente achei engraçada e me pegou desprevenido. Resumindo, fazer 100% das conquistas de Island Of Hearts vai exigir um tempo, mas não será difícil. Quatro capítulos para achar seu amor. CONCLUSÃO Island Of Hearts tenta ser engraçado, mas beira o constragedor em muitos momentos, além de sexualizar demais as moças sem necessidade, banalizando demais as interações com elas. Se o jogo fosse mais focado em realmente interagir com elas, com mais peso em suas escolhas e com uma narrativa melhor, talvez pudessemos ter algo mais palatável. Parece que tudo foi escrito por um adolescente que jogou um FMV desse nicho e quis fazer o seu próprio jogo. É uma pena, pois as garotas se esforçaram pra atuar mesmo com suas limitações e entregaram bem seus papéis, mas o jogo não se sustenta pelo que oferece de jogabilidade. NOTA: 5.0/10

  • Review: Darwin's Paradox!

    Um polvo, uma fuga impossível e um mundo que não deveria existir Darwin's Paradox é um jogo de plataforma que conquista logo de cara com um protagonista extremamente carismático. Darwin é um polvo com todas as características que você esperaria, como soltar tinta, se agarrar em superfícies e nadar com fluidez, mas o jogo rapidamente mostra que existe muito mais por trás dessa proposta aparentemente simples. Tudo muda no momento em que Darwin é abduzido, e é aí que a jornada realmente começa. Você acorda dentro de uma lata, em um lixão cheio de perigos, e percebe rapidamente que está em um mundo completamente hostil. A partir desse ponto, o jogo mistura humor, tensão e uma narrativa que gira em torno de experimentos e exploração, ainda que nem sempre conte tudo de forma direta. GAMEPLAY A base do jogo segue a estrutura clássica de plataforma, mas com mecânicas muito bem adaptadas ao protagonista. Controlar Darwin é algo natural e divertido, principalmente pela forma como suas habilidades são integradas ao ambiente. Jogar tinta, se prender em superfícies e se movimentar de forma fluida fazem com que o gameplay tenha identidade própria. Os puzzles não são extremamente complexos, mas isso acaba sendo um acerto. Eles são bem construídos, funcionam dentro do ritmo do jogo e não quebram a fluidez da experiência. Existe um equilíbrio interessante entre desafio e progressão, sem cair na frustração desnecessária nesse aspecto. Agora, não se engane pelo visual fofinho. Darwin's Paradox é um jogo brutal. Conforme você avança, a dificuldade escala bastante e começa a exigir muito mais precisão e atenção. Em momentos mais avançados, o jogo realmente testa os limites do jogador dentro do gênero de plataforma. Um detalhe curioso e que mostra bem o tom do jogo é o fato de que, se você se afasta demais do objetivo, simplesmente um piano pode cair em você. É o tipo de humor inesperado que quebra a tensão e reforça a identidade única do jogo. Outro ponto interessante é a progressão. Existe uma espécie de lapso de memória no início, como se Darwin tivesse sido afetado por algo. Isso faz com que suas habilidades sejam extremamente limitadas no começo, sendo desbloqueadas aos poucos, quase como uma reconstrução do personagem ao longo da jornada. Nem tudo funciona perfeitamente. As fases subaquáticas, por exemplo, não agradam tanto. Muitas delas são escuras demais, o que acaba prejudicando a leitura do cenário e impactando a experiência. Também vale destacar o sistema de ajuda. Com ele ativado, o jogo acaba ficando fácil demais, já que as dicas aparecem com frequência e praticamente guiam o jogador o tempo todo. Talvez fosse mais interessante que essa função viesse desativada por padrão. E sobre a ausência de mapa, isso na verdade funciona a favor do jogo. A experiência é linear, e a exploração acontece de forma natural. Colocar um mapa aqui quebraria completamente a proposta, já que a ideia é justamente descobrir os caminhos e segredos por conta própria. VISUAIS E SOM Visualmente, Darwin Paradox é impressionante. Facilmente um dos jogos de plataforma mais bonitos nesse estilo. Tudo é muito bem construído, com cenários ricos em detalhes e uma direção de arte extremamente competente. Existe um contraste muito interessante entre o carisma do protagonista e a brutalidade do mundo ao redor. Isso ajuda a reforçar a identidade do jogo e mantém a experiência visual sempre envolvente. A trilha sonora também merece destaque. Ela é cativante e acompanha bem os momentos do jogo, ajudando tanto na imersão quanto na construção de atmosfera. No geral, é um pacote audiovisual muito bem executado. ACHIEVEMENTS A lista de conquistas segue uma linha bem alinhada com a proposta do jogo. Apesar das conquistas passar por um caminho sem te verem e até mesmo de completar um capítulo inteiro sem ser visto, o restante da lista é bem diversificado e conversa muito bem com a experiência geral. Existem conquistas que reforçam o tom único do jogo e seu humor, como encontrar o famoso piano ou interagir com situações inusitadas ao longo da jornada. Outras já focam mais na sobrevivência e domínio das mecânicas, como escapar de criaturas específicas, sobreviver a encontros recorrentes e lidar com momentos de perseguição. A exploração também tem um peso importante dentro da lista. Há uma progressão clara baseada em encontrar descobertas espalhadas pelo jogo, incentivando o jogador a observar melhor os cenários e sair um pouco do caminho principal para buscar tudo que o mundo oferece. Além disso, existem desafios mais voltados para habilidade, como completar sequências específicas com alto desempenho ou manter certas condições por tempo determinado, reforçando o domínio do jogador sobre o gameplay. No geral, é uma lista bem construída, que mistura humor, exploração e desafio na medida certa, sem parecer artificial. TRAILER OFFICIAL RESUMO Darwin's Paradox é um jogo muito bem construído, com uma identidade forte e uma execução que chama atenção. Tudo aqui é bonito, bem feito e pensado com cuidado, desde o protagonista até o design das fases. O humor único, a progressão bem estruturada e a dificuldade crescente ajudam a manter o jogo interessante do início ao fim. Ainda assim, pontos como a falta de clareza maior na narrativa fora dos colecionáveis e alguns momentos específicos de design impedem que ele alcance algo ainda maior. Mesmo assim, é uma experiência marcante. Um jogo que consegue ser ao mesmo tempo carismático e desafiador, leve na aparência e pesado na execução. E talvez esse seja o maior acerto de Darwin Paradox. Ele parece simples, mas definitivamente não é. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 88/100

  • Review: Blue Prince

    Você conseguirá chegar na sala 46? O JOGO Blue Prince é um jogo de puzzle roguelite desenvolvido pela Dogubomb e distribuído pela Raw Fury. Você está na entrada de uma mansão em Mt. Holly. Uma missão foi dada por seu parente falecido para que desvende os mistérios da mansão e chegue em seu objetivo final. O problema é que essa não é uma mansão comum: ao entrar, você escolhe qual será o cômodo que aparecerá ao abrir a porta. Além disso, caso não consiga mais avançar, sua única opção é acabar seu dia, o que faz com que todo seu progresso seja reiniciado, ou seja, todos os cômodos somem e você está novamente na entrada da mansão. O que será que te aguarda na cobiçada sala 46? Que mistérios Blue Prince lhe reserva? MINHAS IMPRESSÕES É importante informar logo de início que Blue Prince é um jogo para degustar, ou seja, não tenha pressa. O jogo tem um ritmo lento, mas de uma forma que conversa com a jogabilidade proposta. Nas primeiras tentativas, tudo vai te gerar uma mistura de confusão e curiosidade. Explorar cada cômodo, descobrir novos itens para logo depois dar de cara com um caminho sem saída e recomeçar tudo de novo será seu mantra. O jogo faz questão de que o jogador explore cada canto, sem explicar muita coisa ou dar muitas dicas do que você pode ou não fazer. Você tem uma quantidade de passos para serem feitos, que são subtraídos cada vez que você passa por uma nova sala. Se esse número zerar, aquele dia se encerra. Os dias no jogo, que são suas tentavivas, são importantes também, pois podem liberar alguns recursos em dias específicos. Existem formas de recuperar passos, assim como conseguir recursos como moedas, gemas e chaves, que são importantes para sua jornada avançar. É difícil falar muito sobre Blue Prince sem estragar as surpresas ou descobertas que são parte importante para o jogo. A sensação de ter resolvido um puzzle é a maior gratificação que o jogo vai te dar. Focando mais no sentimento de jogar Blue Prince, você se sente perdido na maior parte do tempo, de uma maneira boa. Explorar cada cômodo, juntar pedaços de dicas espalhados por todo canto e tentar entender onde usá-los é a magia do jogo. Infelizmente, o jogo não está em Português-Brasil, por alguns motivos específicos relacionados aos enigmas, mas creio que mesmo assim, você consegue entender o que acontece, já que não existem textos enormes. Toda vez que você termina um dia no jogo, tudo é resetado. Apesar de parecer uma mecânica chata, ela é imprescindível para a mecânica de Blue Prince. Esse jogo é, definitivamente, para amantes do gênero puzzle , pois exige muito empenho e perseverança para olhar cada canto, anotar cada dica, reiniciar centenas de vezes e continuar gostando do que está sendo apresentado. Tenha em mente que é um jogo lento, com uma proposta diferente do que temos no mercado, com uma experiência única e longa e você não vai se frustrar com Blue Prince. Encontre itens que mudarão sua exploração. CONQUISTAS Se todos os puzzles oferecidos por Blue Prince não forem desafios suficientes, você ainda pode tentar completar todas as 16 conquistas que ele tem, chamados de troféus dentro do jogo. Não vou me aprofundar demais neles, pois pode ser considerados até puzzles do próprio jogo, visto que alguns deles necessitam de alguns passos diferentes, mas você vai encontrar desafios como alcançar a sala 46 em apenas um dia de jogo ou em 1 hora de jogo. Ou então alcançar a sala 46 em alguns modos de jogo que dificultam um pouco mais a jogabilidade. Enfim, completar 100% das conquistas de Blue Prince será para um seleto grupo de pessoas que realmente vão ser merecedoras de tal trunfo. Escolha o próximo cômodo com sabedoria. CONCLUSÃO Blue Prince é, definitivamente, uma experiência diferenciada. Você vai se sentir muito burro no começo, até começar a descobrir algumas coisas, achar que está indo bem apenas para se sentir burro de novo. E isso é ótimo! Um jogo que te instiga a explorar, anotar e experimentar, num loop de acertos e erros que te ensinam algo sempre. Mesmo depois de horas de jogo, você ainda estará aprendendo e descobrindo coisas novas. Não tenha pressa, tente várias vezes, nem que seja um pouco por dia se você realmente gosta de jogos de puzzle . Blue Prince é um jogo muito nichado e, talvez por isso, não agrade a todos, mas com toda certeza vai ser insanamente satisfatório para quem gosta de um bom jogo de puzzle . NOTA: 9.0/10

  • Review: Ereban: Shadow Legacy

    Entre luz e sombra, cada passo pode ser o seu fim Ereban: Shadow Legacy aposta em uma experiência fortemente voltada ao stealth, colocando o jogador em um mundo futurista onde sobreviver depende muito mais de estratégia do que de confronto direto. Você assume o papel de Ayana, a última sobrevivente de uma raça esquecida, utilizando poderes sombrios e tecnologia avançada para explorar um planeta dominado por máquinas e mistérios. A proposta é clara desde o início, evitar ou eliminar inimigos enquanto desvenda fragmentos de um passado distante. GAMEPLAY Ereban: Shadow Legacy aposta em uma experiência fortemente voltada ao stealth, colocando o jogador em um mundo futurista onde sobreviver depende muito mais de estratégia do que de confronto direto. Você assume o papel de Ayana, a última sobrevivente de uma raça esquecida, utilizando poderes sombrios e tecnologia avançada para explorar um planeta dominado por máquinas e mistérios. A proposta é clara desde o início, evitar ou eliminar inimigos enquanto desvenda fragmentos de um passado distante. A jogabilidade não é exatamente simples, principalmente para quem não tem tanta familiaridade com controles mais complexos em jogos de ação em terceira pessoa. Em vários momentos é necessário utilizar múltiplos comandos ao mesmo tempo, especialmente ao se movimentar pelas paredes ou navegar entre sombras. Isso cria uma curva de aprendizado mais exigente e pode afastar jogadores menos acostumados com esse tipo de desafio. O controle de câmera também acaba sendo um ponto um pouco mais sensível. Em situações que exigem precisão, como correr, escalar ou se deslocar rapidamente entre áreas escuras, a câmera pode dificultar um pouco a fluidez. Ainda assim, jogadores mais experientes nesse tipo de jogo provavelmente vão conseguir se adaptar melhor e tirar proveito do sistema. Um dos conceitos mais interessantes é a forma como o jogo trata as sombras. Existe uma regra muito clara, você simplesmente não pode se fundir a uma sombra se houver iluminação direta ali. Isso força o jogador a pensar constantemente no ambiente, transformando luz e escuridão em elementos centrais da gameplay. Buscar sombras nunca foi tão divertido. Existe uma satisfação real em se mover entre elas, atravessar obstáculos e acessar áreas que normalmente estariam bloqueadas. Esse sistema funciona muito bem e dá identidade ao jogo. Conforme você avança, novas habilidades vão sendo desbloqueadas, ampliando ainda mais as possibilidades e tornando a exploração mais dinâmica. Mesmo com esse foco, dá a sensação de que o combate poderia ter mais variações. O jogo deixa claro que o objetivo principal é se esconder e evitar confrontos, ainda mais considerando que muitos inimigos são robôs grandes e perigosos, mas ainda assim, um pouco mais de diversidade nas abordagens ofensivas poderia enriquecer a experiência. Outro ponto é que, apesar da movimentação funcionar, ela poderia ser mais polida. Não chega a comprometer drasticamente a jogatina, mas em um jogo que depende tanto de precisão e fluidez, esse refinamento faria diferença. VISUAIS E SOM Visualmente, Ereban chama bastante atenção. Os cenários são muito bem construídos e existe um cuidado evidente na direção de arte. O estilo mistura elementos futuristas com uma identidade própria, criando ambientes que são ao mesmo tempo bonitos e funcionais para a proposta de gameplay. A ambientação conversa diretamente com a mecânica de sombras, o que reforça a imersão. Cada área parece pensada para explorar luz e escuridão de forma estratégica, o que não só contribui para o visual, mas também para o design de jogo. O som acompanha bem essa proposta, ajudando a construir tensão e reforçando a necessidade de cautela. Não é algo que rouba a cena, mas cumpre bem seu papel dentro da experiência. ACHIEVEMENTS A lista de conquistas segue uma linha bem coerente com o que o jogo propõe. Ela incentiva principalmente a exploração, o domínio das habilidades e o progresso natural dentro da campanha. Não parece uma lista que tenta forçar o jogador a sair da experiência principal, mas sim complementar o que já está sendo vivido. Existe um foco claro em evolução e domínio das mecânicas, o que faz sentido considerando a complexidade da gameplay. Ao mesmo tempo, a progressão tende a recompensar jogadores que se dedicam mais ao jogo, explorando caminhos alternativos e aproveitando melhor as habilidades. No geral, é uma lista que acompanha bem a proposta do jogo e reforça seus principais pilares sem se tornar cansativa ou artificial. TRAILER OFFICIAL RESUMO Ereban: Shadow Legacy é um jogo que entende muito bem sua proposta e entrega uma experiência focada, baseada em stealth e exploração inteligente. A ideia de transformar sombras em ferramenta principal é muito bem executada e traz uma identidade forte para o jogo. Ao mesmo tempo, alguns pontos como a falta de feedback mais claro na furtividade, o controle de câmera e o polimento da movimentação impedem que a experiência alcance um nível ainda mais alto. Nada disso chega a estragar a jogatina, mas são aspectos que poderiam elevar bastante o resultado final. Ainda assim, tudo aqui é bem construído e funciona dentro do que o jogo se propõe. Para quem gosta de stealth mais técnico e de uma experiência que exige atenção constante ao ambiente, Ereban entrega algo interessante e com bastante personalidade. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 80/100

  • Review: Super Alloy Crush

    Um souls-lUma action/plaftorm 2D em pixelart com combate rápido, coop local e progressão de habilidadesike muito bom e bem polido Jogo Super Alloy Crush é um jogo dos clássicos do estilo action/platform, que remonta os tão aclamados jogos da franquia Megaman (em especial, Megaman X), contando com vários elementos, desde uma progressão ao estilo roguelike, bem como uma experiência local coop. Neste jogo, os personagens que estão embarcados em uma nave, ao lados de caçadores cósmicos, estão em busca de um planeta específico, o AE-38, dito ser o maior tesouro do universo. No desenrolar desse caminho, eles acabam enfrentando diversos inimigos em batalhas por diversos cenários. A gameplay conta com bastante interação com itens/caixas/naves pela tela, que podem ser destruídos, e que dropam itens que podem ser acumulados e trocados por melhoras nas habilidades dos dois personagens disponíveis (Muu, especialista em combate corpo a corpo e golpes com garras, e Kelly, personagem aprimorado em combate à distância e tático). Os movimentos e ataques de ambos os personagens são bem fluídos, apesar de não tão variáveis, mas contam com muitos sprites e bastante cores, deixando o jogo ainda mais incrível, no que diz respeito à qualidade de imagem. Vários elementos em tela + inimigos + ataques especiais + gráfico nostálgico Ao final de cada fase, o jogador enfrenta uma espécie de boss. Temos também os modos de jogo, que seguem a história (principal), mas também contamos com os modos Battle Frenzy, que consiste em uma espécie de modo sobrevivência, com waves de inimigos, com foco em combos e melhoria da build do personagem (algo como o roguelike); e o modo Desafio Supremo, onde temos os desafios de bosses em dificuldade mais alta. A progressão de poderes faz o jogo se tornar mais fluido e interessante Minhas impressões Apesar de ter vários aspectos que lembram em muito os clássicos Megaman da franquia X, que particularmente são meus tipos de jogos favoritos, em certos momento o jogo acaba se tornando um pouco repetitivo, apesar das fases variarem, e isso acontece justamente pelo fato de que existem muitas caixas/itens/naves pela fase que podem ou não ser destruídos para se conseguir itens para trocar por novas poderes/habilidades, o que torna também bem cansativo. A progressão do jogo durante as batalhas, sejam com os menores inimigos, bem quanto com os bosses, apesar de divertida, não chega a ser tão desafiador e complicado. Os golpes iniciais (sem ter feito nenhuma progressão na build) já são bem suficientes para que você possa tranquilamente derrotas os inimigos e bosses. Obviamente que com a progressão, a facilidade aumenta. Muita caixa/itens para destruir O jogo em si é bem trabalho e bonito, com um pixelart de dar inveja e bem polido, em comparação com muitos outros que vemos pelo mercado atualmente. As musicas também são bem divertidas e frenéticas, incentivando ainda mais a play. Acredito que a questão de coleta de itens possa ser melhorada, deixando talvez menos opções de caixas disponíveis, e mais itens possam ser dropados de inimigos, por exemplo. Conclusões Super Alloy Crush é um jogo do estilo bem nostálgico, lembrando os antigos jogos da franquia megaman, o que é um deleite para os fãs da série, contando com gráficos bonitos e coloridos (e em pixelart!) e uma fluidez de movimentos incrível, só pecando no qu diz respeito ao ficar qubrando vários itens pelas fases e seu gameplay não ser tão desafiador. Nota: 8.0/10.0

  • Review: Starfield: Free Lanes e Terran Armada (DLC)

    Entre rotas tranquilas e guerras interestelares, Starfield expande seu universo em duas direções opostas Starfield retorna ao centro das atenções com uma das suas maiores atualizações desde o lançamento. No dia 7 de abril, o jogo recebe simultaneamente a expansão gratuita Free Lanes e o DLC pago Terran Armada, marcando um momento importante na evolução do título. Free Lanes não é apenas uma atualização comum, mas uma reformulação ampla de sistemas que afetam praticamente toda a experiência. Viagens espaciais, progressão, personalização de equipamentos, construção de entrepostos e até o endgame recebem melhorias significativas. Já Terran Armada chega como uma expansão narrativa focada em conflito e escala, trazendo uma nova ameaça para os Sistemas Colonizados e ampliando o lado mais direto e militar do jogo. Esse contraste define bem o pacote. De um lado, uma atualização que expande liberdade e imersão. Do outro, uma DLC que intensifica ação e narrativa. HISTÓRIA Em Starfield, Terran Armada introduz uma nova ameaça que muda o equilíbrio dos Sistemas Colonizados. A chamada Armada Terrana é formada por indivíduos que desapareceram durante a Guerra das Colônias, vindos tanto da União das Colônias quanto da Confederação Freestar. Agora, eles retornam com uma ideologia própria, acreditando serem os verdadeiros herdeiros da Terra. Esse conceito por si só já cria um conflito interessante. Não se trata apenas de uma facção inimiga comum, mas de um grupo que carrega um senso de legitimidade e identidade, o que dá um tom mais político e ideológico à narrativa. A composição da Armada também chama atenção. Grande parte de suas forças é formada por unidades robóticas avançadas, o que reforça a ideia de uma força militar altamente organizada e tecnologicamente superior. Isso influencia diretamente tanto o gameplay quanto o clima da história, trazendo uma sensação constante de ameaça calculada, quase fria. Um dos destaques narrativos é a introdução de Delta, um robô da própria Armada Terrana que foi reprogramado. Ele não é apresentado como um aliado clássico. Existe uma ambiguidade interessante no personagem, já que ele não se encaixa totalmente como “bom” ou “mau”. Isso abre espaço para interações mais complexas e adiciona uma camada diferente à equipe do jogador. Free Lanes, por outro lado, praticamente não tem foco narrativo. Sua proposta é expandir a sensação de viver no espaço. É mais sobre jornada do que destino. Ela adiciona contexto à exploração, mas não necessariamente uma nova história para seguir. GAMEPLAY TERRAN ARMADA Terran Armada também se beneficia diretamente das mudanças trazidas por Free Lanes, principalmente no que diz respeito a progressão e equipamentos. Os inimigos terranos, compostos majoritariamente por forças robóticas avançadas, exigem adaptação. Certos modificadores e efeitos de equipamentos, como aqueles voltados para combate contra robôs, ganham muito mais relevância aqui, criando uma sinergia clara com os novos sistemas introduzidos. O grande diferencial da DLC é o sistema de Incursões. Essas atividades funcionam como eventos dinâmicos espalhados pelos Sistemas Colonizados e podem variar entre confrontos diretos e infiltrações mais complexas. Algumas fazem parte da campanha principal, enquanto outras são opcionais e funcionam como conteúdo repetível. Existe também um elemento estratégico interessante nessas Incursões. Em alguns casos, a tecnologia inimiga impede o uso de dobra grav, forçando o jogador a se comprometer com o combate antes de conseguir sair. Isso aumenta a tensão e cria momentos mais intensos. A presença dessas atividades no mapa, com possibilidade de escolha entre evitar ou enfrentar, adiciona uma camada extra de decisão ao gameplay. Além disso, a frequência dessas Incursões pode ser ajustada, permitindo que o jogador molde o ritmo da experiência. Outro ponto relevante é a introdução de novos equipamentos, naves e peças com estética mais militar e funcional. Isso reforça a identidade da DLC, deixando claro que Terran Armada é menos sobre exploração e mais sobre conflito. No geral, essas adições tornam o gameplay mais dinâmico e com maior sensação de risco, especialmente quando combinado com a densidade maior de combates já presente na DLC. Um recado importante as pessoas que forem começar, eu só obtive acesso a DLC Terran Armada no momento em que estava passeando por Akila, através de uma transmissão dentro da cidade. Mas acredito que esta transmissão possa começar em qualquer cidade, se é que ela é necessária. FREE LANES Além do modo Cruzeiro, Free Lanes é uma atualização muito mais profunda do que parece à primeira vista. A possibilidade de viajar livremente entre planetas dentro de um mesmo sistema muda completamente a percepção de escala do jogo. Antes mais segmentada, a exploração agora se torna contínua, dando uma sensação mais orgânica de deslocamento espacial. O sistema de eventos também foi ampliado. Durante as viagens, encontros dinâmicos acontecem com mais frequência e alguns deles interrompem automaticamente o Cruzeiro, forçando o jogador a reagir. Isso dá mais vida ao espaço e reduz a sensação de vazio. Outro destaque importante é o sistema Tec-X, que aprofunda bastante a customização. Agora é possível modificar armas, equipamentos e até naves com muito mais controle, incluindo a escolha direta de efeitos lendários. A progressão também foi impactada com novos níveis de qualidade de equipamentos e a possibilidade de evoluir habilidades Estelares sem depender exclusivamente de um Novo Jogo+. Isso torna o endgame mais flexível e menos repetitivo. Na parte de construção, os entrepostos receberam melhorias significativas, como inventário compartilhado e um banco de dados que centraliza informações importantes. Isso reduz bastante a fricção na gestão de recursos. No geral, Free Lanes funciona quase como uma base 2.0 de Starfield, expandindo sistemas que antes pareciam limitados. VISUAIS E SOM Visualmente, ambas as DLCs mantêm o padrão já estabelecido por Starfield, mas com alguns destaques. A difereção de arte de ambas as DLCS dignas obras pintadas a mão. Free Lanes se beneficia muito do novo ritmo mais contemplativo. O espaço ganha uma nova camada de apreciação quando você está simplesmente viajando e observando. A sensação de isolamento e grandiosidade funciona muito bem aqui. Terran Armada aposta mais em espetáculo. Explosões, combates e movimentação intensa trazem mais dinamismo visual, ainda que sem grandes saltos técnicos. Alguns dos momentos mais impactantes é a reflexão de objetos durante uma missão em uma nave dentro de um cassino. Free Lanes se destaca pela ambientação. O silêncio do espaço, combinado com trilhas sutis, reforça a proposta de imersão. Terran Armada, por outro lado, entrega trilhas mais intensas e efeitos sonoros mais agressivos, alinhados com o clima de guerra. ACHIEVEMENTS A lista de conquistas de Starfield: Terran Armada segue uma linha bem alinhada com a proposta da expansão: ela mistura progressão narrativa com sistemas novos, sem parecer artificial ou desconectada do que o jogo quer que você experimente. Dá pra perceber que boa parte das conquistas acompanha diretamente o avanço da campanha, funcionando quase como marcos naturais da jornada, o que é ótimo para quem gosta de sentir progresso constante sem precisar sair do fluxo principal. Ao mesmo tempo, existe um foco bem claro em sistemas específicos introduzidos na expansão, principalmente ligados às Incursões, upgrades e construção. As conquistas incentivam o jogador a se aprofundar nesses conteúdos, testando builds, evoluindo equipamentos e interagindo mais com as novas mecânicas. Isso cria uma camada interessante de engajamento, porque não basta apenas jogar, é preciso entender e dominar o que foi adicionado. Outro ponto que chama atenção é como a lista valoriza escolhas e interações, trazendo objetivos mais situacionais e até curiosos, que fogem do padrão puramente combativo. Isso dá mais personalidade ao conjunto e reforça o lado narrativo e experimental da expansão. No geral, é uma lista bem construída, variada e coerente com a experiência, incentivando exploração completa sem recorrer a desafios frustrantes ou desconectados do jogo. TRAILER OFFICIAL RESUMO Free Lanes e Terran Armada não são apenas adições isoladas, mas um reposicionamento claro do jogo, tanto em estrutura quanto em identidade. Free Lanes funciona quase como uma reconstrução silenciosa. Ao mexer em sistemas centrais como exploração, progressão, customização e gerenciamento, a atualização resolve limitações que existiam desde o lançamento. O modo Cruzeiro, as viagens contínuas entre planetas, o sistema Tec-X e as melhorias no endgame mostram um esforço real de aprofundar a experiência. O modo cruseiro precisa de alguns reparos antes de ser finalizado, quando por exemplo quando estamos prestes a chegar em um destino através do piloto automático e ultrapassamos em muito este destino. Já Terran Armada segue um caminho diferente, mas complementar. A DLC entrega uma experiência mais focada, com combate intenso, progressão direcionada e uma nova ameaça que adiciona peso ao universo. A introdução da Armada Terrana como facção ideológica, somada à presença de personagens como Delta, traz uma camada narrativa interessante, ainda que não totalmente explorada em profundidade. O sistema de Incursões se destaca como uma das melhores adições, criando momentos dinâmicos, repetíveis e com sensação real de risco. A integração com os sistemas de Free Lanes, especialmente no uso de equipamentos e customização, ajuda a dar mais coesão entre os conteúdos. Acho que um dos objetos que eu mais precisei durante minha jogatina de mais de 200 horas no título foi algo que pudesse recliclar meus equipamentos, mas isso ainda não foi incluso mesmo com as novas atualizações. Terran Armada, é se tornou minha DLC favorita de Starfield, e sai um pouco do gosto de fantasmas vistos na DLC anterior. No conjunto, o pacote funciona muito mais pela soma das partes do que por elementos isolados. Free Lanes melhora o jogo como um todo, enquanto Terran Armada dá uma nova história a ser contada. Com esse novo padrão de evolução de Starfield, alternando entre expansão sistêmica e conteúdo narrativo mais focado, o jogo finalmente começa a atingir o potencial que sempre prometeu. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 88/100

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