Review: Wildkeepers Rising
- @brunosbom
- há 6 dias
- 2 min de leitura
Quatro monstrinhos, mil projéteis e zero tempo para respirar.

Desde o primeiro contato, o jogo chama atenção pela ideia de domar criaturas encontradas dentro de pedras ou cristais ao longo da jornada. O conceito é especialmente atraente para quem cresceu jogando títulos com foco em evolução de monstros. A estrutura lembra Vampire Survivors pela quantidade de inimigos na tela e pela cadência das runs, mas Wildkeepers Rising adiciona personalidade ao oferecer escolhas reais de guardians, builds e combinações específicas que mudam seu estilo de jogo.
GAMEPLAY
Wildkeepers Rising é um action RPG roguelite no estilo bullet hell, combinando combate caótico com elementos de coleta e domesticação de criaturas chamadas guardians. Desenvolvido pelo estúdio independente Lioncode Games, o jogo apresenta um visual desenhado à mão e uma proposta que mistura inspiração de Vampire Survivors com sistemas próprios de progressão e narrativa.

O sistema de guardians é o coração do jogo. Cada partida começa com três opções iniciais, cada uma com habilidades próprias e variações interessantes. Conforme o jogador progride pelas missões, novos monstros são desbloqueados, surgindo tanto aleatoriamente nas runs quanto em progressões específicas. É possível focar em alguns deles para aumentar a chance de encontrá-los novamente, e até quatro guardians podem ser equipados simultaneamente, criando combinações que reforçam buffs, super habilidades e interações únicas.
A progressão acontece de forma natural e divertida. Desbloquear bichinhos conforme se joga é um dos pontos mais atrativos da experiência. As mecânicas típicas de bullet heaven aparecem com força: ondas massivas de inimigos, atualizações constantes, níveis crescentes e upgrades que surgem conforme as jornadas avançam. Mesmo pegando inspiração clara de outros jogos, Wildkeepers Rising consegue entregar uma mecânica de domesticação que realmente se destaca e que torna difícil fazer uma análise distante, especialmente para quem gosta desse estilo.
VISUAIS

O estilo artístico parece inteiramente desenhado à mão, com ambientes fantasiosos e criaturas cheias de charme. As cores vibrantes e o design dos guardians tornam o jogo visualmente acolhedor. Em certos momentos, a HUD pesada briga com o estilo artístico, mas o trabalho visual geral continua sendo um dos destaques.
No entanto, a HUD pode ser exagerada em alguns momentos, ocupando espaço demais e reduzindo a apreciação dos detalhes sutis dos monstros e inimigos. Outro ponto a ajustar é a curva de dificuldade. Fora do modo casual, o salto entre níveis de dificuldade é muito alto. Talvez fosse mais agradável liberar dificuldades gradualmente conforme o progresso, em vez de apresentar tudo desde o início.

ACHIEVEMENTS
Os achievements são bem distribuídos ao longo da progressão. Alguns aparecem rapidamente, enquanto outros exigem combinações específicas ou condições mais complexas. Grande parte deles envolve elevar guardians ao nível máximo, incentivando o jogador a testar novas builds e explorar criaturas diferentes. É um sistema que favorece a rejogabilidade sem parecer artificial.
TRAILER OFFICIAL
RESUMO
Wildkeepers Rising mistura elementos já consagrados com um sistema de domesticação que realmente faz diferença. Ele entrega progressão envolvente, criaturas carismáticas e uma jogabilidade que incentiva experimentação constante. Mesmo com uma HUD intensa e curvas de dificuldade abruptas, o jogo oferece um ciclo viciante e prazeroso. Para quem gosta de colecionar, evoluir criaturas e montar builds diferentes, este é um título que promete longas horas de diversão.
Review by Gamertag: Scoulz




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