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- Review: GRIME II
Entre formas e monstros, sobreviver é aprender a se tornar aquilo que você enfrenta GRIME II chega expandindo tudo aquilo que o primeiro jogo já fazia de único, mas com uma identidade ainda mais forte. Aqui, não basta apenas explorar e atacar. O jogo exige leitura, adaptação e domínio de suas próprias limitações. A proposta mistura elementos de metroidvania com uma estrutura quase de roguelike na forma como você aprende com cada encontro. Mas o diferencial está na forma como o jogo transforma cada inimigo em uma possibilidade, cada combate em aprendizado e cada erro em evolução. GAMEPLAY A base do gameplay funciona como um jogo de plataforma com combate técnico, mas rapidamente fica claro que sobreviver aqui depende muito mais da sua capacidade de aparar ataques do que simplesmente atacar. O parry não é só uma ferramenta defensiva, ele é essencial. Em muitos momentos, ele se torna mais importante do que qualquer golpe ofensivo. Essa dinâmica muda completamente o ritmo do jogo. Você não joga apenas reagindo, mas antecipando. Cada inimigo exige leitura e precisão, o que aproxima a experiência de algo mais tenso e estratégico. Outro ponto central está na absorção de habilidades. Assim como em Mega Man, derrotar certos inimigos permite adquirir poderes. Logo no início, por exemplo, ao enfrentar uma criatura grotesca em forma de braço, você ganha a habilidade de agarrão. Esse conceito se expande ao longo do jogo. Conforme você derrota diferentes tipos de monstros, passa a coletar moldes. Esses moldes funcionam como golpes baseados nos próprios inimigos. Se um adversário ataca com uma braçada, você eventualmente poderá fazer o mesmo. Isso cria uma sensação constante de evolução baseada naquilo que você enfrenta. A progressão é sustentada por um sistema de atributos chamado crescimento. Nele, você investe em elementos como vida, força, destreza, divergência e flexibilidade. Cada um desses atributos influencia diretamente o estilo de jogo, permitindo diferentes builds. Dá para focar em dano físico, especializar em habilidades de moldes ou criar combinações híbridas. Essa variedade garante que cada jogador possa abordar o combate de forma única. Outro ponto importante é a barra de ímpeto. Quando ela se torna visível e compreensível, o jogo muda completamente. Ela funciona como uma espécie de leitura mais clara da stamina, ajudando a entender melhor o ritmo das ações. Isso traz mais controle e transforma a fluidez da gameplay. Apesar da movimentação ser fluida, GRIME II apresenta uma cadência própria que pode estranhar no início. Os movimentos não são tão plásticos nem tão precisos quanto em outros jogos do gênero, o que exige um tempo de adaptação maior por parte do jogador. Essa sensação mais “pesada” acaba fazendo parte da identidade do jogo, mas pode dificultar nos primeiros momentos até que o ritmo seja completamente assimilado. VISUAIS E SOM A direção de arte é facilmente um dos pontos mais fortes do jogo. GRIME II entrega um mundo visualmente impactante, com criaturas bizarras, ambientes orgânicos e uma estética que mistura o grotesco com o artístico. Mesmo para os padrões atuais, o jogo impressiona. Cada área parece viva, estranha e cuidadosamente construída para causar impacto. Esse estilo não é apenas visual, ele reforça a identidade do jogo. Tudo parece feito de matéria viva, deformada ou transformada. Isso conecta diretamente com a mecânica de absorção e transformação do personagem. Mesmo para os padrões atuais, o jogo impressiona. Cada área parece viva, estranha e cuidadosamente construída para causar impacto. Esse estilo não é apenas visual, ele reforça a identidade do jogo. Tudo parece feito de matéria viva, deformada ou transformada. Isso conecta diretamente com a mecânica de absorção e transformação do personagem. ACHIEVEMENTS A lista de achievements reforça exatamente o que o jogo propõe. Grande parte dela gira em torno de absorção, evolução e domínio do sistema de moldes. Existem conquistas focadas em adquirir todas as formas possíveis, coletar moldes, evoluir equipamentos e atingir níveis altos de progressão. Isso mostra que o jogo valoriza o comprometimento com builds e exploração. Também há forte presença de desafios ligados a chefes. Derrotar e absorver inimigos específicos faz parte da jornada, reforçando a ideia de que cada batalha é um passo na construção do seu personagem. Outro ponto importante é a coleta e progressão de sistemas secundários, como armaduras, armas e elementos especiais. Isso amplia o escopo do jogo e incentiva o jogador a explorar tudo o que o mundo oferece. No geral, é uma lista que conversa diretamente com a experiência. Ela não desvia o foco, apenas reforça a evolução natural do jogador dentro do sistema do jogo. Outro ponto importante é a coleta e progressão de sistemas secundários, como armaduras, armas e elementos especiais. Isso amplia o escopo do jogo e incentiva o jogador a explorar tudo o que o mundo oferece. No geral, é uma lista que conversa diretamente com a experiência. Ela não desvia o foco, apenas reforça a evolução natural do jogador dentro do sistema do jogo. TRAILER OFFICIAL RESUMO GRIME II é um jogo que exige mais do jogador do que apenas habilidade mecânica. Ele pede adaptação, leitura e principalmente paciência para entender seus sistemas. A mistura de combate técnico com absorção de habilidades cria uma experiência única, onde cada inimigo contribui para sua evolução. Somado a isso, a liberdade de builds e a direção de arte marcante fazem com que o jogo se destaque dentro do gênero. Mais do que uma sequência, ele representa uma evolução clara da franquia, expandindo ideias e aprofundando sistemas sem perder sua identidade. Para quem busca um desafio com personalidade e profundidade, aqui existe algo especial. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 83/100
- Review: Basketball Classics
Um jogo que prova que dominar o simples pode ser mais viciante do que perseguir o realismo Uma aposta em uma jogabilidade direta, prazerosa e viciante, onde cada arremesso, cada jogada e cada partida importam. Entre mecânicas bem ajustadas, estética retrô cheia de personalidade e uma progressão focada no domínio do jogador, ele se posiciona como uma alternativa leve e envolvente para quem busca simplesmente se divertir jogando. GAMEPLAY Basketball Classics acerta em cheio onde muitos jogos modernos acabam se perdendo: na sensação de jogar. Aqui, arremessar é simplesmente delicioso. Existe um timing claro, uma resposta precisa, e cada cesta parece merecida. É o tipo de mecânica que te prende sem esforço, quase hipnótica depois de algumas partidas. O jogo não tenta simular o basquete real em todos os detalhes. Em vez disso, ele pega o essencial e refina até o limite. O resultado é uma jogabilidade direta, acessível e, ao mesmo tempo, surpreendentemente profunda conforme você domina o ritmo. O sistema de enterradas e bloqueios merece destaque. Jogando contra outra pessoa, ele ganha uma camada estratégica que lembra um pedra papel ou tesoura. Tudo funciona de forma simples, usando basicamente o direcional, mas ainda assim cria momentos intensos de leitura do adversário e reação rápida. A base do jogo gira em torno da evolução do jogador dentro de quadra. Isso fica claro tanto na progressão quanto na estrutura dos desafios. Você joga partidas, melhora sua performance e encara dificuldades maiores. Não existe enrolação. O foco está totalmente em dominar fundamentos como pontuação, rebotes, assistências e roubos de bola. Os modos ajudam a sustentar essa progressão: Modo história Partidas rápidas Modo de temporada Além disso, o jogo oferece liberdade para criar seu próprio time, ajustar atributos e até exagerar propositalmente nos status dos jogadores. Essa liberdade adiciona uma camada divertida, principalmente para quem gosta de experimentar ou simplesmente quebrar o jogo a seu favor. Mesmo sem licenças oficiais, o jogo claramente se inspira em jogadores e equipes reais. Isso aparece nos atributos, nos anos representados e até nas cores dos uniformes. Essa abordagem funciona muito bem. Em vez de depender de nomes famosos, o jogo aposta na familiaridade e deixa que o jogador reconheça as referências por conta própria. VISUAIS E SOM Visualmente, Basketball Classics abraça o estilo retrô com confiança. Os gráficos em 2D funcionam muito bem e são cheios de personalidade. Durante as partidas e transições, o jogo traz elementos que lembram transmissões antigas e revistas esportivas, reforçando a proposta nostálgica. Os intervalos são um charme à parte. Shows com malabaristas, apresentações musicais e pequenos eventos dão vida ao ambiente e quebram o ritmo das partidas de forma leve e divertida. É tudo rápido, estiloso e bem executado, sem exageros. ACHIEVEMENTS Os achievements acompanham o jogador desde ações básicas, como completar partidas ou marcar pontos, até desafios bem mais exigentes envolvendo números altos de pontuação, rebotes, assistências e roubos de bola. O diferencial está na forma como esses objetivos se repetem em diferentes níveis de dificuldade, criando uma progressão clara entre Rookie, Pro, All-Star e Legend. Essa estrutura reforça a ideia de evolução constante. Primeiro você aprende, depois executa bem, e eventualmente domina completamente o jogo. Não é apenas jogar mais, mas jogar melhor. Também existem conquistas que abraçam o lado mais arcade da experiência, como arremessos de longa distância, vitórias no último segundo e jogadas mais extravagantes. Esses momentos quebram a rigidez dos desafios numéricos e trazem variedade para quem busca algo além da performance pura. TRAILER OFFICIAL RESUMO Basketball Classics é uma experiência que resgata o espírito dos jogos esportivos antigos com uma execução moderna e refinada. Ele não tenta competir com os gigantes do gênero no realismo, mas entrega algo que muitos deles perderam: diversão pura e imediata. Mais do que nostalgia, ele mostra que ainda existe espaço para jogos simples, bem feitos e extremamente satisfatórios. E talvez mais importante, ele pode ser um sinal de que a Acclaim Entertainment está começando a encontrar seu caminho novamente. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 85/100
- Review: STARSHIP TROOPERS ULTIMATE BUG WAR
Transformar guerra interplanetária em espetáculo interativo nunca foi tão intencional, tão satírico, e tão absurdamente divertido. Starship Troopers Ultimate Bug War não apenas entende a franquia, ele a abraça sem qualquer vergonha. Com o retorno de Casper Van Dien como Johnny Rico, agora mais velho e experiente, o jogo assume de vez o tom satírico militarista que sempre definiu a série. As cutscenes quebram a quarta parede, tratam o próprio jogo como uma ferramenta de alistamento e brincam com a ideia de propaganda governamental interativa. Em vários momentos, parece que estamos diante de um produto oficial da Federação tentando convencer jovens a se alistarem. É uma sacada brilhante, canalha e extremamente fiel ao espírito da obra. A introdução em formato de treinamento tático já mostra que não se trata apenas de nostalgia. O tutorial ensina corrida, tirolesa, controle de multidões, uso eficiente de armas e gestão de campo de batalha, preparando o jogador para conflitos muito mais intensos depois. Logo em seguida, a guerra chama. Cada missão é estruturada como uma descida a um planeta hostil dominado por insetos, com múltiplos objetivos que envolvem recuperar naves abatidas, eliminar criaturas de grande porte, controlar áreas estratégicas e sobreviver a ondas massivas. A estrutura que vimos na demo, especialmente na Operação Arame Farpado, era apenas a superfície de algo bem maior. GAMEPLAY O loop de eliminar inimigos para carregar sistemas de suprimento permanece, assim como a destruição de ninhos com granadas para conter o avanço das hordas. A diferença é a escala. No jogo completo, as missões ganham mais camadas, mais inimigos, mais variações de objetivos e mais pressão constante. A exploração é recompensada com itens escondidos e pontos estratégicos espalhados pelo mapa. É possível recrutar outros troopers durante as missões, e eles realmente participam do combate, formando linha de frente e atirando de maneira contínua (apesar de ser um comando pouco intuitivo de se realizar). O sistema de recarga ativa, semelhante ao de Gears of War, adiciona um ritmo próprio aos confrontos, exigindo precisão e atenção em meio ao caos. A dificuldade elevada transforma cada avanço em uma conquista real. Os checkpoints não são tão próximos, o que torna erros mais punitivos em níveis altos. Além disso, algumas decisões de design tornam o combate ainda mais tenso, como a impossibilidade de carregar uma arma pesada enquanto utiliza outra. Em teoria, um soldado treinado poderia manejar melhor esse tipo de equipamento, mas aqui a escolha força o jogador a se comprometer com sua estratégia no momento. Em combates intensos, isso pesa bastante. Além disso, em determinados momentos também assumimos o controle de armas robóticas com metralhadoras que tem uma velocidade incrível e alto poder bélico. Essas maquinas contam com poder de fogo considerável e munição própria, mas operam com combustível limitado, o que exige uso estratégico e impede que se tornem ferramentas apelativas permanentes. Saber quando ativá-los e como utilizá-los faz toda a diferença no andamento da missão. MISSÕES DE INSETOS Um dos maiores acertos de Starship Troopers Ultimate Bug War surge quando o jogo decide inverter completamente a perspectiva. Após concluir as missões do lado humano, somos colocados no controle de um inseto gigante extremamente poderoso, mudando totalmente a dinâmica do campo de batalha. Aqui, deixamos de ser a linha defensiva organizada para nos tornar a ameaça. Com habilidades como lançar chamas, voar, aterrissar com impacto devastador e avançar com velocidade brutal contra as formações inimigas, o foco passa a ser destruir as Tropas Estelares e espalhar o máximo de caos possível. A sensação de poder é imediata, você deixa de sobreviver à guerra para se tornar o terror dela. E o mais importante: não é um modo jogado ali apenas como curiosidade. Assim como nas missões humanas, existem objetivos claros, estrutura definida e progressão consistente. Há propósito em cada avanço, em cada área destruída, em cada tropa dizimada. Esse modo é um acerto em cheio e, sem exagero, é o que torna Ultimate Bug War verdadeiramente único e diferenciado dentro das adaptações da franquia. VISUAIS E SOM A estética 2D inspirada nos jogos das décadas de 80 e 90 não é apenas um charme visual, é identidade. Os cenários coloridos e vibrantes lembram diretamente os planetas vistos na franquia, mas com uma leitura clara e moderna. Jogar Ultimate Bug War é como participar de uma versão animada e interativa do universo, com personalidade própria e direção artística extremamente coesa. As animações são rápidas, os impactos são satisfatórios e a quantidade de inimigos em tela reforça constantemente a sensação de guerra total. O som acompanha essa intensidade com tiros pesados, explosões marcantes e criaturas que ajudam a sustentar o clima militar exagerado. As cenas com atores reais elevam ainda mais a imersão, reforçando a mistura de cinema e videogame de forma muito consciente. ACHIEVEMENTS A lista de conquistas é variada e conversa diretamente com a proposta do jogo. Há objetivos ligados à progressão básica, como concluir o treinamento, sobreviver a operações específicas e utilizar veículos militares. Também existem conquistas voltadas à campanha completa, incluindo finalizar todas as fases do lado humano e completar todos os estágios do lado dos insetos, confirmando a presença de uma campanha jogável sob a perspectiva inimiga. Há desafios específicos exigindo formação de pelotões variados ou convocação estratégica de aliados a partir de ninhos. As dificuldades também contam com conquistas próprias, incentivando terminar o jogo em níveis mais elevados. Além disso, há segredos curiosos envolvendo itens ocultos, falhas intencionais no treinamento, interações especiais e até elementos inesperados espalhados pelos mapas. É uma lista que incentiva exploração, domínio mecânico e múltiplas abordagens. TRAILER OFFICIAL RESUMO Ao se conectar diretamente com o legado de Starship Troopers, Ultimate Bug War abraça a veia satírica que sempre definiu a franquia. A estética de propaganda institucional, os discursos inflamados e a forma como as cutscenes quebram a quarta parede transformam a experiência em algo maior do que um simples jogo de tiro: é internamente um produto midiático criado pela própria Federação dentro do universo, um programa de alistamento disfarçado de entretenimento. Essa camada metalinguística reforça a crítica ao militarismo espetacularizado e mostrando que, aqui, a guerra continua sendo vendida como espetáculo heroico enquanto o caos explode na linha de frente. Starship Troopers Ultimate Bug War é uma adaptação que vai além do fan service. Ele entende o DNA da franquia, amplia sua sátira e transforma o próprio videogame em parte da crítica narrativa. A mistura entre combate intenso, estética retrô marcante, humor ácido e metalinguagem faz dele um projeto com identidade rara. As missões de inseto com certeza agregaram muito valor ao jogo, é algo definitivamente divertido e desafiador. É um jogo que assume riscos criativos, entrega ação sólida, recompensa dedicação e ainda encontra espaço para comentar sobre propaganda, guerra e entretenimento, tudo isso sem perder o ritmo ou a diversão. Poucas adaptações recentes conseguem ser tão fiéis e, ao mesmo tempo, tão originais. Ultimate Bug War não apenas presta homenagem: ele evolui a franquia dentro da linguagem dos games. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 95/100
- Review: Diablo IV - Temporada do Massacre
Carne fresca! Nesta temporada, Santuário não pede heróis… pede carnificina. A Temporada do Massacre transforma o mundo de Diablo IV em algo ainda mais brutal. Em vez de apenas enfrentar hordas de demônios como em temporadas anteriores, agora o jogo abraça completamente a fantasia da carnificina contínua. O combate deixa de ser apenas uma progressão entre encontros e passa a funcionar como um ciclo constante de destruição onde parar significa perder poder. A proposta da temporada gira em torno de uma ideia simples, mas extremamente eficaz: recompensar jogadores que mantêm o combate ativo sem interrupções. Em Santuário, a guerra nunca para e nesta temporada o jogador é incentivado a agir exatamente da mesma forma. Quanto mais inimigos caem, mais o massacre cresce. Para iniciar essa jornada é necessário criar um personagem de temporada. Embora alguns eventos possam aparecer também em personagens fora da temporada, grande parte da progressão, recompensas e sistemas exclusivos do evento realmente dependem da criação de um personagem dedicado à Temporada do Massacre. GAMEPLAY O grande destaque da Temporada do Massacre é justamente sua mecânica central. A ideia gira em torno de manter uma cadeia contínua de eliminações. Sempre que o jogador começa a derrotar inimigos rapidamente, uma sequência de abates é iniciada automaticamente. Cada inimigo derrotado aumenta esse contador e fortalece os bônus temporários concedidos pelo sistema. O detalhe importante é que essa sequência exige constância. Se o jogador parar de lutar por alguns segundos ou simplesmente perder o ritmo do combate, a sequência é quebrada e o progresso volta ao início. Isso cria uma dinâmica interessante onde o jogador é constantemente incentivado a buscar novos inimigos antes mesmo do combate atual terminar. Sequências de abate já existiam anteriormente no jogo, mas a Temporada do Massacre transforma essa mecânica em algo muito mais relevante. Manter combos longos passa a influenciar diretamente o ritmo da partida, a quantidade de inimigos que surgem e as recompensas obtidas durante a atividade. Entre os momentos mais divertidos da temporada está a possibilidade de assumir temporariamente o poder do Açougueiro. Inspirado em um dos inimigos mais icônicos da franquia, esse estado especial transforma o personagem em uma verdadeira máquina de destruição por alguns instantes. A sensação é extremamente satisfatória, principalmente nas primeiras horas da temporada, quando a progressão rápida e o número de inimigos fazem com que o jogador entre constantemente nesse ciclo de massacre. Essa progressão acelerada também acaba se tornando um dos pontos mais interessantes da temporada. A evolução do personagem acontece em um ritmo bastante rápido, o que torna o início da jornada particularmente empolgante. Um dos exemplos mais claros disso são as Slaughterhouses, dungeons especiais espalhadas pelo mundo que aumentam drasticamente o número de inimigos presentes em cada área. Nessas masmorras, o combate acontece quase sem pausas. Monstros aparecem em quantidade muito maior do que o normal e o jogador precisa manter o controle da situação enquanto o caos cresce ao seu redor. Essas áreas funcionam como um campo perfeito para ativar a mecânica principal da temporada. A densidade de inimigos faz com que o jogador entre rapidamente em sequências longas de combate, transformando cada dungeon em um verdadeiro teste de sobrevivência e agressividade. Outro aspecto que chama atenção é a presença mais ativa de eventos PvP. Em determinadas áreas do mapa, confrontos entre jogadores acabam surgindo de forma mais orgânica justamente porque a temporada incentiva disputas por eventos e sequências de abates mais longas. O resultado é um ambiente mais vivo e imprevisível. MINHA BUILD: Para esta temporada, decidi me aventurar em minha jornada com Spiritborn, uma classe que pouco havia explorado até então, e definitivamente ela torna as coisas bem interessantes, estarei compartilhando uma parte da build utilizada para a jogatina, e também o link onde vocês poderão encontrar mais detalhes. https://mobalytics.gg/diablo-4/builds/spiritborn-evade TRAILER OFFICIAL RESUMO A Temporada do Massacre funciona quase como uma celebração daquilo que Diablo sempre fez de melhor: combate intenso contra grandes hordas de inimigos. Ao transformar as sequências de abate em um sistema central de progressão, o jogo consegue criar uma experiência muito mais frenética e imediata. A possibilidade de enfrentar áreas cheias de inimigos nas Slaughterhouses, a progressão acelerada e os momentos em que o jogador assume o poder do Açougueiro fazem com que essa temporada seja extremamente divertida, especialmente nas primeiras horas de jogo. Com o passar do tempo, porém, a mecânica principal pode começar a perder parte do impacto inicial. O sistema de manter sequências constantes de combate é divertido, mas também pode se tornar repetitivo após longas sessões de jogo. Ainda assim, a Temporada do Massacre cumpre muito bem o papel de manter o jogo ativo enquanto prepara terreno para o que parece ser uma nova fase de conteúdo para Diablo IV. A combinação entre combate frenético, progressão rápida e novos eventos torna esta uma das temporadas mais interessantes lançadas até agora. Se o futuro de Diablo IV realmente passa por temporadas com esse ritmo brutal, então o massacre pode ser apenas o começo do que ainda está por vir. 🔥 Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 85/100
- Review: Diablo IV: Pacote de Colaboração com DOOM: The Dark Ages
Santuário recebe a visita do mais brutal caçador de demônios do inferno Durante a Temporada do Massacre de Diablo IV, uma colaboração especial com DOOM: The Dark Ages traz cosméticos inspirados no lendário matador de demônios para dentro de Santuário. Como Funciona: A colaboração entre Diablo IV e DOOM: The Dark Ages chega como um pacote cosmético que celebra duas das franquias mais icônicas quando o assunto é enfrentar forças infernais. A proposta é simples, mas extremamente divertida: permitir que os jogadores levem um pouco da brutalidade do universo de DOOM para dentro do mundo sombrio de Santuário. O pacote inclui uma série de itens cosméticos inspirados diretamente na estética do Doom Slayer. Armaduras pesadas, visuais marcantes e equipamentos com uma identidade visual mais agressiva ajudam a criar uma aparência que mistura perfeitamente o caçador de demônios medieval de Diablo com o lendário exterminador de criaturas infernais da série DOOM. Nada disso altera atributos ou habilidades, já que todos os itens funcionam exclusivamente como cosméticos, ficando disponíveis no guarda-roupa do personagem para serem equipados em qualquer momento da jornada. CONSEGUINDO MOEDAS DARK AGES: Os cosméticos fazem parte de um evento temporário dentro da Season of Slaughter . Para desbloqueá-los, os jogadores precisam coletar uma moeda especial chamada Dark Ages Currency enquanto jogam normalmente. Essa moeda é obtida principalmente ao derrotar inimigos Elite e Champion , que têm chance de derrubar esse recurso durante combates pelo mundo de Santuário. Conforme a moeda é coletada, ela pode ser utilizada dentro do sistema de Reliquary do evento , onde os cosméticos inspirados no universo de DOOM ficam disponíveis para resgate. Cada item possui um custo específico dessa moeda, permitindo que o jogador escolha quais recompensas desbloquear primeiro. Ao coletar todos os cosméticos do reliquário, uma recompensa final especial também é liberada, incentivando os jogadores a continuar participando do evento e acumulando mais moeda durante suas caçadas demoníacas. Além disso, alguns chefes de covil (Lair Bosses) também têm chance de dropar baús especiais com armas que possuem transmogs inspirados no lendário armamento de DOOM, oferecendo ainda mais recompensas para quem decidir mergulhar de vez no evento. O item cosmético do portal é algo pelo qual eu definitivamente estou jogando esta expansão por prazer! TRAILER OFFICIAL RESUMO A colaboração entre Diablo IV e DOOM: The Dark Ages funciona como uma homenagem perfeita a duas franquias lendárias. Mesmo sendo um pacote puramente cosmético, o conteúdo consegue capturar muito bem o espírito de ambas as séries. Para quem acompanha esses universos há anos, é uma daquelas colaborações que simplesmente fazem sentido. Como fã das duas franquias, é difícil não apreciar o cuidado colocado nessa colaboração. Existe algo muito natural nessa mistura, afinal, tanto Diablo quanto DOOM sempre foram universos construídos em torno da mesma fantasia central: enfrentar o inferno de frente. Ver esses dois estilos se encontrando dentro de um mesmo jogo acaba criando uma identidade visual única, quase como se essas duas realidades sempre tivessem pertencido ao mesmo campo de batalha. A estética brutal de DOOM se encaixa surpreendentemente bem no mundo dark fantasy de Diablo, criando um visual que parece ao mesmo tempo diferente e completamente natural dentro de Santuário. No fim das contas, adiciona uma camada extra de personalidade para quem gosta de personalizar seus personagens. Para fãs das duas franquias, é difícil não encarar esse crossover como uma combinação infernal. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 95/100
- Review: Lost And Found Co.
Encontrou o que procurava? O JOGO Lost and Found Co. é um jogo procurar desenvolvido pela Bit Egg Inc. e distribuído pela Bit Egg Inc. e Gamirror Games. Quando a deusa Mei precisa melhorar sua popularidade, ela transforma um patinho em humano, conhecido como Ducky, para ajudá-la. Após enfrentar alguns problemas, Mei acaba se transformando num pequeno dragão fofo após uma pequena confusão. Juntamente de Ducky, ela pretende ajudar os moradores da região e fundam uma empresa para essa finalidade. Ajude os dois protagonistas a encontrar o que foi perdido numa aventura de procurar e achar. Antes de mais nada, achar um ajudante é essencial. MINHAS IMPRESSÕES Por mais que a aparência de Lost and Found Co. possa parecer bem tranquila, tenho certeza que você se surpreenderá com a sua dificuldade. Com um visual bem animado, divertido e cheio de referências, você vai encontrar um bom nível de desafio. Confesso que passei mais tempo do que imaginei em muitas fases do jogo, que possui uma interação ótima com objetos. Alguns dos objetivos a serem encontrados podem estar dentro de outros objetos e, por isso, clicar em tudo é essencial, ainda que não tenha nada que você procure, tudo foi animado e sonorizado para que você tenha a experiência de interagir com algo e ter uma resposta. Além disso, algumas fases possuem mais de um andar ou salas diferentes, oferecendo mais camadas de busca para o jogador. Você tem dois caminhos para seguir no jogo, que são a história principal, que exige uma quantidade de joinhas para liberar as próximas fases, e as missões de pedido dos cidadãos, que geram os joinhas ali citados. Para concluir uma fase em 100% você deve fazer os objetivos principais, que são basicamente encontrar os objetos listados, e concluir os objetivos adicionais, que são uma lista de interações que variam de fase em fase. Além disso, algumas vezes você terá que encontrar um famoso e tirar uma foto com ele. Você também pode encontrar os Jujus, que são criaturinhas que, quando coletadas, permitem que você receba uma dica adicional caso esteja tendo problemas em achar algum dos objetos apenas com a dica inicial dada. Eles não contam para completar 100% da fase, mas são de grande ajuda em alguns momentos. A história do jogo é bem simples e contada por diálogos e cenas animadas como um quadrinho. O jogo não está em Português-Brasil, o que pode dificultar a vida de quem não fala a língua inglesa e não consiga entender as dicas dadas para achar objetos, além de deixar a história um pouco mais de lado. As personagens são carismáticas e carregam bem a história. Você ainda pode comprar decorações e ajeitar sua base com elas, já que você ganha moedas ao ajudar os cidadãos. Como um jogo de busca de itens escondidos, ele tem um nível de desafio que vai surpreender aos amantes do gênero e vai divertir bastante, principalmente quando você finalmente achar aquele objeto que faltava para completar a fase depois de muito tempo procurando. Encontre muitos cenários cheios de objetos pra confundir sua cabeça. CONQUISTAS As conquistas de Lost and Found Co. são simples e diretas ao ponto: complete todas as fases fazendo 100% dos objetivos e você conseguirá uma conquista para cada uma dessas fases. Não há muito o que dizer, apesar de conseguir ver abertura pra outros tipos de conquistas, me alegra ver algo simples de vez em quando. Quer dizer, não que não seja um ótimo desafio e um teste para suas vistas. Ajude os cidadãos e ganhe recompensas. CONCLUSÃO Jogos do gênero de buscar itens escondidos são viciantes para mim. Nos primeiros minutos que joguei Lost and Found Co. me pareceu ser um jogo fácil, mas logo ele mostrou suas garras. Quando vi, estava vidrado na tela do monitor, caçando um último item da fase por uns bons minutos. E sempre que terminava uma fase, a vontade era de emendar outra logo em seguida, pois, como disse, é viciante. Ainda que eu não tenha me empolgado com a história, ela passa em branco por causa da jogabilidade divertida do jogo. Se você curte jogos desse gênero, vai se divertir demais com o que Lost and Found Co. tem a oferecer. NOTA: 8.5/10
- Review: No Players Online
Sem jogadores online, sem perigo, certo? Venha descobrir. O JOGO No Players Online é um jogo de terror desenvolvido pela Beeswax Games e distribuído pela Black Lantern Collective. Você encontrou um computador abandonado e nele existe um protótipo de jogo que foi largado no meio de sua criação. Cabe a você e a sua curiosidade entender quais os mistérios rondam esse jogo e o que está acontecendo. E tudo começa com a bandeira. MINHAS IMPRESSÕES Com a interface de uma área de trabalho de um computador dos anos 90, No Players Online alimenta sua curiosidade e te instiga a explorar esse computador, clicando em tudo que é possível. E essa representação é bem imersiva, tendo que dar duas clicadas nos ícones para poder interagir com os mesmos. Até um jogo de campo minado existe aqui, para quando você quiser fazer uma pausa. Com muitas coisas para explorar e interagir, é bem capaz que você esqueça do propósito inicial do jogo, já que você consegue encontrar alguns protótipos de jogos em um fórum. Talvez seja proposital gastar um tempo neles, mas são completamente um desvio na rota principal. A história de No Players Online vai se desenrolando de forma enigmática. Por ser um jogo curto, não entrarei em tantos detalhes da narrativa para não estragar a experiência. O jogo está em Português-Brasil, facilitando na exploração do computador, que te dará muitas pistas e complementos de história. A parte sonora do jogo é bem imersiva tanto para momentos mais simples quanto quando é usado para assustar. O visual retro é bem utilizado, passando por diversos estilos diferentes de uma mesma época, visualmente falando. Apesar de ser vendido como um jogo de terror, poucos momentos podem ser considerados realmente aterrorizantes. Como é um jogo baseado em um outro jogo de mesmo nome e reimaginado, eu creio que muito de sua essência se perdeu. Poderia facilmente dizer que esse é um jogo de puzzle com elementos de suspense. Sem contar muito, os finais possíveis são bem decepcionantes. Ainda que não seja perfeito, é uma ideia legal e com bons elementos, mas que talvez peque em sua reta final. Uma pausa pra jogar campo minado é sempre bom. CONQUISTAS Apesar de poucas conquistas, algumas te darão um certo desafio de paciência. Além das conquistas ligadas à história, em sua maioria, você terá que fazer algumas coisas específicas, mas não tão difíceis, como abrir o console dentro do jogo ou criar uma sala pro máximo de pessoas possível, por exemplo. Porém, algumas outras conquistas te darão um pouco de trabalho e exigirá habilidade ou um pouco de sagacidade, como uma em que você deve fazer um parkour ou a de vencer o campo minado num tempo melhor do que uma das personagens do jogo. Na minha opinião, a mais irritante de cumprir é a de desenhar o vaso e conseguir a nota máxima e, por isso, já aviso de antemão: tenha paciência. Fora isso, é relativamente fácil conseguir 100% das conquistas de No Players Online. Agora é só pegar a bandeira... será só isso? CONCLUSÃO Lembro quando vi o jogo que inspirou esse sucessor espiritual de mesmo nome. Ele prometia algo muito mais ao terror do que o que recebemos agora. Não sei se o caminho tomado nessa releitura me agradou tanto. A história, que começa muito bem e causa curiosidade, aos poucos vai se tornando monótona e previsível. A sequência final vira um jogo plataforma 3D e tira totalmente o jogador do suspense e terror que deveria se manter pelo jogo. Os finais possíveis não tem peso algum e não possuem consequência. Parece que o que era pra ser um terror, vai se perdendo durante a jornada, virando um drama sem graça. Lembro de apenas três momentos de terror válidos no jogo todo. Mesmo com uma interface legal, visual interessante e trilha sonora imersiva, a narrativa peca demais. NOTA: 6.0/10
- Review: Manairons
Uma fábula musical sobre liberdade, tradição e máquinas onde uma pequena criatura precisa enfrentar um mundo que esqueceu sua própria magia Manairons constrói sua identidade a partir de uma ideia bastante curiosa: transformar uma lenda do folclore catalão em um jogo de plataforma 3D clássico. No controle de Nai, um pequeno manairó libertado de um antigo artefato mágico chamado canut, o jogador atravessa a vila montanhosa de Vilamont tentando impedir que suas criaturas sejam exploradas para alimentar máquinas e indústrias. A história gira em torno da tirania de Llorenç Capgirell, um proprietário de terras que descobriu o poder dessas criaturas e passou a utilizá-las como força de trabalho para transformar o lugar em um centro industrial. Ao longo da jornada, a aventura percorre diferentes áreas da vila que foram dominadas por esse processo. Fazendas, oficinas, padarias e outros espaços ganham vida como cenários da aventura enquanto Nai vai libertando moradores e criaturas que foram controladas pelas máquinas. O jogo apresenta personagens curiosos e situações bem construídas dentro desse universo pequeno, quase como um conto interativo inspirado no folclore das montanhas europeias. Mesmo com uma narrativa simples, existe um charme evidente na forma como o jogo apresenta esse conflito entre tradição e industrialização. A presença da música, das melodias mágicas e das pequenas criaturas obedientes ajuda a reforçar a sensação de que estamos explorando um mundo de fantasia inspirado diretamente em lendas regionais. GAMEPLAY Manairons segue a estrutura clássica de jogos de plataforma 3D. O jogador pode correr, pular, atacar e explorar cenários cheios de pequenos desafios enquanto avança pelas áreas da vila. O combate é relativamente simples e envolve golpes de curta distância, ataques à distância e algumas interações básicas com inimigos. Nada extremamente complexo, mas funcional dentro da proposta. A principal ferramenta do jogo é a flauta de Nai. Todos os ataques e habilidades são baseados nela, funcionando tanto como arma quanto como ferramenta de progressão. Conforme avançamos na aventura aprendemos melodias específicas que podem ser usadas em diferentes momentos da jornada para acessar novos caminhos, resolver puzzles ou alcançar áreas que antes pareciam impossíveis. Decorar essas melodias acaba se tornando parte da progressão natural da aventura. Apesar das boas ideias, o jogo carrega uma sensação bastante curiosa de design antigo. A movimentação do personagem possui uma delimitação de direções que lembra muito jogos de plataforma de gerações passadas, algo mais próximo da era PlayStation 2 ou início do Xbox 360. Esse tipo de limitação torna a movimentação um pouco mais travada e, em certos momentos, até mesmo um obstáculo constante durante a exploração. Esse problema fica ainda mais evidente em situações de combate ou plataformas mais precisas. Há inimigos que voam, por exemplo, e o pulo do personagem não alcança corretamente o padrão de ataque deles, obrigando o jogador a esperar momentos específicos para reagir. Pequenos detalhes como esse dão a sensação de que algumas interações poderiam ter sido melhor refinadas durante o desenvolvimento. Outro elemento clássico desse tipo de jogo está nos segredos espalhados pelos cenários. Existem áreas escondidas bem posicionadas que recompensam exploração, mas o jogo também atrela conquistas a encontrar todos esses segredos. Em títulos de menor escopo, isso pode acabar se tornando mais um elemento de frustração do que um incentivo real à exploração. VISUAIS E SOM Visualmente, Manairons possui bastante personalidade. O jogo utiliza um estilo artístico colorido e expressivo que combina bem com o tom de fantasia inspirado no folclore das montanhas europeias. Os cenários possuem identidade própria e conseguem transmitir bem a ideia de uma vila que está sendo gradualmente transformada por máquinas e estruturas industriais. Os ambientes são variados e apresentam pequenos momentos interessantes durante a exploração, como obstáculos temporizados, estruturas curiosas e áreas que parecem quase pequenos dioramas interativos. Existe um cuidado claro na ambientação, mesmo que a estrutura técnica do jogo revele algumas limitações. No aspecto sonoro, a música cumpre um papel essencial dentro da experiência. Como a flauta é a principal ferramenta do protagonista, as melodias acabam se tornando parte fundamental tanto da identidade quanto da progressão da aventura. ACHIEVEMENTS A lista de conquistas acompanha diretamente a progressão da campanha e funciona quase como um registro da jornada do jogador ao longo da aventura. Muitas delas são desbloqueadas conforme determinados momentos importantes da história são concluídos, marcando avanços na libertação das áreas dominadas pelas máquinas e a superação dos principais desafios da narrativa. Também existe um grupo relevante de conquistas voltado para exploração completa dos cenários. O jogo possui diversos segredos espalhados pelas regiões da vila, e parte da lista recompensa jogadores que se dedicarem a encontrar todos esses elementos escondidos em cada área. Esse tipo de objetivo incentiva observar o ambiente com mais atenção e revisitar locais já explorados. Outro conjunto de conquistas está ligado à progressão das habilidades do protagonista, especialmente ao aprendizado e domínio das melodias utilizadas durante a jornada. Conforme novas músicas são descobertas e aprimoradas, o jogador desbloqueia metas relacionadas ao desenvolvimento completo dessas habilidades. Há ainda desafios associados à coleta de recursos específicos e a pequenas interações curiosas do mundo do jogo, criando uma lista relativamente variada que mistura narrativa, exploração e evolução do personagem. TRAILER OFFICIAL RESUMO Manairons é um jogo de plataforma que aposta em uma ideia criativa ao transformar uma lenda do folclore catalão em uma aventura interativa. A história de Nai libertando criaturas mágicas e enfrentando a industrialização da vila possui charme e personalidade suficientes para sustentar a jornada. O problema é que, em termos de design, o jogo frequentemente parece preso a soluções de outra época. A movimentação limitada, a câmera pouco flexível e algumas interações de combate acabam transmitindo a sensação de um título que poderia ter se beneficiado de um refinamento maior. Mesmo assim, existe algo genuinamente interessante em sua proposta. A identidade visual, o uso da música como ferramenta de gameplay e a construção desse pequeno universo inspirado em lendas regionais demonstram que havia uma boa ideia no centro do projeto. Manairons não chega a ser um jogo ruim, mas também deixa a impressão de que poderia ter alcançado muito mais caso tivesse recebido um pouco mais de polimento e refinamento em suas mecânicas principais. Ainda assim, para quem aprecia plataformas com identidade própria e inspiração folclórica, a jornada de Nai pode oferecer momentos curiosos ao longo do caminho. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 69/100
- Review: Laysara Summit Kingdom
Entre picos sagrados e avalanches inevitáveis, erguer um reino nas alturas nunca foi tão contemplativo Laysara: Summit Kingdom é um city builder que abraça completamente a cultura e a estética inspiradas no Himalaia, criando um mundo onde espiritualidade, sobrevivência e planejamento urbano caminham lado a lado. A campanha principal conta com 15 missões e começa após uma colheita devastadora. As plantações morreram, os animais deixaram de produzir leite e uma doença começou a se espalhar entre o povo. Forçados a abandonar as terras baixas, os sobreviventes cruzam as montanhas em busca de recomeço. A progressão da campanha é estruturada e didática. Cada montanha apresenta desafios próprios, dificuldades variadas e novas camadas de complexidade. Conforme avançamos, subimos cada vez mais até alcançar a missão Elevação Celestial no topo da montanha, momento que simboliza não apenas progresso estrutural, mas também espiritual dentro daquele universo. O jogo ensina gradualmente seus sistemas, permitindo que o jogador aprenda enquanto constrói. Aqui encontramos elementos clássicos do gênero. Construímos mercados para fornecer comida, casas para camponeses e estruturas que atendem necessidades como alimentação, local de oração e prosperidade. Essas demandas aumentam ao longo da jornada, exigindo planejamento mais refinado e cadeias produtivas eficientes. Cada montanha possui terreno, clima e recursos distintos, tornando a logística vertical o grande diferencial da experiência. GAMEPLAY Laysara é um city builder muito bem construído e com uma vibe genuína de relaxamento. Existe uma sensação constante de planejamento sereno, como se estivéssemos desenhando uma cidade nas nuvens sem pressões artificiais externas. Não há combate, apenas gestão, crescimento e adaptação ao ambiente. A verticalidade do terreno exige soluções criativas. Transportar recursos entre vales e cumes se torna parte essencial da estratégia. Rotas comerciais precisam ser bem pensadas e a economia deve ser equilibrada com atenção. Avalanches são inevitáveis, mas podem ser mitigadas com planejamento adequado. O clima impacta diretamente produção e sobrevivência, reforçando o caráter estratégico da experiência. Os yaks são peça central da logística. Eles transportam materiais em regiões onde outras soluções não seriam viáveis. Gerenciar sua população e eficiência é parte crucial do sucesso da cidade. A adaptação para consoles é competente. A versão testada no Xbox funciona bem no controle, mas a curva de aprendizado naturalmente se torna mais desafiadora nesse formato. Felizmente, há suporte para teclado e mouse nos consoles, algo extremamente recomendado para quem deseja se aprofundar. A única limitação é a ausência de Play Anywhere, o que impede integração entre PC e Xbox via aplicativo do Windows. VISUAIS E SOM A direção artística é fortemente inspirada em paisagens montanhosas asiáticas, com arquitetura, vestimentas e elementos espirituais que remetem à cultura do Himalaia. Os templos no topo das montanhas simbolizam o ápice da jornada e funcionam como marcos visuais poderosos. A ambientação sonora reforça a atmosfera contemplativa. Trilhas suaves acompanham o ritmo estratégico, criando uma experiência quase meditativa mesmo diante de desafios climáticos e crises econômicas. ACHIEVEMENTS A lista de 46 conquistas reflete perfeitamente a proposta estratégica e sistêmica do jogo. Há objetivos ligados à campanha, como concluir todos os cenários e se tornar o salvador de Laysara, além de desafios mais técnicos como atingir níveis elevados de pesquisa, equilibrar todas as necessidades de uma residência específica ou manter receitas altíssimas por meio de comércio e cunhagem. Outras conquistas exploram profundamente os sistemas internos, como alcançar grandes populações de yaks, completar cenários em dificuldade Veteran, mitigar avalanches com eficiência máxima ou até sobreviver a situações financeiras críticas. Existem também desafios específicos de mapas como Snowfury Summit, Talontop e Demon’s Rest, incentivando domínio completo de cada cenário. A lista recompensa planejamento refinado, gestão econômica sólida e entendimento real da logística vertical. TRAILER OFFICIAL RESUMO Laysara: Summit Kingdom entrega uma experiência estratégica focada em construção, logística e sobrevivência nas alturas. A campanha estruturada conduz o jogador por 15 missões progressivamente mais complexas, enquanto o modo sandbox oferece liberdade total para criar redes comerciais extensas entre montanhas. Com forte identidade cultural, sistemas bem conectados e um ritmo relaxante que não compromete a profundidade, o jogo se destaca dentro do gênero por sua verticalidade e abordagem contemplativa. É um city builder que transforma montanhas em palco para planejamento meticuloso, onde cada templo erguido no topo representa conquista, resiliência e domínio estratégico. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 84/100
- Review: Minishoot' Adventures
Uma pequena nave, um mundo interconectado e uma jornada que transforma simplicidade em genialidade Minishoot' Adventures é uma daquelas experiências que parecem modestas à primeira vista, mas rapidamente revelam uma identidade extremamente bem definida. O jogo combina exploração inspirada diretamente em The Legend of Zelda com combate intenso de shoot ’em up e leves elementos de progressão que dialogam com estruturas de roguelike. A mistura poderia facilmente soar genérica ou desorganizada, mas aqui tudo funciona com uma naturalidade impressionante. Controlamos uma pequena nave que atravessa um mundo interconectado repleto de segredos, caminhos alternativos e áreas bloqueadas que só se tornam acessíveis conforme adquirimos novas habilidades. A progressão não é guiada por indicadores exagerados ou setas invasivas. O jogo confia na inteligência do jogador. Em determinado momento entendemos que uma habilidade permitirá atravessar água, outra ajudará a superar obstáculos específicos, enquanto upgrades de velocidade tornam possível alcançar rampas e áreas antes inacessíveis. GAMEPLAY A estrutura de gameplay é onde Minishoot’ Adventures brilha de forma mais evidente. O combate é direto, preciso e extremamente satisfatório. A nave responde com fluidez aos comandos, permitindo esquivas milimétricas enquanto projéteis inimigos preenchem a tela. Ainda assim, o jogo consegue equilibrar tensão com uma curiosa sensação de conforto. A progressão acontece por meio da coleta de cristais, rubis e outros recursos que fortalecem atributos e armas. Melhorar cadência de tiro, dano ou resistência altera de forma perceptível o ritmo dos confrontos. Existe uma satisfação genuína na evolução do arsenal. Cada upgrade não é apenas numérico. Ele transforma a forma como você enfrenta o mundo. Existe um cuidado evidente na construção desse mundo. Cada região apresenta identidade própria, com variações sutis na estrutura dos mapas e no comportamento dos inimigos. A sensação constante é de descoberta orgânica. Nada é excessivamente explicado, mas tudo é intuitivo. O design transmite maturidade e confiança, como se soubesse exatamente o que quer ser desde o primeiro minuto. A jornada culmina em quatro chefes principais até o confronto final. Cada um apresenta padrões distintos, exige leitura de movimentação e domínio das mecânicas adquiridas. Não são batalhas meramente punitivas. São testes reais de entendimento do sistema. Há uma qualidade gigantesca tanto na elaboração desses chefes quanto na composição dos cenários, que nunca parecem repetitivos ou artificiais. A exploração é integrada ao combate. O mapa se abre gradualmente, incentivando revisitas a áreas anteriores. Segredos escondidos recompensam curiosidade. O jogo não indica um caminho único, mas constrói um fluxo natural de avanço onde a experimentação é parte essencial da experiência. O equilíbrio entre desafio e relaxamento é surpreendente. Há momentos de intensidade extrema durante chefes ou emboscadas, mas também longos trechos de exploração contemplativa. Essa dualidade é um dos maiores acertos do projeto. Ele exige habilidade, mas não gera frustração desnecessária. VISUAIS E SOM O estilo artístico aposta em uma estética minimalista, com cores vibrantes e traços limpos que reforçam a identidade leve e encantadora da proposta. Mesmo simples, os cenários possuem personalidade própria e ajudam a diferenciar regiões do mapa de forma clara. Os efeitos visuais durante o combate são eficientes e legíveis. Em nenhum momento o excesso de partículas compromete a clareza da ação. A direção artística entende que fluidez é prioridade em um jogo baseado em precisão. A trilha sonora acompanha a jornada com melodias suaves e atmosféricas, alternando para temas mais intensos durante confrontos importantes. O som cumpre bem seu papel de sustentar a imersão sem sobrecarregar a experiência. ACHIEVEMENTS A lista de conquistas acompanha de forma coerente a proposta do jogo. Há objetivos ligados à derrota de chefes, exploração completa de áreas específicas, aquisição de upgrades máximos e domínio de habilidades fundamentais. Não são conquistas artificiais ou baseadas em tarefas repetitivas exageradas. Também existem desafios relacionados à progressão eficiente, descoberta de segredos e conclusão integral do mapa. O foco está claramente em incentivar exploração e entendimento profundo do sistema, recompensando jogadores que se dedicam a extrair tudo o que o mundo oferece. TRAILER OFFICIAL RESUMO Minishoot’ Adventures é um exemplo claro de como simplicidade não significa superficialidade. A mistura de exploração no estilo clássico com combate intenso poderia ter resultado em algo comum, mas aqui vemos maturidade de design e uma execução extremamente consistente. Existe uma qualidade rara na forma como o jogo equilibra desafio, relaxamento e progressão. A evolução das armas é satisfatória, os chefes são memoráveis e o mundo interconectado incentiva curiosidade constante. Nada parece improvisado ou genérico. Mais do que um indie competente, trata-se de uma aventura que entende perfeitamente sua proposta e a executa com confiança. Um jogo que transforma uma ideia aparentemente simples em uma experiência marcante, coesa e genuinamente especial dentro do seu gênero. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 90/100
- Review: Scott Pilgrim EX
Scott Pilgrim precisa da sua ajuda para reunir a banda novamente. O JOGO Scott Pilgrim EX é um beat 'em up desenvolvido e distribuído pela Tribute Games Inc. A franquia Scott Pilgrim ganha mais um jogo, dessa vez, três gangues tomam a cidade de Toronto em 20XX: os veganos, os robôs e os demônios. Para piorar a situação, os parceiros de banda de Scott são abduzidos por forças malignas. E aí que nosso protagonista une forças com Ramona Flowers e alguns de seus ex namorados para resgatar a banda e resolver essa batalha pelo tempo e espaço. Junte Scott, Ramona e seus ex namorados para salvar a banda. MINHAS IMPRESSÕES O gênero beat 'em up , geralmente, se apresenta de forma linear, com fases bem definidas e objetivas. Em Scott Pilgrim EX, essa ideia é subvertida. Aqui, temos um mapa que funciona quase como um metroidvania , fazendo você ir e vir, adquirindo novos recursos para avançar. E isso funciona bem? Bom, na minha opinião, não. Não é que a ideia seja ruim, mas a execução não funciona de forma divertida para um beat 'em up . Derrotar inimigos não significa muita coisa, já que ao voltar para aquela parte do mapa, eles voltarão a aparecer, o que faz tudo ficar cansativo. Claro, você não é obrigado a enfrentá-los, já que dá para simplesmente correr e ir para o próximo mapa, mas ignorar tudo e todos esvazia a experiência. A arte do jogo é bem cartunesca e fiel aos quadrinhos, como se tivessem sido transportados diretamente deles, com cores bem características da série. Apesar da fidelidade ao material original, muitas vezes você vai acabar se perdendo visualmente, tanto com seu personagem como com o que é interativo do cenário ou não, já que tudo está no mesmo nível de atenção, com poucos indicativos do que é para o jogador interagir. A trilha sonora fica por conta da banda Anamanaguchi, famosa por já ter trabalhado com a série Scott Pilgrim anteriormente, eles encaixam como uma luva ao estilo e vibe da série. As referências da cultura pop, principalmente video games, é jogada na sua cara a todo momento, cabendo ao jogador perceber todas essas homenagens enquanto joga. O jogo está em Português-Brasil, facilitando no entendimento da história e de como os itens funcionam. Falando em itens, você consegue personalizar seu personagem com bastante deles, no sentido de melhorar seus status. Além disso, existem lojas espalhadas pelos mapas que vendem acessórios e consumíveis. Utilizando moedas que caem dos inimigos ao serem derrotados, você pode comprar esses itens e organizar seus equipamentos como bem entender. Além dos personagens jogáveis, existem os personagens de assistência, que são chamados para dar um golpe quando invocados, permitindo uma ajuda salvadora em alguns momentos de aperto. Os personagens principais tem bastante carisma e personalidade, com suas próprias características de jogo que vão agradar todo tipo de jogador, desde os que gostam dos personagens mais parrudos até os que gostam de personagens mais ágeis. A interação dos personagens com as armas coletáveis do chão é bem interessante, pois cada uma delas interage de forma diferente, não sendo apenas uma arma que dará mais dano. O skate, por exemplo, além de poder ser usado para bater no inimigos, se o personagem pular em cima dele, consegue andar e controlar, como um skate funcional, assim como o bumerangue, que realmente vai e volta. Esses pequenos detalhes podem parecer bobos, mas dão originalidade ao jogo. A jogabilidade é mediana, com alguns movimentos muito travados para um jogo do gênero. Parece que Scott Pilgrim EX foi feito para ser jogado em modo cooperativo, visto que muitas vezes você se vê cercado por diversos inimigos e a única saída é abusar do superpoder que golpeia em área. A experiência do jogo cooperativo é, em alguns momentos, confusa, pois, por exemplo, para passar de mapa num jogo com quatro jogadores, todos devem ir para o mesmo local, o que faz sentido, mas caso apenas uma pessoa decida não ir, todo o restante ficará esperando ou vai ter que voltar para ajudar o jogador que ficou pra trás, deixando o jogo pouco dinâmico. No fim das contas, Scott Pilgrim EX tem um nível de desafio moderado, com uma mecânica diferente do habitual para jogos beat 'em up e que pode surpreender os fãs do gênero. Utilize diversos itens para atingir os inimigos. CONQUISTAS Variedade é o que você encontrará nas conquistas de Scott Pilgrim EX. Começando do final, terminar o jogo sem ser nocauteado, sem tomar nenhum golpe do chefe final e ver o final de todos os personagens jogáveis são algumas das conquistas que nos mostra que será necessário algumas jogatinas para consegui-las. Na parte de colecionar itens, você terá que conseguir todos os acessórios, insígnias e liberar todas as descrições de itens nas lojas, o que com certeza te fará ir de um lado pro outro nos mapas do jogo. As conquistas mais divertidas para mim são as que o jogador deve fazer algumas ações específicas, nesse caso, até relacionadas com os personagens do universo Scott Pilgrim. E tem bastante delas, então dá pra se divertir fazendo-as. Conseguir 100% das conquistas de Scott Pilgrim EX vai te dar um certo trabalho, mas como muitas delas podem ser feitas simultaneamente, você provavelmente vai conseguir cumprir a maioria muito rápido, deixando apenas as mais desafiadoras para o fim. Derrote veganos, robôs e demônios. CONCLUSÃO O gênero beat 'em up continua mostrando que pode ser diferente e tem muitos lugares para evoluir. Ainda que esse método de mapas interligados e idas e vindas não seja novidade, sair da mesmice é louvável. E mesmo que não agrade a todos, inclusive a mim, Scott Pilgrim EX vai na contramão do óbvio, sem abrir mão de sua personalidade. Para mim, o jogo se torna confuso em muitos momentos, largando a mão do jogador até demais. É um jogo com muitos elementos para absorver logo de cara e isso pode ser um pouco assustador para quem não está acostumado e apenas queria sair varrendo os inimigos na tela apenas. Vale a pena a experiência de uma abordagem diferente do habitual para o gênero. NOTA: 7.0/10
- Review: Esoteric Ebb
Uma aventura narrativa guiada por dados, escolhas e consequências onde cada diálogo define quem você se torna Esoteric Ebb constrói sua narrativa de forma quase totalmente dependente de diálogo, colocando o jogador em um mundo que se revela gradualmente através de conversas, decisões e descobertas contextuais. Em vez de longas cutscenes ou explicações expositivas, o jogo aposta em uma construção de mundo orgânica, onde cada interação adiciona novas camadas ao entendimento do universo e de seus personagens. A ambientação remete diretamente a RPGs de mesa clássicos, especialmente aqueles inspirados em sistemas como Dungeons and Dragons, tanto pela estrutura narrativa quanto pelo peso das escolhas e do acaso. O mundo é rico em detalhes, com personagens intrigantes e informações densas que vão sendo absorvidas conforme o jogador se envolve mais profundamente com os diálogos. Existe um cuidado evidente na forma como o jogo apresenta seu universo. Quanto mais você conversa, investiga e experimenta opções narrativas, mais pistas sobre o funcionamento daquele mundo surgem, criando uma sensação constante de descoberta. A construção dos personagens, mesmo os mais simples, é interessante e ajuda a reforçar a identidade desse cenário narrativo. Outro ponto relevante é que a progressão não segue um caminho linear tradicional. Há uma espécie de árvore invisível de quests e eventos narrativos, onde o avanço depende diretamente das escolhas feitas ao longo da jornada. Isso faz com que cada campanha se ramifique de maneira única, tornando extremamente improvável que duas jogatinas sejam idênticas. GAMEPLAY A estrutura de gameplay funciona como uma mistura de point and click com RPG narrativo extremamente focado em decisões por diálogo. Praticamente todas as ações são mediadas por escolhas textuais, desde interações simples até movimentação, exploração, combate e resolução de problemas. Até mesmo ações como observar algo, roubar, convencer personagens ou tentar acessar determinados locais passam por seleções de diálogo contextualizadas. O sistema de dados é um dos pilares centrais da experiência. Muitas ações exigem testes de sorte, carisma ou atributos específicos, e isso afeta diretamente o resultado das decisões. Confrontos, negociações e eventos importantes podem ser resolvidos por múltiplos caminhos, mas frequentemente exigem bons resultados nos dados, reforçando a sensação de estar participando de um RPG de mesa digital. O jogo é punitivo e justo ao mesmo tempo. Escolhas não garantem sucesso automático, e a sorte desempenha um papel relevante na progressão. Em diversas situações, avançar significa literalmente aceitar o risco de falhar em um teste e lidar com as consequências narrativas disso. Essa abordagem deixa claro que o título leva a proposta de RPG a sério, sem simplificar suas mecânicas para conforto do jogador. A quantidade de diálogos é extremamente alta desde os primeiros minutos, incluindo a criação do personagem, que pode ser randomizada ou baseada em padrões predefinidos. O relacionamento com outros personagens depende diretamente das respostas escolhidas, alterando interações futuras, oportunidades e até o acesso a determinadas situações ou áreas que só se liberam em momentos específicos da narrativa. A exploração pode ser feita com cliques no cenário ou via mouse e teclado, mas sempre integrada ao sistema narrativo. Há inventário, equipamentos e itens consumíveis que influenciam atributos, como armas iniciais, livros que aumentam inteligência e outros recursos que ajudam a moldar a build do personagem ao longo da jornada. Outro detalhe interessante é a liberdade sistêmica logo no início. Dependendo das escolhas e dos testes de sorte, é possível roubar NPCs, adquirir itens raros precocemente ou acessar soluções alternativas para eventos, reforçando a sensação de improviso típica de campanhas de RPG de mesa. Nada é totalmente roteirizado, e o jogo raramente indica um caminho ideal. VISUAIS E SOM O estilo artístico é um dos pontos mais marcantes da experiência. A estética desenhada à mão transmite personalidade própria e dialoga diretamente com o imaginário clássico de RPGs de fantasia, com personagens que lembram arquétipos tradicionais do gênero, mas com identidade visual distinta. Tecnicamente, o jogo surpreende pela consistência visual dentro de sua proposta. A direção artística valoriza ilustrações detalhadas, expressividade dos personagens e uma apresentação que reforça o tom narrativo e imersivo da jornada. A ambientação sonora acompanha bem a proposta contemplativa e narrativa do título, ajudando a sustentar o ritmo focado em leitura, decisões e interpretação, sem exageros que quebrem a imersão. ACHIEVEMENTS A lista de conquistas reflete diretamente a filosofia do jogo, premiando experimentação, leitura de sistemas e envolvimento com as mecânicas narrativas e de dados. Há conquistas ligadas a testes de sorte, sobrevivência em situações críticas, uso de atributos específicos, interações sociais recorrentes e até comportamentos de roleplay, o que incentiva múltiplas abordagens em diferentes jogatinas. Também existe um foco claro em exploração de diálogos, enciclopédia interna, escolhas de classe, eventos específicos e gestão de inventário, além de desafios curiosos baseados em hábitos do jogador durante a campanha. Não há exigências baseadas em limite de tempo ou coletáveis massivos artificiais, mas sim metas que recompensam domínio do sistema, repetição estratégica de decisões e exploração completa das possibilidades narrativas, o que combina perfeitamente com a natureza ramificada do jogo. TRAILER OFFICIAL RESUMO Esoteric Ebb é uma experiência narrativa extremamente fiel ao espírito dos RPGs de mesa, onde diálogo, sorte e consequência caminham juntos o tempo todo. Ele não guia o jogador de forma tradicional, nem suaviza suas mecânicas para facilitar a progressão. Em vez disso, exige leitura, interpretação e aceitação do acaso como parte central da jornada. A enorme quantidade de diálogos pode afastar jogadores que buscam ação imediata, mas para quem se conecta com a proposta, o jogo revela um mundo rico, bem construído e repleto de ramificações narrativas significativas. Cada escolha molda relações, eventos e possibilidades futuras de maneira direta. Mais do que um RPG convencional, trata-se de uma simulação narrativa onde avançar depende tanto das decisões quanto dos dados. Uma aventura densa, imprevisível e profundamente comprometida com a ideia de roleplay, onde o jogo não pega o jogador pela mão, apenas apresenta o mundo e deixa que as consequências falem por si. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 79/100












