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  • Review: My Time At Sandrock

    Prepare-se para viver uma aventura no meio do deserto enquanto ajuda os moradores de Sandrock a fazer a cidade prosperar. O JOGO My Time At Sandrock é um life-sim desenvolvido pela Pathea Games e distribuído pela Pathea Games, Focus Entertainment, PM Studios, Inc. e DMM Games. Num mundo pós-apocalíptico, 300 anos após o dia da calamidade destruir boa parte das tecnologias modernas, nosso personagem se muda para Sandrock, uma cidade no meio do deserto que luta para se manter nas condições das secas e escassez de água. Além disso, um grupo de vilões quer destruir a cidade a todo custo. E nós, como os novos construtores de Sandrock, ajudaremos o povo de todo jeito possível, seja construindo máquinas e estruturas ou ajudando os patrulheiros locais a se livrar de inimigos. Você ainda pode evoluir sua casa, adicionar estruturas, fazer plantações, cuidar de animais, formar uma família, enfim, é um mundo repleto de coisas para se fazer. Explore o mundo de My Time At Sandrock e você encontrará muita diversão. MINHAS IMPRESSÕES Como sou viciado em jogos life-sim, já adianto: o jogo é muito bom. Confesso que no começo estranhei um pouco a jogabilidade e os gráficos, mas logo fui conquistado. A jogabilidade é simples, apesar de ter muitos elementos. No começo você pode se sentir meio perdido, mas pode ficar tranquilo que tudo flue bem. Como disse no tópico anterior, você terá muitas coisas pra fazer no jogo, além de seguir a história principal. E por isso, esse jogo vai te prender totalmente. Quanto aos gráficos, são bonitos e alegres, combinando com o teor do jogo. My Time At Sandrock está em Português-Brasil, o que te ajuda a acompanhar a história e não ficar perdido com tantas informações. Minha única ressalva é que existem alguns erros na tradução, o que me incomoda levemente, mas não atrapalha em nada, só frescura minha mesmo. A história principal é interessante e até possui alguns plot twists, que deixam a história bem atrativa. As personagens são carismáticas e tem personalidade. Você acaba simpatizando com quase todos da cidade e eles são essenciais para que você se envolva com a história. A cidade não é grande, mas isso não é ruim. A disposição dela faz parecer que ela é bem maior. Já o restante do mapa é bem vasto, mas bem desértico, como o tema do jogo sugere. A criação de itens é bem vasta, assim como as opções de equipamentos para o seu personagem. Tanto sua casa quanto seu personagem vão ficar bem customizados, do jeito que você preferir. A progressão pode parecer devagar, mas você nem vai sentir, visto que sempre tem algo pra fazer. O combate do jogo é muito simples e não exige tanta habilidade. A única coisa que pode te chatear é o tempo de criação de alguns itens, que levam um certo período de tempo para serem feitos, que em alguns momentos pode frear um pouco o seu progresso, mas faz parte da jogabilidade. Enfim, My Time At Sandrock é um prato cheio de diversão. Tudo é bem executado, de forma que não fique massante, repetitivo ou lento. É um life-sim completo, com muita customização e variedade de atividades. É um ótimo jogo para passar o tempo. E ele vai passar mesmo. Além disso, ele ainda possui uma opção multiplayer, que abre um leque ainda maior de possibilidades. Sem dúvidas, é um jogo que vale bastante a pena conferir. CONQUISTAS Assim como todo life-sim, as conquistas vão ser bastante variadas de acordo com cada atividade. Então pode ter certeza que você terá que fazer de tudo um pouco no jogo, seja encontrar baús e dar presentes aos morados até pegar lixo e cocô do chão. Faça tudo que é possível fazer e com certeza você desbloqueará alguma conquista. Interaja com os moradores, pois existem muitas conquistas relacionadas à eles. Além, é claro, das conquistas sobre a história principal, que você vai conseguir naturalmente com a progressão do jogo. Vai te levar um bom tempo para fazer 100%, visto a infinidade de atividades e objetivos do jogo, mas elas são mais demoradas do que difíceis. CONCLUSÃO Acho que posso resumir o jogo em uma frase: foi o jogo que eu mais joguei em 2023. Isso diz muito sobre como o jogo é envolvente e viciante. Pelo menos pra mim, que amo life-sim. E eu poderia ter jogado muito mais, mas como joguei ele no Steam Deck, minhas sessões ficavam reféns da bateria do aparelho. Toda vez que eu jogava eu não conseguia parar, sempre queria jogar só mais um dia dentro do jogo, que viravam dois ou três. Mesmo quando eu me ficava perdido ou sem objetivo, encontrava uma maneira de ocupar o tempo dentro do jogo até que algo novo acontecesse. Eu jogava e sentia que ainda não tinha arranhado a superfície do jogo, que vai adicionando itens e mecânicas num ótimo ritmo. Posso dizer que My Time At Sandrock foi uma grata surpresa, me diverti bastante jogando e descobrindo esse mundo que é apresentado. Infelizmente, não joguei seu antecessor, My Time At Portia, então não consigo comparar a evolução de um jogo para o outro, mas o que eu posso dizer é que é um jogo extremamente divertido e relaxante de se jogar, com uma longa vida e um ótimo passatempo. Sandrock vai se tornar sua casa por alguns bons momentos. NOTA: 9.0/10

  • Review: Cosplay Club

    Se seu sonho sempre foi ser uma garota mágica, em Cosplay Club você pode realizá-lo. O JOGO Cosplay Club é um RPG tático de turnos desenvolvido e distribuído pela Behold Studios. Encorpore uma garota que ama cosplay e que vai a diversos eventos quando, de repente, você descobre uma mochila mágica no porão de sua casa. Ela pertencia à sua mãe, que era uma garota mágica. Assim, a mochila, que tem vida própria, te dá poderes e te ajuda em suas aventuras pelos eventos, batalhando ao seu lado e te ajudando a se tornar a melhor garota mágica cosplayer. MINHAS IMPRESSÕES Tudo que vem da Behold Studios me gera muita expectativa, pois eles desenvolveram Chroma Squad, que é um dos meus jogos indie favorito. Apesar de utilizarem um estilo visual que não me emploga, ainda assim dei meu voto de confiança e fui atrás de jogar Cosplay Club. Devo avisar que o jogo está em acesso antecipado até o momento dessa análise, então muita coisa pode mudar. E deve, pois o que eu encontrei ao jogar Cosplay Club foi um jogo com muitos bugs. E isso por si só acabou com a minha experiência. Paredes invisíveis, NPCs bugados, telas de carregamento que travam e não voltam mais. Isso e outros pequenos detalhes estragaram demais minha experiência com o jogo. Cosplay Club ainda não está em Português-Brasil, mas com toda certeza estará, visto que é um estúdio brasileiro que o desenvolve. A temática do jogo é legal e muito criativa. A parte divertida do jogo é montar o seu cosplay. Você vai comprando partes novas para montar um novo e mais poderoso cosplay, visto que ele é quem dita seus status e habilidades. O único problema é que você tem que montar um cosplay novo toda vez que quiser mudar algo ou acrescentar um novo acessório. Se existe uma opção para isso, ela está muito escondida, pois não consegui encontrar de forma alguma. Se não existir mesmo, deveria ser adicionado o quanto antes. Os combates são simples e fluem bem, com sistema de ataque combinado com seus aliados. Não senti nenhuma dificuldade elevada em minhas batalhas, todas elas eram bem tranquilas de vencer. O que me decepcionou foi que o jogo parece não ter alma. Todos os jogos da Behold Studios são incrivelmente divertidos e engraçados, cheios de referências. Em Cosplay Club, me senti jogando um jogo genérico. Nada tem peso, nenhum personagem é cativante, as missões são irrelevantes, não existe uma história ali que te prenda. Parece que o jogo vai ser um ciclo infinito de "cria o cosplay, vai no evento, faz missões que não te levam a nada, volta pra casa" e isso não é nem um pouco divertido. CONQUISTAS O jogo não possui conquistas, mas por estar em acesso antecipado, podemos esperar que eles sejam adicionados posteriormente, visto que os jogos da Behold Studios sempre tem conquistas. CONCLUSÃO Dói me dizer isso, mas esse jogo é decepcionante. Não vou bater o martelo, pois o jogo está em acesso antecipado, mas vai ser difícil que ele mude muito mais do que ele está agora. Se não fosse pelas referências à Chroma Squad que temos no jogo, como os cosplays e aparentemente se passar no mesmo universo dele, eu não diria que esse jogo é da Behold Studios. Eu relevo os bugs, porque são coisas que acontecem mesmo e é pra isso que serve o acesso antecipado, mas todo o resto é sem alma. Na minha opinião, seria muito melhor se o jogo fosse mais linear, com uma história mais consistente e interessante, usando os cosplays como se fossem equipamentos únicos e não uma build inalterável. O jogo tinha um potencial interessante, mas a execução não foi das melhores. É tudo muito confuso e sem motivação. Infelizmente, dessa vez a Behold Studios me decepcionou. E muito. NOTA: 5.5/10

  • Review: For The King 2

    Reúna seus melhores aventureiros para desbravar Fahrul em busca da salvação do povo em For The King 2. O JOGO For The King 2 é um RPG roguelite desenvolvido pela IronOak Games e distribuído pela Curve Games. Ao se unir à forças malignas, a Rainha Rosomon, que um dia foi amada por seu povo, os obrigam à servidão nas minas de Fahrul. E é aí que sua aventura começa. Monte sua equipe com quatro aventureiros e detenha a rainha maligna para que seu reinado de trevas acabe. Por ser um jogo roguelite, lembre-se: pode ser que nem todos os seus aventureiros cheguem ao fim dessa jornada. Explore os mapas e equipe-se, pois você encontrará grandes perigos. MINHAS IMPRESSÕES RPGs são maravilhosos pela sua gama de possibilidades por si só, junte isso ao gênero roguelite e você terá horas e horas de diversão. For The King 2 trás o que há de melhor num RPG de mesa: a imprevisibilidade. Mesmo com objetivos claros em suas missões, você pode acabar esbarrando em desafios maiores do que pode enfrentar. Ainda assim, você tem muito modos de contornar situações adversas ao invés de ser forçado a conviver com seus erros. E errar faz parte do jogo, visto que é muito difícil que você complete um mapa em sua primeira vez jogando. O jogo está em Português-Brasil, o que é de grande ajuda para entender todas as mecânicas e detalhes de cada aspecto do jogo. Falando nisso, apesar de ter muitos fatores e mecânicas, o jogo te explica de maneira simples como cada coisa funciona, sem complicar demais a cabeça do jogador. A história acontece em cinco atos, que são as cinco aventuras disponíveis. Cada ato é um mapa diferente, que sempre se altera ao jogar uma nova partida, ou seja, você nunca terá uma partida repetida. Além do objetivo principal do ato, você também pode aceitar missões secundárias para conseguir recompensas e melhorar o poderio de seus aventureiros. Apenas fica atento aos eventos do mapa, pois quanto mais você demorar para cumprir o objetivo principal, mais difícil o jogo fica. O combate é simples, mas exige muita estratégia. Até mesmo os inimigos mais fracos podem te complicar de alguma forma, como colocando uma maldição em seu personagem, por exemplo. A arte do jogo vai no caminho da simplicidade, mas com muita personalidade. Eu gostei bastante do que For The King 2 propõe e executa, de maneira divertida e descomplicada. E por ser roguelite, não tem como dizer que não dá vontade de jogar uma partida após a outra, mesmo que uma simples run demore bastante. CONQUISTAS Estaria mentindo se dissesse que é fácil fazer 100% das conquistas de For The King 2. Com excessão do básico, que é vencer os mapas e terminar a história principal, você terá uma longa jornada pela frente, seja aumentando o nível de seus personagens, vencendo milhares de inimigos ou fazendo missões secundárias. Isso e muito mais será necessário para completar todas as conquistas. Lembre-se que é um jogo em que suas partidas demoram e pode ser que alguns eventos não aconteçam, por isso, não se frustre. Apenas aproveite o jogo, a maioria das conquistas você conseguirá naturalmente em uma de suas diversas aventuras. CONCLUSÃO Apesar de ser um jogo com longas partidas, For The King 2 sabe como te prender a atenção. Montar o quarteto ideal de aventureiros, equipá-los e melhorá-los é muito satisfatório. A dificuldade do jogo está na medida certa, sempre te deixando alerta para que não vacile. O fato roguelite deixa tudo ainda melhor, pois mesmo sendo derrotado, você voltará mais forte. Talvez demore bastante, pois a progressão para liberar novos personagens e itens não é tão fácil, mas se você gostar do jogo, nem vai sentir o tempo passar enquanto faz uma nova tentativa. A união de RPG com roguelite é um acerto enorme. O gênero RPG, mais precisamente o de mesa, está ficando cada vez mais popular e espero que continue nos dando bons frutos como For The King 2. Fico curioso com o que virá, pois já foi anunciado que teremos atualizações, adições e até DLCs, o que é legal, pois vejo a preocupação dos desenvolvedores de manterem o jogo vivo e tratando o mesmo com carinho. NOTA: 8.5/10

  • Review: This Means Warp

    Chame os amigos e viajem a bordo de sua nave em busca de desbravar o espaço em This Means Warp. O JOGO This Means Warp é um jogo de gerenciamento de nave desenvolvido pela Outlier e distribuído pela Jagex Ltd. Junte sua tripulação e tente sobreviver em suas viagens espaciais, seja sozinho ou com até três amigos. Aprimore sua nave e crie sua própria estratégia para vencer os diversos inimigos que tentarem destruir sua nave. E, se isso acontecer, não se preocupe: você voltará mais forte para uma nova aventura. MINHAS IMPRESSÕES Adoro jogos de gerenciamento cooperativos. Junte isso com Faster Than Light e você terá This Means Warp. A diversão é garantida e a dificuldade também. É um jogo bem intuitivo e simples de entender, mas bem difícil de avançar sem o devido cuidado. Por ser um jogo com nível e progressão, é até compreensível que você perca muitas vezes, mas não achei tão justo. Em minha primeira run, ao avançar para o próximo sistema galáctico, quando me deparei com o primeiro inimigo, ele me obliterou sem que eu pudesse ao menos tentar me defender. Dei azar ou o jogo foi feito dessa forma para que você jogue e progrida num ritmo mais lento? Essa é minha única ressalva, pois todo os outros aspectos estão bem feitos. O jogo está em Português-Brasil, o que ajuda a entender as descrições das armas e itens claramente. O estilo visual é agradável e as personagens são carismáticas. Jogar com amigos deixa tudo mais divertido e caótico, sem que perca a nitidez em suas ações. Existe uma variedade boa de itens no jogo, que também podem ser aprimorados com melhorias que você conquista ao vencer inimigos. Toda partida será única, então talvez você dê sorte de achar aquela arma poderosa ou dê azar e seja destruído em sua primeira batalha. Os bots do jogo são bem programados e você consegue selecionar o que você quer que eles façam exatamente. Então, caso não tenha amigos, não tema, os bots estão aí para te salvar. CONQUISTAS Espero que você tenha tempo, porque vai precisar. As conquistas são bem complicadas na questão de fazer 100% delas. Vamos desde algumas mais simples como subir de nível ou gastar dinheiro na loja, até as mais complicadas como obter prestígio ou concluir o jogo na dificuldade mais difícil. Vai demandar muitas tentativas, então não se frustre. CONCLUSÃO Finalmente alguém uniu duas coisas boas e saiu algo bom. This Means Warp dois estilos de jogo completamente diferentes e apresenta algo divertido e desafiador. Com toda certeza, se você jogar com seus amigos, vocês vão querer sempre ir mais e mais longe em cada run. A simplicidade que o jogo trás é ótima, pois por ser um jogo cooperativo, é melhor que ele seja intuitivo e de fácil aprendizagem para que todos possam desfrutar do jogo. Eu adoro jogos cooperativos e, quando vejo um sendo lançado, sempre dou uma olhada em sua ideia principal para ver coisas novas e divertidas. This Means Warp é um desses jogos, que arrisca juntar roguelite com gerenciamento cooperativo e consegue um resultado muito bom. NOTA: 8.0/10

  • Review DLC: Dredge The Pale Reach(2023)

    O consagrado Dredge, ganha sua primeira DLC. The Pale Reach vem para aperfeiçoar a experiência de Dredge. NARRATIVA E GAMEPLAY Além de uma ilha congelada completamente nova para a história, The Pale Reach apresenta novas missões principais e secundárias, novos tipos de peixes, recursos de fabricação e o que mais gostamos: novas conquistas. A princípio, a DLC parece uma extensão do que vimos em Dredge. Buscamos peixes comuns e raros, fazendo missões que são bem fáceis pelo mapa. Não há um gadget ou um novo tipo de pesca no game, são os mesmos. No desenrolar da história provocamos uma espécie de criatura agressiva para nos ajudar a nos mover pelo mapa, completando algumas tarefas que envolvem a criatura. O jogo não tem tanto avanço ou coisas que realmente impactam na jogabilidade, como a recomendação desta DLC. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO É engraçado um jogo bom como Dredge receber uma atualização que adiciona coisas que não fazem muita diferença no jogo. Isso significa que a DLC do jogo é ruim? não! Ela é boa ! Mas ainda não é tão bom quanto o jogo original, o que me faz pensar que se essa parte do jogo fosse adicionada no lançamento original do game. Pré DLC Pós DLC Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 70/100

  • Review: Bem Feito

    E se alguém encontrasse um jogo que foi perdido com o tempo e disponibilizasse para todos? E se, talvez, ele estivesse perdido por algum motivo obscuro? É o que veremos em Bem Feito. O JOGO Bem Feito é um jogo de mistério e terror desenvolvido pela oiCabie e distribuído pela QUByte Interactive. Graças à um emulador, temos acesso ao jogo Bem Feito, originalmente lançado para um console portátil chamado Jogaroto. No jogo em questão, controlamos Reginaldo, um garotinho simpático que mora no planeta B-613. Seu objetivo é cumprir suas tarefas diárias e conhecer novos amigos, mas algumas coisas parecem estranhas. Cabe a você descobrir os mistérios que rondam o jogo Bem Feito. Lembre-se: suas escolhas fazem a diferença. MINHAS IMPRESSÕES Você conhece o termo creepypasta? Aquelas histórias de terror da internet envolvendo fatos reais e o imaginário popular para criar teorias e contos assustadores. Então, Bem Feito é basicamente uma creepypasta jogável. A própria história contada nos arquivos do jogo dá um motivo pra ninguém lembrar desse jogo, que realmente nunca existiu, o que acaba sendo uma boa sacada da desenvolvedora. Inclusive, a história por trás do jogo fictício é bem desenvolvida e cheia de fatos misteriosos, ao contrário do próprio Bem Feito, que é bem simples. Por ser feito e distribuído por brasileiros, o jogo está em Português-Brasil, o que é ótimo para entender a história do jogo e alguns termos fazem mais sentido pra gente, como Jogaroto e AmiGo, fazendo alusão ao Gameboy e Amiibo, respectivamente. Sem contar muito sobre o jogo, que inclusive é bem curto, você vive os dias do pequeno Reginaldo e faz suas escolhas, que terão impacto ao fim do jogo. Não sei como dizer isso sem estragar a surpresa, mas as coisas podem ficar bem sangrentas. Todo o suspense que o jogo passa ao chegar aos finais ou explorar os arquivos é bom, mas poderia ser melhor. Queria que tivesse mais bizarrices, mais terror e mais segredos escondidos. Me pareceu muito básico. Gostei da arte e da trilha, juntar coisas fofinhas com um fundo obscuro deixa tudo sempre mais tenso e aterrorizante, pois você nunca sabe o que pode acontecer. CONQUISTAS As conquistas de Bem Feito são até que bem simples. Conclua o jogo fazendo os dois finais possíveis e você já terá cumprido boa parte das conquistas. Além disso, quando você completa algumas delas, você receberá quatro números, que são as senhas para abrir os arquivos nas pastas. Por fim, algumas ações específicas são necessárias para as conquistas restantes, nada muito complicado. Um jogo bem tranquilo para os caçadores de conquistas. CONCLUSÃO Gosto da ideia do jogo ser uma creepypasta jogável, mas queria que ele tivesse mais conteúdo. Mais segredos, mais finais, mais modos de interagir com as coisas. O jogo tem muito elemento de suspense e terror, principalmente nos arquivos e fotos que você descobre, mas seria bem mais interessante ter mais desse recurso, até por ser um jogo curto, isso daria um charme a mais. Como todo bom jogo brasileiro, eu recomendo que joguem, pois, assim como diz o nome do jogo, ele é bem feito. E feito com carinho, o que é mais importante. Um jogo que você fica desconfiado a todo momento, quase que te incomoda, mas de um jeito bom para o que propõe. E que também coloca alguns dilemas morais interessantes. Uma ótima forma de testar sua sanidade. NOTA: 7.0/10

  • Review: Typecast

    Consegue assobiar e chupar cana? Bom, espero que você seja bom em fazer duas tarefas ao mesmo tempo, pois vai precisar em Typecast. O JOGO Typecast é um jogo de chuva de balas desenvolvido e distribuído pela Gutter Arcade e Official Electric. Você está cercado de inimigos com letras na cabeça, o que você fará? Digitar! Isso mesmo, para vencer os adversários nesse jogo você precisará apertar os botões indicados em cima deles, enquanto sua tela fica cada vez mais cheia de inimigos. Porém, não é só isso, enquanto você derrota inimigos, você terá que desviar deles e de seus projéteis também. Derrote o maior número de inimigos que puder, faça combos e se utilize de seus poderes para alcançar o topo do ranking. MINHAS IMPRESSÕES A minha primeira impressão quando vi esse jogo era que ele seria roguelike de ação e logo fiquei empolgado. Porém, quando joguei os primeiros minutos, percebi que tinha me enganado completamente. Sabe toda a explicação que eu dei anteriormente sobre como é o jogo? Bom, é só isso mesmo. Você vai avançando, vai aparecendo novos inimigos com diferentes padrões e é isso. Você ainda tem algumas coisas a mais, como coletar as letras que formam FEVER pra te ajudar ou usar as bombas e o slow motion, mas o jogo fica por aí. Isso é uma coisa ruim? Não necessariamente. No caso, eu é que coloquei expectativas que não condiziam com o que foi mostrado. Isso quer dizer que podemos eximir o jogo da culpa? Também não, visto que fiquei pouco empolgado. O jogo não está em Português-Brasil, mas isso pouco influencia. Sinto que se tivessem power ups para melhorar sua run seria muito mais interessante. Algo que te faria querer jogar mais vezes e testar novos métodos de jogar. Colocar um ranking no jogo não empolga em nada. São poucas pessoas que vão querer bater recordes. Esse é um dos piores jeitos de incentivar jogadores. E, mesmo do jeito que o jogo é agora, ele parece vazio. Parece faltar algo. Coletar as jóias me parecem sem sentido, mesmo sabendo para que elas servem. Pelo menos o jogo também tem conquistas, o que pode animar alguns jogadores. CONQUISTAS Como disse anteriormente, temos conquistas para dar uma animada ou te dar alguns objetivos. No caso, boa parte delas são específicas sobre alguma ação no jogo, seja derrotar vários inimigos com uma tecla só ou atingir um certo número em sua pontuação. Basicamente, se você quiser os 100% terá que jogar bastante e ficar muito bom no jogo, assim facilitando sua jornada em completar todas as conquistas. CONCLUSÃO Sei que boa parte de não ter animado com o jogo foi culpa minha, mas ele não apresenta nada que te empolgue em sua premissa. Existem muitos jogos de digitação que fazem bem esse papel de ser desafiador, mas com propósito. Infelizmente, rankings não animam ninguém. Não conseguia me empolgar e jogar mais do que duas partidas por vez, logo saia do jogo. Sei que o jogo não é ruim, mas essa sensação de "é só isso?" me deixou desanimado. NOTA: 5.0/10

  • Review: Three Minutes To Eight

    Se o Dia da Marmota acontecesse num futuro distópico, ele seria como em Three Minutes To Eight. O JOGO Three Minutes To Eight é um jogo de puzzle point and click desenvolvido pela Chaosmonger Studio e distribuído pela Assemble Entertainment. Num futuro distante, acompanhamos a história do protagonista sem nome, que acorda desmemoriado em seu apartamento enquanto seu interfone toca incessantemente. Enquanto tenta entender o que está acontecendo, ao completar 19h57 no relógio, ele morre. Porém, logo está de volta ao seu apartamento, como se nada tivesse acontecido. E, às 19h57, novamente, ele morre. E o ciclo continua, sempre morrendo no mesmo horário e de formas diferentes. Assim, nosso protagonista tem um tempo curto para explorar tudo e descobrir o que está acontecendo. MINHAS IMPRESSÕES A premissa do jogo é simples. Você tem um curto período de tempo para explorar o mapa e descobrir algumas formas de chegar em algum dos finais propostos. Eu teria gostado da ideia, se ela não fosse tão aleatória. Muitos finais não tem ligação um com outro, alguns sendo completamente sem sentido. Não consegui sentir empatia com o protagonista, muito menos ligar pra qualquer fim que ele tivesse, porque é tudo muito aleatório. Se fosse uma história mais no eixo e que tivesse ramificações ao seu decorrer, seria ótimo. O jogo está em Português-Brasil, o que é de bastante ajuda para entender o que se deve fazer ou para onde ir. Outra coisa que me incomodou demais é o tanto de elementos inúteis e/ou repetitivos. Você tem um botão que te mostra literalmente tudo que é possível interagir no cenário, mas metade delas (talvez até mais) é completamente descartável, não te dá informação relevante ou sequer conta alguma história. Além disso, existem eventos que sempre acontecem, independente do que você faça, que te freiam na sua jogada e começam a ficar irritantes depois de certo tempo, como por exemplo, quando você entra no seu apartamento e sua namorada aparece. Ocorre uma animação, um diálogo, abre uma seleção de respostas, ela responde e acontece outra animação. Existem sim finais que precisam desse evento, mas quando não, é um saco. Você só quer continuar, mas é parado por esse momento. Eu sinto que o jogo tenta ser mais ambicioso do que consegue executar. Apesar da arte do jogo ser linda e a dublagem ajudar a ambientar e dar vida aos personagens, essa aleatoriedade faz tudo ser em vão. Alguns personagens podem ou não aparecer em cada loop, o que é uma forma bem chata de manter o jogador no jogo. Tinha potencial pra ser algo bem único, mas se perdeu em sua ambição. CONQUISTAS Basicamente, ao completar todos os finais possíveis, você conseguirá uma conquista relacionada à eles. Além disso, existem conquistas sobre quantos loopings temporais você já teve, mas você conseguirá essa conquisa normalmente ao ir tentando descobrir todos os finais. Não tem muito segredo aqui, o 100% vem fácil se você terminar o jogo de todas as formas possíveis. CONCLUSÃO Infelizmente, o jogo me perdeu em muitos aspectos. Como disse, ele deveria ser mais contido para que você tenha algum apego em algum aspecto do jogo, seja a história ou as personagens. Eu senti que Three Minutes To Eight tentou ser um The Stanley Parable 2D, com finais fora da casinha, com dilemas morais e até cômicos. E quando você já jogou esse clássico, dificilmente alguém chega perto de fazer tão bem. Por Three Minutes To Eight não ter uma história fixa e um final real, parece tudo sobre um multiverso, já que muitos finais não conversam um com os outros e até se contradizem em alguns momentos. Queria ter gostado mais do jogo, mas, pra mim, ele é muito inconsistente e travado, tanto na jogabilidade quanto na história. Se a ideia do criador do jogo era essa mesmo, tudo bem, mas não me agradou. Por mais que você consiga levar itens de um loop pra outro, evitando refazer vários processos, muitos diálogos são repetitivos e cansativos. A ideia geral tem bastante potencial, mas não foi bem executada. Se for melhor polida, talvez fique mais interessante. Mesmo assim, sei que o criador do jogo se esforçou bastante, então dou valor para seu trabalho, mesmo que não tenha me agradado em alguns aspectos. NOTA: 6.0/10

  • Review: The Invincible

    Desvendar algo relacionado ao gênero de sci-fi é sempre um grande mistério, uma vez que as opções disponíveis para esse gênero são bastante variadas. The Invincible é uma adaptação do romance do autor de Solaris, o polonês Stanisław Lem. O projeto, desenvolvido pela Starward Industries, é o primeiro projeto da empresa, que foi criada com desenvolvedores experientes que atuaram em jogos AAA, como The Witcher, Cyberpunk 2077 e Dead Island. O Game é distribuido pela 11 bit studios. O jogo está disponível para: Microsoft Windows, PlayStation 5 e Xbox Série X/S. HISTÓRIA The Invincible é um jogo com uma história interessante e misteriosa. Ficamos constantemente intrigados com o que está ocorrendo naquele universo e qual o mistério que envolve o planeta em que estamos explorando. A astrobióloga Yasna tem a missão de resgatar os tripulantes da Dragonfly, sob o comando de nosso astrogater, Novik, com quem tem os diálogos incríveis com reflexões sobre moralidade, dependendo de suas escolhas ao longo da narrativa. Iniciamos o jogo com uma perda de memória que vamos recuperando ao longo do tempo. Enquanto nos desvendamos os mistérios do que acontece com aquele planeta, veremos flashbacks que nos levaram ao momento inicial de nossa participação na missão da Dragonfly. ASPECTOS TÉCNICOS Como se trata de um jogo narrativo sem muitas mecânicas, The Invincible precisava se manter bem em seus aspectos técnicos e graficamente o jogo é bem superior à média. A Unreal Engine 5 apresenta reflexos magníficos, sombreamentos extremamente bem feitos e cenários dignos de um filme de ficção científica. O áudio do jogo é bom, mas é importante jogar com as legendas ativadas porque algumas coisas podem ser perdidas se não as usássemos. Tudo muito legal, tudo muito bom, mas The Invincible tem alguns problemas técnicos chatos que podem te fazer ter que reiniciar o jogo. O áudio pode ser corrompido de tal forma que não saia vozes nos personagens e, às vezes, eventos podem não acontecer. É bem provável que haja patchs que solucionem esses problemas depois. CONQUISTAS Eu gostaria de enfatizar que, apesar de serem fáceis, as conquistas em The Invincible são bastante frustrantes, como nós sempre enfatizamos aqui no portal. Se as empresas pudessem ouvir mais os complecionistas para melhorar a elaboração das conquistas dos jogos, certamente eles seriam mais jogados. No caso de The Invincible, os problemas são conquistas que são perdíveis e outras que te obrigam a jogar o jogo diversas vezes de maneiras diferentes. Somos extremamente críticos a este tipo de conquista e acreditamos que deve ser abolida dos games, pois trata-se de achievements que fazem parte de uma era passada dos games. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO The Invincible é um jogo interessante com uma história misteriosa que te prende do começo ao fim. Apesar de parecer um Walking simulator, o jogo é muito legal e nos faz sentir como se estivessemos em um planeta vivo, em um futuro parecido com o que imaginamos. Eu não conhecia o livro de Stanisław Lem, mas pelo suco que o jogo nos dá, podemos imaginar como é incrível. A falsa impressão de exploração do mundo é um tanto triste neste momento, uma vez que temos praticamente um caminho a seguir, sem a possibilidade de alterar ou tomar decisões distintas em relação à exploração. A escolha de um jogo narrativo de pegue isto ou faça aquilo é uma pena, pois dá para imaginar coisas grandes relacionadas a este mundo e seus personagens. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 70/100

  • Review: This Bed We Made

    Depois de jogar This Bed We Made, você nunca mais ficará tranquilo quando se hospedar em um hotel. O JOGO This Bed We Made é um jogo de mistério e investigação desenvolvido e distribuído pela Lowbirth Games. Em um hotel dos anos 50, conhecemos Sophie, nossa protagonista e camareira curiosa, que adora fuçar nos pertences dos hóspedes. Um dia, ao entrar em um dos quartos, Sophie se depara com uma câmara escura improvisada no banheiro e, para sua surpresa, diversas fotos suas enquanto mexia nos itens dos clientes. Assustada, ela tenta entender o que está acontecendo e, sem querer, se envolve numa trama maior do que imaginava. Agora, nossa querida camareira ativa seu modo detetive para descobrir o que está acontecendo. Como já está acostumada a bisbilhotar os quartos, Sophie vai em busca de respostas para muitos mistérios. MINHAS IMPRESSÕES Jogos de investigação precisam ser bem feitos para manter o público entretido com a história. This Bed We Made consegue prender sua atenção, tanto que você vai achar o jogo curto quando perceber que está finalizando a jornada. Porém, sinto que, mesmo quando a história atinge seu climax, não é tão impactante como deveria. Toda a investigação antes disso é legal, com enigmas realmente interessantes e nada complicados, mas cheio de textos. Inclusive, o jogo não está em Português-Brasil, o que pode afastar os não falantes da língua inglesa, já que é extremamente necessário entender a história para não perder a experiência. As escolhas feitas mudam alguns rumos, mas na prática mesmo, não influencia no decorrer do jogo. Fará diferença nos diferentes finais que você pode fazer, que também, não mexeram comigo. Tanto fazia o final que eu completasse, não teve nada de impacto pra mim. Acho legal que suas ações ou a falta delas façam com que aspectos mudem, mas no fim, acho que foi mal utilizado para fechar a história. Gostei da atmosfera que é criada logo no começo do jogo, uma aura de que, a qualquer momento, alguém iria aparecer e pegar Sophie no flagra. Porém, com o decorrer do tempo, você logo percebe que não existe nenhuma ameaça ali, o que tira um pouco do peso da investigação secreta. As personagens tem uma boa personalidade e são bem atuadas por seus dubladores, o que faz com que tudo fique mais real e menos genérico. Apesar de realtivamente curto, o jogo possui um fator replay para que você faça novas escolhas e ações e veja seus resultados. CONQUISTAS Como todo jogo onde envolve escolhas, você terá muitas conquistas relacionadas à elas. Ou seja, caso você escolha um caminho e desbloqueie uma conquista, você terá que fazer o outro depois para adquirir a outra conquista. Existem também conquistas de ações específicas e as conquistas para cada final da história. No geral, você consegue mais da metade delas assim que terminar o jogo, mas terá que começar de novo fazendo escolhas diferentes para poder completar os 100% do jogo. CONCLUSÃO Adoro jogos de investigação e This Bed We Made é competente no que se propõe a fazer. Eu esperava mais da história e de seu climax, mas ainda assim, é uma boa históra com bons personagens. O fato do jogo ser curto não é ruim, pois podemos ser mais diretos e não faz o jogador ficar cansado com muitos textos apenas para alongar o jogo. Queria apenas que This Bed We Made gerasse mais perigos, pois chega um momento que você está simplesmente mexendo em todos os quartos do hotel sem sequer ter qualquer ameaça, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Espero ver mais jogos assim, pois é interessante e recompensador se meter em investigações. As personagens não são genéricas, fazendo com que elas ganhem vida, como se fossem pessoas reais mesmo. Por mais que eu tenha sentido que faltou um tempero a mais, recomendo que joguem This Bed We Made e despertem seus lados curiosos. NOTA: 7.5/10

  • Review: Arcade Paradise

    Para todos aqueles que não tiveram a chance de vivenciar a era dos arcades, embarquem nesse mundo em Arcade Paradise. O JOGO Arcade Paradise é um jogo de gerenciamento e arcade desenvolvido pela Nosebleed Interactive e distribuído pela Wired Productions. Ashley é designada por seu pai, Gerald, para tomar conta da lavanderia chamada King Wash. Enquanto cuida do estabelecimento, Ashley encontra algumas máquinas de arcade antigas nos fundos da lavanderia e vê uma grande oportunidade de fazer dinheiro. E assim começa a jornada de nossa protagonista que, lentamente, vai transformando a lavanderia em um grande espaço cheio de jogos, sem que seu pai saiba o que está fazendo. É claro que, enquanto trabalha duro nas máquinas de lavar, você sempre vai arranjar um tempinho para jogar nas máquinas de arcade, bater recordes e completar desafios, tudo para conseguir mais dinheiro e, consequentemente, mais máquinas. MINHAS IMPRESSÕES O jogo me fisgou desde o começo pela premissa de termos máquinas de arcade para jogar. Desde pequeno sempre amei jogar nessas máquinas, então bateu uma nostalgia boa daquele tempo. Devo avisar que o começo do jogo pode ser um choque pra quem esperava já ir de cabeça na ideia do arcade. Vai levar um tempo até que você possa se focar 100% nas máquinas e abandonar a lavanderia. No começo, cuidar da lavanderia não é de todo ruim, mas com o tempo, vai ficando cada vez mais chato ter que abandonar os jogos para cuidar das roupas. Existe uma alternativa para isso, que é usar um código no menu do jogo que facilita sua vida. Caso ache que isso é trapacear, boa sorte com a roupa suja. A história do jogo é um ótimo pano de fundo, com um tema muito legal: faça o que gosta. Toda aquela pressão familiar, comparações e afins, não vale de nada, apenas nos faz sentir mal. Ashley faz de tudo para seguir seus sonhos e fazer o que te faz feliz, mesmo que seu pai não reconheça. Aliás, uma curiosidade: o dublador do pai de Ashley, Gerald, é o mesmo dublador do Geralt, do jogo The Witcher. O jogo está em Português-Brasil, o que é ótimo para entender a história e as instruções dos jogos. Os jogos das máquinas de arcade são os mais variados possíveis. Muitos são clássicos reimaginados, outros são jogos completamente originais. Inevitavelmente, você vai gostar mais de alguns do que outros, seja pelos estilo de jogo ou pela dificuldade. O estilo visual do jogo é bem bonito e retrô, o que dá toda a atmosfera de anos 90. É um jogo bem divertido e sem muitas complicações. Gerenciar a lavanderia e o arcade não é difícil ou complexo. Quando você consegue largar mão da lavanderia, o tempo vai passar muito rápido enquanto você se diverte nas máquinas de arcade. Depois de terminar a história principal, o desafio fica em concluir todos os objetivos dos jogos, o que vai te demandar um bom tempo, mas vai te dar aquela sensação de vencer o recorde da máquina de arcade, como nos velhos tempos. CONQUISTAS As conquistas vão demandar que você seja bom em muitos estilos de jogos. Tirando as conquistas relacionadas à história e ao gerenciamento do estabelecimento, a sua grande maioria é relacionada aos jogos, como por exemplo, conseguir todas as melhorias em um jogo ou simplesmente terminá-los. Alguns vão exigir mais de você do que outros, mas no geral, você só vai ter que jogar até conseguir. Com o tempo, você pega o jeito. Por isso, conseguir 100% das conquistas em Arcade Paradise vai te exigir um bom tempo. CONCLUSÃO Arcade Paradise é uma ótima pedida pra quem quer um jogo com uma progressão num ritmo bom e com muita diversão variada. Como existem diversas máquinas de arcade, alguma delas vai prender sua atenção, a ponto de você querer bater seu recorde. Mesmo com um começo mais lento, o jogo te mantém firme na busca em aumentar seu espaço para as máquinas de arcade. É um jogo que vale bastante a pena, mesmo depois de zerar, pois você pode entrar só para jogar os jogos das máquinas. Além disso, existem DLCs que adicionam novos jogos, então você pode ter mais desafios. Gostei da história que é contada e a forma que você progride, recomendo demais que joguem e curtam, pois os arcades merecem essa homenagem. NOTA: 8.0/10

  • Review: House Flipper - Farm DLC

    A vida no campo é trabalhosa, mas tem seu charme, como podemos ver nessa DLC. O JOGO House Flipper - Farm DLC é um jogo de simulação de reformas desenvolvido pela Frozen Way e Empyrean e distribuído pela Frozen Way, Frozen District e PlayWay S.A. O jogo base simula reformas, compra e venda de imóveis, resumidamente falando. Em sua DLC Farm, o foco é na vida do campo e suas atividades, como cuidar de plantações. Além disso, podemos comprar animais da fazenda, como galinhas e cavalos, assim, a experiência da vida na fazenda fica completa. MINHAS IMPRESSÕES Assim como todas as DLCs de House Flipper, muitos itens novos foram adicionados, trazendo novas possibilidades de decoração, em sua maioria, inspirados pela vida no campo. Além disso, novos equipamentos são introduzidos para ajudar em sua jornada de reformas. Bem, pelo menos deveriam ser equipamentos utéis, mas, na verdade, muitos deles são dispensáveis, como a enxada, por exemplo, e outras são exageradas, como o gancho de escalada. Assim como o jogo base, esta DLC está em Português-Brasil. Confesso que achei que o conteúdo da DLC vai para um caminho muito distante do que o jogo realmente é. Você é direcionado para atividade como plantio e colheita, cuidar dos animais e, bem, isso é um jogo de reformas ou um simulador de fazenda? Porque, no fim do dia, essas coisas são inúteis para o decorrer do jogo em si. Você pode até vender os produtos de sua fazenda, mas o dinheiro que gera é pífio comparado com o restante das atividades normais do jogo. Não vejo um jogador que foi atraído pelo jogo pelas reformas e construções, parar de fazer isso para cuidar de uma fazenda. Adquirir e interagir com os animais da fazenda é interessante e divertido. Pode soar contraditório com o que eu disse na análise da DLC Pets (que você pode ler aqui) sobre como os animais dão um pouco de vida ao jogo, já que você quase não vê coisas vivas durante o decorrer do jogo, exceto as baratas, mas, no caso da DLC Farm, é exagerado e desnecessário. Acho que se empolgaram demais no conteúdo e acabaram desviando muito do foco do jogo. CONQUISTAS A DLC adiciona conquistas ao jogo base, assim como todas as outras DLCs de House Flipper. Por isso, tenha em mente que para completar 100% de House Flipper, você terá que adquirir todas as DLCs. Como estamos falando apenas da Farm DLC, vou me resumir apenas a ela. Nesse caso, prepare-se para se tornar um fazendeiro, pois algumas conquistas exigem que você cutive, colete ovos, pule com um cavalo sobre um obstáculo e por aí vai. Além disso, usar as novas ferramentas também é necessário para conquistas. Alguns outros exigem ações específicas, porém, nada muito difícil. Por fim, termine todos os trabalhos dos novos mapas. Assim, provavelmente você consiga completar todas as conquistas desta DLC. CONCLUSÃO A DLC não é de todo ruim, porém, acho que de tudo que foi adicionado, poucas coisas se salvam como necessárias. Não entendi o motivo de adicionar ao jogo o fator simulador de fazenda. E parece tão largado, porque nos novos trabalhos adicionados, você sequer usa ou é apresentado ao novo conceito, o que na minha opinião reforça que é algo que não devia estar ali. Porém, já que está, ainda acho exagerado e pouco aproveitado. Gosto quando coisas úteis ou interessantes são adicionadas, mas nesse caso, passaram um pouco do limite. Mesmo que você queira construir uma fazenda com tudo que tem direito, me parece um trabalho a mais num jogo em que o foco não é esse. Gostaria que todos os elementos adicionados fossem melhor aproveitados e condizentes com a proposta do jogo. NOTA: 6.0/10

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