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  • Review: Toodee and Topdee

    Jogos de puzzle são sempre bem-vindos e Toodee and Topdee mostra que inovar nas mecânicas cooperativas(ou não) pode tornar um jogo bem especial. GAMEPLAY Nós nos dividimos em dois personagens principais que dão o nome ao jogo. Controlamos um de cada vez (mesmo no modo co-op). O jogo é bastante simples, o que dá um tom de inovação é a abordagem da perspectiva. Enquanto um dos nossos protagonistas tem uma perspectiva de game de plataforma, o outro interpreta a perspectiva de forma isometrica. É necessário combinar ambas as abordagens para resolver puzzles no game. Passamos por diversos mundos enfrentando seus bosses e a dificuldade é escalar. Talvez tornar isto jogável com os dois personagens no modo co-op teria dado um brilho diferente e até um motivo a mais para jogarmos com algum amigo. CONQUISTAS As conquistas de Toodee and Topdee não são amigável, o que torna o jogo extremamente frustrante, já que precisamos resolver os desafios dentro do prazo mínimo estabelecido, o que não é uma tarefa simples. Outro problema é que precisamos fazer a menor quantidade intercalações possíveis entre os personagens. Confesso que esta é a parte mais frustrante deste jogo, pois teria ficado muito satisfeito se as conquistas não fossem tão exigentes por parte do jogo, uma vez que, para atingir a perfeição em algumas fases, é necessário ser quase um pró-player para fazê-lo sem um guia. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO Toodee and Topdee é bastante desafiador, apesar da suas conquistas serem consideradas frustrantes e desagradáveis, mas, se você não se importar com isso, certamente terá uma experiência satisfatória até a metade do jogo, quando ele pode se tornar desafiador por si só. O jogo é inovador em cooperação e perspectiva de visão no gênero. As fases são bem construidas e os inimigos também. Recomendo este jogo para aqueles que desejam um desafio a mais, uma vez que é um jogo bastante difícil para os padrões de jogos de puzzle semelhantes. Review realizada através da Gamertag: Scoulz Nota: 60/100

  • Review: Layers of Fear (2023)

    Uma compilação de histórias elaborada por uma escritora em um farol abandonado (ou não). Layers of Fear é uma nova oportunidade para o gênero de terror, que não via há algum tempo. O jogo está disponível nas seguintes plataformas: PlayStation 5, Microsoft Windows, Xbox Series X e Series S, Mac OS. HISTÓRIA E GAMEPLAY Layers of Fear é uma compilação de todos os jogos e DLC lançados sob o selo da franquia anteriormente. Os jogos são apresentados sob a perspectiva de uma nova história escrita pela autora responsável pelos romances, que enfrenta conflitos semelhantes aos relatados na história, porém, sob uma perspectiva mais vulnerável. Dividindo a história em dois grandes livros e dois pequenos capítulos, posso dizer que as histórias de Layers of Fear são boas. A primeira está ligada a um drama mais sombrio de uma história de dor de família. Enquanto a segunda temos o olhar mais relacionado ao aspecto de resgate. Embora haja diferenças e uma evolução clara entre o primeiro e o segundo jogo, ao jogarmos de maneira sequencial, ou seja, um após o outro, percebemos tantas semelhanças nas duas histórias principais que, se me dissessem que se tratam do mesmo jogo, eu provavelmente acreditaria. A jogabilidade é basicamente a mesma, uma vez que, ao longo do caminho, procuramos chaves, novas portas e, em geral, trilhamos um caminho reto, com sustos, usando nossa lanterna, espantando a aberração ou o espírito maligno que nos acompanha em determinadas partes do jogo. É difícil se perder em qualquer um dos jogos e isso é um grande mérito da franquia, pois somos teletransportados em vários momentos apenas para olhar para um objeto ou simplesmente virando a câmera. As cinco histórias em Layers of Fear são: A escritora(narrativa que junta todas as outras em uma só história), Pintor(primeiro jogo), Filha(DLC), Musicista(DLC), Ator(história do segundo jogo) ASPECTOS TÉCNICOS Aqui é onde Layers of Fear brilha com maestria. Com todas as histórias refeitas através da Unreal Engine 5, todo o aspecto gráfico do game é surpreendente, desde os cenários mais fechados (a maioria), até os mais abertos. Foi um dos primeiros jogos em que decidi jogar em modo fidelidade no console, em uma TV 4k OLED e alinhado ao HDR10 e, sobretudo, ao Ray Tracing. A experiência fica ainda mais impressionante, seja através de iluminações que surgem diretamente de uma chama ou de reflexos de madeira que estão no navio do segundo game. A mixagem do áudio do game também merece elogios. Quando comecei, notei que o jogo estava um pouco lento e em determinado momento temos de enfrentar os desafios reais de escapar de uma assombração ou uma criatura deformada, dependendo do jogo em questão. Posso dizer que, estando com o headset com Dolby Atmos ativado, não houve uma única vez em que essas criaturas se aproximaram de mim que não me arrepiasse. De fato, o game conseguiu cumprir as demandas da nova geração, tanto no que diz respeito ao áudio quanto aos belos detalhes visuais. CONQUISTAS Eu não sou um jogador muito apegado ao gênero, então optei por jogar apenas a narrativa dos dois jogos principais de Layers of Fear, sem jogar as DLC ou ir atrás de coletáveis, e consegui realizar praticamente metade das conquistas do jogo. Infelizmente quem fez os achievements neste game, está parado no tempo ou realmente odeia os jogadores. É extremamente ruim que existam tantos itens coletáveis dentro de um jogo, onde, simplesmente atravessando uma porta, somos transportados para outras salas sem a possibilidade de retornar. Dessa forma, precisamos recomeçar um capítulo inteiro para encontrar esses objetos, sendo fotos, quadros e outros que são extremamente perdíveis. Ainda, o jogo, ao ser lançado, parece ter uma conquista quebrada, uma vez que ninguém ainda atingiu todas as conquistas no Xbox. Um recado que é sempre bom dar aos Devs: esqueçam os coletáveis perdíveis, invistam em coisas para fazer dentro do game, com toda certeza atrairá o público dos achievements. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO Layers of Fear é uma ótima compilação, um game que se destaca na parte técnica, mas as histórias não são tão fortes para que possamos ter um aprofundamento. Os personagens, sem muito carisma e esquecíveis, certamente são escritas de outros tempos da empresa. Eles, sem dúvida, pensaram que seria uma boa ideia refazer toda a experiência e que a narrativa poderia se manter forte mesmo assim. Infelizmente quem fez as conquistas deste jogo estava completamente maluco, pois além de conquistas que os jogadores odeiam que são perdíveis, há uma quebrada no console que torna o jogo impossível de ser completado por qualquer um. Apesar de não ser tão familiarizado com o gênero, estou contente ao constatar que a Bloober Team tem um futuro promissor no mundo dos games. Se grandes publishers resolverem também dar suas franquias para outras empresas mais conceituadas, como deram a eles Sillent Hill, derem seus games para a Bloober, teremos grandes jogos de terror surgindo e o gênero estará bem servido por anos. Parece que eles estão tendo êxito na sua estratégia, e, agora, com uma ajuda adicional no que diz respeito ao envolvimento com personagens e histórias mais aprofundadas e de maior profundidade, não tenho dúvidas de que a Bloober Team terá um futuro promissor no campo dos jogos de terror. Review realizada através da Gamertag: Scoulz Nota: 80/100

  • Review: Batboy

    Jogar um game que é inspirado em jogos antigos é sempre muito prazeroso. Quando visitei o grande Shovel Knight, que definitivamente deve ser o padrão pra resgatar um estilo de gameplay e moderniza-lo de forma decente, foi então que anos mais tarde me surgiu a oportunidade de jogar Batboy, um jogo também inspirado em jogos 8 bits. Seria ele capaz de resgatar o sucesso de uma das melhores eras dos games? Batboy foi desenvolvido e publicado pela X PLUS Company e conseguiu ser lançado através de financiamento coletivo no Kickstarter, conseguindo arrecadar cerca de 250 mil dolares para o desenvolvimento e marketing do jogo. O jogo está disponível nas seguintes plataformas: Microsoft Windows, Xbox One, Xbox Series X e Series S, Mac OS, Playstation 4 e Playstation 5. HISTÓRIA Com uma variedade de personagens esportistas como protagonistas e antagonistas da história principal, somos colocados na pele de Ryosuke, e precisamos resgatar nossos amigos de uma lavagem cerebral, trazendo-os de volta para o nosso lado. Batboy é bem parecido com uma história de anime e bebe bastante dessa fonte nesse aspecto. VISUAL Batboy é um jogo bem intuitivo em seus visuais. Parece que estamos jogando um game das antigas, mas, é claro, com toda a modernidade da gameplay e fluidez atual. Batboy tem algumas cutscenes bem legais, mas são poucas. O design de cada um dos chefes é bem único e eles são facilmente reconhecíveis por suas habilidades únicas e bem variadas. Cenários bem variados e com gama de cores incríveis e bem diversificadas, Batboy é bem colorido e bonito dentro da sua proposta, não deixa nada a dever para jogos mais conceituados no seguimento. GAMEPLAY Em Batboy há diversos tipos de mecânica de gameplay e conforme a história progride, derrotamos alguns bosses e adquirimos poderes relacionados ao boss derrotado, como por exemplo, dar dash, criar uma bolha na água para sobreviver mais tempo submerso e etc. É bem claro que existe uma inspiração em Megaman nesse sentido e o jogo aplica isso com muita capacidade, porém, eu senti que as mecânicas iniciais com o taco perderam um pouco de seu brilho com o passar do tempo e se houvesse uma progressão relacionado a isso, seria ótimo. O fato é que Batboy adota muitas mecânicas que facilitam demais a gameplay, inclusive a luta com os bosses que poderiam ser mais difíceis. Achei até que alguns trajetos eram mais difíceis que a luta final com o Boss. CONQUISTAS As conquistas de Batboy são relativamente simples relacionadas ao seu progresso, mas, há quatro coletáveis comuns dentro de cada um das fases com exceção da última, que são três sementes, uma de cada cor sendo duas correspondentes a localização e desafio de coleta delas, algumas estão realmente bem escondidas, então provavelmente você irá ter que voltar em algumas fases para localizar algumas que vão ficar para trás, a outra está com um NPC de compra que vende esta semente por 300 moedas. E também temos a fita cassete, que geralmente fica em um puzzle feito só para ela dentro das dinâmicas da própria fase. Também há alguns cachorrinhos fofos que tem de ser resgatados e estão bem mais escondidos que os outros coletáveis. Devo dizer que pessoalmente, eu odeio coletáveis tão escondidos assim. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO Batboy pode ser tanto desafiador como frustrante, o jogo traz uma dificuldade elevada, mas muitas vezes por conta da hit-box imprecisa e movimentos atrasados de forma não natural, parecendo que há um pequeno input lag no jogo que não temos muito como entender o motivo, talvez algo relacionado a engine aplicada. Eu acreditava que a mecânica de rebater as bolas com o taco seria melhor aplicado, mas infelizmente é algo que acabamos não usando tanto com o decorrer do jogo algumas mecânicas ficam um pouco para trás e não evoluem com o nosso próprio progresso. Apesar dos problemas envolvidos nas mecânicas, Batboy é um jogo divertido, que conta uma história bem legal, o jogo acerta bastante na variedade de chefes e habilidades únicas de cada um deles. Review realizada através da Gamertag: Scoulz Nota: 70/100

  • Review: Gas Station Simulator - Airstrip DLC

    Se ser dono de um posto de gasolina já era difícil, imagina ser dono de um posto de gasolina de aviões!? É isso que você vai encarar na DLC Airstrip de Gas Station Simulator. O JOGO Gas Station Simulator é um simulador de posto de gasolina desenvolvido pela DRAGO entertainement e distribuído pela HeartBeat Games. Resumindo rapidamente o jogo base, você herdou um posto de gasolina do seu tio e agora tem essa responsabilidade em mãos. Com a DLC Airstrip, essa responsabilidade aumenta. Tudo começa quando você conhece Joe, um velho piloto que pousa forçadamente perto de seu posto. Ele te ajuda a restaurar um velho galpão para que seja usado como parada para aviões e te ensina como fazer tudo funcionar. Abastecer aviões, consertá-los e fazer trocas com pilotos são algumas das tarefas que você terá que cumprir. MINHAS IMPRESSÕES Gas Station Simulator em si já é um jogo com muitas coisas para gerenciar. Airstrip adiciona mais um trabalho em meio ao mar de coisas simultâneas que acontecem. E isso vira uma bagunça. Por mais que possa deixar de lado tudo que envolve os aviões, você vai se sentir na obrigação de mexer naquele galpão. A DLC em si acrescenta novas mecânicas como a troca de produtos com pilotos, que, na minha opinião, é muito confusa. É tudo tão simplório que nem com o tutorial fica muito claro qual o propósito daquilo e como cada item tem sua raridade. E se você já jogou Gas Station Simulator deve estar pensando: "Ah, vou só colocar um funcionário pra fazer os trabalhos do galpão e focar em outra coisa." Bem, não vai. Tudo deve ser feito manualmente por você mesmo. O bom humor continua predominante, com várias situações onde Joe se envolve. Joe esse que faz questão de cair de avião no meio do deserto toda vez que for te visitar e você tem que ir lá rebocar o avião dele, numa tarefa extremamente chata. Assim como o jogo base, Airstrip está totalmente legendado em Português-Brasil, o que facilita um pouco mais o entendimento das novas mêcanicas apresentadas. CONQUISTAS Airstrip não acrescenta nenhuma conquista ao jogo base. Por um lado, é o mais honesto a se fazer, já que nem todo mundo quer comprar DLCs e é justo com quem busca os 100% sem ter que gastar dinheiro para ter acesso a todas as conquistas. Por outro lado, pra quem gosta de novos desafios, vai ficar na mão. CONCLUSÃO Aos que tem o jogo base e pretendem comprar a DLC: só compre se seu posto de gasolina estiver operando praticamente automático. Se você não está no end game, pense duas vezes antes de comprar essa DLC. Você até pode largar tudo e ir de cabeça nos conteúdos novos, mas logo seu dinheiro vai acabar e vai ser um inferno para ficar no verde novamente. Eu, sinceramente, não vi motivo plausível para uma DLC focada em aviões num jogo de posto de gasolina. Você abastece os aviões? Sim, mas parece um passo tão maior pra algo que deveria ser mais trivial. Cuidar só do posto de gasolina já era diferente, colocar um galpão com aviões tira todo o brilho da simplicidade de um posto de beira de estrada. Toda vez que Joe aparece, é um momento chato. Ele poderia ser uma voz num rádio que seria mais útil. Consertar as asas do avião dele é uma das tarefas mais chatas e sem sentido que existem. Eu gosto bastante de Gas Station Simulator, mas parece que Airstrip é um passo maior que a perna. A integração entre o galpão e o posto de gasolina não ficou legal. Não precisava complicar tanto as coisas para adicionar novos conteúdos. O jogo base tem diversão em sua simplicidade, Airstrip não tem nenhuma das duas coisas. NOTA: 5.5/10

  • Review: Moving Out 2

    ATENÇÃO: ESSA REVIEW FOI FEITA COM BASE NA VERSÃO DEMO DO JOGO. O único jeito de deixar a mudança de casa divertida é jogando Moving Out 2. O JOGO Moving Out 2 é um simulador de mudança desenvolvido pela SMG Studio e Devm Games e distribuído pela Team17. Depois do sucesso do primeiro título, temos a continuação de Moving Out. Mais caótico, mais variado e, consequentemente, mais divertido, Moving Out 2 trás de volta a equipe de mudanças para mais uma aventura em Packmore. Seja em modo local ou online, junte seus amigos e comecem o trabalho! MINHAS IMPRESSÕES Moving Out 2 trás tudo que deu certo no primeiro título, só que melhorado. Além disso, ainda tiveram criatividade para novas ideias e mecânicas de fase que as tornam únicas. Por ser tratar de uma versão demonstrativa, haviam poucas opções de fases, porém o jogo se mostra muito diverso, ao ponto de que cada novo nível será cada vez mais desafiador, fazendo com que o jogador se adapte a cada nova partida. A arte continua muito bonita e divertida. O jogo possui legendas em Português-Brasil, então os diálogos cheios de piadas não se perderão. Com diversas opções de acessibilidade, Moving Out 2 mostra que é um jogo pra todo mundo e ninguém vai ficar de fora da diversão. E falando em diversão, aqui temos bastante. O caos de jogar com os amigos permanece, mas o trabalho em equipe ainda é essencial. E com o modo online você não terá mais aquela desculpa de não ter amigos para jogar com você. CONQUISTAS Por ser tratar de uma demonstração, o jogo não possui conquistas, porém, já está indicado que as teremos na versão completa. CONCLUSÃO Moving Out 2 continua o legado de seu antecessor e promete ser tão divertido e caótico quanto ele. Além disso, para aqueles que gostam de se desafiar, o jogo consegue sugerir desafios com alta dificuldade e que exigem um grau de eficiência para completá-los. O bom humor continua presente, dando a atmosfera do jogo. O modo online ajuda e muito, já que para muitos é difícil encontrar amigos para jogar. Estou curioso para ver todas as mecânicas de fases, já que as que estão na demonstração são bem interessantes, fico no aguardo para talvez me surpreender com mais. Enfim, a saga de jogos Moving Out está num bom caminho. Com novas ideias e com ideias antigas melhoradas, consegue divertir com o simples. Agora é esperar a versão completa do jogo para saber o que mais Moving Out 2 tem pra nos oferecer. NOTA: 8.0/10

  • Review: Shadow Gambit: The Cursed Crew DEMO

    Após Desperados III, quando uma companhia atinge o seu ápice técnico de um gênero, onde é possível melhorar e aprimorar? Isso que procuramos descobrir com o mais recente título de RTT da Mimimi, Shadow Gambit: The Cursed Crew. A Mimimi Games desenvolveu e divulgou Shadow Gambit: The Cursed Crew, um dos jogos do subgenero RTT de estratégia que a desenvolvedora nos dá o ar da graça. A Mimimi é uma das principais responsáveis por reanimar o gênero na era moderna dos jogos de estratégia. O jogo está disponível nas seguintes plataformas: PlayStation 5, Microsoft Windows, Xbox Series X e Series S RESUMO Shadow Gambit: The Cursed Crew apresenta uma grande variedade de gêneros dentro das suas características principais como jogo de estratégia. Algo que tem um potencial enorme, que é o sistema de gerenciamento do navio. A princípio, talvez seja um pouco decepcionante com a quantidade de conversas que possamos ter, mas, como é uma demonstração do jogo, acreditamos que, praticamente, não teremos mais nenhum diálogorelacionado a essa área. Podemos usar uma pérola negra para ressucitar alguns tripulantes dentro do nosso navio. Uma das coisas mais interessantes deste jogo é poder montar a tripulação como quisermos e partir para uma nova missão. Acho que, nas primeiras fases, isso não fará tanta diferença, mas, do meio para o fim, será realmente incrível! Shadow Gambit não tem medo de se levar como um jogo engraçadinho e isso é ótimo. A minha principal dúvida em relação ao game é que o jogo pareceu ser extremamente fácil, tendo em vista que os personagens parecem ser muito overpower para um jogo de RTT convencional. A elevação da dificuldade pode aumentar o nível neste quesito, mas acredito que um jogo não deveria ser extremamente fácil no nível normal. Digo isso tendo em vista o excelente título anterior da empresa: Desperados III, onde a dificuldade era perfeitamente equilibrada. Pode ser que o limite de usos de habilidades ou recarga mais elevada torne o seu personagem mais interessante para equilibrar o nível com os outros. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO Animações, dublagem, trilha sonora temática... tudo muito bem feito, personagens caricatos e carismáticos, abuso dos efeitos visuais no ápice da Mimimi. Ao analisar esses pontos, acredito que, depois da experiência que tiveram com Desperados III, nada pode dar errado, certo? Bem, o tempo dirá. De fato, o Shadow Gambit é um jogo bem elaborado e parece ter uma grande possibilidade de aprofundar o genero RTT. A otimização do jogo está muito boa e também há tradução para o português, inclusive, nesta versão bem antecipada de demo. A movimentação e a fluidez do game são maravilhosas, não tenho dúvidas da parte técnica do jogo. Há algumas coisas que precisam ser polidas e melhor colocadas, mas, no geral, o jogo tem um grande potencial de crescimento e exploração em outros tipos de generos ainda num jogo RTT. Nota da DEMO: 82

  • Review: Lunark

    Qual game você se lembra quando se refere à plataforma? Mario, talvez, seja o principal, certo? Contudo, este tipo de género expandiu-se e foi criado de uma forma tão diversificada que hoje temos diversos outros estilos de jogos dentro do género de plataforma que, às vezes, tornam-se difíceis de serem comparados com o bigodudo da Nintendo. Lunark é um exemplo disto, é claramente inspirado em outros grandes plataformers, como Prince of Persia, Flashback e Another World, apresenta uma revitalização para o gênero em seu próprio mundo vasto e único, inclusive abordando parte de um futuro distópico e com grande potencial de crescimento. Criados pela Canari Games, uma nova empresa canadense, eles se dizem especialistas em jogos ao estilo retrô e foram criados por Johan Vinet, que já trabalhou em games populares como Flinthook, Mercenary Kings Reloaded, Shovel Knight Showdown e Rivals Of Aether. O jogo está disponível nas seguintes plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Microsoft Windows, Xbox One, Xbox Series X e Series S, Mac OS. HISTÓRIA Quem disse que jogos indie não têm uma boa história? Lunark tem uma história bem construída em torno do nosso protagonista Leo, um típico mensageiro que, depois de ser enviado em uma missão em busca de um objeto, percebe que alguém quer incriminá-lo. Vemos uma inspiração de Blade Runner, outros clássicos de Sci-Fi e filmes da cultura pop. VISUAL Lunark tem gráficos em pixel-art, com uma grande variedade de detalhamento e uma paleta de cores bem diferenciada para cada estágio. A temática do game combina de forma satisfatória o aspecto gráfico com a experiência de jogo. Com algumas animações rápidas e bem elaboradas, até certo ponto realistas, o game se destaca em diversos momentos na parte visual. Há algumas animações que o desenvolvedor fez com um tipo de motion capture de baixo custo para serem criadas que por sinal ficou extremamente caprichado. GAMEPLAY A gameplay de Lunark é simples, temos que conversar com PCNs e enfrentar desafios de agilidade, precisão e timing. É crucial compreender a dinâmica de nossa arma e a precisão de seus saltos neste jogo, uma vez que, caso falhe com um salto ou perca todos os corações, você poderá retornar a um check point situado a uma distância considerável do ponto em que estava. Um dos últimos desafios de Lunark é atravessar uma linha de obstáculos e desafios de pular no escuro, o que proporcionou uma experiência bastante divertida e desafiadora no final do game. Os poucos chefes do jogo são bem diferentes, mas, em pouco tempo, você consegue seguir o padrão de cada um deles. A maioria dos inimigos presentes no jogo apresenta características repetitivas e fáceis de serem superadas. Há algumas falhas em relação aos pulos, como, por exemplo, numa parte do jogo em que meus controles não estavam respondendo de forma adequada e eu pulava para a morte sem ter apertado nenhum botão. CONQUISTAS A realização das conquistas de Lunark é, de certa forma, recompensadora, uma vez que há um grande cuidado neste ponto do jogo. Há conquistas relacionadas à história, aos coletáveis (que são poucos) e aos desafios internos do jogo. Não é tão difícil alcançar todas as conquistas de Lunark, talvez a única que você tenha que enfrentar seja a Invisible Man, onde você precisa passar praticamente todo o capítulo sem ser visto pelos guardas e lasers. Em geral, o jogo é bastante caprichado em relação a isso. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO Tive alguns problemas em relação a alguns aspetos do jogo. Devo confessar que, inicialmente, eu achava a jogabilidade de Lunark um tanto quanto dura e simplificada para o meu gosto. Contudo, com o decorrer do tempo, percebi que agradava não somente o que estava sendo apresentado em termos de gameplay, mas também da história do jogo. Lunark é um ótimo game indie, que tem potencial para futuras sequências que podem ter um potencial ainda maior que este. Lunark é, de qualquer forma, um ótimo game para que você possa também tirar um descanso de jogos estressantes e de realmente curtir uma experiência como se estivesse nos anos 90, mas com uma jogabilidade atual e menos cansativa que os jogos de época. Review realizada através da Gamertag: Scoulz Nota: 80/100

  • Review: Railbound

    Onde foi que perdemos a essência de um jogo não ser algo relaxante? Railbound é uma demonstração de que ainda temos esperança! Railbound foi criado e distribuído pela Afterburn, uma dev que já estava flertando com o gênero de puzzle e outros tipos de games mais contemplativos e fofos há algum tempo, tendo também desenvolvido Golf Peaks e Inbento. O jogo está disponível nas seguintes plataformas: iOS, Microsoft Windows, Xbox Series X e Series S, Mac OS VISUAL Fofo e único é como posso descrever os aspectos gráficos de Railbound. Tudo no game é feito com muito cuidado e percebemos isso durante a nossa jogatina, com músicas relaxantes e efeitos sonoros que dão uma qualidade muito alta ao jogo. O jogo é desenvolvido na Unity, que apesar de algumas pessoas torcerem o nariz para esta engine, foi muito competente em tudo que se comprometeu, principalmente nas animações simples, mas bem feitas. GAMEPLAY Railbound foca em puzzles de encaixes de vagões de um trenzinho, dando um caminho com trilhos fixos e uma pequena quantidade de trilhos para posicionar como quisermos, fazendo curvas e modificando rotas dos nossos trêns, mas o objetivo central de Railbound é nos fazer pensar na melhor forma de colocar todos os vagões acoplados no trêm principal. O game tem mais de 100 fases, com mundos que se concentram em dinâmicas específicas. Por exemplo, temos um mundo inteiro focado em túneis. No mundo seguinte, temos ou tipo de variação que também agrega os túneis, tornando cada mundo mais desafiador e complexo a ponto de nos fazer pensar por alguns minutos antes de executar nosso plano final. A jogabilidade em si não é nada extraordinária que nós já não tenhamos visto na indústria, mas ela faz tudo de forma muito eficiente, tornando o game um excelente game em equilíbrio de dificuldade e prazer, realizando as fases. CONQUISTAS As conquistas de Railbound são bastante simples, bastando apenas completar os mundos e as fases extras. Há algumas conquistas nas quais é necessário falhar ou conectar os vagões de outra forma, mas nada que seja complexo. Em algumas horas, você vai conseguir completar todas as conquistas sem problemas. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO Railbound é um alívio para os olhos, em meio a tantos jogos de tiro porrada e bomba, frenéticos com parry e ações em timing. Fofo, difícil e relaxante, uma combinação difícil de ser alcançada, consegue atingir isso com maestria. O game é bem pensado em cada fase, das mais difíceis até as introdutórias. Acompanhamos uma trilha sonora relaxante enquanto resolvemos os puzzles. Eu simplesmente não tive nenhum bug ou qualquer coisa do tipo que afetasse minha experiência de jogo. Jogos como Railbound deveriam ser feitos com maior frequência, e eu vou acompanhar de perto esta desenvolvedora, apenas esperando o seu próximo lançamento. Review realizada através da Gamertag: Scoulz Nota: 75/100

  • Review: South of the Circle

    Estou acostumado com jogos narrativos desde a infância.Quando tive a oportunidade de realizar a análise de South Of The Circle, fiquei feliz em revisitar esse gênero. Fiquei horas intrigado com a perspectiva dos personagens que são complexos e bem construídos, mas até que ponto uma narrativa se segura sozinha em um jogo? O jogo foi desenvolvido pela empresa State Of Play (cuidado para não se confundir com o evento da Sony pois possuem o mesmo nome) e você pode já ter se deparado com alguns dos games desenvolvidos pela empresa como Kami, Lumino City e Inks. A empresa foi durante toda sua trajetória dedicada a jogos de puzzle que pela primeira vez resolveu dar um passo maior ao desenvolver um jogo com personas diversificadas e escolhas ramificadas. O jogo está disponível nas seguintes plataformas: PS4, PS5, XBox One, XBox X|S, Nintendo Switch, Steam & Apple Arcade HISTÓRIA O personagem central da história é Peter e a narrativa gira em torno das escolhas que ele fez ou irá fazer. A trama está dividia em duas etapas da vida de Peter, as escolhas que envolvem sua vida acadêmica/profissional e as decisões que envolvem seu par romântico, Clara. O jogo se passa na década de 60 e trás um importante tema: o preconceito contra a mulher no meio acadêmico, mais especificamente na universidade de Cambridge. A narrativa começa com Peter enfrentando a queda de um avião onde terá que encontrar forças para ajudar o piloto que teve a perna ferida durante o acidente, então Peter vai atrás de ajuda e passa a buscar recursos que possam ajudá-los a sair dessa enrascada. Durante a jornada, o personagem principal passa a recordar situações e decisões em sua história de vida que o fizeram chegar naquela situação. GRÁFICOS Tratando-se de um jogo com características minimalistas é realizado todo atrás da engine Unity, South of the circle apresenta gráficos muito bonitos para a proposta, sendo simples o suficiente para que nós achemos que “não é nada demais”. É muito fácil enxergar a beleza do jogo em seus cenários abertos e diversificados. Se você comparar com qualquer jogo anterior da desenvolvedora, verá uma notável evolução e um pulo para fora da zona de conforto. GAMEPLAY Tudo que temos envolvimento na jogabilidade de South of the Circle envolve escolhas e decisões narrativas que representam um tipo de emoção de seu personagem. Além de termos poucas interações com o cenário e busca de objetivos durante a jogatina, não há qualquer tipo de inovação ou detalhe técnico sobre a gameplay que seja realmente impressionante que nos faça o considerar um Walking Simulator. Mesmo que essa nomenclatura seja extremamente negativa, não há qualquer tipo de envolvimento de gameplay durante o jogo que passe a nos impressionar. CONQUISTAS Além de conquistas básicas que você ganha finalizando a história, infelizmente há conquistas perdíveis como documentos coletáveis durante a trajetória e por isso recomendo seguir um guia de conquistas enquanto estiver jogando. Algumas empresas ainda estão pressas nessa mecânica antiga sem saber o que realmente fazer com as conquistas e os coletáveis, tornando a situação relacionada aos achievements frustrante. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO South of the circle é um bom jogo, mas a falta de experiência em apresentar algo que te “amarre” é bem evidente, o que torna o jogo entediante em algumas partes. É de se destacar o personagens bem marcantes da narrativa, que apesar de curta, talvez até exceda o necessário para um jogo deste porte e ao jogar tive a sensação que o jogo poderia ser mais curto e isso talvez traria mais dinamismo a ele. Apesar de apresentar uma história coerente, ela é previsível do início ao fim. É possível saber exatamente que fim sua escolha vai resultar. No aspecto técnico, South of the circle não possui quaisquer inovação no gênero ou algum destaque. Se ele conseguir ficar em minha memória, infelizmente será lembrado por um jogo que não conseguiu brilhar em nada, sendo apenas mediano em todos os quesitos. Review realizada através da Gamertag: Scoulz Nota: 60/100

  • Review: Starship Troopers: Extermination

    Starship Troopers está comigo desde pequeno, acho que muitas pessoas já assistiram este sucesso na TV Globo. Com falhas em sequencias cinematograficas, a franquia nunca conseguiu repetir o sucesso do ultimo filme, mas nos jogos tem sido diferente, com um bom jogo de estratégia lançado nos ultimos anos, a franquia agora se arrisca no genero de FPS, mas e aí? deu certo? Starship Troopers: Extermination foi desenvolvido e publicado pela Offworld Industries, uma desenvolvedora que tinha uma boa experiência com jogos do tipo FPS. Dessa forma, acreditamos que Starship Troopers: Extermination foi uma ótima pedida para que este universo tão divertido que teve sua origem nos romances de Robert A. Heinlein fosse mais expandido. O jogo está disponível na seguinte plataforma: PC via Steam Visual Vale salientar que Starship Troopers: Extermination é um jogo bonito, que é bastante fiel à franquia cinematográfica, mas sofre com diversos problemas de otimização. Em alguns momentos, o jogo chegou a bater 20FPS em uma RTX 3090 no momento em que estavamos realizando a análise. Ainda que existam problemas em relação à performance, os bons visuais do jogo, inicialmente, mostraram um grande potencial de mapas diversos e biomas mais variados que podem surgir na versão completa do jogo. Infelizmente, ainda é cedo para criticar o game nesse aspecto. GAMEPLAY O gameplay de Starship Troopers: Extermination é extremamente atrativo, intenso e divertido. É muito divertido construir bases e sentar-se nos insetos malditos da franquia. Você deve escolher entre três classes: Bastion, Hunter e Operator. Existe um sistema de progressão de rankings, um da patente e um para classes, que dá acesso às armas primárias, secundárias e acessórias da categoria. Se jogar duas ou três partidas, pode se divertir, mas e depois disso? O estado atual do jogo é cru, com apenas um mapa para o modo principal, que tem três modos: defender e atacar uma base, capturar uma bandeira e coletar minerios pelo cenário, e parece que os players não sabem o que fazer com ele ainda, parecendo que todo mundo fica meio perdito no meio da imensidão das areais do deserto. Mas, pelo menos, o jogo usa a criatividade para alternar entre diferentes posições do mapa para dar a sensação de maior variedade de opções. CONQUISTAS Ainda não havia conquistas para serem alcançadas no jogo até o momento da análise. Como é um jogo com acesso antecipado, provavelmente serão adicionados no futuro. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO Parece ser difícil analisar Starship Troopers: Extermination. Parece que um dia será um jogo bom. Talvez o acesso antecipado dure alguns bons anos, pois o jogo é bastante divertido, mas ainda está muito incompleto, faltam mapas, personalizações, otimização e muitas coisas que um bom game deveria ter. Parece até que o jogo precisava sair para fazer um teste de público e acreditamos que isso talvez tenha sido bem-sucedido, uma vez que conta com boas avaliações na Steam. No entanto, é inegável que, apesar de divertido, é um jogo incompleto. Review realizada através da Gamertag: Scoulz Nota: 60/100

  • Review: Timberborn

    O que aconteceria se toda a humanidade fosse extinta e castores se tornassem o novo passo da evolução? Timberborn nos mostra que a Terra estaria em boas mãos. O JOGO Timberborn é um construtor de cidades desenvolvido e distribuído pela Mechanistry. Uma seca causada pela humanidade foi a causa de sua própria ruína. Porém, a natureza sempre encontra um caminho para continuar e algumas espécies se adaptaram e criaram grandes cidades. Timberborn te coloca no comando de uma sociedade de castores que precisa sobreviver aos períodos de secas, criando uma base sólida para que seus cidadãos se mantenham vivos, confortáveis e felizes. Construa sua cidade, mova montanhas, domine a água e mantenha seus castores saudáveis para que possam sobreviver um dia mais. O começo de uma grande sociedade. MINHAS IMPRESSÕES Construir cidades é sempre divertido e prazeroso. Em Timberborn não seria diferente. É um jogo bem feito, com mecânicas que parecem complexas, mas são fáceis e divertidas de aprender. Você se sente empolgado em aumentar cada vez mais o tamanho de sua cidade e, quando percebe, já se passaram horas. Estruturas vão sendo desbloqueadas e a curiosidade em usá-las te move para continuar expandindo. O jogo ainda está em acesso antecipado e recebe atualizações frequentemente. No momento, podemos jogar com duas facções de castores, que possuem características e construções únicas. Com ciclos de secas, os castores precisam sempre se preparar para a próxima, estocando comida e água, criando formas de se manterem vivos até que o período árido acabe. Ao começar um novo mapa, um leque de ideias virá a sua mente. Onde construir sua cidade e como dispor as construções de forma eficiente serão preocupações válidas, pois faz uma enorme diferença. As construções verticais e acima do rio fazem com que o céu seja o limite para sua imaginação. O jogo está em Português-Brasil, o que facilita bastante no entendimento das estruturas. Para aqueles que adoram construir, ainda temos o modo editor de mapas. O objetivo do jogo é simples: sobreviva. Não existem grandes objetivos aqui. Alguns sentirão falta de um propósito maior, porém, toda a ideia do jogo é a construção de uma cidade. E Timberborn faz isso muito bem. Muito satisfatório ver um cidade funcional. CONQUISTAS Infelizmente, o jogo não possui conquistas até o presente momento. Como está em acesso antecipado, podemos esperar algo no futuro. Seria uma grande adição ao jogo, na minha opinião, pois daria um atrativo a mais para aqueles que buscam desafios. Castores também tem happy hour. CONCLUSÃO Timberborn é um jogo muito divertido e bem feito. Apesar de simples, vai te prender por um bom tempo. Cada atualização melhora mais ainda a qualidade de vida, o que mostra o quão preocupados os desenvolvedores estão com seu jogo e jogadores. Arrisco dizer que o jogo vai ter o dobro de conteúdo que tem hoje. Tudo é bem pensado e feito com carinho. Apesar da repetição de ciclos, o jogo não fica cansativo. Você sempre vai querer continuar construindo e melhorando sua cidade até que a próxima seca chegue. E toda vez é diferente, pois o jogo te impulssiona pra frente de forma leve e que faça você explorar e errar. E você vai errar muito, inundando tudo ou fazendo todos os seus castores morrerem, mas tudo faz parte do aprendizado, que é fácil e rápido. O jogo não vai exigir muito de você e será terapêutico cuidar de seus castores. Vale a pena conferir o jogo e onde ele vai chegar. Os desenvolvedores estão num bom caminho para tornar Timberborn em algo memorável e agradável de se jogar. NOTA: 8.5/10

  • Review: Wild Dogs

    Acreditem ou não, uma das minhas primeiras experiências com a série Contra foi no Game Boy e, definitivamente, foi muito divertido. Desde então, gosto bastante deste gênero. Quando vi a possibilidade de jogar Wild Dogs, também tive a oportunidade de rever um estilo de jogo que não colocava as mãos havia muito tempo. Mas Wild Dogs é apenas um bom jogo de estilo contra ou é mais do que isso? Wild Dogs foi criado por um pequeno estúdio indie aqui mesmo no Brasil, em Santa Catarina. A 2ndBoss já estava habituada ao desenvolvimento de outros jogos no estilo plataforma e caprichou na entrega do seu novo jogo. Wild Dogs, com uma ótima trilha sonora e uma gameplay desafiadora no nível ideal, é um grande marco na indústria brasileira de games. O jogo está disponível nas seguintes plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X/S, e PC via Steam,. HISTÓRIA Wild Dogs tem como cenário um mundo sofrendo com uma invasão alienígena. Jogamos com Frank Williams e seu fiel e inusitado companheiro nesta aventura, o cãozinho Teddy. Passamos por diversos cenários apocalipticos, corridas com motocicletas, batalhas com mechas e desfechos inusitados até atingirmos o nosso objetivo final. GRÁFICOS Os cenários monocromáticos de pixel-art de Wild Dogs, de fato, dão um toque de charme ao jogo, mas também deixam a dúvida de que este jogo poderia ser muito mais bonito e caprichado se tivesse uma paleta de cores própria e robusta. Talvez nós consigamos perceber a falta de um trabalho de designer mais eficiente quando vemos a capa do jogo. Eu diria que não é algo que faça juz ao resto do game, e tenho certeza que isso pode afastar algumas pessoas de clicarem neste game em sua primeira experiência. Mesmo sendo uma arte simples, a riqueza de detalhes da pixel-art é bem satisfatória e bonita em diversos momentos do jogo. GAMEPLAY Sendo um ótimo run-and-gun, engana-se quem acha que Wild Dogs é apenas um jogo Contra-Style, ele é bem mais do que isso. A inspiração para diversos tipos de gêneros é bastante evidente em Wild Dogs. A principal inspiração, é claro, é o clássico Contra. Com certeza, o game consegue aprimorar fórmulas antigas e revitalizar o gênero de uma maneira natural, como se isso fosse uma evolução das mecanicas antigas aplicadas nos dias de hoje. Wild Dogs também bebe em fontes como R-Type, Megaman, Battletoads e diversas outras. A corrida clássica com obstáculos de moto de Battletoads, aplicada neste jogo, é uma das fases que mais tive dificuldade de superar. Aqui, vamos experimentar gêneros como Shot-and-up, Run-and-Gun, side-scrolling shooter e diversos outros em cada uma das fases, enfrentando diversos mini-bosses até chegarmos ao Chefe da fase. Cada um deles é único e muito bem desenhado para que você consiga aprender a mecanica e desviar de seus golpes. CONQUISTAS Aqui encontramos um dos problemas que venho mencionando na indústria de jogos indie e até mesmo jogos com um orçamento maior, a falta de criatividade nas conquistas e o apelo de pessoas complecionistas. Wild Dogs é simplesmente ineficiente nas conquistas e, simplesmente, basta você completar o jogo para alcançar o 100% sem nenhuma dificuldade. Uma pena para um jogo tão bom como este. Acho que deveria ter tido uma atenção maior neste aspeto. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO É surpreendente que tudo o que Wild Dogs se propõe a fazer não só seja bem-sucedido, como não há uma fase do jogo em que você se depare com uma queda de qualidade ou que você passe a perder interesse. Todas as fases e estilos de jogo são extremamente bem elaborados e com diversas referências aos jogos mais intensos e divertidos da era 8/16 bit. O jogo é bem divertido e tem um final bem inusitado e engraçado. Wild Dogs é uma grata surpresa dos jogos indie brasileiros dos últimos tempos. Posso colocá-lo na mesma lista que Blazing Chrome, por exemplo. A sua dificuldade é baixa em alguns níveis, mas nada que seja impossível ou que você possa ficar preso em algum lugar. Review realizada através da Gamertag: Scoulz Nota: 80/100

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