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- Review: Sintopia
Entre burocracia infernal e crises humunitárias, Sintopia transforma o caos em diversão Existe algo muito especial quando um jogo de gerenciamento consegue fazer você rir enquanto tenta desesperadamente impedir o colapso da própria administração. Sintopia entende isso desde os primeiros minutos. Em vez de apostar apenas em números, planilhas e sistemas frios, ele constrói um universo extremamente criativo onde o inferno funciona quase como uma empresa burocrática, cheia de funcionários peculiares, crises inesperadas e decisões que podem rapidamente sair do controle. O humor aqui é uma das grandes forças da experiência. A simples ideia de chamar Lucifer de “Lu” já entrega o tom da aventura, um mundo que não se leva excessivamente a sério, mas que ao mesmo tempo consegue sustentar uma identidade própria muito forte. A campanha acaba se tornando praticamente obrigatória não apenas para entender as mecânicas, mas porque existe um prazer genuíno em descobrir novos mundos, lidar com os Humus e administrar cada inferno regional enquanto o caos lentamente se organiza… ou piora. Na história, assumimos um papel dentro da engrenagem burocrática do pós-vida, participando da organização dos infernos enquanto acompanhamos uma estrutura quase corporativa do submundo. O chamado “Grande D” continua responsável pelo equilíbrio do mundo superior, enquanto nós interferimos onde realmente conseguimos fazer diferença, cuidando dos Humus, das almas e das inúmeras crises administrativas que surgem no caminho. Essa separação entre o controle parcial do jogador e a sensação de fazer parte de algo maior acaba sendo um detalhe muito interessante dentro da proposta do jogo. GAMEPLAY O coração de Sintopia está em sua mistura de gerenciamento, automação e tomada de decisões. O jogo constantemente brinca com a ideia de administrar um sistema infernal como se estivéssemos lidando com uma grande empresa, recrutando diabretes, organizando estruturas, desbloqueando tecnologias e lidando com filas, gargalos e produtividade. Mas o mais interessante é que o jogo raramente parece previsível. Gerenciar as famosas crises humunitárias acaba sendo genuinamente divertido, principalmente porque o imaginário do jogador vai longe diante da criatividade do universo. Existe algo muito satisfatório em ver um sistema funcionar, perceber onde tudo está desmoronando e lentamente reorganizar a bagunça. Ao mesmo tempo, Sintopia não pega leve na curva de aprendizagem. O jogo possui sistemas interligados e várias pequenas regras que podem facilmente escapar da memória se você ficar algum tempo sem jogar. Em alguns momentos, isso até pode gerar frustração, especialmente quando cometemos um erro de construção ou gestão que não possui uma forma rápida de reversão. Honestamente, um sistema de CTRL+Z inspirado em alguns jogos modernos cairia perfeitamente aqui, ajudando bastante nos inevitáveis momentos de “acho que não devia ter feito isso”. Ainda assim, a recompensa por insistir é enorme. Existe uma sensação muito forte de criatividade sistêmica, algo que lembra o início avassalador da Maxis no mercado, quando jogos de simulação conseguiam ser ao mesmo tempo caóticos, profundos e extremamente viciantes. Sintopia encontra parte dessa magia ao entregar mecânicas complexas, mas envoltas em humor e personalidade. E talvez o maior elogio venha justamente do ritmo da campanha. A partir da segunda fase, existe uma sensação constante de que você simplesmente não quer terminar aquele mundo. Surge aquela vontade de continuar expandindo, testando ideias, otimizando processos e vendo até onde sua administração infernal consegue chegar. É aquele raro tipo de jogo onde concluir o objetivo principal às vezes parece menos interessante do que continuar existindo naquele espaço. VISUAIS E SOM Visualmente, Sintopia possui uma identidade extremamente forte. O contraste entre o mundo superior, os Humus e a estética infernal cria uma ambientação muito própria, misturando humor, fantasia e burocracia sobrenatural de um jeito quase cartunesco. Existe personalidade em praticamente tudo, desde os personagens até os nomes absurdamente engraçados de tecnologias, funcionários e estruturas. A interface pode parecer intimidadora inicialmente, principalmente pela quantidade de informação e sistemas ativos, mas ela conversa bem com a fantasia de estar administrando uma corporação infernal. Há uma sensação constante de estar mexendo em relatórios, departamentos e decisões empresariais do além. No áudio, o jogo acompanha bem o tom cômico da proposta. Os efeitos e a ambientação ajudam a reforçar a sensação de caos organizado, funcionando mais como suporte para a atmosfera do que como protagonista da experiência. ACHIEVEMENTS Para quem gosta de completar jogos, Sintopia também parece entender muito bem a mentalidade do jogador completionista. Sem entrar em spoilers, a lista de conquistas passa uma sensação de progressão acumulativa, incentivando experimentação, tempo de jogo e domínio gradual das mecânicas. Ao invés de parecer uma checklist artificial, existe uma percepção clara de que o 100% é uma consequência natural da jornada. A jogatina acumulativa se torna um fator decisivo, recompensando quem realmente mergulha nos sistemas do jogo e aprende a lidar com suas particularidades. É o tipo de conjunto de conquistas que conversa bem com a proposta do management sim, valorizando dedicação e evolução do jogador. TRAILER OFFICIAL RESUMO Sintopia é um daqueles que te puxa para dentro dele e quem entrar na proposta dificilmente sairá indiferente. Sua curva de aprendizado exige dedicação, alguns sistemas poderiam ser mais amigáveis e certas ferramentas de qualidade de vida fariam bastante diferença. Existe algo extremamente especial na forma como ele transforma burocracia infernal em diversão genuína. O humor é excelente, o universo possui personalidade de sobra e a campanha acaba funcionando quase como um passeio obrigatório por diferentes formas de caos administrativo. Mais do que apenas construir ou automatizar, Sintopia cria uma sensação constante de pertencimento ao mundo que construiu. E talvez esse seja o maior mérito do jogo: fazer você olhar para um inferno cheio de problemas e pensar sinceramente: “Só mais alguns minutinhos antes de eu terminar esse mundo.” Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 92/100
- Review: Summerhouse
Monte sua casa de verão e relaxe. O JOGO Summerhouse é um construtor de cidades relaxante desenvolvido por Friedemann e distribuído pela Future Friends Games. Escolha um ambiente, seja cidade ou campo, para montar sua casa do jeito que quiser. Utilize os objetos disponíveis para montar um cenário relaxante e aconchegante. Construa como quiser. MINHAS IMPRESSÕES Com quatro ambiente diferentes, você pode montar sua casa com os recursos que o jogo te oferece, como blocos para montar casas ou árvores e pedras para decorar o ambiente com natureza. O estilo gráfico segue a jogabilidade em sua simplicidade, com uma construção descomplicada e com uma trilha sonora calma que se somam e tornam Summerhouse uma experiência relaxante. Ainda que não possua missões ou objetivos, você pode desbloquear novas peças para construir, no caso, são peças que estão acompanhadas de pessoas ou animais, para dar um pouco de vida ao ambiente. Para desbloqueá-los, você deve combinar peças específicas, criando um ambiente certo para que eles apareçam. O jogo está em Português-Brasil, mas não é como se o jogo tivesse muitos textos para serem lidos, apenas indicações de controle. Você também pode alterar o clima para dia, noite ou chuvoso, para ver como ficam suas construções nessas condições. Apesar de ter uma boa variedade de itens para serem usados nas construções, sinto que poderia ser ainda maior, já que o jogo se resume apenas em construir, sem nenhuma grande mecânica. Summerhouse vai agradar aqueles jogadores que querem apenas uma experiência calma e relaxante de um construtor de cidades com gráficos bonitos e estilosos. Mude o clima para ter novas vibes. CONQUISTAS A simplicidade de Summerhouse se extende em suas conquistas. Apesar disso, será um desafio encontrar as combinações para liberar todos os personagens e animais do jogo, que é uma das conquistas. Além disso, colocar 10 mil blocos e colocar pelo menos um bloco em cada um dos 4 mapas do jogo completam a lista de conquistas. Apesar de parecer difícil, completar 100% das conquistas é uma tarefa bem simples. Construa sua casa, seja na cidade ou no campo. CONCLUSÃO Quando vi Summerhouse pela primeira vez, seu estilo artístico logo me fisgou. Achei muito bonito e a ideia de montar uma cidade, ainda que numa escala bem reduzida, era bem interessante e fiquei curioso para ver por onde o jogo iria. Porém, ele toma o caminho de ser apenas um construtor de cidades simples, sem objetivos, apenas construção. Ainda que desbloquear os personagens adivinhando suas combinações seja uma espécie de desafio, não é algo que te dê uma grande recompensa. É um jogo para soltar sua criatividade e curtir o momento, ainda que eu ache que ele poderia ter muito mais itens e recursos. NOTA: 6.0/10
- Review: Wardrum
Sinta o ritmo da batalha. O JOGO Wardrum é um roguelite tático com combate em turnos desenvolvido pela Mopeful Games e distribuído pela Team17. A magia fora do ritmo tomou todas as terras e assentamentos caíram. Agora, apenas seu grupo de guerreiros pode deter esse mal, usando o magias e ataques rítmicos para vencer os inimigos que aparecem no caminho. Pense bem em cada movimento no campo de batalha. MINHAS IMPRESSÕES Para quem olha rapidamente para Wardrum pode passar despercebido, mas o jogo é um roguelite, o que é importante ser dito logo para não gerar frustrações aos desavisados. Por isso, perder várias e várias vezes fará parte de sua jornada que, cada vez que reiniciar, vai ter alguma melhoria, já que você pode melhorar alguns aspectos para sua próxima tentativa. Isto posto, podemos falar sobre sua principal mecânica: os ataques rítmicos. Nesse jogo de combate em turnos, toda ação de ataque ou habilidade, seja um golpe corpo a corpo ou uma magia, exigirá que o jogador aperte botões no ritmo certo para melhor resultado de seus ataques. Essa mecânica é essencial para tudo, muitas vezes sendo o fator decisivo numa batalha, seja para o bem acertando o ritmo de forma perfeita, seja para o mal errando alguma batida e deixando seu oponente vivo por mais um turno. Esteja sempre atento a quais botões você deve apertar, pois cada ação e habilidade pedem uma combinação diferente de botões, o que muitas vezes pode confundir. Ainda que exista uma fase pré ataque que é uma espécie de treinamento para saber como será a combinação exigida, na hora que está valendo de verdade, não faz tanta diferença, já que você vai precisar se concentrar pra fazer o seu melhor. Apesar de cada ação ter sempre o mesmo ritmo e padrão de botões, isso não facilita sua vida, já que são diferentes tipos de personagens, com habilidades diferentes e a variedade de botões é muito grande, o que torna essa parte do jogo muito mais importante do que qualquer outra. Sua jornada se passa num tabuleiro onde você decide qual caminho tomar, sabendo o que te espera no seu próximo passo. Cada personagem tem suas características próprias e, ao longo do jogo, você desbloqueia novos personagens para montar sua equipe da forma que melhor se encaixar com seu estilo de jogo e combinação de habilidades. E se a variedade de habilidades que já existe em cada personagem não for o suficiente, você pode forjar cintos rítmicos, que permitem equipar runas que você encontra na sua jornada para criar novas habilidades. O jogo está em Português-Brasil, facilitando o entendimento do jogador de cada uma dessas mecânicas, que são bem explicadas por meio de tutorial. A arte do jogo é bem bonita, um 2.5D que é bem animado em suas batidas que são sentidas pelo jogador, cada impacto faz você sentir o peso do jogo. A trilha sonora brilha, com a predominância dos tambores, obviamente. Apesar de repetitivo e, algumas vezes, cansativo, a mecânica principal de Wardrum é muito criativa, além de muito punitiva em casos de ser jogado em dificuldades maiores. Ela é feita para ser dominada, quase como se você estivesse aprendendo uma música num instrumento novo. Cabe ao jogador dominar o ritmo e se divertir no processo. Ataque no ritmo perfeito para melhores resultados. CONQUISTAS Se Wardrum exige muito do ritmo, as conquistas serão mais simples. Além de vencer o jogo com cada personagem, cada um deles tem uma conquista relacionada com uma de suas principais habilidades, como por exemplo, acertar 100 golpes críticos com o arqueiro. Atravessar algumas áreas da jornada e vencer os chefes dessas áreas também rendem algumas conquistas. Em sua maioria, as conquistas de Wardrum são sobre números, como as conquistas de derrotar um número específico de inimigos ou sobre causar um número específico de dano. Por fim, não teria como não ter conquistas sobre acertos perfeitos nas fases rítmicas. E não são poucos! Por ser um roguelite, a repetição eventualmente fará você alcançar 100% das conquistas, ainda que leve um tempo e exija que o jogador esteja com o ritmo em dia. Selecione quais serão os guerreiros que melhor se adequarem ao seu estilo de batalha. CONCLUSÃO A mecânica principal de Wardrum é realmente divertida e original. Acertar os diversos botões no ritmo correto realmente parece ser como tocar um instrumento e, nesse caso, você está aprendendo ele e é bem normal errar bastante. Só acho que a variedade de botões confunde demais e pode, inicialmente, afastar os jogadores, por mais que exista a possibilidade de jogar numa dificuldade mais baixa e que ela seja menos punitiva. Apesar de ser bem legal, eu senti que as batalhas são tão focadas nessa mecânica que todo o resto é muito simplório. Não é nem que seja ruim, mas parece que todo o restante do jogo não acompanha a diversão que é atacar com ritmo. Como disse, o jogo acaba ficando bem repetitivo e, por ser um roguelite, fica mais ainda. Será que Wardrum seria menos cansativo se tivesse uma campanha linear? Não sei, mas creio que para jogadas curtas, ele funcione muito bem do jeito que é. NOTA: 7.5/10
- Review: Dungeon Clawler
Você é bom com máquina de garra? O JOGO Dungeon Clawler é um roguelike de montagem de deck com máquina de garra desenvolvido pela Stray Fawn Studio e distribuído pela Stray Fawn Publishing. Após se endividar com jogos de azar, sua mão é arrancada como forma de pagamento. Buscando vingança, você acopla uma garra no lugar que outrora existia sua mão e avança pelas masmorras para recuperar sua mão perdida. Usando uma mecânica de máquina de garra, igual aquelas de shopping com bichinhos de pelúcia, você deve agarrar o que puder e enfrentar inimigos até chegar ao seu objetivo final. Planeje bem os seus movimentos. MINHAS IMPRESSÕES Se um dia você já experimentou a emoção de tentar pegar um bichinho de pelúcia em uma máquina de garra e, claramente, não conseguiu, Dungeon Clawler consegue replicar essa experiência em forma de jogo. Muito menos frustrante que na vida real, sua máquina de garra é preenchida com diversos itens, que podem ser para atacar, defender ou infligir vantagens e desvantagens. Você agarra os itens, que são puxados e mandados para um buraco. A física da garra é muito bem feita, muitas vezes não conseguindo pegar tudo o que você quer ou derrubando algo agarrado no caminho até o buraco, o que deixa a dinâmica correta e exigindo estratégia ao tentar pegar o que deseja na máquina. Os itens iniciais da máquina vão depender de qual personagem você escolher. Cada um deles possui uma mecânica diferente, seja num tipo de garra diferente, como uma garra de imã, ou em como ele interage com os itens. Você libera personagens novos na medida que cumpre requisitos específicos. Apesar da brincadeira no nome, Dungeon Clawler não é tão um dungeon crawler, apesar de existir ali a ideia de andar por uma masmorra, mas poucas vezes escolher para que lado ir muda algo drasticamente, mas o trocadilho no nome é tão bom que isso não importa. O jogo está em Português-Brasil, facilitando a vida dos brasileiros para entender as mecânicas e efeitos dos itens do jogo. Os itens dentro da máquina sempre podem ser alterados, excluídos ou adicionados de diversas formas. Ao vencer inimigos, você pode escolher um novo item, já para tirar itens, você deve visitar o triturador que, por um quantia de dinheiro, destrói um item que você quer eliminar. Você também pode melhorar um item no ferreiro, deixando-o mais poderoso. Além disso, os itens tem propriedades de material, que interagem de maneiras diferentes com garras e ambientes, como por exemplo, itens de metal, que se usados com uma garra imã, são atraídos pela garra. Por fim, temos itens passivos, que não entram na máquina, mas ajudam demais em sua jornada. Em turnos, você agarra o que puder, já sabendo qual será a ação de seus inimigos, que podem atacar, defender, inflingir vantagens e desvantagens ou colocar itens em sua máquina para atrapalhar. Existem também diferentes salas, como as de sorte, onde você joga um jogo de sorte, como roleta, por exemplo, ou salas surpresas, onde você usa sua garra para tentar conseguir prêmios, ainda que possa sair apenas no prejuízo. Sempre que você derrotar o chefe final, além de liberar modificadores e itens para próximas tentativas, você também pode continuar jogando a partir dali. Sempre que você começar uma nova tentativa, tudo vai resetar, mas caso você já tenha vencido com o personagem escolhido, você pode aplicar modificadores nele, além de aumentar o nível de dificuldade. Dungeon Clawler tem uma variedade grande de possibilidades, já que muitos personagens tem diferentes formas de se jogar e, por isso, uma tentativa pode variar muito de acordo com o que você tem em mãos para fazer uma sinergia entre itens, mas quando você alcança essa sinergia, é muito satisfatório. Se você procura um jogo para jogar de vez em quando, seja uma tentativa antes de dormir ou para jogar até cansar, Dungeon Clawler é uma ótima opção. Está com sorte? CONQUISTAS Dungeon Clawler possui muitos personagens e, por isso, existe uma conquista de vencer uma tentativa para cada um deles. Isso por si só já cobre praticamente metade das conquistas do jogo, ou seja, experimente todos os personagens, o que vai ser desafiador, visto que a mecânica de alguns deles vai ser um problema para dominar. As demais conquistas vão estar ligadas à interações no jogo, como vencer um jogo da máquina caça níquel ou vencer usando modificadores. Além disso, existe a conquista de vencer no nível 20 de dificuldade, o que vai exigir bastante do jogador, mas será um ótimo desafio. As conquistas de Dungeon Clawler vão ser trabalhosas de se conseguir, mas satisfatórias de alcançar o 100% delas. Vença o chefe final e recupere sua mão. CONCLUSÃO Nunca uma máquina de garra foi tão divertida. Criar sinergias dos itens e fazer combos em Dungeon Clawler é muito satisfatório. Cada personagem te abre um leque de possibilidades que deixa tudo muito interessante. Alguns vão ser muito irritantes, como o personagem que te dá um curto período de tempo pra agir, outros vão ter garras péssimas, como o do ventilador, mas quando você vence uma tentativa com eles, já se sente aliviado e, teoricamente, nunca mais vai precisar passar por isso. Porém, os demais personagens compensam com dinâmicas divertidas e que podem potencialmente quebrar o jogo, ao ponto de você sair atropelando inimigos, o que é extremamente divertido. É um ótimo jogo para jogar de vez em quando, como um ótimo passatempo. Para quem gosta de roguelikes onde você pode montar estratégias absurdas, Dungeon Clawler vai te oferecer isso e muita diversão. NOTA: 8.5/10
- Review: Outbound
Viajar e curtir a natureza é muito relaxante. O JOGO Outbound é um jogo de exploração e construção de base desenvolvido e distribuído pela Square Glade Games. A bordo de sua van elétrica, embarque em uma viagem pela natureza, curtindo a paisagem e construindo uma base retrátil no teto do veículo. O festival Outbound te espera no final dessa viagem, mas aproveitar o caminho até lá, fará a jornada ser bem divertida. Prepare sua van para viajar. MINHAS IMPRESSÕES Antes de dizer qualquer outra coisa sobre Outbound, devo pontuar que esse jogo é uma experiência calma e relaxante. Não espere grandes objetivos. Outbound tem como foco criar uma atmosfera de viagem na estrada, com coleta de recursos para manter seu veículo rodando e gerando peças para fortalecer sua van. O jogo pode ser considerado lento, já que a proposta é explorar aos poucos. Com isso em mente, podemos falar sobre o jogo por partes. Sua van, que também é sua base, funciona com eletricidade, gerada por madeira, que você coleta de troncos caídos ou tocos encontrados pelo cenário. Cortar árvores não é uma opção, já que Outbound preza pela sustentabilidade e preservação do meio ambiente. Existem mais jeitos de conseguir energia para sua van, com energia eólica e solar, captadas por geradores que você constrói ao longo de sua viagem. A base montada no teto retrátil do seu veículo pode ser criada do jeito que você quiser. Você pode adicionar cores, paredes e móveis, muitos deles liberados ao ativar as torres encontradas nos mapas. Essas torres também liberam melhorias para sua van e suas ferramentas, permitindo adquirir novos tipos de materiais. O jogo está em Português-Brasil, ainda que o texto do jogo seja simples, mas é sempre interessante que tenhamos o maior número de línguas possível nos jogos. Você terá dois jeitos de explorar os mapas. O primeiro, com a van, para cobrir distâncias longas, sempre lembrando de manter seu motor energizado. A segunda, a pé, para distâncias mais curtas e lugares onde a van não alcança. O seu personagem, ainda que com poucas opções, é customizável. Ele ainda possui uma barra de vida, de fome e de stamina. A barra de vida, apesar de não existir inimigos no jogo, existe pra você não sair por aí pulando de penhascos para cortar caminho. A barra de fome é o que é gasto quando você usa ferramentas como machado e picareta, consumindo um pouco a cada uso e, para recuperar, basta comer, obviamente. Por fim, a barra de stamina é usada para correr, já que seu personagem caminha lentamente e, ao correr, essa barra é consumida, mas se você voltar a andar normalmente, ela recarrega. A relação van e personagem é quase simbiótica, já que você não irá explorar o mapa todo a pé e também necessita estocar seus itens na van, já que exceder o peso faz você fica cada vez mais lento. O ciclo de dia e noite dita o ritmo, com a exploração acontecendo de dia e a noite servindo para encerrar aquele ciclo, pois seu personagem não pode correr a noite, logo, nada de exploração noturna, a não ser que ir caminhando não te incomode. Além disso, intempéries climáticas podem acontecer, como ventos e chuvas, que acabam até ajudando em alguns momentos, seja gerando energia eólica ou abastecendo seu armazenamento de água e regando sua plantação. Outbound tem um ritmo próprio, que vai fazer você curtir a viagem sem se apressar. A progressão do jogo é feita com base em suas ferramentas e as melhorias de sua van, já que a mesma deve ser melhorada para subir rampas mais íngrimes e, para isso, você terá que conseguir materiais que só conseguirá com as ferramentas certas e nos níveis certos. Muitas vezes, você terá que viajar muito pelo mesmo mapa atrás dos recursos que necessita, então é muito importante sempre coletar muitos recursos a todo momento. E se isso tudo ainda não for o suficiente para você e ainda quiser um pouco de desafio, existem coletáveis pelos mapas, como gnomos, moledros e quadros, para serem coletados. E não são poucos. E você também pode adotar um cachorro para te ajudar na sua aventura. Quem não gosta de cachorro em jogos, não é? E você ainda pode chamar amigos para jogarem com você. Acredito que Outbound não é um jogo para todo mundo, mas ele entrega o que promete. Uma experiência relaxante e que vai te agradando pela simplicidade, sem a necessidade de sair correndo pelos mapas e sem pressa de chegar ao seu destino. Você é livre para construir uma base no teto do seu veículo. CONQUISTAS Se o jogo por si só não oferecer desafios suficientes para você, as conquistas vão fazer esse trabalho. Uma grande parte delas você conseguirá alcançar só de seguir o jogo normalmente. Outra boa parte são conquistas de objetivos específicos, como cozinhar todas as comidas do jogo, criar os melhores equipamentos e melhorias de veículo ou pintar seu veículo dez vezes. São trabalhosos, mas nada supera as conquistas relacionadas aos coletáveis. Os quadros são tranquilos, mas os gnomos e os moledros já são outra história. Eles estão espalhados pelos mapas, alguns mais escondidos, outros mais óbvios, mas mesmo assim, é um trabalho bem cansativo ir de um lado para o outro procurando em cada canto. Será uma longa jornada para conseguir 100% das conquistas. Chame seus amigos e aproveite a viagem. CONCLUSÃO Outbound vai na contramão de jogos frenéticos e cheios de ação. Como dito anteriormente, não é um jogo para todo mundo e tenho certeza que muita gente vai jogar tendo uma ideia completamente errada sobre o que ele é. E isso não é culpa dos desenvolvedores, já que está bem claro o que é Outbound e o que ele promove com o jogo: sustentabilidade e preservação do meio ambiente. Eu comecei a jogar sem pretensão e, quando vi, tava empolgado em visitar cada canto dos mapas. O jogo traça bem como quer que o jogador evolua para aproveitar cada aspecto do jogo, ainda que uma coisa ou outra não funcione tão bem, é um jogo bem tranquilo, para dar uma desacelerada e jogar sem preocupações. Quer dizer, eu ainda estou procurando os colecionáveis como um louco, mas isso não vem ao caso. Se você comprar a ideia, entender o que é o jogo e saber se divertir com o que ele te oferece, tenho certeza que vai adorar. NOTA: 8.5/10
- Review: Monster Crown: Sin Eater
O RPG de monstros que troca fofura por corrupção, mistério e experimentos perturbadores Desenvolvido pela Studio Aurum em parceria com Jason Walsh, Sin Eater não tenta ser apenas uma continuação direta do primeiro Monster Crown. Ele parece quase uma reconstrução completa da franquia, tanto mecanicamente quanto artisticamente. E honestamente, talvez fosse exatamente disso que a série precisava. A história acompanha Asur, um garoto do interior que sonha em se tornar um Monster Tamer como seu irmão mais velho. Só que rapidamente o jogo abandona qualquer expectativa de “aventura confortável”. Eu confesso que fiquei bem surpreso com a jornada iniciando com aquela morte, aquela cabeça cortada e aquele sangue. O jogo deixa claro desde cedo que aqui a proposta é completamente diferente da maior parte dos monster tamers do mercado. A Crown Nation é um lugar quebrado. Existe corrupção, fanatismo religioso, experimentos estranhos e uma sensação constante de que há algo profundamente errado acontecendo naquele mundo. E essa atmosfera funciona absurdamente bem. O mais interessante é que Sin Eater não tenta copiar Pokémon diretamente. Na verdade, ele lembra muito mais experiências como Dragon Quest Monsters e até uma versão mais acessível de Shin Megami Tensei, principalmente pela ambientação pesada e pela forma como trata suas criaturas. GAMEPLAY O verdadeiro coração de Monster Crown: Sin Eater continua sendo o sistema de crossbreeding, e aqui ele foi absurdamente expandido. O jogo transforma captura de monstros em algo muito mais profundo do que simplesmente colecionar criaturas. Agora existe uma camada quase genética no sistema, já que os monstros carregam traits positivos e negativos herdáveis, criando linhagens específicas com características únicas. E certamente o sistema de fusões do jogo é robusto e um dos melhores de tamming mosters que já vi. Na prática, você não está apenas montando time. Você está criando descendências. E isso gera uma profundidade gigantesca para quem gosta de buildcraft. A exploração também recebeu um salto enorme comparado ao primeiro jogo. Os monstros agora possuem comportamento próprio no mapa, fugindo, perseguindo o jogador, observando de longe ou até surgindo de forma ameaçadora em áreas mais perigosas. Tudo isso ajuda demais a dar personalidade ao mundo. É divertido perceber como elementos que os fãs sempre pediram em jogos do gênero finalmente aparecem aqui de forma natural, como montarias e os monstros principais acompanhando você durante a jornada. A movimentação extremamente fluida também ajuda muito. O jogo abandonou completamente aquela sensação travada do primeiro Monster Crown e hoje existe uma liberdade muito maior na exploração. Inclusive, uma das maiores forças de Sin Eater está justamente nessa sensação de descoberta orgânica. Muitos momentos parecem menos “guiados” e mais interpretativos, como se o jogador estivesse sendo jogado dentro daquele mundo para experimentar possibilidades. VISUAIS E SOM Visualmente, Monster Crown: Sin Eater é lindo dentro da proposta que tenta alcançar. A pixel art inspirada na era Pokémon Crystal e nos JRPGs de SNES funciona muito bem, principalmente nos cenários e nas animações dos monstros. Os sprites possuem bastante personalidade e o jogo frequentemente entrega criaturas visualmente perturbadoras de um jeito muito criativo. Mas o maior salto está claramente na parte técnica. O primeiro Monster Crown ficou marcado por bugs, crashes e inúmeros problemas de performance. Sin Eater parece finalmente concretizar a visão da franquia de maneira muito mais estável e refinada. A trilha sonora também merece destaque. Existem diversas referências perceptíveis a franquias clássicas como The Legend of Zelda, especialmente em melodias mais atmosféricas e exploratórias. E sinceramente, a música ajuda muito a sustentar o clima melancólico e misterioso da jornada. ACHIEVEMENTS As conquistas também reforçam bastante o tom sombrio do jogo. Sem entrar em spoilers, nomes como “Day Turns to Night”, “Sin Eater” e “Otherworld Apparition” já entregam muito sobre a proposta mais pesada da narrativa. Existe uma sensação constante de que o jogo esconde algo maior por trás da campanha principal, principalmente pelas criaturas secretas, eventos estranhos e conteúdos ocultos espalhados pelo mapa. TRAILER OFFICIAL RESUMO Monster Crown: Sin Eater talvez seja exatamente aquilo que a franquia precisava. Ele não tenta competir diretamente com Pokémon através de orçamento absurdo ou gigantismo comercial. Em vez disso, aposta em identidade própria, atmosfera pesada, sistemas profundos e uma paixão muito clara pelos JRPGs retrô. Existem problemas importantes no combate, principalmente no feedback visual e em algumas decisões de balanceamento. Em certos momentos, as batalhas parecem simples demais para a complexidade que o restante do jogo entrega, mas ao mesmo tempo, é impossível ignorar o quanto Sin Eater evoluiu. A exploração é excelente. O crossbreeding é absurdamente viciante. A atmosfera é memorável. E talvez o mais importante: o jogo finalmente parece entregar aquela visão ambiciosa que o primeiro Monster Crown prometia anos atrás. E honestamente? Para alguém que sempre quis ver jogos de captura de monstros retornando para uma estética 2D mais clássica sem abrir mão das possibilidades modernas, Monster Crown: Sin Eater chega muito perto desse sonho. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 85/100
- Review: ZPF
Um shooter 2D, com uma arte incrível e fases bem desafiadoras. Um grande retorno aso clássicos. Jogo ZPF é um jogo de shooter, 2D, retro inspirado, lançado originalmente para o Mega Drive/Sega Genesis (sim! temos versões de cartucho para ele). Aqui, você pode escolher entre 3 "personagens" jogáveis diferentes, desde uma nave até um guerreiro, cada qual com suas habilidades de shoot, melee e especial. O jogo conta com diversas fases bem desafiadoras, e com uma arte incrível. A música também é bem envolvente e promove a continuar jogando por mais horas. 3 personagens disponíveis para jogar É possível também encontrar caminhos alternativos, o que te leva a novos lugares e conquistas, fazendo com que o jogo possa dar aquela variada boa! Após uma run/fase, com os pontos coletados, temos a possibilidade de comprar alguns buffs e/ou dicas das fases e dos chefes, o que torna a jogatina cada vez mais interessante. Arte bem trabalhada e níveis desafiadores Minhas impressões ZPF é um jogo bem desafiador, como a maioria dos shooters retro que temos noção do passado, com fases cheias de inimigos, e muitas vezes simultâneos. Com um scroll lateral, e com um cenário rico, muitas vezes acabamos nos perdendo de nosso personagem, acabando por ser destruído por falta de atenção (mas nada que tire a vontade de continuar jogando mais e mais). A proposta do game é simples, mas divertida, e segue em grande parte os conceitos de jogos do passado do mesmo estilo. Mas não se engane, o jogo pode ser bem desafiador! Muitas vezes temos grande quantidade de elementos na tela A cada estágio final, podemos descobrir tesouros e desbloquear segredos escondidos, o que torna mais ainda variado o jogo, não ficando somente na mesmice de repetir infinitamente cada fase. Como estamos tratando de estágios, suas vidas valem no estágio em que está, ou seja, não precisa zerar o jogo todo de uma vez só. Ufa! Conclusões ZPF é um jogo que nos faz voltar as raízes dos clássicos shooters (até para quem não teve a oprtunidade de jogar em arcades por exemplo). Com uma mistura de arte maravilhosa e fases desafiadoras, o jogo é uma grande aposta, e que ainda por cima possui uma versão para MegaDrive/Sega Genesis, o que torna seu valor ainda maior! Conquistas O jogo conta com um total de 28 conquistas, dentre as quais são fazer algumas coisas básicas, como comprar alguns buffs na loja, bem como estar no TOP 1 dos scores. Já outras, são como derrotar alguns chefes específicos, ou até completar o jogo com todos os 3 personagens disponíveis. Nota: 9.0/10.0
- Review: Far Far West
O velho oeste clama por ação. O JOGO Far Far West é um FPS de ação desenvolvido pela Evil Raptor e distribuído pela Fireshine Games. Quando a temática de velho oeste de junta com robôs, o resultado é Far Far West, um jogo em que você junta sua equipe (ou joga sozinho) e completa missões pelos mais diversos cenários que o velho oeste pode oferecer, usando suas armas de fogo ou magias para vencer hordas de inimigos, pegue seu cavalo e explore o mapa para ser recompensado com grandes tesouros. Enfrente inimigos poderosos e tente sair vivo para contar sua história no saloon mais próximo. Jogue sozinho ou chame seus amigos para uma aventura no velho oeste. MINHAS IMPRESSÕES Ainda que em acesso antecipado no momento dessa análise, Far Far West se mostra um jogo divertidíssimo. É importante dizer que apesar de ser um jogo que é muito mais divertido se jogado em equipe, jogar sozinho é totalmente possível e não estraga em nada sua experiência. Obviamente, aconselho a jogar com amigos, mas não é pela falta de companhia que você não deveria experimentar Far Far West. E, ainda que você queira jogar em equipe e não tenha amigos, o jogo permite parear com outros jogadores, então você não terá desculpas para não jogar. O jogo está em Português-Brasil, facilitando demais o entendimento das diversas mecânicas e habilidades que o jogo apresenta. A arte do jogo é muito cartunesca, combinando muito bem com o tom bem humorado que o jogo carrega e bem expressivo, ainda que os personagens sejam robôs. Você começa num saloon, no meio de uma cidade do velho oeste. Este será seu lobby, onde você pode fazer diversas atividades antes de entrar numa missão de verdade. Você pode fazer coisas triviais como jogar dardos ou aproveitar para melhorar seus equipamentos e status, alterar aparências ou mudar suas habilidades. Tudo isso, obviamente, você vai melhorando ao jogar e receber níveis, almas e moedas. Então, você pega o trem e parte para sua missão, que pode ser escolhida através de um mapa. Nele, você também pode aumentar a dificuldade da missão, aumentando seus ganhos. As missões principais são diversas e todas elas exigem algum nível de cooperação e atenção dos jogadores. Após completá-las, você enfrentará um chefe, que será um grande desafio do mapa. Ao derrotá-lo, você deve ir até uma estação de trem e chamar sua locomotiva, que chegará para te resgatar e cumprir a missão. Esse é o básico que você terá que fazer, mas se engana quem pensa que é só isso. Todo mapa tem diversas outras tarefas que podem ser cumpridas e que geram benefícios ao jogador. Ao final da missão, você receberá mais experiência por ter feito mais do que o básico. Explorar o mapa é fácil pois você pode chamar seu cavalo e cavalgar rapidamente, o que deixa o jogo bem mais dinâmico. O combate de Far Far West é frenético, inimigos surgirão de todos os cantos e isso é ótimo porque atirar nesse jogo é muito satisfatório. Existe uma variedade boa de armas, que sempre podem ficar melhores se aprimoradas. As magias também tem um papel importante, com diversos elementos, cada um com sua utilidade em campo de batalha. Ao derrotar inimigos, você tem a chance de conseguir curingas, que são cartas que dão benefícios para serem aplicados nas armas e no seu personagem. Far Far West vai te proporcionar uma experiência dinâmica e divertida, uma jogabilidade muito boa e muito conteúdo para ser explorado. A ação é frenética. CONQUISTAS Como citado anteriormente, no momento dessa análise, o jogo está em acesso antecipado e não possui conquistas, o que nos leva a crer que, eventualmente, serão adicionadas. É certo de que o jogo tem muitas opções para conectar com conquistas, vamos esperar e ver se serão adicionadas posteriormente para acrescentar mais desafios aos jogadores. Enfrente chefes de fase para concluir missões. CONCLUSÃO Cada vez que um jogo cooperativo é lançado e se mostra muito divertido, eu fico feliz. Apesar de, geralmente, não ter tantos amigos com gostos em comum no quesito jogos, jogar Far Far West sozinho funciona muito bem e é um mérito dos desenvolvedores fazerem o jogo ainda ser muito divertido mesmo sendo pensado para ser jogado em equipe. O volume de conteúdo que ele tem é ótimo, com muita personalização e aprimoramento de personagem, além de uma vasta gama de magias que permite que os jogadores possam criar suas próprias estratégias. Ao jogar, você logo lembrará de jogos como Helldivers e Deep Rock Galactic, que também prezam pela cooperação e bom humor. Mesmo ainda em acesso antecipado, é certo dizer que Far Far West tem potencial para se equiparar aos jogos citados acima. NOTA: 8.5/10
- Review: Commandos: Origins: No Man Left Behind(DLC)
Nem toda guerra é vencida com tiros, algumas exigem precisão absoluta e sangue frio Commandos: Origins: No Man Left Behind não é apenas um conjunto de missões adicionais, mas uma extensão direta da experiência tática que define a franquia. A proposta aqui é clara, reforçar o lado mais estratégico e metódico do jogo enquanto adiciona novas camadas de pressão ao jogador. Com um foco maior em infiltração, sabotagem e coleta de informações, a DLC se posiciona como um conteúdo que exige mais atenção e planejamento. Existe uma evolução natural em relação ao jogo base, tanto na forma como os objetivos são apresentados quanto na maneira como o jogador precisa lidar com o campo de batalha. GAMEPLAY A base continua sendo o clássico RTT, mas com ajustes que tornam tudo mais tenso e interessante. Um dos maiores destaques é a introdução do operador de rádio, uma unidade inimiga que muda completamente a dinâmica das missões. Na prática, ele funciona como um ponto de risco constante. Se não for neutralizado com cuidado, pode chamar reforços ou ativar alarmes globais. Isso força o jogador a repensar prioridades, não basta eliminar inimigos isolados, é preciso controlar o fluxo da missão. Essa mudança é extremamente bem-vinda. Ela adiciona uma camada estratégica que exige leitura do cenário e execução limpa. Em vez de avançar lentamente eliminando tudo, muitas vezes o ideal é agir com precisão cirúrgica. Os objetivos também evoluem de forma interessante. Não se trata apenas de chegar a um ponto específico, mas de investigar pistas, entender o que está acontecendo e agir com base nisso. A presença de uma superarma alemã como elemento central das missões traz um contexto mais envolvente, conectando exploração com propósito. No geral, tudo aqui parece muito bem construído. A sensação é de que cada missão foi pensada para testar o jogador de formas diferentes, sempre incentivando planejamento e controle total da situação. VISUAIS E SOM Visualmente, a DLC mantém o padrão do jogo base, com cenários detalhados e bem estruturados para leitura tática. Cada área parece construída com intenção, oferecendo rotas alternativas, pontos de cobertura e oportunidades estratégicas claras. A ambientação reforça bem o clima de operações atrás das linhas inimigas. Existe uma tensão constante no ar, e isso é sustentado tanto pelo design dos mapas quanto pela forma como os elementos estão distribuídos. O som cumpre seu papel de maneira eficiente. Efeitos como passos, disparos e interações ajudam a manter a imersão, enquanto o silêncio em momentos críticos acaba sendo tão importante quanto qualquer trilha sonora. É aquele tipo de jogo onde ouvir bem faz diferença. ACHIEVEMENTS A lista de conquistas segue exatamente a filosofia do jogo, recompensando precisão, paciência e domínio das mecânicas. O foco não está em quantidade, mas na forma como você joga. Existem conquistas que incentivam exploração completa, como investigar todas as pistas em determinadas operações, algo que reforça o lado investigativo das missões. Outras valorizam execução limpa, como completar objetivos sem levantar alarmes, o que conversa diretamente com a proposta stealth da DLC. Também há desafios mais criativos, como eliminar múltiplos inimigos de uma só vez utilizando o ambiente ou neutralizar ameaças específicas de forma silenciosa. Esses momentos incentivam o jogador a experimentar e entender melhor as possibilidades do sistema. No geral, é uma lista muito bem alinhada com a experiência. Ela não força o jogador a sair do que o jogo já propõe, apenas aprofunda o nível de domínio necessário para alcançar tudo. TRAILER OFFICIAL RESUMO No Man Left Behind é uma DLC que entende perfeitamente o que faz Commandos funcionar. Ela não tenta reinventar a fórmula, mas adiciona elementos que deixam a experiência mais estratégica e mais tensa. A introdução de novas ameaças, a evolução dos objetivos e o foco maior em investigação mostram um cuidado claro na construção das missões. Tudo aqui parece pensado para quem realmente gosta de planejar cada movimento. Na prática, a experiência é extremamente positiva. Existe uma sensação constante de controle e responsabilidade, onde cada decisão impacta diretamente o resultado da missão. Para quem já aprecia o estilo da franquia, essa DLC não só complementa o jogo base, como eleva o nível da experiência. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 85/100
- Review: Outlive 25
Um clássico brasileiro que retorna mais estratégico do que nunca É um grande prazer ter a oportunidade de analisar Outlive 25, principalmente depois de já ter tido contato com sua versão de demonstração. Para quem não conhece, estamos falando de um dos jogos de estratégia mais importantes já feitos no Brasil, lançado originalmente em uma época dominada por gigantes como StarCraft, e que ainda assim conseguiu deixar sua marca com identidade própria. A narrativa já começa estabelecendo um pano de fundo interessante. No início do século 21, a humanidade enfrenta uma crise severa de recursos minerais e um aumento significativo de conflitos globais. Como resposta, surge o Conselho Mundial, criado em 2035 por líderes e grandes corporações, dando início ao programa Outlive, com o objetivo de explorar recursos fora da Terra. A escolha de Titã como destino leva a um conflito ideológico central entre duas abordagens, humanos geneticamente modificados ou robôs, algo que se reflete diretamente no gameplay. GAMEPLAY Outlive 25 mantém a essência clássica de um RTS raiz. Você constrói sua base, gerencia recursos e precisa destruir completamente seus inimigos. A simplicidade de trabalhar com um único recurso principal, o dinheiro, facilita a entrada, mas não diminui a profundidade estratégica. As melhorias de qualidade de vida são facilmente perceptíveis para quem jogou o original. Agora é possível definir pontos de saída de unidades com mais praticidade, inclusive compartilhando o mesmo ponto entre múltiplas fábricas. As filas de produção são mais organizadas e os indicadores visuais ajudam muito na leitura do jogo, mostrando claramente o estado das estruturas e unidades. Entre as novidades, o sistema de replay é um dos grandes destaques. Ele permite revisitar partidas com controle total, pausando, avançando ou até removendo a névoa de guerra. Mais do que um recurso extra, isso transforma o jogo em uma ferramenta de aprendizado e análise, algo que o original nunca ofereceu. Outra mudança importante é o sistema de influência do quartel-general. Ele cria uma área onde tropas aliadas recebem bônus enquanto estruturas inimigas sofrem penalidades. Isso altera o ritmo das partidas, reduzindo a força de rushes no início, embora ainda sejam uma estratégia viável. Essa mudança traz uma camada estratégica mais moderna, incentivando controle territorial. As diferenças entre humanos e robôs continuam sendo um ponto forte. Cada lado possui vantagens claras, como a independência energética dos robôs, mas nada é absoluto. O jogo continua exigindo adaptação e leitura do adversário, mantendo o equilíbrio entre as facções. VISUAIS E SOM Visualmente, Outlive 25 apresenta um salto considerável em relação ao original. Os modelos estão mais detalhados e bem trabalhados, e é perceptível que houve um cuidado adicional no polimento final além da versão demo. Mesmo em resoluções mais altas, como 1440p, a experiência se mantém estável e agradável. Ainda assim, existem alguns pontos questionáveis, como a falta de opções mais claras de configuração de resolução, algo que soa estranho em um jogo moderno. A interface também poderia ter pequenos ajustes, especialmente em áreas como manutenção e pesquisa, que ficam um pouco escondidas dentro da UI. No aspecto sonoro, o jogo acerta em cheio ao manter sua identidade original. A trilha sonora com forte presença de heavy metal continua extremamente marcante e ajuda a reforçar a atmosfera do jogo. A dublagem também permanece como um dos elementos mais memoráveis, trazendo aquele sentimento nostálgico para quem já teve contato com o título anos atrás. ACHIEVEMENTS A lista de conquistas de Outlive 25 é extensa e acompanha bem a progressão do jogador. Grande parte delas recompensa ações naturais durante as partidas, como produzir unidades, eliminar inimigos, destruir estruturas e acumular recursos. Essa progressão gradual ajuda a manter o jogador engajado sem forçar objetivos artificiais. Ao mesmo tempo, o jogo também incentiva a exploração de suas mecânicas mais profundas. Há conquistas relacionadas a sistemas específicos, interações estratégicas e até funcionalidades novas, como o sistema de replay, que reforça o lado analítico da experiência. Isso mostra uma preocupação clara em transformar o jogo não só em algo jogável, mas também estudável. Para quem busca um desafio maior, existe um conjunto de conquistas voltado para jogadores mais dedicados, incluindo campanhas em dificuldades elevadas, metas de longo prazo e domínio completo das mecânicas. No geral, é um sistema bem distribuído, que atende tanto jogadores casuais quanto aqueles que querem extrair tudo do jogo. TRAILER OFFICIAL RESUMO Outlive 25 é um exemplo claro de como revitalizar um clássico sem perder sua essência. Ele não tenta reinventar tudo, mas melhora exatamente onde precisava, trazendo qualidade de vida, ferramentas modernas e ajustes estratégicos que fazem sentido dentro do contexto atual. Ao mesmo tempo, o jogo mantém intactos os elementos que o tornaram especial, como sua identidade sonora, o estilo de gameplay direto e o equilíbrio entre facções. Existem pequenos pontos que poderiam ser refinados, principalmente na interface e em algumas decisões de usabilidade como uma fila de construção para que pudessem ser encadeadas automaticamente por exemplo e entre outras coisas, mas nada que comprometa a experiência geral. No fim, Outlive 25 consegue algo difícil, agradar tanto quem viveu o original quanto quem está chegando agora. É um retorno respeitoso, competente e que reforça o peso histórico de um dos maiores RTS já feitos no Brasil. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 82/100
- Review: All Hands On Deck
Trabalho cooperativo, uma mão lava a outra. O JOGO All Hands On Deck é uma aventura cooperativa desenvolvido pela Studio Mantasaur e Wikkl e distribuído pela Studio Mantasaur. Junte-se com um amigo e embarquem nessa jornada cheia de puzzles em que a cooperação é necessária. Cada um controlará uma mãozinha que pode agarrar, puxar e interagir com o cenário. Coordene os movimentos para chegar até o final de cada fase. Um jogo sobre trabalho em equipe. MINHAS IMPRESSÕES A primeira coisa que tem que ser dita é: você precisa de um amigo para jogar All Hands On Deck. Ainda que possua um modo online para aqueles que não possuem amigos, a diversão é jogar com alguém que você conhece, tanto para resolver os puzzles quanto para rir de situações inusitadas que eventualmente vão acontecer. O jogo consiste em visitar fases e avançar até o final da mesma, resolvendo os desafios e coletando moedas e colecionáveis. As moedas servem para comprar customizações para sua mãozinha. O jogo está em Português-Brasil, ainda que não seja um fator tão determinante visto que o jogo tem poucos texto e é bem explicado em tutorial com imagens. O nível de desafio que o jogo propõe é bem honesto, sendo simples, mas criativo em suas resoluções. Resumindo, você vai ter que pensar em alguns momentos, mas nada que prenda seu raciocínio por muitos minutos. Pelos personagens serem mãos, eles possuem posturas baseadas em jokenpô, que muda seu jeito de interagir. Além disso, segurar itens e equipamentos são essenciais em alguns momentos, adicionando mecânicas interessantes para o decorrer do jogo. Seu visual simples e animado, juntamente com a criatividade mecânica e momentos divertidos fazem All Hands On Deck serem uma ótima pedida para quem gosta de jogar com amigos. Personalize sua mãozinha. CONQUISTAS As conquistas de All Hands On Deck são bem variadas. Por ter muita interação com cenário e equipamentos, algumas conquistas tem a ver com elas, como por exemplo, achar salas secretas ou planar com o guarda chuva por três segundos. Além disso, por se tratar de um jogo cooperativo, interagir com seu parceiro também dará conquistas. Por fim, como em todas as fases existem colecionáveis, eles também tem conquistas relacionadas, inclusive, completar 100% de todas as fases também é uma conquista. Creio que conseguir 100% das conquistas será um desafio tranquilo e divertido de se fazer. Preste atenção nos coletáveis espalhados pelas fases. CONCLUSÃO Pense num jogo para todos os públicos. Este é All Hands On Deck, um jogo bem divertido e, sobre tudo, simples. Qualquer pessoa que pegar esse jogo para jogar com quem quer que seja, vai se divertir e entender suas mecânicas com muita facilidade. Não é um jogo punitivo, tem desafios razoáveis e 100% cooperativo. All Hands On Deck preza pela diversão acima da frustração que muitos jogos cooperativos forçam. Tenho certeza de que você vai se divertir. NOTA: 8.0/10
- Review: Smash It Wild
Prepare-se para jogar vôlei de um jeito diferente. O JOGO Smash It Wild é um roguelite de vôlei desenvolvido pela Goblinz Studio e Ernestine e distribuído pela Goblinz Publishing e Maple Whispering Limited. Junte sua equipe formada por três animais diferentes e entre num torneio de vôlei para decidir quem se tornará o time campeão. Dispute partidas de vôlei mais selvagens já vistas. MINHAS IMPRESSÕES Smash It Wild mistura tática em turnos com um esporte que também funciona por turnos, o que funciona bem para a ideia apresentada. Diferente do vôlei tradicional, aqui você só precisa fazer um ponto para vencer o set. Naturalmente, fazer esse ponto é mais difícil do que normalmente seria. Para conseguir pontuar, você terá que exaurir a stamina dos adversários, que funciona como se fosse a barra de vida deles. Defender um ataque e andar consomem essa barra. Por isso, geralmente o que você vai querer fazer para garantir o ponto é diminuir completamente a stamina de todos os jogadores adversários para ter certeza que pontuará, mas isso nem sempre será necessário, já que você pode diminuir a stamina do inimigo num ponto em que ele não conseguirá alcançar a casa atacada por falta de pontos de stamina, por exemplo. Então, um turno funciona sempre da mesma forma, terá a ordem em que cada jogador pode atuar, alternando entre os times, então você seleciona seu ataque, que pode gerar desvantagens para o adversário, seleciona onde quer atacar, que pode ser uma casa vazia ou em cima de um adversário mesmo, assim executando o ataque. Já no turno de defesa, você seleciona qual jogador de seu time fará a recepção da bola, já sabendo quanto de stamina ele perderá, baseado nos fatores de movimento que ele gastará para ir até uma casa, o atributo de resistência que suprime o quanto de stamina será gasto e o próprio dano da habilidade inimiga. Todo movimento, antes de ser feito, tanto ataque quanto defesa, já mostra o resultado, tanto de efeitos, stamina restante e movimentos. Em partidas válidas pelo campeonato, é necessário vencer dois sets para ser declarado vencedor. Vencer um set sempre te dará a opção de escolher uma melhoria para um de seus jogadores. A arte do jogo é bem bonita, com um estilo cartunesco e animações de vôlei bem legais, cada animal agindo exatamente como se fossem jogadores animais, se é que assim posso dizer. Entre as partidas, você terá dias de eventos aleatórios que você poderá selecionar apenas um para acontecer. Nesses dias você pode treinar novas técnicas ou status, receber relíquias, comprar e receber equipamentos ou participar de eventos aleatórios. Infelizmente, o jogo não está em Português-Brasil até o momento dessa análise, o que pode dificultar para algumas pessoas entenderem o funcionamento de habilidades, equipamentos e relíquias. Falando nelas, começando pelas habilidades, geralmente todo time será temático, como o primeiro time apresentado tendo o tema gelo e suas habilidades se beneficiarem de diminuição de movimento e congelamento de casas, por exemplo. Os equipamentos servem para adicionar mais vantagens para o personagem que o equipar, podendo ainda serem melhorados, o que adiciona mais uma camada para sua estratégia. Por fim, as relíquias adicionam uma habilidade passiva para o time todo. Existem três torneios que são liberados gradativamente, ou seja, você tem que vencer os mais fáceis para ir liberando os próximos. Ao vencer um torneio, você recebe pontos que servem para serem usados em melhorias que serão aplicadas permanentemente em seus próximos jogos, pois como o jogo se trata de um roguelite, ao terminar um torneio e começar outro, você começa tudo do zero. Acredito que o grande trunfo de Smash It Wild para que o jogador continue jogando é seu aumento de dificuldade por torneio, já que os torneios iniciais são até simples demais, mas entendo que talvez seja para que você entenda qual a mecânica daquele time específico que você selecionou. É uma ideia interessante, que vai agradar quem gosta de um jogo tático rápido. Escolha o que fazer nos dias antes das partidas para melhorar seu time. CONQUISTAS O jogo não possui tantas conquistas no momento dessa análise, mas vão exigir que o jogador experimente cada time disponível, explorando seus temas ao máximo, visto que muitas conquistas são baseadas nas mecânicas do jogo. Isso somado com conquistas de vencer os três níveis de torneio diferente vai fazer com que o jogador que quiser 100% das conquistas vai ter um certo trabalho tático para conseguir, mas que é totalmente possível. Melhorias permanentes ajudam suas próximas tentativas. CONCLUSÃO Como eu gosto bastante de vôlei, a ideia de Smash It Wild logo me fisgou, juntamente com a bela arte apresentada. Inicialmente, achei que o jogo seria mais dinâmico por causa do vôlei ser um esporte com muitos pontos, mas logo percebi que o jogo seria dinâmico por outro lado, já que só precisa de um ponto para vencer. É muito gratificante pontuar, pois significa que sua tática funcionou. Apesar disso, não sei até onde o fator replay vai levar o jogo, visto que a quantidade de times é limitada e as táticas também. Ainda assim, é um jogo interessantíssimo e ótimo para ser jogado em pequenas sessões. NOTA: 8.0/10












