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- Review: Granblue Fantasy Relink - Endless Ragnarok
Junte sua tripulação e prepare-se para uma jornada épica para salvar o Mundo dos Céus. O JOGO Granblue Fantasy: Relink é um RPG de ação desenvolvido e distribuído pela Cygames, Inc. Com o objetivo de chegar em Estalúcia, uma ilha lendária, a tripulação da Grandcypher, um navio dirigível que voa pelo Mundo dos Céus, chega no espaço celeste de Zegagrande, onde existem diversas ilhas flutuantes. Ao chegar, nossa tripulação acaba se envolvendo em um conflito maior, envolvendo a Igreja de Ávia que ameaça toda a existência de Zegagrande. Monte sua equipe de quatro personagens escolhendo dentre uma grande variedade de personagens únicos, tanto em aparência quanto em jogabilidade. Com a nova expansão Endless Ragnarok, além de diversas melhorias implementadas ao jogo, uma continuação da história principal se apresenta, com novos desafios e mais batalhas épicas. Suba a bordo da Grandcypher e explore os mistérios e aventuras do Mundo dos Céus. Prepara-se para lutar com inimigos enormes. MINHAS IMPRESSÕES Se tem um jogo que tem cara de anime, esse jogo é Granblue Fantasy: Relink. Sua campanha principal, essencial para apresentar o jogo e todas as suas mecânicas, colocam o jogador como o protagonista da história. A trama acompanha o protagonista (que o jogador pode escolher entre um rapaz ou uma moça) que é o capitão da equipe, uma garota com grandes poderes chamada Lyria, um pequeno dragão mascote chamado Vyrn e uma vasta variedade de personagens que podem integrar sua tripulação. A história principal de Granblue Fantasy: Relink segue muitos clichês, mas que compensam com a jogabilidade muito divertida e variada, graças à variedade de personagens jogáveis e seus diferentes estilos de jogabilidade. Apesar disso, não dá pra negar que a reta final da história se torna arrastada e repetitiva. Todos os personagens são muito carismáticos e únicos, de tal forma que é impossível você não se afeiçoar por pelo menos um deles. Os momentos que a história principal proporciona são épicos e te coloca em batalhas dignas de um shonen. Existem também os episódios do destino, que se aprofundam nas histórias dos outros personagens da tripulação conforme você vai recrutando cada um deles, o que permite conhecer um pouco mais do personagem e ainda incentiva o jogador a experimentar a jogabilidade de cada um deles. Com a expansão Endless Ragnarok, ganhamos mais um pouco de história, continuando os eventos da campanha principal e entregando mais uma jornada para sua equipe, com mais desafios e novas adições. O jogo está em Português-Brasil, com um trabalho bem competente de localização, que traduz muito bem como o personagem está dizendo uma frase, usando nosso jeito de falar, sem perder a essência e a personalidade idealizada pela língua original do jogo. O fim da história principal é apenas o começo do que Granblue Fantasy: Relink pode te oferecer. Com missões novas e a possibilidade de quebrar os limites dos personagens, o desafio começa de verdade aqui. Você pode jogar sozinho ou em modo cooperativo, bem como encontrar pessoas para jogar junto, o que faz toda a experiência de jogo mudar, com a possibilidade de criar estratégias ao invés de apenas depender da CPU controlando seus aliados. Com isso, Granblue Fantasy: Relink consegue manter o jogador aproveitando ao máximo de tudo que o jogo oferece e mantendo o jogo vivo. Esse é o momento onde o jogador provavelmente vai chamar um personagem de seu e tentar masterizá-lo, tanto na parte de jogabilidade, aumentando seus atributos e liberando novas habilidades quanto melhorando ou criando armas e aperfeiçoando selos, que são melhorias adicionadas aos personagens, como se fossem equipamentos que dão atributos específicos. Dentre as missões, variedade é o que não falta. Você poderá enfrentar chefes ou hordas, com objetivos secundários que melhoram seus espólios. Você poderá também repetir fases da história principal. Com Endless Ragnarok, o modo confluência também foi adicionado, que consiste basicamente num modo roguelike dentro de Granblue Fantasy: Relink, onde você avança em missões e pode escolher melhorias para seu personagem manter durante aquela missão. E já que estamos falando de novas mecânicas, Endless Ragnarok introduz as invocações ao jogo, uma forma de aumentar a gama de opções táticas para sua jogabilidade, permitindo que você controle as invocações ou que as mesmas participem de golpes em equipe. É até difícil explicar como a jogabilidade de Granblue Fantasy: Relink é variada porque, além de cada personagem ter seu próprio estilo de jogo, as mecânicas são bem abrangentes. Você pode achar melhor defender do que esquivar e agir de cada uma dessas maneiras muda o que você ganhará, bem como utilizar os golpes conectados, quebrar a defesa do inimigo ou utilizar as anteriomente citadas invocações. Isso sem contar a diversidade de habilidades e seus efeitos e formas de combar elas e seus golpes padrão. Pode parecer assustadoramente complexo, mas prometo que não é. Granblue Fantasy: Relink é bastante amigável e consegue fazer o jogador não se sentir frustrado. As lutas contra monstros considerados chefes são verdadeiras batalhas épicas, que podem durar bastante tempo e exigem muita habilidade do jogador para saber a hora de atacar ou de desviar, por exemplo. Para mim, é aqui que o jogo brilha. Graficamente, Granblue Fantasy: Relink é lindíssimo. Com cores vivas e vibrantes, ambientes simples mas que cumprem seu propósito cercam todos mapas do jogo. Porém, é impossível não falar de Hideo Minaba e suas ilustrações. Só de olhar uma das artes dos personagens, você já sabe da qualidade artística, visto que Hideo Minaba já trabalhou em outras grandes franquias e sua arte é inigualável e inesquecível. O design de personagens, monstros e armas são maravilhosos e cheio de personalidade. Igualmente incrível é a trilha sonora, que em momentos épicos cresce junto da ação, te envolvendo nas batalhas e transformando em momentos únicos para o jogador. Granblue Fantasy: Relink é um jogo que vai te prender por muito tempo. A campanha principal será apenas o aperitivo, o endgame lhe oferecerá um banquete com muitas opções, independente de como você quiser jogar, seja sozinho, com mais três amigos ou com pessoas desconhecidas. Seja em jogatinas curtas ou em longas horas de batalhas. A expansão Endless Ragnarok apenas melhorou o que já era muito bom. Granblue Fantasy: Relink te espera de braços abertos, com aventuras incríveis e batalhas épicas. Crie ataques poderosos e incríveis unindo forças com sua equipe. CONQUISTAS Tédio não será um problema para quem tiver o ímpeto de conseguir completar todas as conquistas do jogo. Detalhar cada uma delas seria uma tarefa árdua, já que cobrem todos os elementos do jogo, que passa por conquistas relacionadas aos personagens, ações específicas que devem ser completadas na história principal, até chegar em conquistas de colecionáveis e alcançar notas altas em missões. Quando eu disse que terminar a história principal era apenas o início do que Granblue Fantasy: Relink pode oferecer, é um pouco disso que eu estava querendo mostrar. É difícil que alguma coisa não te prenda ao jogo e as conquistas aparecem como um fator a mais para o jogador, um desafio fora do jogo, mas que incrementa a experiência, adicionando mais uma camada de atividades ao jogo. E não será uma tarefa fácil, já que para alcançar 100% das conquistas, o jogador terá que, basicamente, explorar tudo que o jogo tem a oferecer e, em alguns casos, se esforçar bastante, seja pelo tempo gasto ou pela habilidade exigida. Por isso, recomendo curtir Granblue Fantasy: Relink ao máximo e, caso você se empolgue em completar todas as conquistas, isso te dará muito mais combustível para continuar jogando e masterizando sua jogabilidade. O vasto Mundo dos Céus guarda grandes aventuras. CONCLUSÃO Depois de focar 100% na história de Granblue Fantasy: Relink, fui explorar melhor o que o jogo já tinha me apresentado, mas que eu tinha deixado de lado para poder completar a campanha principal. É assustador o quanto de coisa tem para fazer nesse jogo. Demorei um pouco para me situar, mas logo tinha entendido que só tinha tocado na superfície do jogo. E esse é um grande trunfo de Granblue Fantasy: Relink, pois ele oferece muito para o jogador e não importa se você for mais casual ou mais hardcore, tem conteúdo para todo tipo de gente. Gosto bastante da variedade de personagens que, de uma forma ou de outra, acaba deixando o jogo ainda mais variado, porque sempre terá um jeito diferente de jogar com cada personagem e isso também muda a forma como o jogador interage com o todo. As batalhas contra chefes é onde o jogo brilha para mim. Algumas batalhas se arrastam por um bom tempo, que poderia parecer apenas um jeito de gastar tempo do jogador, mas na verdade, exige coordenação e habilidade para fazer tudo na hora certa e isso torna toda a batalha em algo mais épico. Granblue Fantasy: Relink me surpreendeu positivamente. Apresenta um mundo muito bem construído, com artes lindíssimas e trilha sonora muito boa. É tão difícil escolher um personagem para masterizar porque todos parecem tão legais, cada um de sua maneira. É um ótimo jogo para jogar com amigos e vencer alguns chefes coordenando estratégias e fazendo combos insanos. A expansão Endless Ragnarok vem como um cereja no bolo, adicionando muita coisa legal ao pacote todo. É um jogo que mesmo com tantos elementos, consegue ser bem único no que se propõe, entregando muita diversão e desafio. NOTA: 9.0/10
- Review: Ascend to ZERO
Cada segundo importa quando o próprio tempo é seu maior inimigo. Em poucos minutos de jogo ficou claro que Ascend to ZERO não queria ser apenas mais um roguelike inspirado em Vampire Survivors. A estrutura básica até lembra outros jogos do gênero, com centenas de inimigos ocupando a tela, melhorias constantes e aquele ciclo viciante de "só mais uma tentativa". A diferença é que existe um elemento capaz de mudar completamente a forma como encaramos cada partida: o tempo. Aqui, o relógio não serve apenas para medir quanto tempo sobrevivemos. Ele representa praticamente tudo. Nossa permanência em cada corrida depende dele, o progresso da fase está diretamente ligado aos segundos restantes e cada decisão precisa ser tomada rapidamente para não desperdiçar um recurso que vale tanto quanto a própria vida. A história acompanha a Chrono Child, uma jovem enviada através do tempo após um experimento científico resultar na destruição da humanidade por uma invasão de máquinas. Sozinha em um futuro devastado, sua missão é voltar ao passado e impedir que essa tragédia aconteça. Apesar de existir uma narrativa por trás da campanha, ela funciona principalmente como um contexto para justificar a mecânica de manipulação temporal, que acaba sendo o verdadeiro protagonista da experiência. GAMEPLAY A estrutura das corridas lembra bastante outros survivor likes. Nosso personagem ataca automaticamente enquanto caminhamos pelo cenário derrotando grandes grupos de inimigos, coletando experiência e escolhendo novas habilidades conforme evoluímos. Mesmo assim, o jogo adiciona algumas ações que dependem diretamente do jogador. Além da movimentação, controlamos manualmente o dash e uma poderosa explosão que pode mudar completamente o rumo de uma batalha quando utilizada no momento certo. Mas a grande sacada está justamente na manipulação do tempo. Podemos congelar completamente o cenário, reposicionar nosso personagem, escapar de ataques ou simplesmente preparar uma explosão devastadora antes de fazer o relógio voltar a correr. Essa mecânica muda completamente a dinâmica das partidas. Em vez de apenas sobreviver aos inimigos, estamos constantemente preocupados com dois fatores igualmente importantes: eliminar ameaças rapidamente e administrar os segundos restantes. Essa preocupação constante acabou criando uma sensação de urgência muito interessante. Em vários momentos eu deixava de perseguir determinados grupos de inimigos apenas porque precisava recuperar tempo antes que a corrida terminasse. Isso faz com que praticamente todas as decisões tenham peso, algo que diferencia Ascend to ZERO de boa parte dos roguelikes atuais. Conforme avançamos, também desbloqueamos melhorias permanentes antes de iniciar uma nova tentativa. É possível aumentar o tempo inicial disponível, começar em níveis mais altos e fortalecer diversos atributos do personagem. Essa progressão faz bastante diferença, principalmente nas primeiras horas, tornando cada nova corrida um pouco menos punitiva que a anterior. Por outro lado, existe um aspecto que considero um dos poucos pontos negativos da experiência. O jogo apresenta uma quantidade muito grande de NPCs responsáveis por sistemas diferentes de evolução, além de diversas moedas específicas para upgrades distintos. Em determinados momentos, entender onde investir recursos acaba sendo mais trabalhoso do que a própria corrida. Uma estrutura mais unificada provavelmente tornaria toda essa progressão muito mais intuitiva, especialmente para novos jogadores. Felizmente, essa sensação diminui conforme acumulamos horas de jogo. Aos poucos vamos compreendendo melhor cada sistema e percebendo como todos eles se conectam. A evolução deixa de parecer confusa e passa a oferecer uma boa sensação de crescimento, principalmente quando nossas primeiras corridas, antes limitadas por poucos segundos, começam a durar muito mais graças aos upgrades conquistados. HISTÓRIA Ascend to ZERO constrói sua narrativa em torno de uma ficção científica envolvendo viagens temporais, inteligência artificial e o colapso da humanidade. Após um experimento fracassado abrir caminho para uma invasão de máquinas, resta apenas uma alternativa: enviar a Chrono Child para alterar os acontecimentos antes que o desastre aconteça. A história não ocupa grande parte do tempo durante as corridas, mas aparece em diálogos, encontros com personagens e momentos específicos da campanha. É suficiente para dar contexto às missões sem interromper o ritmo acelerado do jogo, mantendo o foco sempre na progressão e na constante sensação de urgência criada pelo cronômetro. VISUAIS E SOM Visualmente, Ascend to ZERO impressiona bastante. As animações possuem um nível de acabamento acima da média para o gênero, tanto durante os combates quanto nas interações com os NPCs espalhados pela base. Explosões, habilidades e efeitos de partículas deixam a ação bastante dinâmica, principalmente quando dezenas de inimigos ocupam a tela simultaneamente. A direção de arte também merece elogios por combinar pixel art detalhada com efeitos modernos de iluminação, criando cenários futuristas que reforçam muito bem a temática da viagem no tempo e da destruição tecnológica. Mesmo nos momentos de maior caos visual, a leitura da ação continua bastante confortável. A trilha sonora acompanha bem esse ritmo acelerado, utilizando músicas que aumentam a tensão das corridas sem competir com os efeitos sonoros das habilidades. As explosões, ataques especiais e efeitos relacionados à manipulação temporal possuem um ótimo impacto, contribuindo bastante para transmitir a sensação de poder conforme nossa build evolui. ACHIEVEMENTS A lista de conquistas de Ascend to ZERO acompanha muito bem o ciclo de progressão do jogo e incentiva o jogador a explorar praticamente todos os seus sistemas. Além dos objetivos ligados ao avanço da campanha, há desafios relacionados ao resgate de personagens, evolução permanente, desbloqueio de equipamentos, melhorias do Avatar, experimentação de diferentes armas e utilização das habilidades exclusivas de cada classe. Também existem conquistas voltadas para mecânicas específicas, como gerenciamento de recursos, aprimoramento de itens e exploração dos diversos modos de jogo, fazendo com que boa parte do conteúdo opcional tenha um propósito além da simples curiosidade. Para quem busca completar os 100%, a jornada promete ser bastante longa. A lista inclui desafios de dificuldade elevada, objetivos voltados aos níveis mais altos, domínio das mecânicas de combate, conclusão de conteúdos avançados e até algumas conquistas curiosas que recompensam situações inesperadas durante as partidas. O lado positivo é que a progressão acontece de forma bastante natural conforme entendemos melhor todos os sistemas do jogo, tornando a busca pelas conquistas uma extensão da própria evolução do jogador, em vez de uma sequência de tarefas repetitivas ou desconectadas da experiência principal. TRAILER OFFICIAL RESUMO Ascend to ZERO encontra uma identidade própria ao transformar o tempo na mecânica mais importante de toda a experiência. Enquanto muitos roguelikes concentram toda a estratégia apenas na construção da build, aqui cada segundo influencia diretamente as decisões tomadas durante as corridas, criando uma tensão constante que permanece do início ao fim. Embora a quantidade de sistemas de evolução e moedas diferentes torne as primeiras horas um pouco confusas, essa complexidade passa a fazer mais sentido conforme avançamos e entendemos como cada melhoria interfere nas próximas tentativas. Quando isso acontece, o ciclo de progressão se torna bastante recompensador. Com uma direção de arte muito bonita, animações extremamente bem produzidas, combate divertido e uma proposta que realmente consegue se diferenciar dentro de um gênero bastante competitivo, Ascend to ZERO estreia como uma excelente opção para quem procura um roguelike que vá além da simples sobrevivência contra hordas de inimigos. Nota: 7.5/10 Review by Gamertag: Scoulz
- Review: Echoes of Aincrad
Uma adaptação que recria com fidelidade um dos mundos mais marcantes dos animes. Sword Art Online sempre teve uma premissa que parecia perfeita para os videogames: viver dentro de um MMORPG onde cada batalha, evolução e escolha fazem parte de uma jornada de sobrevivência. Echoes of Aincrad aproveita justamente essa ideia ao colocar o jogador dentro do universo de Aincrad, permitindo criar seu próprio personagem e acompanhar os acontecimentos iniciais da franquia por uma nova perspectiva. Diferente das adaptações anteriores, aqui a aventura não é focada apenas em Kirito. Personagens conhecidos como Asuna, Argo e o próprio protagonista continuam presentes, mas o jogador assume o papel de mais um sobrevivente preso dentro do jogo, tentando evoluir e encontrar seu caminho naquele mundo. O começo da campanha, porém, demora para mostrar todo o potencial da experiência. O prólogo coloca o jogador durante bastante tempo em ambientes fechados, funcionando praticamente como um grande tutorial enquanto apresenta as principais mecânicas. A decisão combina com a sensação inicial dos jogadores presos em Aincrad, mas acaba atrasando o momento em que o jogo realmente mostra suas melhores qualidades. Quando finalmente deixamos essa estrutura inicial para trás e exploramos as áreas abertas, cidades e paisagens do mundo, fica mais fácil entender a proposta de Echoes of Aincrad: transformar um dos cenários mais marcantes dos animes em um lugar onde o jogador pode realmente construir sua própria jornada. GAMEPLAY O combate de Echoes of Aincrad segue uma estrutura simples, mas que combina bastante com a proposta da franquia. O jogador conta com ataques básicos, defesa, esquiva e habilidades especiais inspiradas nas Sword Skills do anime. Não existe uma tentativa de criar um sistema extremamente complexo, mas as batalhas conseguem transmitir bem a sensação de estar utilizando técnicas dentro de um MMORPG. O principal elemento das lutas está nos ataques combinados com os Companions. Durante praticamente toda a campanha, utilizar corretamente as habilidades dos aliados é uma das formas mais eficientes de causar dano e controlar os confrontos. É uma mecânica simples, mas funciona bem dentro da proposta do jogo. A evolução dos equipamentos também segue uma direção interessante. O jogo entrega constantemente novos itens após derrotar monstros e chefes, permitindo utilizar equipamentos antigos para fortalecer os atuais. Essa escolha evita aquela sensação comum em RPGs onde o jogador passa horas esperando um único item aparecer. A exploração utiliza mapas semiabertos que vão sendo revelados conforme avançamos por pontos específicos das regiões. A estrutura funciona bem, mas em alguns momentos o tamanho das áreas parece maior do que a quantidade de atividades disponíveis. Existe uma sensação de repetição principalmente quando inimigos, objetivos e caminhos começam a se repetir com frequência. A Caverna da Lágrima é um dos melhores exemplos desse problema. Visualmente, a dungeon possui uma ambientação interessante, com iluminação bem trabalhada e cenários que conseguem transmitir uma boa atmosfera. Porém, o design dos caminhos é confuso e a repetição de estruturas semelhantes acaba tornando a exploração menos interessante do que poderia ser. A personalização também oferece uma boa liberdade para adaptar a experiência ao estilo de cada jogador. Conforme o personagem evolui, novos pontos de atributo podem ser distribuídos para fortalecer diferentes características, enquanto a variedade de armas, equipamentos e habilidades permite criar builds voltadas para abordagens mais ofensivas, defensivas ou equilibradas. Não chega a oferecer a profundidade de grandes MMORPGs, mas entrega opções suficientes para que a progressão tenha um toque mais pessoal e incentive experimentar diferentes formas de combate. Um detalhe curioso é a forma como o jogo apresenta a criação do personagem. Em vez de acontecer logo no início, ela aparece depois de algumas horas de campanha, algo diferente do padrão encontrado na maioria dos RPGs. Dentro da narrativa isso funciona, mas para quem espera personalizar seu personagem desde o primeiro minuto pode causar estranhamento. VISUAIS E SOM Um dos maiores destaques de Echoes of Aincrad está na forma como o jogo recria o mundo de Sword Art Online. Depois de passar pelo início mais limitado visualmente, as áreas abertas mostram uma direção de arte muito mais inspirada, principalmente na construção das cidades e dos cenários naturais. A Cidade dos Começos é um dos melhores exemplos disso, apresentando um design que transmite bem a sensação de estar dentro de um MMORPG vivo, com uma arquitetura que remete diretamente ao universo do anime. As cavernas também mostram um cuidado interessante na ambientação. Mesmo quando o design dos caminhos não é dos mais eficientes, existe uma preocupação clara em criar espaços visualmente marcantes, utilizando diferentes iluminações e elementos no cenário para evitar que tudo pareça apenas uma sequência de corredores iguais. É um contraste curioso, já que algumas dessas áreas são bonitas de observar, mas pouco confortáveis de explorar. Tecnicamente, o jogo apresenta um ótimo desempenho no Xbox Series X. Tanto o modo qualidade quanto o modo desempenho conseguem entregar uma experiência bastante estável, mas o modo desempenho chama atenção pela fluidez alcançada durante a exploração e os combates. Mesmo em áreas maiores, a sensação é de uma aventura consistente, sem quedas perceptíveis que prejudiquem a experiência. Apesar da qualidade geral das texturas e dos cenários, alguns detalhes poderiam receber mais atenção. A iluminação em determinados momentos não acompanha o mesmo nível do restante da produção, principalmente em relação ao sombreamento dos personagens principais e dos NPCs. São pequenos problemas que não comprometem a experiência, mas acabam destacando uma diferença entre a qualidade dos ambientes e dos modelos. Na parte sonora, a escolha de oferecer áudio em japonês e inglês é uma decisão acertada, principalmente para um jogo baseado em uma franquia de anime. A dublagem japonesa combina melhor com a identidade de Sword Art Online e ajuda a manter a conexão com a obra original. A abertura musical também merece destaque, trazendo uma composição que combina bastante com o clima de aventura e reforça a sensação de estar entrando novamente no universo de Aincrad. ACHIEVEMENTS A lista de conquistas de Sword Art Online: Echoes of Aincrad segue uma estrutura bastante tradicional para um RPG, dividindo seus objetivos entre progressão da história, evolução do personagem, exploração e aprimoramento de equipamentos. Existem conquistas relacionadas a visitar as principais cidades de Aincrad, como a Cidade dos Começos, Horunka, Tolbana e Urbus, além de objetivos ligados aos companheiros, permitindo formar parceria com personagens conhecidos da franquia como Kirito, Asuna, Agil, Silica, Lisbeth e Klein. Também existem diversos objetivos voltados para quem pretende explorar todos os sistemas do jogo, como coletar diferentes tipos de armas e equipamentos, desbloquear habilidades de espada, melhorar armas até o nível máximo, completar bancos de dados de monstros e personagens, derrotar chefes e alcançar níveis elevados. A conquista de platina, chamada Nameless Hero, exige naturalmente completar todos esses desafios, funcionando como um incentivo para quem deseja extrair tudo que Aincrad tem a oferecer. Apesar de funcional e bem distribuída entre os diferentes aspectos da experiência, achei a lista de conquistas pouco criativa. Grande parte dos objetivos segue padrões já conhecidos em outros RPGs, como visitar locais específicos, acumular dinheiro, derrotar uma quantidade determinada de inimigos ou coletar equipamentos. Ela cumpre bem o papel de acompanhar a jornada do jogador, mas poderia ter aproveitado melhor momentos únicos de Sword Art Online, criando desafios mais relacionados à fantasia de estar preso em Aincrad ou referências mais marcantes para os fãs da franquia. TRAILER OFFICIAL RESUMO Echoes of Aincrad possui uma das propostas mais interessantes já apresentadas pela franquia nos videogames. A possibilidade de criar seu próprio personagem e explorar Aincrad como mais um jogador preso naquele mundo é exatamente a fantasia que muitos fãs tiveram desde o começo do anime. O jogo acerta principalmente quando deixa o jogador explorar seus cenários, conhecer suas cidades e sentir que aquele universo possui uma estrutura própria. A recriação de Aincrad, as referências ao anime e a presença de personagens conhecidos mostram um cuidado especial com quem acompanha a franquia há anos. Porém, algumas escolhas impedem que a experiência seja ainda melhor. O início extremamente prolongado, a repetição de algumas atividades, o design irregular de determinadas áreas e uma exploração que nem sempre acompanha a qualidade visual dos cenários acabam diminuindo o ritmo da aventura. Mesmo com esses problemas, existe algo especial em finalmente poder caminhar por Aincrad, evoluir seu personagem e participar de uma jornada que antes existia apenas na tela do anime. Echoes of Aincrad entrega uma experiência que respeita a essência de Sword Art Online e oferece aos fãs a oportunidade de enxergar esse mundo por uma nova perspectiva. É uma aventura que poderia ter alcançado um nível ainda maior com alguns ajustes de ritmo e variedade, mas que ainda representa uma das adaptações mais próximas daquilo que muitos jogadores imaginaram quando conheceram Aincrad pela primeira vez. Nota: 7.6/10 Review by Gamertag: Scoulz
- Review: Temporada do Despertar da Morte de Diablo IV!
Novos sistemas, mais liberdade para builds e uma temporada focada em melhorar a experiência do jogador. Depois da expansão Lord of Hatred, Diablo IV parece ter encontrado uma direção muito mais consistente para seu modelo de temporadas. Em vez de tentar reinventar completamente a experiência a cada poucos meses, a Blizzard vem adotando uma filosofia mais sustentável: introduzir novas mecânicas, ouvir rapidamente o feedback dos jogadores e refinar sistemas que ainda apresentam limitações. A Temporada do Despertar da Morte segue exatamente essa proposta. A narrativa gira em torno do surgimento do Culto da Morte após a derrota de Mefisto, trazendo as Rupturas do Pandemônio como principal atividade sazonal. Ao redor delas surgem novos inimigos, uma nova chefe, mudanças importantes na progressão e, principalmente, uma reformulação completa dos Únicos Míticos. Embora esta não seja uma temporada revolucionária, ela talvez represente algo ainda mais importante: a consolidação da identidade que Diablo IV vem construindo desde sua expansão. As principais novidades da temporada A principal novidade da temporada são as Rupturas do Pandemônio. Espalhadas por Santuário, elas funcionam como eventos dinâmicos que podem aparecer durante a exploração do mapa e, principalmente, nas Marés Infernais. Na prática, elas conseguem quebrar um pouco da rotina tradicional do endgame. O ritmo é acelerado, sempre existe algo acontecendo na tela e a recompensa cresce conforme o jogador consegue manter a ruptura ativa por mais tempo. Depois de algumas horas, entretanto, a atividade revela seus limites. As Rupturas são divertidas durante a progressão inicial, mas sua estrutura rapidamente se torna previsível para quem pretende investir dezenas ou centenas de horas na temporada. Isso não significa que sejam ruins. Apenas fica evidente que elas funcionam muito mais como um complemento ao ciclo de progressão do que como uma atividade capaz de transformar completamente o endgame. A Câmara do Tributo Fúnebre, os Andarilhos de Reinos e a nova chefe sazonal ajudam a manter esse ciclo interessante, principalmente porque concentram boa parte das recompensas mais importantes da temporada. Os Únicos Míticos finalmente fazem sentido Se existe uma mudança que realmente altera a maneira como Diablo IV é jogado, ela está no novo sistema de Únicos Míticos 3.0. Nas temporadas anteriores, alguns Míticos Icônicos acabavam ocupando espaço obrigatório em diversas builds. Independentemente da classe escolhida, era comum que determinados equipamentos fossem praticamente indispensáveis para alcançar o máximo desempenho. A Temporada 14 tenta mudar essa lógica. Agora qualquer item Único pode se tornar um Único Mítico, oferecendo atributos maximizados e versões aprimoradas de seus poderes exclusivos. Na prática, isso amplia significativamente a liberdade para montar builds e incentiva experimentações que antes dificilmente seriam consideradas competitivas. Mais do que as novidades em si, o aspecto que mais chama atenção nesta temporada é a quantidade de ajustes feitos após o Reino de Teste Público. A Blizzard reduziu o tempo necessário para concluir as Rupturas, aumentou a obtenção de Fragmentos do Pandemônio, reformulou o funcionamento da criação de Únicos Míticos e voltou atrás em algumas decisões que não agradaram durante o período de testes, como a redução excessiva dos afixos garantidos nos itens Únicos. Essas mudanças demonstram um desenvolvimento muito mais próximo da comunidade do que o visto nos primeiros meses de vida de Diablo IV. Diversos sistemas apresentados inicialmente foram refinados antes mesmo da temporada chegar aos servidores oficiais, algo que acabou sendo bastante elogiado pelos jogadores. Além disso, a atualização traz diversas melhorias de qualidade de vida, incluindo aumento dos limites de ouro e óbolos, melhorias no Cubo Horádrico, novos filtros para as tabelas de classificação, sincronização dos Planos de Guerra em grupo e diversos pequenos ajustes que tornam a experiência mais fluida durante dezenas de horas de jogo. São mudanças que talvez não chamem tanta atenção em vídeos promocionais, mas fazem diferença na rotina de quem joga Diablo IV frequentemente. Colaboração Diablo IV x Overwatch Além das novidades da temporada, a colaboração entre Diablo IV e Overwatch chamou minha atenção por mostrar que a Blizzard está disposta a integrar cada vez mais suas principais franquias. O evento adiciona um Relicário temático com recompensas gratuitas e pagas, incluindo visuais de armas, troféus de montaria, emblemas e a mascote Espírito da Raposa da Kiriko, obtidos ao derrotar inimigos de elite e coletar a moeda especial do evento. Apesar de não alterar a jogabilidade, considero esse tipo de colaboração uma adição interessante para quem gosta de colecionar itens cosméticos e acompanhar diferentes universos da Blizzard. É um conteúdo opcional, que não interfere na progressão da temporada, mas oferece um incentivo extra para quem pretende jogar durante várias semanas. Espero que essa iniciativa continue nas próximas temporadas. Agora que Blizzard faz parte do ecossistema Xbox, existem diversas franquias que poderiam se encaixar naturalmente em Diablo IV. Uma colaboração inspirada em Gears of War, por exemplo, teria potencial para combinar muito bem com a atmosfera sombria de Santuário e render alguns dos cosméticos mais interessantes já vistos no jogo. TRAILER OFFICIAL RESUMO Depois de jogar a Temporada do Despertar da Morte, a impressão que fica é de que Diablo IV finalmente encontrou uma fórmula consistente para evoluir. Em vez de tentar surpreender com mudanças gigantescas a cada temporada, a Blizzard parece mais preocupada em melhorar continuamente a experiência existente, ouvindo o feedback dos jogadores e ajustando sistemas antes mesmo de eles chegarem à versão final. Ainda sinto falta de algumas mecânicas introduzidas em temporadas anteriores que desapareceram com o tempo. Conforme Diablo IV amadurece, acredito que certos sistemas mereciam ser incorporados de forma definitiva ao jogo, criando uma sensação de evolução permanente para o endgame em vez de substituir uma novidade pela outra a cada ciclo. Vale a pena voltar apenas por causa da Temporada do Despertar da Morte? Se você se afastou de Diablo IV logo após o lançamento, minha resposta é sim. O jogo está em um estado muito melhor do que há alguns anos, com uma progressão mais agradável e sistemas mais bem estruturados. Já para quem acompanha todas as temporadas, esta atualização entrega melhorias importantes e um ótimo trabalho de refinamento, mesmo sem apresentar uma mecânica capaz de redefinir completamente a experiência. É uma temporada que olha mais para o futuro de Diablo IV do que para o impacto imediato de suas novidades, e isso pode ser justamente o que o jogo precisava neste momento. Nota: 8.0/10 Review by Gamertag: Scoulz
- Review: KuloNiku Bowl Up!
Gerencie seu próprio restaurante e busque reviver a glória de outrora. O JOGO KuloNiku: Bowl Up! é um jogo de culinária desenvolvido pela Gambir Studio e distribuído pela Raw Fury. Após muito tempo, nosso protagonista volta para sua cidade natal e assume o restaurante que em outros tempos era gerenciado por sua avó. O que um dia era um estabelecimento renomado, hoje está abandonado e cabe ao nosso protagonista entrar nessa aventura de gerenciar seu próprio negócio e tentar chegar ao nível que sua avó construiu e manteve na mente dos habitantes da cidade. Cozinhe os pedidos dos clientes, se relacione com personagens e batalhe em competições culinárias para aumentar a reputação de seu restaurante. Monte os pratos com atenção aos pedidos. MINHAS IMPRESSÕES A simplicidade de KuloNiku: Bowl Up! é uma delícia. Cozinhar os pratos dos clientes é divertido e satisfatório, com mecânicas simples de se entender. Além das receitas prontas, alguns clientes pedirão alterações no prato, como por exemplo tirar um ingrediente, ou deixar com um dos sabores acentuados ou até mesmo se preferem comer de garfo e colher ou hashi. Existem até aqueles que pedem algo fora do cardápio, com combinações nada convencionais. Entregue o pedido perfeitamente para ganhar reputação e uma gorjeta. Usando o dinheiro recebido, você pode comprar novos ingredientes para criar novas receitas ou comprar melhorias para o restaurante, que afetam diretamente seu lucro ou eficiência na cozinha. A reputação é importante para avançar na história, já que ao atingir novos níveis de reputação, batalhas culinárias são desbloqueadas. Elas são parte do avanço do jogo, onde outros personagens te desafiam para batalhas culinárias que usam o mesmo sistema de culinária convencional do jogo, mas com um sistema de pontos e turnos, bem como alguns minigames simples para alguns processos culinários. Agrade o público e os jurados, utilizando ingredientes e sabores preferidos para ganhar mais pontos e sair vencedor. Com isso, esse é o loop básico do jogo: cozinhar no restaurante até ter reputação suficiente para batalhar contra outros personagens. É importante lembrar que o jogo permite que você jogue de dois modos: um mais casual, onde você não tem limite de tempo para preparar as receitas e outro onde velocidade de preparo é importante. Assim, ele abrange tanto jogadores mais casuais quanto os que procuram algum desafio. Ainda que de forma simples, o jogo possui uma história, bem como relacionamento entre os personagens, que avançam conforme você interage com eles, criando vínculos e criando momentos com elementos de visual novel. O jogo está em Português-Brasil, facilitando acompanhar a história bem como entender corretamente os pedidos dos clientes. A arte do jogo é bem colorida e vívida, especialmente com as comidas, o que dá todo um charme e até vontade de comer as comidas de tão apetitosas que parecem ser. Apesar de parecer repetitivo, KuloNiku: Bowl Up! tem um ritmo muito bom para apresentar novas mecânicas, bem como para adquirir novos ingredientes e criar novas receitas. Avançar na história também não demora, com sua reputação aumentando num ritmo bom o suficiente para não ter que repetir diversas vezes o mesmo processo. Então, se você não ficar obcecado em adquirir tudo o que é possível antes mesmo de avançar, o ritmo do jogo será bem equilibrado. É um ótimo jogo para quem procurar jogos com tema culinário e com uma vibe bem leve. Compre novos ingredientes, móveis e decorações para melhorar o restaurante. CONQUISTAS Seguindo sua simplicidade, as conquistas de KuloNiku: Bowl Up! não vão te dar trabalho caso você goste do jogo e aproveite cada aspecto dele ao máximo. A maioria das conquistas está relacionada ao andamento da história do jogo, como derrotar alguns oponentes em batalhas culinárias ou desbloquear novas mecânicas na cozinha. Talvez as únicas conquistas que vão exigir um pouco mais de atenção são as relacionadas aos relacionamentos com os outros personagens, onde você precisa maximizar todos. Já que esse aspecto do jogo pode ser ignorado em alguns momentos, pode se dizer que é o único ponto de atenção para conseguir 100% das conquistas. Se relacione com os habitantes e aumente seu vínculo com eles. CONCLUSÃO Escolhi jogar KuloNiku: Bowl Up! no modo mais casual e não me arrependi. Joguei para relaxar e ouvir podcast ao mesmo tempo. O loop de jogabilidade só vai ser repetitivo se você for maluco como eu e querer desbloquear mais coisas ao invés de avançar no jogo que claramente faz você conseguir as coisas mais facilmente. A parte de relacionamentos entre personagens do jogo foi a única parte que não me agradou tanto, porque me tirava do que estava bom para algo que na minha opinião não agregava tanto ao todo. KuloNiku: Bowl Up! é o tipo de jogo que você joga para dar uma relaxada e para desacelerar. NOTA: 8.0/10
- Review: Assassin's Creed Black Flag Resynced
A lendária aventura de Edward Kenway retorna revitalizada e mais grandiosa do que nunca. Poucos jogos da franquia Assassin's Creed carregam um legado tão forte quanto Black Flag. Mais de uma década após seu lançamento original, retornar ao Caribe na pele de Edward Kenway já seria especial por si só. O curioso é que comecei minha jornada em Black Flag Resynced no meio da campanha de Assassin's Creed Shadows, o que acabou oferecendo uma perspectiva interessante sobre este remake e sobre a própria identidade da série. Depois de passar dezenas de horas em um dos capítulos mais recentes da franquia, revisitar Black Flag reconstruído na nova geração serviu quase como um lembrete do que tornou Assassin's Creed tão popular durante sua era de ouro. E a surpresa é perceber que Resynced não apenas moderniza um clássico, mas também traz novidades suficientes para justificar sua existência. Voltamos à era de ouro da pirataria e assumimos novamente o papel de Edward Kenway, um corsário movido pela busca incessante por riqueza, fama e liberdade. Em um Caribe dominado pela ganância, acompanhamos sua jornada ao lado de figuras lendárias como Barba Negra, Charles Vane, Jack Rackham e Stede Bonnet enquanto navegamos por ilhas paradisíacas, fortalezas coloniais e águas mortais repletas de fragatas inimigas. Mas o remake também procura expandir a narrativa original. O novo arco "A World Without Gold" adiciona um epílogo inédito composto por oito missões que aprofundam ainda mais alguns dos temas centrais da campanha, principalmente a relação entre ambição e liberdade. A frase "Num mundo sem ouro, talvez tivéssemos sido heróis" resume perfeitamente essa nova abordagem. Afinal, grande parte das tragédias vividas pelos piratas surge justamente da incapacidade de abandonar a busca por poder e riquezas. GAMEPLAY Uma das maiores qualidades de Black Flag Resynced está justamente na coragem de preservar a essência do original. Depois de anos acompanhando Assassin's Creed abraçar sistemas de RPG cada vez mais complexos, foi refrescante retornar a um jogo que deixa de lado níveis exagerados, árvores gigantescas de habilidades e dezenas de tipos diferentes de inimigos espalhados pelo mapa. Recebemos uma missão, estudamos o cenário, eliminamos nosso alvo e seguimos em frente. É uma abordagem mais direta, mas que continua eficiente. Os contratos dos Assassinos permanecem entre as melhores atividades secundárias do jogo. Receber um contrato, analisar o ambiente e escolher a melhor forma de eliminar o alvo é muito prazeroso, especialmente quando buscamos cumprir objetivos específicos para obter recompensas adicionais. O remake também traz diversas melhorias importantes no combate. Agora temos parries perfeitos que resultam em finalizações em cadeia extremamente violentas, novos golpes pesados, chutes, rasteiras e até execuções utilizando diretamente a Hidden Blade durante confrontos abertos. As animações de combate impressionam. Ver Edward encadear múltiplas execuções continua sendo um espetáculo visual e algumas batalhas específicas, como o confronto contra Du Casse, ganharam ainda mais impacto graças ao refinamento das animações e da direção cinematográfica. A adição de equipamentos com perks passivos e trinkets capazes de alterar atributos do personagem oferece pequenas possibilidades de personalização sem descaracterizar a experiência clássica. O retorno do parkour clássico Eu gosto do parkour dos Assassin's Creed modernos, mas é impossível negar que houve uma mudança significativa na filosofia de movimentação da série. Aqui, cada cidade parece ter sido construída pensando especificamente na navegação vertical. Resynced adiciona salto manual, side eject, back eject com ganho de altura, tirolesas inéditas e transições muito mais suaves entre movimentos. O resultado é um sistema prazeroso de utilizar. Edward é um dos protagonistas mais agradáveis de controlar em toda a franquia. Sua movimentação encontra um equilíbrio perfeito entre velocidade e peso. Depois de alternar entre personagens muito leves ou pesados nos títulos recentes, controlar Edward novamente foi quase terapêutico. Se existe uma lição que a Ubisoft deveria carregar para futuros remakes, é justamente esta. Misturar o refinamento técnico atual com a filosofia clássica de construção dos cenários pode resultar em alguns dos melhores Assassin's Creed já produzidos. O Caribe continua sendo a verdadeira estrela Mesmo tantos anos depois, navegar é uma das atividades mais divertidas da série. As batalhas marítimas receberam melhorias importantes. O Jackdaw agora possui novos disparos secundários, munições especiais, habilidades exclusivas fornecidas pelos novos oficiais recrutáveis e sistemas adicionais de progressão. Fenômenos climáticos extremos, ondas gigantes e tempestades retornam com força total, tornando algumas travessias genuinamente tensas. Visualmente, navegar nunca foi tão impressionante graças ao novo sistema de iluminação, física da água e ray tracing. Durante boa parte da aventura, tive a sensação de estar jogando o Assassin's Creed visualmente mais bonito já produzido. Até então, esse posto pertencia a Unity para mim. O mapa é significativamente menor quando comparado aos jogos recentes, mas justamente por isso cada região parece muito mais detalhada e cuidadosamente construída. Por outro lado, ainda existem algumas limitações herdadas do jogo original. Apesar da inclusão de novas opções de viagem rápida, ainda senti que determinados deslocamentos poderiam ter sido melhor planejados. Em algumas situações, principalmente quando apenas queremos acessar uma ilha específica, as longas viagens marítimas acabam se tornando um pouco cansativas. Novidades narrativas Resynced não se limita apenas à reconstrução visual. Além do novo arco "A World Without Gold", o remake introduz três oficiais inéditos para o Jackdaw, cada um acompanhado por sua própria linha narrativa. Lucy Baldwin, The Padre e Tobias "Deadman" Smith não apenas fornecem melhorias de gameplay, mas também expandem o elenco com histórias próprias. O jogo também adiciona novas missões secundárias envolvendo personagens importantes da campanha, incluindo conteúdos relacionados a Barba Negra e Stede Bonnet. Essas adições não reinventam completamente a narrativa, mas conseguem ampliar o universo de Black Flag de forma natural, sem parecer conteúdo artificialmente inserido. Qualidade de vida e acessibilidade As melhorias de qualidade de vida são inúmeras. A possibilidade de coletar itens rapidamente, utilizar transmog em equipamentos, gerenciar melhor menus e personalizar praticamente todos os aspectos da experiência modernizam a aventura. Também merece destaque a quantidade de opções de acessibilidade, incluindo dificuldades independentes para combate, stealth e navegação naval, remapeamento completo de controles, possibilidade de pular QTEs, ajustes visuais avançados e diversas opções de assistência. São recursos que aproximam Black Flag dos padrões atuais da indústria. VISUAIS Não há dúvidas de que Assassin's Creed Black Flag Resynced é um remake no sentido mais tradicional da palavra. O jogo foi reconstruído utilizando a versão mais recente da engine Anvil, a mesma tecnologia que vem sendo utilizada nos capítulos mais modernos da franquia. Segundo a própria Ubisoft, praticamente todos os assets do jogo original foram refeitos, desde personagens e construções até vegetação, embarcações e efeitos ambientais. O resultado é imediato logo nos primeiros minutos de jogatina. O antigo filtro excessivamente amarelado e levemente "sujo" presente no Black Flag original desapareceu completamente. Em seu lugar encontramos uma direção visual muito mais limpa, natural e tecnicamente impressionante. A nova implementação de ray tracing, associada ao sistema de iluminação global, transforma por completo a atmosfera do Caribe. Portos movimentados, tavernas iluminadas apenas por velas e tempestades em alto-mar possuem uma presença visual muito superior ao material original. As cidades também se beneficiam enormemente da reconstrução. Havana, Nassau e Kingston parecem mais densas e vivas graças ao aumento na quantidade de NPCs, objetos dinâmicos e destruição ambiental. Além disso, as novas falas contextuais espalhadas pelo mundo ajudam a criar uma sensação constante de atividade, fazendo com que o Caribe pareça menos estático e muito mais orgânico. Outro aspecto que me chamou bastante atenção foi a qualidade das animações. As sequências de combate, especialmente as execuções em cadeia e alguns confrontos específicos da campanha, receberam um refinamento considerável. Ver Edward alternando entre pistolas, espadas e a Hidden Blade durante as finalizações impressionam mesmo após dezenas de horas. SOM Resynced preserva boa parte do trabalho original composto por Brian Tyler, responsável pela trilha de Assassin's Creed IV em 2013. Muitas das composições clássicas retornam remasterizadas e reorquestradas, mantendo intacta a identidade sonora do jogo original. As tradicionais sea shanties seguem sendo um dos pontos altos da experiência e continuam transformando longas viagens marítimas em momentos memoráveis. Ainda assim, existem algumas pequenas imperfeições. Durante minha campanha percebi ocasionais problemas de sincronização labial, principalmente em diálogos secundários e algumas cenas menos importantes. Também tive algumas ressalvas com a localização. Em certas situações encontrei uma mistura curiosa entre personagens falando inglês, português e espanhol durante uma mesma sequência. Como a ambientação naturalmente reúne personagens de diferentes nacionalidades, nem sempre ficou claro quando essa alternância fazia parte da caracterização histórica e quando poderia ser resultado de algum pequeno problema de localização ou sincronização de áudio. Apesar disso, trata-se de uma ocorrência relativamente pontual que não compromete a experiência como um todo. ACHIEVEMENTS A lista de conquistas de Assassin's Creed Black Flag Resynced aproveita muito bem todos os sistemas do jogo. Para alcançar a platina, será necessário explorar completamente o Caribe, conquistar fortes, restaurar Grande Inagua, derrotar navios lendários e aprimorar totalmente o Jackdaw. As novas adições do remake também fazem parte da jornada, incluindo o recrutamento dos oficiais inéditos e a conclusão de conteúdos narrativos adicionados em Resynced. O combate recebe atenção especial com desafios que incentivam o uso das novas mecânicas, enquanto a exploração é um dos pilares da experiência. TRAILER OFICIAL RESUMO Apesar de extremamente polido, Assassin's Creed Black Flag Resynced não está livre de problemas. Durante minha campanha encontrei alguns bugs curiosos. Em determinada missão de perseguição, por exemplo, um NPC simplesmente disparou em velocidade absurda, tornando a captura praticamente impossível. Também presenciei barcos desaparecendo repentinamente durante a navegação, algo que felizmente ocorreu poucas vezes, mas que acaba chamando atenção justamente pelo alto nível de acabamento do restante da experiência. Alguns checkpoints também poderiam ser mais generosos. Houve momentos em que uma ação simples, como cair acidentalmente na água, obrigou a repetir trechos excessivamente longos da missão. Outro aspecto que poderia ter recebido maior atenção está relacionado aos equipamentos do personagem. Durante boa parte da campanha praticamente ignorei upgrades de Edward, concentrando praticamente todos os meus recursos marítimos sem sofrer grandes consequências jogando na dificuldade normal. Existe espaço para tornar essa progressão mais significativa em eventuais remakes futuros. Ainda assim, são problemas relativamente pequenos diante do que a Ubisoft conseguiu realizar aqui. Assassin's Creed Black Flag Resynced representa exatamente o tipo de remake que muitos fãs esperam da companhia. O jogo preserva quase intacta a essência do clássico original, adiciona melhorias modernas inteligentes, expande a narrativa com conteúdo inédito e demonstra um enorme respeito por um dos capítulos mais amados da franquia. Mais importante do que modernizar Black Flag, Resynced mostra que ainda existe muito valor na estrutura clássica da série. O retorno do parkour tradicional, a abordagem mais direta das missões, o foco na exploração e a excelente integração entre combate terrestre e batalhas navais fazem deste não apenas um dos melhores remakes produzidos pela Ubisoft, mas também uma das melhores experiências recentes envolvendo Assassin's Creed. Nota: 9.1/10 Review by Gamertag: Scoulz
- Review: Biomechanical Toy
Reviva um grande jogo dos arcades, com muita ação e arte incrível Jogo Biomechanical Toy é um jogo desenvolvido e portado pela QUByte Interactive, e distribuído pela mesma empresa, em parceria com a Pico Interactive e a Bleem!, sendo um jogo originalmente desenvolvido pela Zeus Software e distribuído pela Gaelco, em 1995 para os arcades. O jogo conta preserva toda a experiência de gameplay oferecida pela versão original do arcade, incluindo apenas alguns recursos MUITO bem-vindos e necessários para as necessidades dos jogadores atuais: Possibilidade de Rewind, caso tenha cometido algum erro; Save States, podendo salvor o jogo há qualquer momento; Filtros de tela, para que o jogador possa usufruir de uma imagem mais parecida com os monitores CRT originais; Jukebox a Galeria, onde os jogadores podem acessar o soundtrack e concept arts exclusivos do jogo. A gameplay se baseia no classico side scroller com shooter, ao estilo Metal Slug, onde o jogador vai avançando na fase e derrotando os inimigos, até que no final da fase (e em alguns momentos no meio da fase) encontre um boss para enfrentar. Ainda sim, durante a fase é possível coletar itens para aumentar o score, bem como resgatar brinquedos perdido, que foram raptados pelo vilão Scrubby, e que podem te auxiliar durante a fase. Side scrooler + tiros + brinquedos + muita diversão Você pode encontrar também algumas balas diferentes, que podem ter efeitos diferentes nos tiros (e mais fortes), bem como algumas bombas, que ajudam muito quando a tela enche de inimigos, ou até mesmo durantes as boss fights. Minha Impressões Como dito anteriormente, o jogo segue moldes parecidos com o que vemos em jogos como Metal Slug, onde o objetivo é sair atirando em todos os inimigos, resgatar aliados, ganhar armas e munições, e chegar ao final da fase e enfrentar chefes. Só isto já torna o jogo uma ótima pedida para os amantes do gênero. Até alguns sub-chefes dão um certo trabalho Com um visual bem trabalhado e bonito, cheio de cores e elementos, o jogo flui tranquilamente, sem muitos problemas, e que também conta agora com recursos atuais, como rewind e save state (pelo menos para que possamos salvar à cada fase, e não ter que rushar o jogo todo de uma vez). Grande qualidade preservada e elementos visuais incríveis Como temos um porte fiel ao arcade, em seu aspecto de gameplay (e após uma pesquisa sobre), ele não perde nada em relação ao jogo original, e inclusive oferece continues infinitos, o que é ótimo (quem das antigas nunca sofreu com falta de fichar ou de possibilidade de mais continues, não é mesmo?). Boss fights bem trabalhadas e implementadas Outro aspecto interessante, e que vemos ser adicionados em vários ports de jogos antigos, é o uso de filtros de tela personalizados, para que o jogador possa sentir a nostalgia batendo ainda mais forte, uma vez que esses jogos não foram feitos para as telas atuais, e perdem consideravelmente a qualidade quando expostos as-is. Conclusões Assim como os vários outros jogos desenvolvidos e portados pela empresa, Biomechanical Toy é um grande título, há muito esquecido nos arcades, e que com essa versão retorna e pode ganhar um novo fôlego, especialmente para os amantes de arcade e do gênero. O jogo é uma boa pedida para que quer um jogo tranquilo e rápido, e gostaria de matar a saudades da época de ouro dos tão amados arcades. Uma boa pedida e dica seria, inclusive, utilizar um controle do tipo arcade para jogar. Conquistas Apesar de ter lançamento previsto ainda para esse mês, o jogo já conta, na Steam, com um total de 14 conquistas, todas bem tranquilas, e que em sua maioria podem ser desbloqueadas apenas completando as fases. Nota: 8.0/10.0
- Review: HYPERWIRED
Uma ideia simples transforma cada batalha em um constante exercício de sobrevivência. HYPERWIRED coloca o jogador no controle de uma nave em um universo colapsado pela falta de energia, onde sobreviver depende diretamente de um cabo que precisa ser constantemente conectado para recarregar. Essa simples ideia muda completamente a forma como cada encontro funciona e cria uma tensão constante entre avançar, recarregar e escapar no momento certo. GAMEPLAY O ponto mais forte está na variedade de armas, poderes e naves disponíveis desde o início. Cada nave muda bastante o estilo de jogo, o que faz com que as runs nunca pareçam iguais. Outro destaque é o sistema do cabo de energia, que obriga o jogador a lutar dentro de espaços limitados enquanto gerencia recarga e movimentação ao mesmo tempo. Isso cria situações bem tensas, principalmente quando o mapa está cheio de projéteis e o jogador precisa decidir entre ficar preso recarregando ou se arriscar sem energia. O sistema de câmera lenta ajuda bastante nesses momentos mais caóticos, funcionando como uma ferramenta de sobrevivência em situações críticas e batalhas contra chefes. O que senti falta foi uma variedade maior nos objetivos das fases. A progressão acaba girando muito em torno da mesma estrutura, e missões diferentes como eliminar todos os inimigos ou proteger áreas específicas poderiam quebrar melhor o ritmo. Também existe uma curva inicial um pouco mais pesada. O tutorial joga muitas informações de uma vez e o HUD poderia ser mais limpo nas primeiras horas. VISUAIS E SOM O estilo visual mistura pixel art com iluminação neon, criando um cenário bem marcante durante as batalhas. Mesmo com muita coisa acontecendo na tela, ainda dá para acompanhar a ação com clareza. A trilha sonora eletrônica acompanha bem o ritmo acelerado das partidas, enquanto os efeitos sonoros reforçam o impacto dos tiros, explosões e habilidades sem poluir o áudio. ACHIEVEMENTS As conquistas de HYPERWIRED seguem uma progressão bem natural, praticamente acompanhando tudo que o jogador já faria ao longo das runs. Desde desbloquear naves, evoluir nível e avançar na campanha, até derrotar inimigos e chefes, tudo vai sendo recompensado de forma orgânica. O interessante é como o jogo te empurra a experimentar diferentes estilos de nave e builds sem parecer forçado, já que várias conquistas estão diretamente ligadas a isso, além de objetivos simples de progressão que aparecem conforme você avança. O conjunto também incentiva bastante a exploração das mecânicas principais, especialmente o combate intenso e o uso constante de recursos como o slow-motion e as habilidades especiais. Existem metas mais longas ligadas a quantidade de inimigos derrotados e domínio geral do gameplay, mas nada que pareça fora de contexto ou artificial. No fim, é um sistema equilibrado que reforça o loop do jogo sem transformar as conquistas em uma lista cansativa de tarefas. TRAILER OFFICIAL RESUMO HYPERWIRED se destaca principalmente pela mecânica do cabo de energia, que muda completamente a forma de jogar e adiciona uma camada constante de decisão ao combate. A variedade de naves, armas e upgrades mantém as runs interessantes, enquanto os chefes aproveitam bem todas essas ferramentas. Ainda existem pontos que poderiam ser melhor trabalhados, como o tutorial mais polido, HUD menos carregado no início e objetivos de fase mais variados, mas nada disso tira o peso da experiência. Para quem gosta de jogos desafiadores e que exigem adaptação constante, HYPERWIRED entrega uma experiência sólida e bem criativa dentro do gênero. Nota: 7.0/10 Review by Gamertag: Scoulz
- Review: Hold Your King
O rei precisa de sua ajuda. Segure o rei! O JOGO Hold Your King é um jogo de plataforma cooperativo desenvolvido pela Next Big Game Studio e distribuído pela UGC90, Joygame e Gamersky Games. Após ser atacado e lançado para fora de seu castelo, o rei precisa da ajuda de seus súditos para voltar ao seu trono. Usando uma maca, coloque sua majestade em cima dela e carregue-o pelos mais diversos obstáculos que se apresentam em seu caminho, evitando que o rei caia ou se irrite. Coordene os movimentos para avançar pelo mapa. MINHAS IMPRESSÕES A febre de jogos cooperativos e engraçados parece não ter fim. Ideias interessantes sempre aparecem, algumas até usando ideias já existentes de diferentes maneiras. Hold Your King se utiliza da coordenação entre dois jogadores como base para sua jogabilidade. Equilibrar o rei em cima da maca pode parecer simples, mas o próprio rei não vai deixar que seja tão fácil. Ele se mexe (e até te bate) se for irritado por constantes batidas ou arrastadas que os jogadores podem causar a ele para arrumar a realeza em cima da maca. É importente não irritar demais o rei. Isso por si só já será um desafio constante na jornada. Além disso, a coordenação para pulos e para mexer a maca entre os jogadores será de extrema importância. Ao juntar esses dois fatores, situações engraçadas, irritantes e desesperadoramente hilárias acontecerão. O jogo está em Português-Brasil, mas o texto de jogo pouco é importante para o decorrer da jornada. É importante lembrar que, no momento dessa análise, Hold Your King só funciona se jogado em modo cooperativo e que é necessário que os dois jogadores tenham uma cópia do jogo pois, ao contrário de muitos jogos cooperativos, esse não é possível ser jogado de modo local, muito porque ele permite que os jogadores usem tanto uma visão em primeira quanto em terceira pessoa. Tenha isso em mente quando for jogar, mas caso você não tenha um amigo, o jogo tem a opção de encontrar alguém para jogar com você. É um jogo com diversão e desafio na medida certa e que vai gerar boas risadas com seus amigos. Equilibre o rei e não o irrite. CONQUISTAS Se equilíbrio e coordenação entre você e um amigo não for desafio o suficiente, as conquistas te entregarão uma camada a mais de desafio. Sem contar conquistas baseadas em mecânicas básicas do jogo, como bater no rei algumas vezes para arrumá-lo na maca, ou fazer ações específicas, como carregar a maca sozinho, a maioria das conquistas mais desafiadoras serão relacionadas ao tempo gasto para completar a jornada, com a mais difícil sendo terminar em menos de uma hora. Talvez fazer 100% das conquistas necessite de um bom companheiro e boas tentativas para otimizar a jogabilidade e completar todos os desafios apresentados pelas conquistas. Acidentes acontecem. Talvez mais do que deveriam. CONCLUSÃO Apesar de utilizar uma ideia que não é novidade, Hold Your King acrescenta mecânicas para ser diferente e, consequentemente, adicionar uma camada de desafio a mais que gera tanto situações engraçadas como necessita que os jogadores se coordenem para progredir. Hold Your King faz o básico bem. Apesar de não ter modo cooperativo local no momento dessa análise, é dito pelos desenvolvedores que eles pretendem adicionar esse modo em futuras atualizações, o que na minha visão é algo que falta e já deveria vir no lançamento do jogo, visto que a graça de jogos desse gênero é jogar com amigos e, no estado atual do jogo, ou duas pessoas terão que adquirir uma cópia do jogo ou você é obrigado a jogar com um estranho, isso se você achar alguém pra jogar, o que pode causar situações onde você não poderá jogar por esse simples fato. Porém, só de saber que os desenvolvedores estão atentos a isso, já é ótimo e tem tudo para deixar o jogo em mais evidência. NOTA: 7.0/10
- Review: Call of Duty: Black Ops 7 Passe de Batalha BlackCell Season 04
O ritmo acelerado combinado com o verdadeiro luxo da temporada! A Temporada 04 de Call of Duty: Black Ops 7 chega trazendo uma enorme quantidade de conteúdo para multiplayer, Warzone e Zumbis, mas o grande diferencial desta atualização está na forma como todos esses elementos trabalham juntos. Entre novos sistemas de progressão, mapas inéditos, eventos constantes e um arsenal bastante diversificado, a sensação é de que sempre existe algo novo para descobrir ou desbloquear. Além das novidades jogáveis, a temporada também reforça a identidade visual e narrativa da franquia através da Operação Quebra Muros, expandindo ainda mais o conteúdo sazonal e oferecendo razões suficientes para que tanto veteranos quanto novos jogadores permaneçam ativos durante semanas. NOVIDADES A Temporada 04 de Black Ops 7 chegou arrebentando tudo! Essa atualização não é só mais um pacote de mapas, armas e skins, ela muda de verdade a forma como você joga no dia a dia, trazendo camadas novas de progressão, nostalgia explosiva e rejogabilidade insana. O grande destaque absoluto fica para as novidades do modo Endgame, que recebeu o novo sistema de Operator Prestige. Agora, ao atingir o Combat Rating máximo, você pode prestigiar seu Operador, resetando tudo em troca de poder permanente e recompensas épicas. São slots extras para habilidades Exóticas, habilidades de Pesadelo e até uma quarta trilha de perícia completa. Isso dá um objetivo de longo prazo insano para os jogadores hardcore e transforma o endgame em algo viciante pra caramba! Além disso, o Endgame também recebe o Rogue Run (Rodadas Premiadas), um verdadeiro roguelite permanente que reinventa a sobrevivência. A cada run, escolhas em pedestais, caminhos aleatórios, chefes pesados e upgrades permanentes fora da partida garantem uma rejogabilidade altíssima. No Multiplayer, a Temporada 04 entrega uma das experiências mais hypadas do ano: o Black Ops Classic! Um modo throwback que tira omnimovement, wall-running e várias mecânicas modernas, trazendo aquele feeling puro e clássico dos Black Ops antigos, com mapas remasterizados que vão te fazer sentir de volta ao BO2. É puro sabor de nostalgia com qualidade atual. Além disso, o retorno turbinado do 6v6 Gunfight (Tiroteio 6v6) promete partidas rápidas, intensas e altamente competitivas, junto com modos fresquinhos como Blueprint Gun Game, Team Blueprint Sharpshooter e Knife Fight. Mapas novos e remasterizados como Liminal, Primetime, Vertigo, Zenith e Launch chegam para renovar as rotas e criar momentos épicos toda hora. E o Scorestreak Iron Rain, um avião controlável, sobe o nível da destruição! Já no Zumbis, a temporada bota fogo nas coisas com o mapa survival Kowakujō e o evento exclusivo Nuked, trazendo desafios intensos e recompensas únicas para os caçadores de mortos-vivos. E para manter a chama acesa o tempo inteiro, os eventos sazonais estão pegando fogo: desafios semanais, Placement Challenges, o evento Carga Ilícita com camuflagens exclusivas e uma enxurrada de recompensas temporárias. O Battle Pass vem recheado de operadores estilosos, blueprints mortais e cosméticos que vão fazer inveja no lobby. A Temporada 04 de Black Ops 7 é, sem dúvida, uma das mais completas e empolgantes até agora. Ela equilibra inovação pesada no Endgame com aquela nostalgia gostosa no multiplayer, entregando conteúdo constante e dezenas de motivos para você logar todo dia. Se você estava precisando de um gás novo no jogo, essa temporada entrega com sobra! GAMEPLAY No campo de batalha, a Temporada 04 apresenta um excelente equilíbrio entre conteúdo clássico e novas experiências. Os mapas inéditos oferecem propostas distintas entre si, enquanto os remasterizados continuam sendo alguns dos pontos mais fortes da temporada. Revisitar mapas clássicos sempre desperta um sentimento de familiaridade, mas as adaptações realizadas para Black Ops 7 conseguem manter essas arenas atualizadas para o ritmo acelerado atual. Entre os modos, Black Ops Classic se destaca ao oferecer uma experiência mais tradicional para os veteranos da franquia. Já no Zumbis, o modo Rodadas Premiadas adiciona uma estrutura inspirada em roguelites, aumentando significativamente a rejogabilidade. No arsenal, a CBRS-3 acabou sendo uma das armas que mais me agradou. A submetralhadora possui uma quantidade impressionante de munição disponível e um poder ofensivo bastante elevado, tornando os confrontos de curta distância extremamente satisfatórios. É uma arma agressiva, eficiente e que rapidamente se torna uma das opções mais divertidas do pacote. Armas como KRS-7.62, Grimhawk e VX Compact também ajudam a renovar o meta competitivo, oferecendo estilos de jogo bastante distintos entre si e ampliando as possibilidades estratégicas dentro das partidas. IDENTIDADE VISUAL Visualmente, a Temporada 04 continua demonstrando o alto nível de produção característico da série. As cinemáticas permanecem sendo um dos grandes destaques do pacote. O trabalho de direção, animação facial e efeitos especiais segue impressionando e ajuda a fortalecer ainda mais a narrativa sazonal. As camuflagens presentes no Passe de Batalha também merecem destaque especial. As recompensas de maestria apresentam efeitos visuais únicos e chamativos, funcionando como algumas das melhores opções cosméticas já disponibilizadas para Black Ops 7 até o momento. Curiosamente, enquanto as recompensas tradicionais do Passe de Batalha seguem uma abordagem mais sóbria e militarizada, algo que particularmente me agradou bastante, as skins exclusivas do BlackCell acabam apresentando um visual mais estranho e exagerado em alguns momentos. Isso cria um contraste interessante dentro da própria temporada. Mesmo com a chegada constante de colaborações externas que são bem legais diga-se de passagem com colaborações como Terry Crews, Nicolas Cage e outros durante a própria temporada sendo vendidos como moedas a parte, e conteúdos cosméticos mais extravagantes, as recompensas do passe convencional conseguem manter uma identidade visual mais consistente e alinhada ao universo de Black Ops. TRAILER OFFICIAL RESUMO A Temporada 04 entrega uma combinação bastante sólida entre quantidade e qualidade de conteúdo. O novo sistema de progressão, os eventos constantes, os modos adicionais e o amplo conjunto de recompensas garantem uma experiência extremamente variada ao longo das semanas. Optei por utilizar os vales do passe quando estava por volta de 8/15 Pessoalmente o uso do passe de temporada nesta temporada me estimulou bastante a minha busca por conseguir todas as conquistas no jogo. Os mapas remasterizados, as novas armas e o excelente trabalho artístico realizado nas cinemáticas e camuflagens ajudam a tornar esta atualização uma das mais interessantes desde o lançamento de Black Ops 7. Para jogadores competitivos, existem mudanças importantes no sistema ranqueado e um arsenal renovado para explorar. Já para os jogadores mais casuais, os eventos, recompensas e novidades para Zumbis oferecem conteúdo suficiente para manter a experiência sempre interessante. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 8.5/10
- Review: Riven
A história enigmática e misteriosa continua. O JOGO Riven é um jogo puzzle desenvolvido e distribuído pela Cyan Worlds, Inc. Após os eventos de Myst, uma nova aventura cheia de mistérios e intrigas inicia. Com uma nova missão e novos puzzles, visite Riven, um mundo misterioso à beira de um colapso. Explore os mais diversos ambientes e desvende os segredos de Riven. Vasculhe diversos ambientes em busca de pistas. MINHAS IMPRESSÕES Assim como seu antecessor Myst, Riven está de volta completamente repaginado e muito mais amigável para o jogador. Com um escopo maior que Myst, Riven apresenta um vasto mundo, cheio de caminhos diferentes e que podem ser até um pouco assustadores no sentido de que o jogador pode ir para tantos lados que pode se sentir um pouco perdido. Os ambientes continuam cheios de estranheza, com locais misteriosos, objetos esquisitos e paisagens intrigantes que ditam a atmosfera do jogo. O jogo está em Português-Brasil, que é ótimo para que os jogadores entendam as pistas e dicas dos puzzles, bem como acompanhar a história de Riven. O sentimento de chegar num mundo novo onde você não entende nada do que está acontecendo ou para onde deve ir é algo que vai te seguir durante toda a sua jornada, sempre observando e anotando tudo que achar nesse mundo pois tudo pode ser uma dica ou uma peça importante para resolver um puzzle. Com mecânicas diferentes sendo apresentadas, a gama de desafio de Riven é bem maior que Myst, mas que funciona como um degrau a mais de dificuldade, como se Myst te introduzisse nesse mundo e Riven te eleve a outro nível. O nível de dificuldade se mantém ótimo, pois se Myst te agradou, Riven te fará gastar mais ainda seus neurônios. Se você não jogou Myst, mas gosta de um bom jogo com puzzles e segredos, Riven será um bom desafio, mas acredito que jogar Myst antes de Riven seja um ótimo jeito de curtir essa saga. Mecanismos complexos e bugigangas malucas estão espalhados por todos os cantos. CONQUISTAS Assim como seu antecessor, Riven tem boa parte de seus conquistas ligadas à sua história e puzzles resolvidos. E assim como em Myst, existem conquistas onde o jogador precisará interagir ou fazer ações específicas. Uma delas em especial, sem dar muitos spoilers, exige que o jogador fique parado por 15 minutos olhando para um objeto específico, o que para mim, é o tipo de conquista que não me agrada tanto. Fazer 100% das conquistas talvez exija que o jogador jogue algumas vezes, pois inevitavelmente algumas coisas vão acabar passando despercebidas num primeiro momento, então completar todas as conquistas será um desafio a mais para somar aos desafios de puzzle de Riven. Procure dicas e avance nos desafios. CONCLUSÃO Por mais que o nível eleve em Riven, me senti mais acuado ao entrar nesse mundo. O sentimento de que ir por um caminho enquanto existem outros me deixa acuado sobre o que fazer, com muitos elementos que podem ou não ser importantes no momento ou futuramente. Claro, tanto Myst quanto Riven são jogos feitos para que você anote tudo porque tudo pode ser útil, mas Myst era mais contido, enquanto Riven é ousado, deixando pistas por aí, talvez até para que os jogadores voltem para jogar mais e descobrir coisas novas a cada novo jogo. Ainda assim, é um ótimo jogo de puzzle e que deixa o jogador muito intrigado e instigado a pensar. NOTA: 7.5/10
- Review: Myst
Desvende os mistérios da ilha de Myst. O JOGO Myst é um jogo puzzle desenvolvido e distribuído pela Cyan Worlds, Inc. Na ilha de Myst, mistérios rondam o local. Viaje entre as chamadas Eras e resolva os puzzles espalhados por elas, enquanto você descobre mais sobre um conflito familiar e quais foram as consequências. Preste atenção nas pistas e desvende todos os mistérios em Myst. A ilha de Myst é o núcleo de toda a história. MINHAS IMPRESSÕES Um clássico reformulado, Myst entrega um jogo mais amigável aos tempos de hoje sem retirar o que já era bom. Os puzzles se mantém interessantes e desafiadores, como devem ser, sempre exigindo que o jogador explore e anote as pistas (ou tire fotos) para progredir. Os ambientes geram aquela estranheza boa, como um lugar com construções que não deveriam estar ali, mas que dão todo um ar de mistério ao jogo. Tudo aqui é importante e você usará desde suas capacidades lógicas até suas percepções sonoras para avançar na história. O jogo está em Português-Brasil, essencial para os jogadores entenderem os contextos da história e até para compreenderem algumas pistas durante o jogo. Apesar do jogador provavelmente focar bem mais em completar os puzzles e avançar, Myst possui uma história que guia o jogo e que, dependendo de suas escolhas, acarretarão em diferentes finais, o que é bem interessante para um jogo focado em puzzles e pode criar um fator replay ao jogo. Por isso, existe uma opção ao iniciar Myst que permite randomizar os puzzles, ou seja, ele mudará as soluções clássicas do jogo, que são predeterminadas, para outras completamente diferentes, fazendo assim com que o jogador tenha uma dificuldade a mais para avançar. Myst irá agradar a todos os amantes de jogos puzzles modernos que, de alguma forma, beberam dessa fonte. É um jogo com dificuldade na medida certa e que vai exigir bastante pensamento lógico e anotação, mas que é muito satisfatório ao ter seus mistérios resolvidos. Viaje por diferentes localidades e desvende seus mistérios. CONQUISTAS As conquistas de Myst são, basicamente, ligadas aos seus puzzles, ou seja, ao resolver cada um deles, você receberá uma conquista por isso. Porém, existem algumas outras situações que geram conquistas, como resolver um puzzle específico de primeira, sem errar, por exemplo. Fazer algumas ações específicas e acessar uma certa área secreta também tem conquistas relacionadas. Por fim, completar o jogo de forma randomizada e ver todos os finais que o jogo tem também são necessários para fazer 100% das conquistas. Vai ser um bom desafio para quem procura uma boa dificuldade em puzzles. Explore todos os locais em busca de respostas. CONCLUSÃO Myst é um clássico que trouxe muito do que vemos em jogos de puzzles conceituados atualmente. Vê-lo reformulado e pronto para ser reapresentado para novos jogadores é bem legal e demonstra que ainda é bem competente como jogo focado em puzzles. A dificuldade de desafios é ótima e eu passei algum tempo para resolver alguns puzzles, mas isso é mais por minha culpa do que por design do jogo. Vale muito a pena visitar um clássico do gênero, ainda mais com o belo trabalho de melhorias que foi implementado pelos desenvolvedores. NOTA: 8.0/10












