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  • Review: New Cycle

    Proteja os sobreviventes restantes de um apocalipse solar e tente prosperar nessa nova era em New Cycle. O JOGO New Cycle é um jogo de estratégia desenvolvido pela Core Engage e distribuído pela Daedalic Entertainment. Após uma erupção solar causar um apocalipse, os sobreviventes se unem para criar uma nova civilização, para construir um futuro além da sobrevivência. Construa uma colônia, começando dos princípios mais básicos da tecnologia e convivência social até chegar à elementos mais modernos e questões sociais, tudo para que o povo viva em harmonia e tenha um futuro próspero. O clima e a natureza ainda podem trazer grandes perigos aos sobreviventes. Gerencie e lidere seu povo para que possam propagar a vida na Terra mais uma vez. MINHAS IMPRESSÕES Primeiramente, devo avisar que joguei New Cycle em um período de acesso antecipado. Logo, muita coisa pode mudar. Com isso em mente, devo dizer que o jogo parece meio cru e básico. Talvez seja só impressão, mas não sentia peso em muitos dos acontecimentos do jogo, seja quando algum cidadão fazia um pedido ou quando o clima avançava sobre a cidade. Mesmo que esses fatos influenciem o jogo, não existe um impacto visual para demonstrar essa importância. A arte do jogo é bem sólida, com uma identidade visual ótima e com personalidade, dando o clima de evolução moderna. New Cycle não está totalmente traduzido em Português-Brasil, mas por ter algumas coisas traduzidas, imagino que só não esteja completo ainda. A jogabilidade é simples e fácil de se entender, ainda que tenham muitos fatores a serem notados no jogo, você não terá dificuldade em manejá-los. Na minha visão, é um jogo com bastante potencial, já que não temos muitos jogos nesse estilo, mas temos um que comanda e inspira todos eles: Frostpunk. Quando completo, vai agradar demais os jogadores do gênero, visto que muitos elementos se repetem aqui. CONQUISTAS Por estar em acesso antecipado, não tive acesso às conquistas, mas posso adiantar que o jogo as terá. O que é ótimo, visto que dá mais um desafio aos jogadores e isso pode gerar um ânimo a mais. CONCLUSÃO É impossível não comparar qualquer jogo desse gênero com Frostpunk. É nítido que eles são bem parecidos, mas cada um no seu cenário apocalíptico. Porém, não vou compará-los, visto que New Cycle tenta ser ele mesmo e fazer um jogo divertido e desafiador ao mesmo tempo. Apesar disso, eu acho que faltou um pouco de substância ao jogo. Peso, sabe? Me parece tudo igual, mas talvez seja só minha impressão, pois faz sentido as coisas serem assim. New Cycle vai ser comparado imediatamente, mas isso é uma falha das pessoas. Deve-se analisar cada jogo separadamente, pois cada um tem uma proposta única. O jogo ainda estará em um período de acesso antecipado antes de ser finalmente lançado e espero que esse seja o momento determinante para que ele melhore cada vez mais e inclua novas mecânicas, pois potencial para isso ele tem. NOTA: 7.0/10

  • Review: Extremely Powerful Capybaras

    Capivaras são animais extremamente fofos, mas você sabia que são extremamente poderosas? Descubra em Extremely Powerful Capybaras. O JOGO Extremely Powerful Capybaras é um roguelite desenvolvido pela Studio Bravarda e distribuído pela PM Studios Inc. e Logoi Games. Em busca de sua sobrevivência, as capivaras vão para a batalha, escolhendo uma classe e derrotando os diversos perigos que assombram as florestas. Seja jogando sozinho ou com até quatro amigos, batalhe contra poderosos inimigos, desbloqueie e melhore seus poderes para se tornar a capivara mais forte de todos os tempos! MINHAS IMPRESSÕES Jogos inspirados em Vampire Survivor surgem cada vez mais e isso é ótimo. A questão é como fazer algo único e com diferencial. Em Extremely Powerful Capybaras, pra mim, o maior diferencial é a temática. Como brasileiro, facilmente peguei todas as referências à cultura brasileira e isso torna o jogo interessante. Inclusive, o jogo está em Português-Brasil, visto que os desenvolvedores são brasileiros. A arte é bem bonita e cartunesca, adicionando um tom bem humorado ao jogo. A jogabilidade é simples, no começo, o jogo vai parecer difícil, mas é porque você tem poucas habilidades desbloqueadas. Ainda assim, é totalmente possível vencer os três mapas disponíveis bem rapidamente. Inclusive, senti falta de variedade de mapas. Ainda nesse tópico, os mapas apresentam pontos cegos, como paredes e casas, que muitas vezes atrapalham a visão, como por exemplo, alguns inimigos ficarem presos atrás dessas estruturas e você acabar tomando dano ou até morrendo por ser pego de surpresa. Senti que as habilidades e poderes são bem básicas e não muito inspiradoras. Ao contrário da criatividade em nomear e referenciar a cultura brasileira, achei que faltou boas ideias na execução dos poderes. Acabava sempre pegando as mesmas habilidades, porque não sentia que as restantes faziam diferença ou sequer eram divertidas. Inclusive, muitos poderes são direcionais, ou seja, vão ser atiradas na direção que seu personagem está andando. Num jogo desse estilo, na minha opinião, esses são os poderes mais chatos de se usar. As habilidades de classe também não animam, apenas sendo interessantes ao evoluir sua classe, que geralmente acontece nos três minutos finais do mapa. Enfim, esse quesito, num geral, deixou a desejar. Ao completar os três mapas, você libera o frenesi, que são modificadores para seus mapas, como aumentar o número de inimigos ou aumentar o dano deles, por exemplo. Isso adiciona um desafio a mais ao jogo e te ajuda a acelerar o desbloqueio de habilidades. Com isso, temos um fator replay, mas não sei se inspira os jogadores a continuarem jogando após completar todos os mapas, creio que apenas quem busca completar todas as conquistas vai se interessar. De modo geral, Extremely Powerful Capybaras é um jogo divertido e criativo, apenas vacilando em alguns pontos. Eu gostaria que ele mantivesse a simplicidade e investisse na diversidade, como novos combos de armas ou talvez novas evoluções de classe. O ritmo do jogo é muito ditado pelo tempo e não pela habilidade do jogador. Ainda assim, vale a pena experimentar esse belíssimo jogo. CONQUISTAS A progressão de conquistas é bem tranquila. Ao terminar os três mapas disponíveis, é possível que você já esteja perto de completar todas as conquistas. Além de vencer os mapas, temos conquistas ligadas ao gasto de suas moedas em melhorias, desbloquear classes, deixá-las mais poderosas e jogar mapas com níveis de frenesi. É um jogo bem fácil de fazer 100% das conquistas. CONCLUSÃO Gosto de novas abordagens nesse caminho que Vampire Survivor pavimentou. E uma coisa que é extremamente importante nesse gênero é que seja satisfatório. Seja em suas mecânicas, seja com seus poderes ou com sua diversidade, o jogo tem que ser prazeroso de jogar. Extremely Powerful Capybaras tem seus momentos de satisfação, mas a diversidade deixou a desejar. Não por variedade, mas por criatividade nas mecânicas. Só me diverti jogando com uma mesma quantidade de poderes específicos e isso tornou o jogo repetitivo. Apesar disso, é um jogo que tem seus méritos, tanto na utilização da cultura brasileira quanto em tentar dar seu toque único num gênero muito explorado ultimamente. E como é um jogo feito por brasileiros, sempre vou recomendar fortemente que joguem e experimentem. Eu jogo cada vez mais jogos de desenvolvedores brasileiros e vejo cada vez mais potencial neles. Mesmo que o jogo não seja perfeito na visão de alguns, apenas movimentando a indústria e se arriscando cada vez mais é que veremos jogos cada vez melhores e mais legais. NOTA: 7.0/10

  • Review: The Longing

    Paciência é uma virtude. Tenha calma. O JOGO The Longing é um jogo idle desenvolvido pela Studio Seufz e distribuído pela Application Systems Heidelberg. Vivendo como a leal Sombra do rei, somos ordenados a esperar que o mesmo acorde, pois está com seus poderes enfraquecidos. É assim que começa a história da leal e solitária Sombra, que terá que aguardar o despertar de seu mestre para ter alguma companhia nas escuras e mórbidas cavernas do reino subterrâneo. Explore os túneis, faça desenhos, toque músicas, leia livros, enfim, faça o que puder para que o tempo passe mais rápido. MINHAS IMPRESSÕES Primeiro de tudo, tenha em mente que é um jogo que vai demandar tempo e será num ritmo bem devagar. Vai ser uma experiência diferente do que você tem com outros jogos. Dependendo do tipo de jogador que você é, nos primeiros minutos de jogo, você vai querer parar. Mais do que um simples jogo, The Longing te propõe uma experiência e você deve estar aberto a isso para aproveitar. O jogo está em Português-Brasil, o que facilita a entender alguns direcionamentos e dicas dadas pela Sombra. Não, você não tem que esperar exatamente 400 dias de sua vida para terminar o jogo, apesar de ainda ser uma forma válida de chegar em um dos finais. Toda atividade do jogo agiliza o tempo, como se você estivesse gastando ele e nem percebendo. Ainda possuem muitos mistérios para serem explorados, ainda que de forma lenta, pois você terá que esperar um determinado tipo de tempo para acessar lugares ou conseguir itens, por exemplo. Mesmo que você não queira fazer nada, o tempo passa, mesmo sem estar com o jogo aberto. É uma experiência que conta sobre solidão, ansiedade, decepção, descobrimento, enfim, existe muito para se refletir com The Longing. Jogue no ritmo que preferir, mas saiba que toda causa tem uma consequência. CONQUISTAS As conquistas são basicamente sobre exploração, que é o ponto chave do jogo. Adquirir itens, encontrar novos lugares e interagir com objetos são alguns dos exemplos que desbloquearam conquistas. Assim como o jogo todo, tenha paciência e explore aos poucos. Preste atenção no que a Sombra diz, pois são dicas valiosas. É um jogo em que você terá muito trabalho pra conseguir 100% das conquistas. CONCLUSÃO No momento dessa análise, ainda não terminei o jogo. Ainda tenho muito a explorar e muito a esperar. Não é um jogo simples de se digerir, visto que ele tem seu ritmo próprio. Ele foi feito pra ser a visão de seus criadores, sem atalhos, sem jeito fácil. E eles focam bastante nesse ponto, sobre como é a visão deles sobre o jogo e o que querem passar. The Longing não vai pegar todos os tipos de jogadores, mas aos que embarcarem nessa aventura, terão uma experiência única. Esse tipo de jogo é uma forma inusitada e arriscada, mas bem-vinda, pois video game também é arte e precisamos de várias visões, ainda que não agrade todos os públicos. NOTA: 7.5/10

  • Review: My Time At Sandrock

    Prepare-se para viver uma aventura no meio do deserto enquanto ajuda os moradores de Sandrock a fazer a cidade prosperar. O JOGO My Time At Sandrock é um life-sim desenvolvido pela Pathea Games e distribuído pela Pathea Games, Focus Entertainment, PM Studios, Inc. e DMM Games. Num mundo pós-apocalíptico, 300 anos após o dia da calamidade destruir boa parte das tecnologias modernas, nosso personagem se muda para Sandrock, uma cidade no meio do deserto que luta para se manter nas condições das secas e escassez de água. Além disso, um grupo de vilões quer destruir a cidade a todo custo. E nós, como os novos construtores de Sandrock, ajudaremos o povo de todo jeito possível, seja construindo máquinas e estruturas ou ajudando os patrulheiros locais a se livrar de inimigos. Você ainda pode evoluir sua casa, adicionar estruturas, fazer plantações, cuidar de animais, formar uma família, enfim, é um mundo repleto de coisas para se fazer. Explore o mundo de My Time At Sandrock e você encontrará muita diversão. MINHAS IMPRESSÕES Como sou viciado em jogos life-sim, já adianto: o jogo é muito bom. Confesso que no começo estranhei um pouco a jogabilidade e os gráficos, mas logo fui conquistado. A jogabilidade é simples, apesar de ter muitos elementos. No começo você pode se sentir meio perdido, mas pode ficar tranquilo que tudo flue bem. Como disse no tópico anterior, você terá muitas coisas pra fazer no jogo, além de seguir a história principal. E por isso, esse jogo vai te prender totalmente. Quanto aos gráficos, são bonitos e alegres, combinando com o teor do jogo. My Time At Sandrock está em Português-Brasil, o que te ajuda a acompanhar a história e não ficar perdido com tantas informações. Minha única ressalva é que existem alguns erros na tradução, o que me incomoda levemente, mas não atrapalha em nada, só frescura minha mesmo. A história principal é interessante e até possui alguns plot twists, que deixam a história bem atrativa. As personagens são carismáticas e tem personalidade. Você acaba simpatizando com quase todos da cidade e eles são essenciais para que você se envolva com a história. A cidade não é grande, mas isso não é ruim. A disposição dela faz parecer que ela é bem maior. Já o restante do mapa é bem vasto, mas bem desértico, como o tema do jogo sugere. A criação de itens é bem vasta, assim como as opções de equipamentos para o seu personagem. Tanto sua casa quanto seu personagem vão ficar bem customizados, do jeito que você preferir. A progressão pode parecer devagar, mas você nem vai sentir, visto que sempre tem algo pra fazer. O combate do jogo é muito simples e não exige tanta habilidade. A única coisa que pode te chatear é o tempo de criação de alguns itens, que levam um certo período de tempo para serem feitos, que em alguns momentos pode frear um pouco o seu progresso, mas faz parte da jogabilidade. Enfim, My Time At Sandrock é um prato cheio de diversão. Tudo é bem executado, de forma que não fique massante, repetitivo ou lento. É um life-sim completo, com muita customização e variedade de atividades. É um ótimo jogo para passar o tempo. E ele vai passar mesmo. Além disso, ele ainda possui uma opção multiplayer, que abre um leque ainda maior de possibilidades. Sem dúvidas, é um jogo que vale bastante a pena conferir. CONQUISTAS Assim como todo life-sim, as conquistas vão ser bastante variadas de acordo com cada atividade. Então pode ter certeza que você terá que fazer de tudo um pouco no jogo, seja encontrar baús e dar presentes aos morados até pegar lixo e cocô do chão. Faça tudo que é possível fazer e com certeza você desbloqueará alguma conquista. Interaja com os moradores, pois existem muitas conquistas relacionadas à eles. Além, é claro, das conquistas sobre a história principal, que você vai conseguir naturalmente com a progressão do jogo. Vai te levar um bom tempo para fazer 100%, visto a infinidade de atividades e objetivos do jogo, mas elas são mais demoradas do que difíceis. CONCLUSÃO Acho que posso resumir o jogo em uma frase: foi o jogo que eu mais joguei em 2023. Isso diz muito sobre como o jogo é envolvente e viciante. Pelo menos pra mim, que amo life-sim. E eu poderia ter jogado muito mais, mas como joguei ele no Steam Deck, minhas sessões ficavam reféns da bateria do aparelho. Toda vez que eu jogava eu não conseguia parar, sempre queria jogar só mais um dia dentro do jogo, que viravam dois ou três. Mesmo quando eu me ficava perdido ou sem objetivo, encontrava uma maneira de ocupar o tempo dentro do jogo até que algo novo acontecesse. Eu jogava e sentia que ainda não tinha arranhado a superfície do jogo, que vai adicionando itens e mecânicas num ótimo ritmo. Posso dizer que My Time At Sandrock foi uma grata surpresa, me diverti bastante jogando e descobrindo esse mundo que é apresentado. Infelizmente, não joguei seu antecessor, My Time At Portia, então não consigo comparar a evolução de um jogo para o outro, mas o que eu posso dizer é que é um jogo extremamente divertido e relaxante de se jogar, com uma longa vida e um ótimo passatempo. Sandrock vai se tornar sua casa por alguns bons momentos. NOTA: 9.0/10

  • Review: Cosplay Club

    Se seu sonho sempre foi ser uma garota mágica, em Cosplay Club você pode realizá-lo. O JOGO Cosplay Club é um RPG tático de turnos desenvolvido e distribuído pela Behold Studios. Encorpore uma garota que ama cosplay e que vai a diversos eventos quando, de repente, você descobre uma mochila mágica no porão de sua casa. Ela pertencia à sua mãe, que era uma garota mágica. Assim, a mochila, que tem vida própria, te dá poderes e te ajuda em suas aventuras pelos eventos, batalhando ao seu lado e te ajudando a se tornar a melhor garota mágica cosplayer. MINHAS IMPRESSÕES Tudo que vem da Behold Studios me gera muita expectativa, pois eles desenvolveram Chroma Squad, que é um dos meus jogos indie favorito. Apesar de utilizarem um estilo visual que não me emploga, ainda assim dei meu voto de confiança e fui atrás de jogar Cosplay Club. Devo avisar que o jogo está em acesso antecipado até o momento dessa análise, então muita coisa pode mudar. E deve, pois o que eu encontrei ao jogar Cosplay Club foi um jogo com muitos bugs. E isso por si só acabou com a minha experiência. Paredes invisíveis, NPCs bugados, telas de carregamento que travam e não voltam mais. Isso e outros pequenos detalhes estragaram demais minha experiência com o jogo. Cosplay Club ainda não está em Português-Brasil, mas com toda certeza estará, visto que é um estúdio brasileiro que o desenvolve. A temática do jogo é legal e muito criativa. A parte divertida do jogo é montar o seu cosplay. Você vai comprando partes novas para montar um novo e mais poderoso cosplay, visto que ele é quem dita seus status e habilidades. O único problema é que você tem que montar um cosplay novo toda vez que quiser mudar algo ou acrescentar um novo acessório. Se existe uma opção para isso, ela está muito escondida, pois não consegui encontrar de forma alguma. Se não existir mesmo, deveria ser adicionado o quanto antes. Os combates são simples e fluem bem, com sistema de ataque combinado com seus aliados. Não senti nenhuma dificuldade elevada em minhas batalhas, todas elas eram bem tranquilas de vencer. O que me decepcionou foi que o jogo parece não ter alma. Todos os jogos da Behold Studios são incrivelmente divertidos e engraçados, cheios de referências. Em Cosplay Club, me senti jogando um jogo genérico. Nada tem peso, nenhum personagem é cativante, as missões são irrelevantes, não existe uma história ali que te prenda. Parece que o jogo vai ser um ciclo infinito de "cria o cosplay, vai no evento, faz missões que não te levam a nada, volta pra casa" e isso não é nem um pouco divertido. CONQUISTAS O jogo não possui conquistas, mas por estar em acesso antecipado, podemos esperar que eles sejam adicionados posteriormente, visto que os jogos da Behold Studios sempre tem conquistas. CONCLUSÃO Dói me dizer isso, mas esse jogo é decepcionante. Não vou bater o martelo, pois o jogo está em acesso antecipado, mas vai ser difícil que ele mude muito mais do que ele está agora. Se não fosse pelas referências à Chroma Squad que temos no jogo, como os cosplays e aparentemente se passar no mesmo universo dele, eu não diria que esse jogo é da Behold Studios. Eu relevo os bugs, porque são coisas que acontecem mesmo e é pra isso que serve o acesso antecipado, mas todo o resto é sem alma. Na minha opinião, seria muito melhor se o jogo fosse mais linear, com uma história mais consistente e interessante, usando os cosplays como se fossem equipamentos únicos e não uma build inalterável. O jogo tinha um potencial interessante, mas a execução não foi das melhores. É tudo muito confuso e sem motivação. Infelizmente, dessa vez a Behold Studios me decepcionou. E muito. NOTA: 5.5/10

  • Review: For The King 2

    Reúna seus melhores aventureiros para desbravar Fahrul em busca da salvação do povo em For The King 2. O JOGO For The King 2 é um RPG roguelite desenvolvido pela IronOak Games e distribuído pela Curve Games. Ao se unir à forças malignas, a Rainha Rosomon, que um dia foi amada por seu povo, os obrigam à servidão nas minas de Fahrul. E é aí que sua aventura começa. Monte sua equipe com quatro aventureiros e detenha a rainha maligna para que seu reinado de trevas acabe. Por ser um jogo roguelite, lembre-se: pode ser que nem todos os seus aventureiros cheguem ao fim dessa jornada. Explore os mapas e equipe-se, pois você encontrará grandes perigos. MINHAS IMPRESSÕES RPGs são maravilhosos pela sua gama de possibilidades por si só, junte isso ao gênero roguelite e você terá horas e horas de diversão. For The King 2 trás o que há de melhor num RPG de mesa: a imprevisibilidade. Mesmo com objetivos claros em suas missões, você pode acabar esbarrando em desafios maiores do que pode enfrentar. Ainda assim, você tem muito modos de contornar situações adversas ao invés de ser forçado a conviver com seus erros. E errar faz parte do jogo, visto que é muito difícil que você complete um mapa em sua primeira vez jogando. O jogo está em Português-Brasil, o que é de grande ajuda para entender todas as mecânicas e detalhes de cada aspecto do jogo. Falando nisso, apesar de ter muitos fatores e mecânicas, o jogo te explica de maneira simples como cada coisa funciona, sem complicar demais a cabeça do jogador. A história acontece em cinco atos, que são as cinco aventuras disponíveis. Cada ato é um mapa diferente, que sempre se altera ao jogar uma nova partida, ou seja, você nunca terá uma partida repetida. Além do objetivo principal do ato, você também pode aceitar missões secundárias para conseguir recompensas e melhorar o poderio de seus aventureiros. Apenas fica atento aos eventos do mapa, pois quanto mais você demorar para cumprir o objetivo principal, mais difícil o jogo fica. O combate é simples, mas exige muita estratégia. Até mesmo os inimigos mais fracos podem te complicar de alguma forma, como colocando uma maldição em seu personagem, por exemplo. A arte do jogo vai no caminho da simplicidade, mas com muita personalidade. Eu gostei bastante do que For The King 2 propõe e executa, de maneira divertida e descomplicada. E por ser roguelite, não tem como dizer que não dá vontade de jogar uma partida após a outra, mesmo que uma simples run demore bastante. CONQUISTAS Estaria mentindo se dissesse que é fácil fazer 100% das conquistas de For The King 2. Com excessão do básico, que é vencer os mapas e terminar a história principal, você terá uma longa jornada pela frente, seja aumentando o nível de seus personagens, vencendo milhares de inimigos ou fazendo missões secundárias. Isso e muito mais será necessário para completar todas as conquistas. Lembre-se que é um jogo em que suas partidas demoram e pode ser que alguns eventos não aconteçam, por isso, não se frustre. Apenas aproveite o jogo, a maioria das conquistas você conseguirá naturalmente em uma de suas diversas aventuras. CONCLUSÃO Apesar de ser um jogo com longas partidas, For The King 2 sabe como te prender a atenção. Montar o quarteto ideal de aventureiros, equipá-los e melhorá-los é muito satisfatório. A dificuldade do jogo está na medida certa, sempre te deixando alerta para que não vacile. O fato roguelite deixa tudo ainda melhor, pois mesmo sendo derrotado, você voltará mais forte. Talvez demore bastante, pois a progressão para liberar novos personagens e itens não é tão fácil, mas se você gostar do jogo, nem vai sentir o tempo passar enquanto faz uma nova tentativa. A união de RPG com roguelite é um acerto enorme. O gênero RPG, mais precisamente o de mesa, está ficando cada vez mais popular e espero que continue nos dando bons frutos como For The King 2. Fico curioso com o que virá, pois já foi anunciado que teremos atualizações, adições e até DLCs, o que é legal, pois vejo a preocupação dos desenvolvedores de manterem o jogo vivo e tratando o mesmo com carinho. NOTA: 8.5/10

  • Review: This Means Warp

    Chame os amigos e viajem a bordo de sua nave em busca de desbravar o espaço em This Means Warp. O JOGO This Means Warp é um jogo de gerenciamento de nave desenvolvido pela Outlier e distribuído pela Jagex Ltd. Junte sua tripulação e tente sobreviver em suas viagens espaciais, seja sozinho ou com até três amigos. Aprimore sua nave e crie sua própria estratégia para vencer os diversos inimigos que tentarem destruir sua nave. E, se isso acontecer, não se preocupe: você voltará mais forte para uma nova aventura. MINHAS IMPRESSÕES Adoro jogos de gerenciamento cooperativos. Junte isso com Faster Than Light e você terá This Means Warp. A diversão é garantida e a dificuldade também. É um jogo bem intuitivo e simples de entender, mas bem difícil de avançar sem o devido cuidado. Por ser um jogo com nível e progressão, é até compreensível que você perca muitas vezes, mas não achei tão justo. Em minha primeira run, ao avançar para o próximo sistema galáctico, quando me deparei com o primeiro inimigo, ele me obliterou sem que eu pudesse ao menos tentar me defender. Dei azar ou o jogo foi feito dessa forma para que você jogue e progrida num ritmo mais lento? Essa é minha única ressalva, pois todo os outros aspectos estão bem feitos. O jogo está em Português-Brasil, o que ajuda a entender as descrições das armas e itens claramente. O estilo visual é agradável e as personagens são carismáticas. Jogar com amigos deixa tudo mais divertido e caótico, sem que perca a nitidez em suas ações. Existe uma variedade boa de itens no jogo, que também podem ser aprimorados com melhorias que você conquista ao vencer inimigos. Toda partida será única, então talvez você dê sorte de achar aquela arma poderosa ou dê azar e seja destruído em sua primeira batalha. Os bots do jogo são bem programados e você consegue selecionar o que você quer que eles façam exatamente. Então, caso não tenha amigos, não tema, os bots estão aí para te salvar. CONQUISTAS Espero que você tenha tempo, porque vai precisar. As conquistas são bem complicadas na questão de fazer 100% delas. Vamos desde algumas mais simples como subir de nível ou gastar dinheiro na loja, até as mais complicadas como obter prestígio ou concluir o jogo na dificuldade mais difícil. Vai demandar muitas tentativas, então não se frustre. CONCLUSÃO Finalmente alguém uniu duas coisas boas e saiu algo bom. This Means Warp dois estilos de jogo completamente diferentes e apresenta algo divertido e desafiador. Com toda certeza, se você jogar com seus amigos, vocês vão querer sempre ir mais e mais longe em cada run. A simplicidade que o jogo trás é ótima, pois por ser um jogo cooperativo, é melhor que ele seja intuitivo e de fácil aprendizagem para que todos possam desfrutar do jogo. Eu adoro jogos cooperativos e, quando vejo um sendo lançado, sempre dou uma olhada em sua ideia principal para ver coisas novas e divertidas. This Means Warp é um desses jogos, que arrisca juntar roguelite com gerenciamento cooperativo e consegue um resultado muito bom. NOTA: 8.0/10

  • Review DLC: Dredge The Pale Reach(2023)

    O consagrado Dredge, ganha sua primeira DLC. The Pale Reach vem para aperfeiçoar a experiência de Dredge. NARRATIVA E GAMEPLAY Além de uma ilha congelada completamente nova para a história, The Pale Reach apresenta novas missões principais e secundárias, novos tipos de peixes, recursos de fabricação e o que mais gostamos: novas conquistas. A princípio, a DLC parece uma extensão do que vimos em Dredge. Buscamos peixes comuns e raros, fazendo missões que são bem fáceis pelo mapa. Não há um gadget ou um novo tipo de pesca no game, são os mesmos. No desenrolar da história provocamos uma espécie de criatura agressiva para nos ajudar a nos mover pelo mapa, completando algumas tarefas que envolvem a criatura. O jogo não tem tanto avanço ou coisas que realmente impactam na jogabilidade, como a recomendação desta DLC. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO É engraçado um jogo bom como Dredge receber uma atualização que adiciona coisas que não fazem muita diferença no jogo. Isso significa que a DLC do jogo é ruim? não! Ela é boa ! Mas ainda não é tão bom quanto o jogo original, o que me faz pensar que se essa parte do jogo fosse adicionada no lançamento original do game. Pré DLC Pós DLC Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 70/100

  • Review: Bem Feito

    E se alguém encontrasse um jogo que foi perdido com o tempo e disponibilizasse para todos? E se, talvez, ele estivesse perdido por algum motivo obscuro? É o que veremos em Bem Feito. O JOGO Bem Feito é um jogo de mistério e terror desenvolvido pela oiCabie e distribuído pela QUByte Interactive. Graças à um emulador, temos acesso ao jogo Bem Feito, originalmente lançado para um console portátil chamado Jogaroto. No jogo em questão, controlamos Reginaldo, um garotinho simpático que mora no planeta B-613. Seu objetivo é cumprir suas tarefas diárias e conhecer novos amigos, mas algumas coisas parecem estranhas. Cabe a você descobrir os mistérios que rondam o jogo Bem Feito. Lembre-se: suas escolhas fazem a diferença. MINHAS IMPRESSÕES Você conhece o termo creepypasta? Aquelas histórias de terror da internet envolvendo fatos reais e o imaginário popular para criar teorias e contos assustadores. Então, Bem Feito é basicamente uma creepypasta jogável. A própria história contada nos arquivos do jogo dá um motivo pra ninguém lembrar desse jogo, que realmente nunca existiu, o que acaba sendo uma boa sacada da desenvolvedora. Inclusive, a história por trás do jogo fictício é bem desenvolvida e cheia de fatos misteriosos, ao contrário do próprio Bem Feito, que é bem simples. Por ser feito e distribuído por brasileiros, o jogo está em Português-Brasil, o que é ótimo para entender a história do jogo e alguns termos fazem mais sentido pra gente, como Jogaroto e AmiGo, fazendo alusão ao Gameboy e Amiibo, respectivamente. Sem contar muito sobre o jogo, que inclusive é bem curto, você vive os dias do pequeno Reginaldo e faz suas escolhas, que terão impacto ao fim do jogo. Não sei como dizer isso sem estragar a surpresa, mas as coisas podem ficar bem sangrentas. Todo o suspense que o jogo passa ao chegar aos finais ou explorar os arquivos é bom, mas poderia ser melhor. Queria que tivesse mais bizarrices, mais terror e mais segredos escondidos. Me pareceu muito básico. Gostei da arte e da trilha, juntar coisas fofinhas com um fundo obscuro deixa tudo sempre mais tenso e aterrorizante, pois você nunca sabe o que pode acontecer. CONQUISTAS As conquistas de Bem Feito são até que bem simples. Conclua o jogo fazendo os dois finais possíveis e você já terá cumprido boa parte das conquistas. Além disso, quando você completa algumas delas, você receberá quatro números, que são as senhas para abrir os arquivos nas pastas. Por fim, algumas ações específicas são necessárias para as conquistas restantes, nada muito complicado. Um jogo bem tranquilo para os caçadores de conquistas. CONCLUSÃO Gosto da ideia do jogo ser uma creepypasta jogável, mas queria que ele tivesse mais conteúdo. Mais segredos, mais finais, mais modos de interagir com as coisas. O jogo tem muito elemento de suspense e terror, principalmente nos arquivos e fotos que você descobre, mas seria bem mais interessante ter mais desse recurso, até por ser um jogo curto, isso daria um charme a mais. Como todo bom jogo brasileiro, eu recomendo que joguem, pois, assim como diz o nome do jogo, ele é bem feito. E feito com carinho, o que é mais importante. Um jogo que você fica desconfiado a todo momento, quase que te incomoda, mas de um jeito bom para o que propõe. E que também coloca alguns dilemas morais interessantes. Uma ótima forma de testar sua sanidade. NOTA: 7.0/10

  • Review: Typecast

    Consegue assobiar e chupar cana? Bom, espero que você seja bom em fazer duas tarefas ao mesmo tempo, pois vai precisar em Typecast. O JOGO Typecast é um jogo de chuva de balas desenvolvido e distribuído pela Gutter Arcade e Official Electric. Você está cercado de inimigos com letras na cabeça, o que você fará? Digitar! Isso mesmo, para vencer os adversários nesse jogo você precisará apertar os botões indicados em cima deles, enquanto sua tela fica cada vez mais cheia de inimigos. Porém, não é só isso, enquanto você derrota inimigos, você terá que desviar deles e de seus projéteis também. Derrote o maior número de inimigos que puder, faça combos e se utilize de seus poderes para alcançar o topo do ranking. MINHAS IMPRESSÕES A minha primeira impressão quando vi esse jogo era que ele seria roguelike de ação e logo fiquei empolgado. Porém, quando joguei os primeiros minutos, percebi que tinha me enganado completamente. Sabe toda a explicação que eu dei anteriormente sobre como é o jogo? Bom, é só isso mesmo. Você vai avançando, vai aparecendo novos inimigos com diferentes padrões e é isso. Você ainda tem algumas coisas a mais, como coletar as letras que formam FEVER pra te ajudar ou usar as bombas e o slow motion, mas o jogo fica por aí. Isso é uma coisa ruim? Não necessariamente. No caso, eu é que coloquei expectativas que não condiziam com o que foi mostrado. Isso quer dizer que podemos eximir o jogo da culpa? Também não, visto que fiquei pouco empolgado. O jogo não está em Português-Brasil, mas isso pouco influencia. Sinto que se tivessem power ups para melhorar sua run seria muito mais interessante. Algo que te faria querer jogar mais vezes e testar novos métodos de jogar. Colocar um ranking no jogo não empolga em nada. São poucas pessoas que vão querer bater recordes. Esse é um dos piores jeitos de incentivar jogadores. E, mesmo do jeito que o jogo é agora, ele parece vazio. Parece faltar algo. Coletar as jóias me parecem sem sentido, mesmo sabendo para que elas servem. Pelo menos o jogo também tem conquistas, o que pode animar alguns jogadores. CONQUISTAS Como disse anteriormente, temos conquistas para dar uma animada ou te dar alguns objetivos. No caso, boa parte delas são específicas sobre alguma ação no jogo, seja derrotar vários inimigos com uma tecla só ou atingir um certo número em sua pontuação. Basicamente, se você quiser os 100% terá que jogar bastante e ficar muito bom no jogo, assim facilitando sua jornada em completar todas as conquistas. CONCLUSÃO Sei que boa parte de não ter animado com o jogo foi culpa minha, mas ele não apresenta nada que te empolgue em sua premissa. Existem muitos jogos de digitação que fazem bem esse papel de ser desafiador, mas com propósito. Infelizmente, rankings não animam ninguém. Não conseguia me empolgar e jogar mais do que duas partidas por vez, logo saia do jogo. Sei que o jogo não é ruim, mas essa sensação de "é só isso?" me deixou desanimado. NOTA: 5.0/10

  • Review: Three Minutes To Eight

    Se o Dia da Marmota acontecesse num futuro distópico, ele seria como em Three Minutes To Eight. O JOGO Three Minutes To Eight é um jogo de puzzle point and click desenvolvido pela Chaosmonger Studio e distribuído pela Assemble Entertainment. Num futuro distante, acompanhamos a história do protagonista sem nome, que acorda desmemoriado em seu apartamento enquanto seu interfone toca incessantemente. Enquanto tenta entender o que está acontecendo, ao completar 19h57 no relógio, ele morre. Porém, logo está de volta ao seu apartamento, como se nada tivesse acontecido. E, às 19h57, novamente, ele morre. E o ciclo continua, sempre morrendo no mesmo horário e de formas diferentes. Assim, nosso protagonista tem um tempo curto para explorar tudo e descobrir o que está acontecendo. MINHAS IMPRESSÕES A premissa do jogo é simples. Você tem um curto período de tempo para explorar o mapa e descobrir algumas formas de chegar em algum dos finais propostos. Eu teria gostado da ideia, se ela não fosse tão aleatória. Muitos finais não tem ligação um com outro, alguns sendo completamente sem sentido. Não consegui sentir empatia com o protagonista, muito menos ligar pra qualquer fim que ele tivesse, porque é tudo muito aleatório. Se fosse uma história mais no eixo e que tivesse ramificações ao seu decorrer, seria ótimo. O jogo está em Português-Brasil, o que é de bastante ajuda para entender o que se deve fazer ou para onde ir. Outra coisa que me incomodou demais é o tanto de elementos inúteis e/ou repetitivos. Você tem um botão que te mostra literalmente tudo que é possível interagir no cenário, mas metade delas (talvez até mais) é completamente descartável, não te dá informação relevante ou sequer conta alguma história. Além disso, existem eventos que sempre acontecem, independente do que você faça, que te freiam na sua jogada e começam a ficar irritantes depois de certo tempo, como por exemplo, quando você entra no seu apartamento e sua namorada aparece. Ocorre uma animação, um diálogo, abre uma seleção de respostas, ela responde e acontece outra animação. Existem sim finais que precisam desse evento, mas quando não, é um saco. Você só quer continuar, mas é parado por esse momento. Eu sinto que o jogo tenta ser mais ambicioso do que consegue executar. Apesar da arte do jogo ser linda e a dublagem ajudar a ambientar e dar vida aos personagens, essa aleatoriedade faz tudo ser em vão. Alguns personagens podem ou não aparecer em cada loop, o que é uma forma bem chata de manter o jogador no jogo. Tinha potencial pra ser algo bem único, mas se perdeu em sua ambição. CONQUISTAS Basicamente, ao completar todos os finais possíveis, você conseguirá uma conquista relacionada à eles. Além disso, existem conquistas sobre quantos loopings temporais você já teve, mas você conseguirá essa conquisa normalmente ao ir tentando descobrir todos os finais. Não tem muito segredo aqui, o 100% vem fácil se você terminar o jogo de todas as formas possíveis. CONCLUSÃO Infelizmente, o jogo me perdeu em muitos aspectos. Como disse, ele deveria ser mais contido para que você tenha algum apego em algum aspecto do jogo, seja a história ou as personagens. Eu senti que Three Minutes To Eight tentou ser um The Stanley Parable 2D, com finais fora da casinha, com dilemas morais e até cômicos. E quando você já jogou esse clássico, dificilmente alguém chega perto de fazer tão bem. Por Three Minutes To Eight não ter uma história fixa e um final real, parece tudo sobre um multiverso, já que muitos finais não conversam um com os outros e até se contradizem em alguns momentos. Queria ter gostado mais do jogo, mas, pra mim, ele é muito inconsistente e travado, tanto na jogabilidade quanto na história. Se a ideia do criador do jogo era essa mesmo, tudo bem, mas não me agradou. Por mais que você consiga levar itens de um loop pra outro, evitando refazer vários processos, muitos diálogos são repetitivos e cansativos. A ideia geral tem bastante potencial, mas não foi bem executada. Se for melhor polida, talvez fique mais interessante. Mesmo assim, sei que o criador do jogo se esforçou bastante, então dou valor para seu trabalho, mesmo que não tenha me agradado em alguns aspectos. NOTA: 6.0/10

  • Review: The Invincible

    Desvendar algo relacionado ao gênero de sci-fi é sempre um grande mistério, uma vez que as opções disponíveis para esse gênero são bastante variadas. The Invincible é uma adaptação do romance do autor de Solaris, o polonês Stanisław Lem. O projeto, desenvolvido pela Starward Industries, é o primeiro projeto da empresa, que foi criada com desenvolvedores experientes que atuaram em jogos AAA, como The Witcher, Cyberpunk 2077 e Dead Island. O Game é distribuido pela 11 bit studios. O jogo está disponível para: Microsoft Windows, PlayStation 5 e Xbox Série X/S. HISTÓRIA The Invincible é um jogo com uma história interessante e misteriosa. Ficamos constantemente intrigados com o que está ocorrendo naquele universo e qual o mistério que envolve o planeta em que estamos explorando. A astrobióloga Yasna tem a missão de resgatar os tripulantes da Dragonfly, sob o comando de nosso astrogater, Novik, com quem tem os diálogos incríveis com reflexões sobre moralidade, dependendo de suas escolhas ao longo da narrativa. Iniciamos o jogo com uma perda de memória que vamos recuperando ao longo do tempo. Enquanto nos desvendamos os mistérios do que acontece com aquele planeta, veremos flashbacks que nos levaram ao momento inicial de nossa participação na missão da Dragonfly. ASPECTOS TÉCNICOS Como se trata de um jogo narrativo sem muitas mecânicas, The Invincible precisava se manter bem em seus aspectos técnicos e graficamente o jogo é bem superior à média. A Unreal Engine 5 apresenta reflexos magníficos, sombreamentos extremamente bem feitos e cenários dignos de um filme de ficção científica. O áudio do jogo é bom, mas é importante jogar com as legendas ativadas porque algumas coisas podem ser perdidas se não as usássemos. Tudo muito legal, tudo muito bom, mas The Invincible tem alguns problemas técnicos chatos que podem te fazer ter que reiniciar o jogo. O áudio pode ser corrompido de tal forma que não saia vozes nos personagens e, às vezes, eventos podem não acontecer. É bem provável que haja patchs que solucionem esses problemas depois. CONQUISTAS Eu gostaria de enfatizar que, apesar de serem fáceis, as conquistas em The Invincible são bastante frustrantes, como nós sempre enfatizamos aqui no portal. Se as empresas pudessem ouvir mais os complecionistas para melhorar a elaboração das conquistas dos jogos, certamente eles seriam mais jogados. No caso de The Invincible, os problemas são conquistas que são perdíveis e outras que te obrigam a jogar o jogo diversas vezes de maneiras diferentes. Somos extremamente críticos a este tipo de conquista e acreditamos que deve ser abolida dos games, pois trata-se de achievements que fazem parte de uma era passada dos games. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO The Invincible é um jogo interessante com uma história misteriosa que te prende do começo ao fim. Apesar de parecer um Walking simulator, o jogo é muito legal e nos faz sentir como se estivessemos em um planeta vivo, em um futuro parecido com o que imaginamos. Eu não conhecia o livro de Stanisław Lem, mas pelo suco que o jogo nos dá, podemos imaginar como é incrível. A falsa impressão de exploração do mundo é um tanto triste neste momento, uma vez que temos praticamente um caminho a seguir, sem a possibilidade de alterar ou tomar decisões distintas em relação à exploração. A escolha de um jogo narrativo de pegue isto ou faça aquilo é uma pena, pois dá para imaginar coisas grandes relacionadas a este mundo e seus personagens. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 70/100

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