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- Review: Disciples: Domination
Uma guerra estratégica guiada por escolhas, onde cada classe e cada posicionamento moldam o destino do campo de batalha A chegada de Disciples: Domination marca um retorno ambicioso a uma das identidades mais densas da fantasia estratégica. Ele constrói sua experiência sobre escolhas estruturais, combate tático rigoroso e um mundo que já nasce em ruínas. HISTÓRIA Disciples: Domination se apoia fortemente no legado da franquia Disciples, mantendo o tom sombrio, estratégico e narrativamente denso que sempre caracterizou a série. O jogo se insere em um universo marcado por conflitos entre forças divinas, demoníacas e primais, preservando a identidade clássica sem simplificar sua construção de mundo. A narrativa não é excessivamente expositiva, mas se desenvolve através de diálogos frequentes e bem escritos. Existe uma direção clara em dar peso às interações entre personagens e à jornada do grupo, incluindo quests principais, quests de companheiros e missões secundárias bem organizadas. Um detalhe curioso é a forma como os diálogos são apresentados. Ao iniciar uma conversa, o jogo transporta o jogador para uma espécie de espaço narrativo separado do mapa ativo, o que pode causar uma leve estranheza nas primeiras horas, mas reforça o foco na narrativa e na construção dos personagens ao longo da campanha. Dentro da estrutura da franquia, Domination segue a filosofia clássica da série: progressão metódica, decisões estratégicas com consequências reais e um mundo que não se adapta ao jogador de forma automática. Essa abordagem o mantém fiel às raízes táticas que diferenciam Disciples de outros RPGs estratégicos mais acelerados. GAMEPLAY Disciples: Domination trabalha com uma base tática extremamente sólida, centrada em combate por turno em grid e tomada de decisão constante. Cada batalha funciona quase como um tabuleiro estratégico, onde posicionamento, leitura do cenário e formação inicial do grupo têm impacto direto no resultado do confronto. Antes mesmo do combate começar, é possível organizar a linha de frente e retaguarda, colocando personagens mais resistentes na frente e unidades frágeis protegidas atrás, o que já define o ritmo da luta desde o primeiro turno. Cada personagem possui resistências, fraquezas e um estilo próprio de uso, além de acesso a árvore de habilidades e equipamentos que expandem ainda mais as possibilidades estratégicas. O jogo também introduz companions ao longo da jornada, cada um com funções distintas dentro do grupo, reforçando a construção tática e a sinergia entre unidades. O campo de batalha é dinâmico e interativo. Existem áreas que causam dano, zonas de cura e obstáculos que podem ajudar ou atrapalhar durante os confrontos. Também é possível empurrar inimigos, usar o cenário a favor da estratégia e explorar flancos, já que ataques pelas costas causam dano adicional. Um detalhe extremamente relevante é o friendly fire massivo. Habilidades em área atingem aliados e inimigos, o que obriga o jogador a pensar cuidadosamente antes de cada ação. Os combates tendem a ser mais longos, principalmente nas seções iniciais, mas isso não soa como lentidão gratuita. Existe um foco claro em estratégia deliberada, onde decisões precipitadas são punidas e planejamento é recompensado. Não é um jogo feito para limpar batalhas rapidamente, e sim para vencer através de posicionamento, leitura e adaptação. Fora das batalhas, a exploração é muito bem trabalhada, com áreas externas caprichadas e até o uso de montaria em determinados trechos, o que melhora o ritmo da jornada. O sistema de progressão também se apoia em diversos recursos como ouro, ferro, madeira, fluxo arcano, essência de vida, essência primal e essência demoníaca, reforçando a sensação de construção estratégica ao longo da campanha. A escolha da classe inicial é um dos pilares mais importantes da experiência. Cada classe define habilidades únicas e influencia diretamente o estilo de jogo do protagonista, podendo seguir caminhos físicos, primais, divinos ou demoníacos. Essas vertentes ainda contam com duas árvores de habilidades distintas, ampliando bastante a variedade de builds possíveis e permitindo uma personalização mais profunda do personagem principal. VISUAIS E SOM A direção artística aposta em um estilo sombrio e consistente com o universo da franquia, especialmente nas áreas externas, que são extremamente bem detalhadas e bem construídas visualmente. O mundo transmite uma sensação constante de tensão e conflito, alinhada com a proposta narrativa do jogo. Os personagens principais possuem boa presença visual, embora em alguns momentos personagens secundários possam apresentar pequenas inconsistências em texturas durante diálogos recorrentes. Ainda assim, o conjunto artístico permanece coeso e funcional dentro da proposta estratégica e narrativa. A ambientação sonora acompanha bem o ritmo tático do jogo, reforçando a sensação de peso nas batalhas e o clima denso da exploração. Não há exageros na trilha, o que favorece a concentração durante combates mais longos e estratégicos. ACHIEVEMENTS A lista de conquistas acompanha diretamente a progressão da campanha, o recrutamento de companheiros, a evolução da protagonista e a conclusão de objetivos principais e secundários. Elas funcionam como um reflexo natural da jornada, premiando avanço de capítulos, fortalecimento do grupo, desbloqueio de habilidades e desenvolvimento de sistemas, sem exigir desvios artificiais da experiência principal. Há um foco claro nas mecânicas táticas. Conquistas relacionadas à exploração de fraquezas, uso inteligente do posicionamento em grid, interações entre unidades e domínio de habilidades reforçam que o jogo valoriza estratégia e leitura de campo. Também existem metas ligadas a crafting, personalização, reputação com facções e resolução de crises, incentivando o jogador a explorar todas as camadas do sistema. As exigências mais extensas envolvem completar regiões inteiras, resolver múltiplas crises em uma única campanha e vivenciar todos os eventos de combate, o que amplia o tempo de jogo de forma orgânica. Não há desafios baseados em limite de tempo ou coletáveis massivos escondidos de maneira artificial, mantendo o foco no domínio real das mecânicas e na exploração completa do conteúdo. Essas conquistas reforçam o foco narrativo e simbólico do jogo, funcionando como marcadores de avanço e pequenas histórias paralelas que se conectam ao tema maior da jornada de Ro. Apesar de curtas em quantidade, elas exigem exploração completa das regiões e envolvem puzzles, interações específicas e batalhas decisivas, o que as torna desafiadoras e nada triviais. TRAILER OFFICIAL RESUMO Disciples: Domination é uma experiência tática densa, estratégica e deliberadamente metódica. O foco em posicionamento, formação de grupo, gerenciamento de recursos e leitura do campo de batalha cria uma jogabilidade que recompensa planejamento acima de tudo. Os combates mais longos, o friendly fire significativo e a necessidade constante de análise estratégica deixam claro que não se trata de um jogo voltado para ação rápida, mas sim para decisões calculadas e construção cuidadosa de equipe. Somado a isso, a forte ligação com o legado da franquia reforça sua identidade e respeito às raízes do gênero. Entre narrativa consistente, progressão estratégica e um sistema de combate que exige atenção real do jogador, o jogo se estabelece como uma experiência sólida para quem busca profundidade tática e um RPG estratégico que valoriza escolhas, posicionamento e construção de build ao longo da jornada. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 82/100
- Review: Denshattack! (DEMO)
Surfar nas linhas de trem acabou de ganhar um novo significado. O JOGO Denshattack! é um jogo arcade desenvolvido pela Undercoders e distribuído pela Fireshine Games. Viajar pelo Japão a bordo de um trem pode parecer normal, mas em Denshattack! os trens não são meros meios de transporte. Seguindo a jornada de Emi e Fernando, você terá trens customizáveis e que podem fazer manobras radicais enquanto viajam pelos trilhos que também desafiarão o jogador com drifts e pulos, além de grandes inimigos para serem derrotados, tudo isso num ritmo frenético. Una um grupo de personagens desajustados e carismáticos para derrotar a corporação maligna Miraido. Melhor não perguntar, apenas correr. MINHAS IMPRESSÕES A proposta de usar um trem quase como um skate, fazendo manobras radicais e ganhando pontuação por elas, é tentadora. Impossível não se empolgar com o ritmo frenético e altamente empolgante de Denshattack!, ainda mais com a arte muito estilosa em que o jogo se apresenta. Com cores vibrantes e uma característica bem cartunesca, esses elementos ajudam ainda mais o jogador a se sentir estimulado com o jogo, entrando nessa vibe elétrica que o jogo tem. Ainda que, por enquanto, ainda tenhamos apenas acesso a versão demo do jogo, já dá pra sentir que é aquele tipo de jogo que você vai ter boas doses rápidas de diversão, já que o ritmo do jogo conduz o jogador a prestar muita atenção e, quando menos esperar, a fase já acabou. A trilha sonora, naturalmente, segue todos os outros elementos, tornando seu trajeto ainda mais animado. Personagens carismáticos são os guias para a história de Denshattack!, mesmo que acabe ficando de lado, pois o que realmente brilha é a jogabilidade intensa. O jogo ainda não está em Português-Brasil, mas parece que está nos planos, afinal, essa análise é apenas da versão demo. Os controles de jogo são bem intuitivos, ainda que com uma vasta gama de movimentos, mas que são bem satisfatórios de masterizar e conseguir pontuações maiores. Porém, nem tudo são números crescendo: geralmente, você terá três tipos de objetivo em cada fase. Primeiro, as pontuações por manobra, como já foi citado. Em segundo, você deverá cumprir a fase no menor tempo possível. E em terceiro, você terá uma seleção de pequenos objetivos durante a fase, que podem ser desde coletar todos os colecionáveis até fazer alguma ação específica, como destruir algum obstáculo. Você não precisa necessariamente fazer tudo perfeito, mas esses três parâmetros colocam uma camada a mais de diversão, desafio e fator replay. Não posso deixar de citar que as fases são bem construídas, sempre trazendo desafios interessantes e ritmando sua jogabilidade, além de muito criativas e bem apresentadas artisticamente. Denshattack! é tão divertido quanto parece ser. A forma como as fases são conduzidas, a jogabilidade muito satisfatória e sua arte divertida torna o jogo uma experiência agradável e animadora, com partidas velozes e que serão um grande passatempo e até mesmo um grande desafio para aqueles que se interessarem em masterizar suas pontuações e tempo de fase. É o típico jogo com uma proposta maluca mas que se paga com uma jogabilidade interessante e divertida. Sem trilhos? Sem problemas! CONQUISTAS Por se tratar de uma versão demo, ainda não temos conquistas para o jogo, porém, em sua página na Steam, é indicado que o jogo terá conquistas em sua versão final. Então podemos esperar que tenhamos alguns desafios extras, talvez algo como fazer uma quantidade específica de pontos, por exemplo. Belos cenários vão te acompanhar em sua jornada. CONCLUSÃO Jogos com propostas estranhas sempre me atraem e não seria diferente com Denshattack!, que desde sua primeira aparição me deixou intrigado com seu estilo. Apesar de você ter certo controle da velocidade do seu trem, é correto afirmar que Denshattack! é um jogo rítmico, com suas sequências de pulos, passagens de trilho e drifts. Confesso que a parte de pontuar com manobras não é o que mais me anima, mas como o jogo te deixa livre pra fazer apenas o que for interessante pra você, sem a obrigatoriedade de cumprir objetivos para avançar, fica tudo bem mais justo pra todo tipo de jogador. Quero muito ver o resultado final e o que mais os desenvolvedores terão para oferecer com um jogo com tanto potencial quanto esse. NOTA: 8.0/10
- Review: Absolum
Use sua magia para libertar um povo de um regime opressor. O JOGO Absolum é um beat 'em up desenvolvido pela Dotemu, Guard Crush Games e Supamonks e distribuído pela Dotemu e Gamirror Games. Após Talamh sem devastada por um cataclisma mágico causado por magos ambiciosos, pessoas comum comecaram a desconfiar da magia. Aproveitando dessa desconfiança, o rei Sol Azra escravizou magos e colocou seus homens de confiança para governar reinos conquistados. Enquanto o rei avança sua dominação de terras, a alta feiticeira Uchawi e um grupo de magos rebeldes surgem usando magia proibida para enfrentar o regime de horror de Azra. Escolha entre Galandra e sua espada colossal, Karl, o último anão livre, Brome, o sapo e o ágil Cider para embarcar nessa aventura e derrotar o terrível Azra e libertar Talamh de seu regime opressor. Da esquerda para a direita, Karl, Cider, Brome e Galandra. MINHAS IMPRESSÕES Dotemu e beat 'em up é a combinação mais certeira para o sucesso. Absolum é um exemplo de como ainda dá pra inovar em gêneros que talvez pareçam impossíveis de mudar a fórmula. Ainda que muito gente possa desgostar do fator roguelite que o jogo tem, é até compreensível usar esse fator num beat 'em up. Muita gente fica entediada após uma partida desse gênero, então por que não adicionar algo que faça você querer jogar várias vezes? Inserir aspectos de roguelite adicionam uma camada a mais de desafio, fazendo o jogador não achar chato repetir um processo várias e várias vezes. E para isso, a progressão de dificuldade quando se avança no jogo cresce de forma que crie desafios para o jogador e, ainda que ele falhe, vai ter mais recursos quando voltar ali novamente, já que é possível melhorar seus atributos ao voltar para sua base inicial, gastando pontos que vão auxiliar em sua jornada. Além disso, é possível adquirir novas habilidades para seus personagens, fazendo com que um mesmo personagem não seja sempre jogado da mesma forma. Sobre os personagens jogáveis, cada um tem um estilo definido e feito pra você se afeiçoar mais pela jogabilidade que mais se encaixar no seu estilo, porém, todos são bem legais de controlar, além de terem muita personalidade. A arte de Absolum é magnífica, te teletransportando pra um mundo medieval mágico onde a magia se destaca por suas cores vibrantes, o que visualmente também ajuda o jogador a se situar naquela bagunça gostosa que é um beat 'em up. A história do jogo é simples e objetiva, com diversos fragmentos e conversas ao longo do jogo que enriquecem ainda mais a história daquele mundo. O jogo está em Português-Brasil, o que é ótimo para acompanhar a história e entender melhor sobre os atributos, habilidades e itens. Sempre que você começar uma nova partida, vai ter que escolher por onde pretende avançar, já que diferentes caminhos te levam a diferentes rotas para chegar ao seu objetivo final. Eles não estão ali à toa: além de diferentes paisagens e inimigos, existem eventos diferentes em cada um deles, que podem liberar caminhos mais curtos para próximas jornadas. Eventualmente, você vai querer visitar todos esses lugares, o que é perfeitamente possível, já que o ciclo do jogo é basicamente avançar até onde sua habilidade permitir, ser derrotado e voltar ao começo. Assim, o jogo também não se torna repetitivo no sentido de que sempre é possível mudar de caminho numa próxima vez. Durante sua jornada, ao completar uma tela daquele cenário, você recebe recompensas, sendo eles fragmentos que são usados para aumentar atributos, dinheiro, equipamentos ou habilidades passivas. No caso do dinheiro, você pode usar ele para comprar equipamentos, para avançar em eventos ou para contratar NPCs que lutam ao seu lado, uma mecânica bem interessante, inclusive. Equipamentos serão itens que melhoram seus atributos mas que, ao ser derrotado, você perde todos eles. Porém, caso você queira começar com algum deles numa próxima vez, você pode comprá-los na sua base gastando fragmentos. As habilidades passivas melhoram ataques, esquivas e habilidades especiais, geralmente adicionando dano elemental a eles. Novamente, caso você seja derrotado, você perde todos eles. Além disso tudo, ao derrotar chefes, você pode adquirir novas habilidades básicas, como mais ataques num combo ou diferentes interações entre os ataques. Todas essas mecânicas somadas tem a clara intenção de tornar o que poderia ser repetitivo e maçante em algo divertido e satisfatório. Além disso, masterizar seu jogo com cada personagem e criar combos com o que você vai conseguindo através da sua jornada é extremamente empolgante, sempre descobrindo coisas novas para cada um deles. Absolum é uma experiência completamente satisfatória num gênero que se dava por satisfeito em fazer o básico que, ainda que muito divertido, te dava umas três horas de diversão e você nunca mais tocava naquele beat 'em up. Se você gosta do gênero e sentia que ele não poderia ser mais do que era, Absolum deu um passo a frente e trouxe um ar revigorante ao beat 'em up. Use sua mana para gerar golpes devastadores. CONQUISTAS Como se trata de um roguelite com quatro personagens, é de se esperar que teríamos conquistas específicas para cada um deles. O mais legal é que elas são relacionadas com o estilo de jogo de cada um deles, o que deixa essas conquistas com muita personalidade. Obviamente, também temos conquistas de derrotar Azra com cada um dos personagens, então você eventualmente vai jogar com todos eles. Derrotar cada chefe também está na lista de conquista, mas essas você vai conseguir eventualmente quando estiver fazendo os mais diversos caminhos pelo jogo. O que pode ser mais desafiador são as conquistas em que você precisa fazer algo específico, que são muitas, mas nada que você não possa tentar em uma de suas várias tentativas de vencer Azra. Assim como o jogo em si, fazer 100% das conquistas vai ser um belo desafio e mais um motivo para jogar e rejogar Absolum. Enfrente grandes desafios nas batalhas contra chefes. CONCLUSÃO Eu adoro beat 'em up e sempre pensei em como esse gênero poderia dar um próximo passo. Sempre vejo as pessoas reclamando de que é um gênero em que você joga apenas uma vez e nunca mais toca. E eu concordo, realmente, se não existe mais nenhum desafio ali, você não tem incentivo para continuar. Absolum subverte essa ideia, te dando diversos recursos e desafios para te manter entretido. É algo que precisava ser tentado, ainda que não vá agradar alguns fã de beat 'em up, mas era necessário. E nada melhor do que a Dotemu, os melhores nesse assunto, darem esse primeiro passo, de um jeito agradável e de fácil entendimento. Vale muito a pena jogar Absolum, seja sozinho ou com um amigo, o rogue 'em up está entre nós e tem tudo para fazer sucesso. NOTA: 9.0/10
- Review: Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties
Kamurocho nos espera mais uma vez. O JOGO Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties é um jogo de ação desenvolvido pela Ryu Ga Gotoku Studio e distribuído pela SEGA . Nessa dobra de jogos do universo Yakuza, por um lado acompanhamos Kiryu em Yakuza Kiwami 3, após os eventos dos dois jogos antecessores, o ex-yakuza agora cuida de crianças num orfanato, deixando todo seu passado mafioso para trás. Porém, por mais que se afaste de problemas, eles continuam procurado-o. Já pelo outro lado, vivenciamos uma história inédita, protagonizada por Yoshitaka Mine, que após perder tudo, se meteu no mundo da yakuza e agora busca sentido em para sua vida novamente. Apesar de histórias diferentes, uma coisa elas tem em comum: muita porradaria, minigames e histórias interessantes. O praieiro Kazuma Kiryu. MINHAS IMPRESSÕES Uma coisa que os fãs de Yakuza nunca podem reclamar é sobre a vibe Yakuza, que nada mais é que conseguir atingir todos os espectros de emoção possível, indo de cenas bonitas e com lições valiosas até momentos de pura comédia nonsense . E aqui, não foi diferente. Seguindo a ideia de remakes que já vem sendo feitos desde os dois jogos Kiwami anteriores, Yakuza Kiwami 3 reconta a história de Yakuza 3, com algumas diferenças e adições que podem ou não agradar os fãs da série. Já Dark Ties traz uma história completamente inédita, mas que segue os parâmetros do que vemos nas séries principais. O jogo está em Português-Brasil, o que facilita o jogador a entender a história, acompanhar as tramas e entender as diferentes mecânicas apresentadas no jogo. O combate continua com as mesmas mecânicas que sempre fizeram parte da série Yakuza, com golpes impactantes e diferentes formas de fazer combos que geram golpes plásticos e satisfatórios. Vencer chefes e mini chefes vai exigir um pouco mais de estratégia do que só esmagar os botões de ataque, exigindo esquivas e defesas, que também servem para contra ataque. Em Yakuza Kiwami 3, Kiryu possui dois estilos de luta, um deles sendo seu clássico estilo do dragão de Dojima focado em porradaria com as mãos nuas, e o outro sendo mais focado em armas brancas e utilização de escudo. Em Dark Ties, Mine só tem acesso a um estilo de batalha, mas que compensa com seu modo único de luta, veloz e acrobático. E como era de se esperar, o que não vai faltar são minigames divertidos e diversos que talvez façam você se desviar da história principal. Eu, particularmente, adoro jogar sinuca ou cantar no karaokê, mas a variedade de atividades secundárias que você pode fazer em jogos da série Yakuza sempre são enormes, além de muito criativas e, geralmente, engraçadas. Apesar dos mapas de Kamurocho e Okinawa serem relativamente pequenos, ganham em detalhes e atividades para serem feitas, o que acabam por serem ideais para o que o jogo propõe. E se os minigames não te chamarem a atenção, você ainda vai ter uma gangue de motoqueiras para chamar de sua, com missões próprias e toda uma customização única, além de um modo de batalha onde sua gangue enfrenta uma gangue rival para estabelecer dominância na região. Já em Dark Ties, ajudar a população será sua principal atividade, resolvendo problemas pelas ruas. Além disso, existe um arena de batalhas que será um desafio para quem busca uma boa briga. Como é possível perceber, o jogo te dá muita opção do que fazer, sem te apressar para nada e sendo muito amigável ao jogador, mesmo com textos enormes explicando cada nova mecânica, elas são mais simples de entender do que a enxurrada de texto faz parecer. Para alguns jogadores, o início dos jogos pode demorar a engrenar, mas quando o jogo solta sua mão, é muito divertido e vale a pena. Os personagens da série Yakuza são sempre bem escritos e aqui não é diferente, principalmente Kiryu, que se mantém um protagonista estiloso e badass . Resumidamente, Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties vai te divertir independentemente do que você quiser fazer neles. Quer seguir a história principal direto? Ótimo, aproveite os bons momentos gerados pela história. Quer sair fazendo missões secundárias? Muito bom também, sempre te colocando em situações inusitadas. Quer ficar jogando minigames? Fique a vontade e se sirva dos mais diversos jogos. A magia da série Yakuza é que ela vai te servir de tudo um pouco e, talvez não seja o melhor de tudo, mas fome você não irá passar. Kamurocho continua familiar como sempre. CONQUISTAS Com uma variedade de atividades e mecânicas como as explicadas anteriormente, fica claro que as conquistas também vão acompanhar essa diversidade. Minha dica é: aproveite o jogo e experimente de tudo. Todas as atividades apresentadas vão te gerar alguma conquista de alguma forma, seja maximizando sua gangue de motos, seja tirando fotos ou cuidando das crianças do orfanato. Não se apresse e não foque tudo de uma vez em uma atividade, porque pode cansar. Alternar entre história e atividades secundárias vai te levar longe para conseguir todas as conquistas, até porquê, completar todos os capítulos da história tanto de Kiryu quanto de Mine também são conquistas. Se deixe levar pelo espírito do jogo e seu 100% virá sem você notar. Apenas lembre que será uma tarefa longa. O desiludido Yoshitaka Mine. CONCLUSÃO Confesso que é a primeira vez que um jogo da série Yakuza principal funciona comigo. A linha Like A Dragon me agradou de primeira, mas a série principal, apesar de me agradar muito quanto ao estilo, história e afins, não me empolgava. O motivo sempre foi o combate, que é a mecânica central do jogo e, por isso, inevitavelmente, me cansava. Aqui em Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties finalmente funcionou e eu não consegui descobrir o que mudou, mas fico feliz de finalmente ficar empolgado em jogar. Yakuza Kiwami 3 é amplamente carregado por Kiryu, que é um protagonista excepcional e muito carismático. Já Mine, em Dark Ties, cumpre seu papel, mas quando colocado ao lado de Kiryu em comparação dos jogos, fica para trás. Por falar nisso, Dark Ties funciona quase como uma DLC, sendo um jogo bem mais curto que Yakuza Kiwami 3, mas que tem seu charme também. É um jogo extremamente divertido, com atividade realmente legais de se fazer. É um ótimo jogo para se passar um bom tempo explorando de tudo que ele tem a oferecer, o que não é pouco conteúdo. NOTA: 8.5/10
- Review: My Hero Academia All's Justice
Viva o arco final da aventura dos heróis de My Hero Academia. O JOGO My Hero Academia: All's Justice é um jogo de luta desenvolvido pela Byking Inc. e distribuído pela Bandai Namco Entertainment Inc . Adaptando o último arco de My Hero Academia, controle heróis e vilões em batalhas vindas direto do anime e conclua a jornada de Midoriya e seus amigos. Além disso, você pode revisitar grandes batalhas de outros arcos do anime e agir como um herói urbano, enfrentando perigos enquanto patrulha uma cidade virtual. Encontre uma variedade enorme de personagens e forme trios para lutarem juntos e irem além! Plus Ultra! MINHAS IMPRESSÕES Jogos de luta temáticos de anime vem seguindo uma mesma fórmula, vindo com grandes arenas, dezenas de personagens e formação de times para poder usar a maior quantidade possível desses personagens. Como esse não é o primeiro jogo baseado em My Hero Academia, fica difícil não comparar com os jogos anteriores, mas vou me ater apenas ao que My Hero Academia: All's Justice oferece. Vou direto ao assunto que, na minha opinião, é o de maior interesse: a jogabilidade. Logo de cara, o jogo te oferece duas opções de controle, sendo eles um manual e um automático. A recomendação recebida é jogar no automático, mas não consigo entender o porquê, visto que deixa tudo muito robótico. Ainda assim, não é isso que estraga a jogabilidade. Parece que nada funciona como deveria e, ainda que você entenda como funciona, é tudo muito travado. Existe um sistema ao estilo "pedra-papel-tesoura" para contra-ataque que, de novo, deixa tudo mecanizado, sem graça e frustrante. E tudo isso passaria ileso se fosse o único problema, algo que faria você apenas masterizar suas habilidades e ficar bom o suficiente pra entender como o jogo quer que você jogue, mas aí vem algo que tira toda a magia de um jogo de luta de anime: os golpes especiais. E eu não tô falando dos golpes básicos que, em sua maioria, até são bem legais e refletem os golpes usados em My Hero Academia. Nesse caso, estou falando de golpes que, geralmente nesse gênero de jogo, são grandiosos, com animações incríveis e que tem um real impacto na luta. Em My Hero Academia: All's Justice, em sua grande maioria, esses golpes são sem graça e sem impacto. Ainda que exista o modo Rising, que você ativa quando seu personagem enche uma barra e libera uma forma mais poderosa e temporária, pouquíssimos tem alguma coisa interessante como uma mudança de forma, como é o exemplo do Tokoyami. Juntamente com arenas grandes e vazias, que mesmo com elementos como prédios e pedras caídas, só fazem atrapalhar a visão e combos que são interrompidos por micro desníveis em algumas partes do mapa. Infelizmente, o que deveria ser a maior atração peca muito na execução. O modo história, apesar de bem fiel com a cronologia do anime, é feita de uma forma que força um desafio que muitas vezes é só chato. Os inimigos são desafiadores, mas parece que você tem que bater três vezes mais neles para tirar o mesmo de vida que eles tiram de você com um combo. Novamente, usar golpes especiais aqui é o mesmo que fazer cócegas no inimigo. Um elemento que sempre fica legal em jogos desse gênero é a reprodução de cenas do anime com o gráfico do jogo, que aqui é bem bonito e empolga quando você revive aquela cena. Infelizmente, o jogo não está em Português-Brasil, o que é bem chato pra quem quer acompanhar o que está sendo dito e não possui conhecimento do inglês. Temos um modo arquivo de batalhas, que permite que você revisite batalhas de outros arcos do anime, o que é legal, já que te incentiva a testar diversos personagens que talvez você nunca colocaria a mão ou apenas pra se sentir na pele do All Mighty em seus tempos de glória. Além disso, temos um modo missão em equipe, que consiste em andar pela cidade virtual do jogo e fazer missões. Basicamente, um modo de jogo a mais para você ter mais opções do que fazer no jogo e adquirir colecionáveis e customizações que, inclusive, são muitas e você pode conseguir jogando todos esses modos de jogo, como cartas, cores de roupa e customizações na HUD da batalha. O elenco do jogo é bem vasto, com personagens que eu nem pensei que seriam utilizados, o que mostra que tiveram a preocupação de trazer quase todos os personagens do anime, ainda que já sabemos que o jogo possui passe de temporada, ou seja, vem mais gente por aí. No geral, quem jogou os anteriores vai ficar muito frustrado por não existirem golpes especiais incríveis no jogo, mas quem é fã do anime e gostou dos jogos anteriores, vai ver alguma melhora em aspectos específicos na jogabilidade, ainda que não tenha agradado a mim. Ainda assim, o jogo tem suas partes divertidas e é bem bonito. Reviver esse arco, ainda mais pouco tempo depois de ter assistido ao final do anime, é algo bem interessante de se fazer. Jogue tanto com heróis quanto com vilões do anime. CONQUISTAS As conquistas de My Hero Academia: All's Justice não são tão difíceis de completar, o que não quer dizer que não serão trabalhosas. As mais fáceis são as ligadas ao modo história, que você vai conseguir naturalmente ao completá-la. Também vai acontecer o mesmo com conquistas que são, basicamente, sobre usar mecânicas do jogo, como o Rising ou trocar de personagem durante a luta. No campo de conquistas que vão exigir um pouco mais de atenção, temos as que são ligadas às missões de equipe e arquivo de batalha, em que você precisa vencer e cumprir condições de tempo e/ou de pontuação, além de desbloquear personagens para jogar no modo missão de equipe. Por fim e o que talvez exija mais trabalho do jogador estão as conquistas dos colecionáveis e customizações, que vai fazer você jogar tudo e fazer de tudo no jogo, basicamente, já que você sempre recebe recompensas por completar batalhas nos diversos tipos de modo de jogo. Como disse, nada difíceis, porém, conseguir 100% das conquistas será uma tarefa Plus Ultra! Revisite momentos épicos de My Hero Academia. CONCLUSÃO Definitivamente, a jogabilidade de My Hero Academia: All's Justice não me agradou. Infelizmente, parece um jogo cru que, ainda que tenha muita atenção aos detalhes dos personagens e golpes, falhou em não possuir golpes especiais épicos e espalhafatosos. É bem triste pensar que o golpe mais poderoso da Uraraka são meia dúzia de pedregulhos caindo do céu, por exemplo. O modo história me deixou tão chateado, porque apesar de ter um bom desafio, ele só é injusto, visto que existe um handcap claro onde você só perde porque seu dano é menor do que o inimigo e não porque ele jogou melhor que você. As arenas são péssimas, mais atrapalhando do que sendo algo positivo à experiência. Infelizmente, o final épico da aventura de Midoriya e seus amigos não teve um nível épico para fazer jus ao anime, mas pelo menos dá pra se divertir revivendo bons momentos de My Hero Academia. NOTA: 7.0/10
- Review: Diablo II Resurrected: Reign of Warlock(Bruxo) DLC
Uma classe feita para quem aceita perder a alma em troca de controle total A chegada do Warlock em Diablo II: Resurrected não representa apenas a adição de uma nova classe. Ela redefine a forma como o jogo entende risco, poder e tomada de decisão. Diferente de qualquer arquétipo clássico da franquia, o Warlock não nasce para ser confortável, nem eficiente no sentido tradicional. Ele existe para tensionar o jogador. Além da classe bruxa, essa atualização introduz sistemas e mecânicas reformuladas que mudam profundamente o ritmo do jogo, como as Zonas de Terror, eventos especiais como Herald of Terror e Colossal Ancients, além do sistema Chronicle, que amplia a progressão e o endgame. Soma-se a isso dezenas de novos itens e, finalmente, um filtro de loot configurável, algo que a comunidade pede há anos, permitindo reduzir o excesso de informações na tela e focar no que realmente importa. O Warlock em si foge completamente da ideia de um mago genérico. Ele é um conjurador proibido. Um personagem que faz pactos, manipula entidades infernais e aceita a corrupção como ferramenta. Ele sacrifica vida, aliados, posicionamento e segurança em troca de poder bruto e controle. Em termos conceituais, ele fica entre um necromante pelas invocações, um feiticeiro pela magia destrutiva e até um paladino, mas aqui tudo é corrompido. Não há aura sagrada, apenas versões distorcidas e profanas dessas ideias. Sua identidade gira em torno de três vertentes principais de construção: Binding, Eldritch e Chaos. Cada uma oferece estilos de jogo radicalmente diferentes. Algumas focam em controle absoluto do campo de batalha, outras em dominação demoníaca e há aquelas que apostam em ataques mágicos quase apocalípticos. As combinações possíveis são absurdas, com milhares de variações viáveis, o que reforça o caráter experimental da classe. Existe quase uma filosofia de sofrimento embutida no design da classe. O Warlock não parece querer que o inimigo morra rápido. Ele quer que o inimigo definhe, seja corroído por maldições, sacrifícios e efeitos contínuos até que sua própria existência seja consumida em benefício do conjurador. É um estilo de jogo mais cruel, mais lento e muito mais intencional. Narrativamente, o Warlock surge como um sobrevivente das guerras secretas travadas à margem do Conflito Eterno. Magos renegados e ocultistas que entenderam que o Inferno não pode ser derrotado apenas com fé ou aço. Diferente do necromante, que manipula a morte, o Warlock aceita a corrupção de forma consciente. Ele firma pactos proibidos e usa o próprio poder infernal contra o Inferno. Após a queda de Baal, esses conjuradores entendem que os grandes males nunca desaparecem de verdade. Eles apenas aguardam. Por isso, escolhem caminhar pela linha mais perigosa possível. Controlar o caos antes que ele consuma Santuário, mesmo que isso custe a própria alma. TRAILER OFFICIAL RESUMO O Warlock não é uma classe para iniciantes. Ele exige conhecimento do jogo, entendimento profundo de sistemas e disposição para errar. Mas para quem já domina Diablo II, ele se torna uma das experiências mais ricas e ousadas já introduzidas no jogo. Uma classe que respeita a brutalidade da obra original e, ao mesmo tempo, expande seus limites de forma corajosa. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 86/100
- Review: Diablo II: Resurrected
Quem entra em Santuário precisa aceitar que a morte faz parte do aprendizado Para quem começou a franquia por Diablo III, como foi o meu caso, Diablo II: Resurrected surge quase como um choque de identidade. Desde o anúncio inicial do remaster, que facilmente poderia ser confundido com um remake completo, a expectativa era alta. Jogar essa experiência no modo Hardcore apenas intensificou tudo o que o jogo se propõe a fazer: punir erros, testar paciência e reforçar que aqui nada é simples ou indulgente. A ambientação é radicalmente diferente do terceiro título da franquia, e isso é algo extremamente positivo. Diablo II tem identidade própria, um tom mais opressivo e uma sensação constante de que o mundo não foi feito para você vencer com facilidade. Cada avanço é conquistado, nunca concedido. GAMEPLAY Diablo II: Resurrected utiliza a engine original do jogo clássico por baixo, enquanto sobre ela opera um novo motor gráfico totalmente em 3D, com suporte a resolução 4K. Essa abordagem representa, para mim, exatamente como remasters deveriam ser feitos. Modernizar a apresentação sem tocar na essência da jogabilidade. A fidelidade é tamanha que o jogo permite alternar instantaneamente para os gráficos originais, evidenciando o cuidado e o respeito pelo material base. A jogabilidade carrega mecânicas antigas, e isso é perceptível. O sistema de coleta de itens pode parecer menos refinado para padrões atuais, assim como a estrutura de lobbies, que não permite convidar amigos diretamente pela plataforma. Ainda assim, esses pontos soam mais como consequências de uma escolha consciente do que falhas técnicas. Diablo II foi feito para durar, e a própria existência de servidores ativos desde 1996 reforça essa filosofia. Existe ainda o suporte a progressão online com salvamento compartilhado entre plataformas, algo que claramente foi pensado para longevidade e preservação do jogo, não para conveniência imediata. A narrativa se passa logo após os eventos do primeiro Diablo e gira em torno da tentativa de impedir que Diablo se reúna com seus irmãos, Mephisto, o Senhor do Ódio, e Baal, o Senhor da Destruição. Diferente de Diablo IV, aqui temos uma presença física marcante de Tyrael, o Arcanjo da Justiça, além de personagens clássicos como o lendário Deckard Cain. Um dos aspectos mais interessantes da história é o confronto indireto entre protagonistas. Os acontecimentos do primeiro jogo culminam em uma situação onde o herói anterior acaba se tornando parte do problema, criando uma dinâmica que lembra muito a ideia de enfrentar o antigo protagonista, algo que remete diretamente a conceitos vistos em Pokémon Gold e Silver. É uma narrativa mais sutil, menos expositiva, mas carregada de significado. A árvore de habilidades não é tão variada ou dinâmica quanto nos títulos mais recentes da franquia, mas isso não significa limitação. Pelo contrário. No momento em que você encontra a vertente de build que deseja seguir, a progressão se torna extremamente prazerosa. Esse prazer cresce ainda mais conforme equipamentos melhores começam a aparecer, transformando completamente o desempenho do personagem. Diablo II não é um jogo que pega o jogador pela mão. Ele exige vontade, leitura, tentativa e erro. Poucos jogos modernos ainda operam dessa forma. É impossível ignorar o quanto inúmeros MMORPGs e ARPGs beberam diretamente das mecânicas que Diablo II estabeleceu décadas atrás. VISUAIS E SOM As cutscenes foram completamente refeitas com gráficos modernos e o jogo está totalmente dublado em português do Brasil, algo que adiciona muito valor à imersão. O trabalho audiovisual respeita o tom sombrio do original, reforçando o peso narrativo e o clima opressor de Santuário. Mesmo com gráficos modernos, o jogo nunca perde sua identidade clássica. Tudo soa familiar, mas ao mesmo tempo renovado. TRAILER OFFICIAL RESUMO Diablo II: Resurrected é um verdadeiro deleite para quem gosta de jogos difíceis, complexos e densos por natureza. Zerar o jogo é algo perfeitamente possível, mas extrair tudo o que ele oferece, maximizar builds, enfrentar o endgame e compreender profundamente seus sistemas é uma jornada que vai muito além do que jogos comuns entregam. Nenhuma jogatina é igual à outra. Você pode criar um personagem do zero, passar pela mesma história e ainda assim enfrentar desafios diferentes, encontrar itens distintos e aprender algo novo sobre esse mundo incrivelmente denso que a Blizzard conseguiu criar há mais de 26 anos. Diablo II: Resurrected não tenta se adaptar às tendências modernas, e essa é justamente sua maior virtude. Ele preserva uma filosofia de design onde o jogador precisa aprender, errar e se adaptar. Decisões importam, builds têm peso e o mundo não se molda ao seu conforto. Para quem vem de Diablo III, o impacto inicial pode ser grande. Mas para quem aceita o desafio, o jogo entrega uma das experiências mais ricas, profundas e respeitosas que um remaster poderia oferecer. Um clássico que não apenas sobreviveu ao tempo, mas continua ensinando como jogos desse gênero deveriam ser feitos. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 95/100
- Review: STARSHIP TROOPERS ULTIMATE BUG WAR(DEMO)
Quem precisa de diplomacia quando se tem munição infinita para matar insetos gigantes? Starship Troopers Ultimate Bug War é uma celebração direta da estética, do humor e da violência exagerada que tornaram a franquia Starship Troopers tão icônica. A decisão de apostar em um visual inspirado nos jogos dos anos 80 e 90 não é apenas estilosa, mas extremamente coerente com o universo da obra. O resultado é uma combinação poderosa de nostalgia, futurismo militar e ação sem freio. Desde os primeiros minutos, fica claro que o jogo entende perfeitamente o material que está adaptando. A sensação de comandar soldados contra hordas absurdas de aracnídeos gigantes conversa diretamente com o espírito do filme original, criando uma química quase perfeita entre estética retrô e gameplay moderno. Na versão demonstrativa disponível, temos acesso apenas à Operação Arame Farpado, que funciona como uma amostra bastante sólida do que o jogo pretende entregar em sua versão final. GAMEPLAY A jogabilidade de Starship Troopers Ultimate Bug War é intensa, direta e extremamente fluida. Apesar do visual retrô, o jogo está longe de ser travado ou limitado. Pelo contrário, a movimentação é solta, rápida e passa a sensação de estar em um grande campo aberto, permitindo explorar o ambiente enquanto se enfrenta ondas constantes de inimigos. Na operação disponível na demo, o objetivo é claro e funcional. Eliminar inimigos para carregar o sistema de reabastecimento e, a partir disso, chamar suprimentos que restauram munição e vida. Esse loop cria uma dinâmica interessante de risco constante, forçando o jogador a se manter ativo e agressivo o tempo todo. Outro ponto central da missão é a destruição dos ninhos dos aracnídeos. Para impedir que novas hordas surjam, é necessário localizar esses pontos e destruí los usando granadas. Isso adiciona uma camada estratégica simples, mas eficiente, já que ignorar os ninhos rapidamente transforma o campo de batalha em um caos incontrolável. Um grande trunfo do jogo está no foco dado aos operadores. Mesmo em uma demo curta, é possível perceber que o sistema de personagens foi pensado para dar identidade e peso à experiência, algo essencial para manter o jogador engajado ao longo de campanhas mais extensas. Além disso, o jogo conta com cenas introdutórias estreladas por atores reais, algo que reforça ainda mais a fidelidade à franquia. Essas sequências são carregadas do humor característico de Starship Troopers, aquele tom satírico militarista que também ficou popular em jogos como Helldivers. O resultado é uma apresentação divertida, exagerada e muito consciente de si mesma. VISUAIS E SOM Visualmente, Starship Troopers Ultimate Bug War é extremamente coerente. Os ambientes são coloridos, vibrantes e remetem diretamente aos jogos clássicos de tiro, mas sem abrir mão de uma leitura clara e moderna. Tudo conversa com a temática, desde os cenários até o design dos inimigos e efeitos de combate. Apesar da estética retrô, o jogo não sacrifica fluidez. As animações são rápidas, os impactos são satisfatórios e a quantidade absurda de inimigos na tela reforça constantemente a sensação de guerra total. O som acompanha bem essa proposta, com efeitos intensos de tiros, explosões e criaturas, além de uma ambientação que ajuda a sustentar o clima militar exagerado da franquia. ACHIEVEMENTS Na versão de demonstração testada, não foi possível ter acesso à lista completa de achievements do jogo. Por se tratar de uma build de demonstração, esse conteúdo não estava disponível para análise. Ainda assim, considerando a estrutura apresentada, é fácil imaginar conquistas ligadas a eliminação de inimigos, destruição de ninhos, eficiência em missões e domínio do combate em larga escala. Essa parte ficará mais clara apenas com o lançamento da versão final. TRAILER OFFICIAL RESUMO Starship Troopers Ultimate Bug War impressiona justamente por entender o que ele precisa ser. A estética retrô inspirada nos anos 80 e 90 não é apenas um charme visual, mas uma escolha que se encaixa perfeitamente com a identidade da franquia. O humor está presente, a ação é intensa e a sensação de enfrentar hordas intermináveis de insetos gigantes funciona exatamente como deveria. Mesmo limitada a uma única operação, a demo se mostra extremamente caprichada e deixa uma impressão muito positiva, principalmente para fãs de Starship Troopers. A jogabilidade é fluida, o combate é caótico na medida certa e o jogo transmite claramente que ainda há muito mais a ser explorado na versão final. Se a experiência completa conseguir manter o mesmo nível de qualidade apresentado aqui, Starship Troopers Ultimate Bug War tem tudo para se tornar uma das adaptações mais divertidas e fiéis da franquia para os videogames. Para fãs do universo, é praticamente obrigatório. Para quem gosta de shooters frenéticos com personalidade, é uma promessa extremamente empolgante. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 80/100
- Review: Blightstone
Quem falhará primeiro seu cristal ou sua estratégia? Blightstone é um jogo de turno que foge bastante do que normalmente se espera do gênero. Em vez de focar apenas em números, grids previsíveis e ataques automáticos, ele aposta em posicionamento, leitura de cenário e decisões que podem custar toda a sua jornada. Aqui, nós controlamos um grupo de aventureiros em um mundo hostil, corrompido e cheio de surpresas, onde cada passo importa. O grande diferencial está na forma como o jogo mistura elementos de roguelike com combate tático por turnos, criando uma experiência que exige atenção constante e planejamento real. Não é um jogo que perdoa descuido. GAMEPLAY Em Blightstone, controlamos um grupo variado de personagens, cada um com funções e habilidades próprias. Entre eles estão um arqueiro, um cristal que funciona como peça central da equipe e até um cachorro que participa ativamente dos combates. Cada unidade atua durante o turno, e a composição do grupo faz muita diferença no resultado das batalhas. Um dos sistemas mais interessantes é o friendly fire. Posicionamento errado não significa apenas perder eficiência, mas pode causar dano direto aos seus próprios aliados. Isso transforma cada movimento em uma escolha calculada, principalmente em mapas menores e mais fechados. O cristal é o personagem mais importante da equipe. Ele possui habilidades de telecinese, permitindo mover objetos do cenário, empurrar inimigos e até arremessar armadilhas diretamente contra os adversários. Esse sistema abre espaço para combinações inteligentes e situações emergentes, como usar o ambiente ao seu favor em vez de apenas atacar diretamente. A movimentação dos personagens, porém, não é das mais refinadas. Ela pode parecer um pouco dura e menos fluida do que o ideal, especialmente para quem vem de jogos de turno mais polidos nesse aspecto. Ainda assim, isso não compromete o funcionamento do combate como um todo. O avanço pelo jogo acontece através de um mapa onde o jogador pode escolher seu próprio caminho. É possível optar por trajetos mais curtos e seguros ou caminhos mais longos e difíceis, que oferecem recompensas melhores, mas também maiores riscos. Ao longo dessas rotas, podemos encontrar emboscadas, tesouros, eventos inesperados e desafios opcionais. Cada área do mapa funciona quase como um pequeno tabuleiro desenhado à mão, com poucos elementos de movimentação, mas bem posicionados. Isso reforça a importância do posicionamento tático durante os confrontos. Após cada combate, o jogador pode escolher upgrades para seus personagens, fortalecendo habilidades ou ajustando a estratégia da equipe. Também é possível obter recompensas como moedas, itens valiosos e comida, que é essencial para recuperar vida durante a jornada. Assim como em Darkest Dungeon, o jogo permite descansar em acampamentos entre batalhas. Nesses momentos, usamos as provisões carregadas pelos personagens para recuperar vida e se preparar para os próximos confrontos. Saber quando avançar e quando descansar é parte fundamental da sobrevivência. Durante a exploração, encontramos lojas espalhadas pelo mapa. Nelas, podemos vender itens, comprar armas, equipamentos, roupas, ervas e comida para os acampamentos. A gestão desses recursos é crucial, já que decisões erradas podem deixar o grupo despreparado para encontros futuros. O jogo constantemente coloca o jogador diante de escolhas difíceis, forçando a equilibrar risco, economia e sobrevivência. Entre os maiores desafios de Blightstone estão os mini chefes e chefes principais. Esses inimigos são significativamente mais poderosos e exigem domínio das mecânicas do jogo. Guerreiros extremamente fortes e criaturas perigosas surgem pelo caminho para testar tudo o que o jogador aprendeu até ali. Ao final de cada mapa, enfrentamos chefes complexos, como Karantos, que possuem habilidades únicas e exigem estratégias específicas. Esses combates deixam claro que Blightstone não é um jogo para ser vencido na força bruta. Experiência e entendimento do sistema fazem toda a diferença. Existe ainda uma regra implacável. Se o cristal for destruído, a partida acaba imediatamente. Não há segunda chance, o que reforça o peso das decisões e o cuidado necessário em cada turno. VISUAIS E SOM Visualmente, Blightstone cumpre bem seu papel. O estilo artístico é funcional e coerente com a proposta, embora as animações dos personagens deixem um pouco a desejar. Elas são simples e não tão expressivas quanto poderiam ser, mas não chegam a comprometer a leitura das ações em combate. O foco claramente está na jogabilidade e na estratégia, não no espetáculo visual. TRAILER OFFICIAL RESUMO Blightstone é um jogo muito bem pensado, que bebe de fontes conhecidas do gênero, como Darkest Dungeon, mas adapta essas ideias para uma experiência própria de roguelike por turnos. Ele recompensa jogadores atentos, curiosos e dispostos a aprender com os erros. Mesmo com pequenas limitações técnicas e animações modestas, o jogo se destaca pela criatividade de seus sistemas, especialmente o uso da telecinese e do ambiente como ferramenta de combate. É uma ótima pedida tanto para quem quer iniciar no gênero quanto para quem já busca algo mais profundo e desafiador. Blightstone não tenta agradar a todos, mas para quem entra no ritmo dele, a experiência é intensa, estratégica e extremamente recompensadora. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 79/100
- Review: Code Vein II
Viaje no tempo e lute no passado para mudar o futuro. O JOGO Code Vein II é um soulslike desenvolvido pela Bandai Namco Studios Inc. e distribuído pela Bandai Namco Entertainment Inc . Após ser ressuscitado por Lou, nós, atuando como protagonista da história, somos incumbidos de tentar salvar o iminente fim dos tempos, causado por eventos passados ligados aos heróis que se sacrificaram para impedir que um grande mal destruísse tudo. Os heróis, agindo como um selo, foram perdendo força com o passar dos anos e não conseguem mais conter as forças que defendiam. Com ajuda de Lou, que pode viajar no tempo, nossa missão é voltar ao passado e alterar eventos que culminaram nos eventos catastróficos do futuro. Explore o mundo aberto com ajuda de parceiros poderosos que lhe acompanharão e lutarão ao seu lado nessa épica jornada através do tempo. Lute com monstros aterrorizadores em batalhas épicas. MINHAS IMPRESSÕES Com um mundo aberto e cheio de inimigos que vão te infernizar durante sua jornada, Code Vein II tem tudo o que um soulslike tem, porém, um pouco mais piedoso, se assim posso dizer. Sua jogabilidade segue o modelo do gênero, com batalhas que devem ser pensadas em cada um de seus passos ao invés de sair atacando loucamente, pontos de descanso que fazem alguns inimigos renascerem e item de cura limitado. Saber quando atacar, defender ou esquivar é essencial para sua sobrevivência. Geralmente, você terá mais trabalho contra chefes e mini chefes, dosando habilidades, golpes e recursos, enquanto contra inimigos menores só te darão trabalho caso te peguem desprevenido. Além de sua arma principal, você terá alguns equipamentos a mais que te darão mais recursos e opções para seus combates. Equipamentos defensivos, como o próprio nome diz, te darão opções defensivas, dando alternativas para que vocês não tenha que apenas esquivar rolando por aí. Você terá opções como defender ou aparar golpes, dependendo do item que estiver equipado. Já equipamentos ofensivos dão uma gama maior para atacar, indo desde um arco e flecha até uma foice gigante, cada uma com seu propósito em combate e que você pode adicionar a que se encaixar mais em seu estilo de luta. Por fim, além de uma arma secundária e amuletos, temos as celas. São itens que permitem que você execute um golpe especial em um inimigo que estiver marcado após sofrer alguns golpes. É importante dizer também que subir de nível aumentará todos os seus status juntos e o que vai definir mesmo como será a build do seu personagem são os códigos de sangue, que podem ser mudados sempre que quiser, permitindo mudar de ideia quanto ao seu jeito de jogar quando achar melhor. Cada arma lhe concede um leque diferente de habilidades especiais, que vão desde golpes diretos até melhorias temporárias de dano, mas preste atenção no quanto cada habilidade gasta de seus pontos, pois não poderá sair distribuindo golpes especiais por aí. Apesar de ser um jogo em mundo aberto, você é guiado por missões e mapas. Para visualizar mapas completos, devem ser destruídos pontos no mapa, que revelaram masmorras e áreas por completo para que fique mais fácil explorar tudo. Eventualmente, você libera uma moto, que facilita sua locomoção por áreas abertas e ajuda a cobrir longas distâncias, porém, não são tão boas para exploração mais atenciosa e, geralmente, você vai fazer isso a pé, além de poder fazer viagens rápidas pelo mapa. É estiloso? É, mas não vi tanta utilidade. A história não é tão empolgante, mesmo parecendo épica, com seres poderosíssimos envolvidos em tudo e envolvendo viagem no tempo, não consegui me conectar com os personagens, visto que o protagonista é um personagem que eu criei, mas não reage como eu reagiria ou gostaria de reagir, por exemplo. Então, as conexões, que são algo importante para a história, já que é assim que você consegue parceiros, me parece superficial. Aproveitando o assunto, você sempre estará com um parceiro, que te ajuda efetivamente nas lutas, ainda que você tenha a opção de "recolher" o parceiro, caso queira. Além de todos os benefícios que eles trazem, de status e efeitos, caso você sofra um dano fatal, ou seja, seus pontos de vida cheguem a zero, eles saem de batalha e te dão uma segunda vida. Você pode pensar então que é mais fácil só ficar correndo e deixar seu parceiro derrotar todos os monstros, certo? Pois bem, não. Todo dano que ele der aos inimigos fica representado por uma barra branca na vida do adversário e é necessário que você ataque para que o dano seja aplicado pois, se você não atacar, o inimigo vai recuperar esse "dano temporário" com o tempo. Os personagens são todos muito estilosos, em sua maioria, com detalhes dourados sobre tons de branco e preto, como nobres criaturas divinas. Muitos itens seguem esse padrão, adicionando detalhes agudos que remetem a perigo. Em contrapartida, os cenários não empolgam tanto, fazendo seu papel ali sem nenhum brilho. Já o design dos inimigos, com exceção dos chefes, não chamam tanto a atenção, muitas vezes apenas variando o tipo de arma que seguram, mas não comprometem. A customização de personagem é bem completa, com muitas opções para deixar o personagem como desejar. Um jogo com tantas mecânicas e itens diferentes exige que você tenha muitos comandos e menus, que é o que acontece em Code Vein II. O problema é que é fácil se perder, às vezes até esquecer como acessar algum recurso do jogo. Os botões para acessar alguns menus não é nada intuitivo e poderia melhorar. A otimização do jogo está devendo bastante. Num jogo onde precisão de movimentos é imprescindível, qualquer atraso ou travamento que acontece atrapalha a experiência do jogador e gera muita frustração, ainda mais por se tratar de um soulslike em que a dificuldade vai te punir. Num geral, Code Vein II é uma experiência agradável para quem é fã do gênero ou para aqueles que querem iniciar nesse mundo, ainda que possa melhorar em muitos aspectos, vai divertir bastante. Você não estará sozinho nessa jornada. CONQUISTAS Podemos dizer que as conquistas em Code Vein II são bem diretas ao assunto. Digo isso pois nenhuma delas exige que o jogador faça coisas muito diferentes do que faria normalmente, como por exemplo, explorar as mecânicas básicas do jogo ligadas aos itens do jogo e batalhas. Explorar o jogo como um todo sempre será incentivado, como podemos ver nas conquistas em que você precisa desbloquear todos os mapas. Além dessas conquistas, temos também aquelas relacionadas aos chefes, que vão servir de recompensa por derrotá-los depois de suar para vencer alguns deles. Por fim, temos as conquistas para cada final de jogo. Apesar de diretas, completar todas as conquistas de Code Vein II vai exigir tanto habilidade como curiosidade e tempo para explorar todo o mapa. Considero uma tarefa tranquila, porém, trabalhosa. Explore o vasto mundo de Code Vein II em sua moto. CONCLUSÃO A experiência geral com Code Vein II foi uma montanha russa. Quando eu estava me divertindo, vinha algo que me frustrava. O começo do jogo te enche com tanta informação de mecânicas que você se vê afogando em tanto texto para coisas simples. Quando o jogo solta sua mão por um momento, é bem divertido explorar o que tem por perto, mais do que ir direto na missão principal, onde você vai ver uma história em que o personagem que você criou está participando, mas quem você não sente peso nenhum. Testar as diferentes armas e as habilidades que elas tem é bem mais satisfatório, assim como explorar algumas masmorras aleatórias, fazendo missões secundárias, porque realmente eu não consigo me importar com a história e os personagens. Com o passar do tempo, Code Vein II se vê repetindo, tanto inimigos básicos quanto estrutura de missões, o que pode tornar o jogo muito oneroso. As batalhas são legais, apesar de enfrentar muitos problemas por causa da má otimização do jogo, o que não permitiu que eu usasse todas as mecânicas do jeito que deveriam ser usadas. Ainda assim, é um soulslike mais amigável, uma ótima porta de entrada para o gênero. NOTA: 7.0/10
- Review: Frostpunk 2 Fractured Utopias DLC
Quando sobreviver não é mais suficiente Fractured Utopias aprofunda ainda mais a proposta central de Frostpunk 2 ao introduzir dois novos construtores de utopias, cada um baseado em contos inéditos que colocam a cidade em situações extremas. A DLC não tenta reinventar os sistemas do jogo base, mas sim estressá-los ao máximo, forçando o jogador a lidar com cenários onde decisões difíceis surgem em ritmo constante. GAMEPLAY O primeiro conto, Apocalípticos, gira em torno de uma população radicalizada que passa a enxergar a destruição da própria cidade como solução. Aqui, o conflito não vem apenas do frio ou da escassez, mas de uma ruptura social profunda, exigindo controle político, escolhas morais duras e aceitação de perdas estruturais. Já o conto Peste muda completamente o foco da tensão. Em vez do colapso ideológico, o jogador precisa correr contra o tempo para encontrar a cura de um vírus mortal que ameaça dizimar toda a população. A gestão de recursos, prioridades científicas e decisões éticas se tornam ainda mais críticas, criando uma sensação constante de urgência. A DLC também sugere mapas específicos para cada conto, Baía Escarpa para Peste e Vale Esquecido para Apocalípticos, mas de forma inteligente não limita o jogador a essas escolhas. É possível usar qualquer mapa e até ativar múltiplos contos simultaneamente, desbloqueando o verdadeiro potencial de Fractured Utopias. Essa liberdade, no entanto, cobra um preço alto, exigindo experiência prévia, domínio dos sistemas e capacidade de lidar com o caos em múltas frentes. O maior mérito da DLC está em como ela amplia os sistemas já existentes. As novas utopias não funcionam como desafios isolados, mas como camadas adicionais que se entrelaçam com política, leis, facções e gerenciamento urbano. A polarização social se torna mais agressiva, e tentar agradar todos os lados quase sempre leva a consequências negativas. Fractured Utopias deixa claro que não existem soluções ideais. Cada escolha fecha portas, fortalece inimigos invisíveis e cria problemas futuros. Isso reforça a identidade da franquia e aprofunda o aspecto estratégico e narrativo do jogo. TRAILER OFFICIAL RESUMO Fractured Utopias é uma DLC que agrega valor real ao conteúdo original de Frostpunk 2. As novas utopias oferecem desafios distintos, bem escritos e mecanicamente relevantes, que expandem o jogo sem descaracterizá-lo. A possibilidade de combinar contos e mapas amplia consideravelmente a rejogabilidade, ao mesmo tempo em que exige mais do jogador. Mesmo não sendo uma expansão pensada para iniciantes, ela se encaixa perfeitamente para quem já entende os sistemas do jogo base e busca experiências mais intensas, complexas e desconfortáveis. As adições são bem-vindas, aumentam o peso das decisões e reforçam a sensação de que governar em Frostpunk nunca foi apenas sobre sobreviver, mas sobre escolher qual tipo de sociedade merece continuar existindo. Fractured Utopias não facilita o caminho, mas torna a jornada mais rica, mais cruel e mais interessante, exatamente o que se espera de Frostpunk 2. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 82/100
- Review: Tropico 6 - Pacotes de Expansão
Pacotes de conteúdo para quem acha que governar já era fácil demais Ao invés de governar essa ilha como um ditador indeciso, El Presidente decidiu fazer diferente desta vez. Em vez de analisar cada decreto separado, juntamos todas essas DLCs em um grande pacote, como se fossem decisões tomadas no mesmo mandato. A ideia aqui é simples: entender o quanto cada expansão realmente muda a vida no arquipélago, se elas trazem novos problemas para resolver ou apenas novas formas de rir do caos político que Tropico sempre soube criar tão bem. No fim das contas, fica claro que a Kalypso Media continua tratando a franquia com carinho, entregando conteúdos que respeitam o humor ácido, a sátira exagerada e os sistemas de gerenciamento que fazem de Tropico 6 um lugar onde governar nunca é simples, mas quase sempre divertido. Tropico 6 – Festival DLC Festival é uma DLC claramente focada em variação temática , não em expansão estrutural profunda. Ela adiciona festivais como mecânica central, permitindo organizar grandes eventos culturais que impactam felicidade, turismo e apoio popular. Na prática, os festivais funcionam como ferramentas adicionais de gerenciamento social, interessantes para quem gosta de otimizar números e brincar com o humor do jogo. O conteúdo é pequeno , mas bem integrado, funcionando mais como um tempero novo do que como algo que muda drasticamente a experiência base. Tropico 6 – Lobbyistico DLC Lobbyistico aposta diretamente na sátira política, trazendo um sistema de lobbies e influências políticas externas. A DLC aprofunda a relação de El Presidente com interesses econômicos e grupos de pressão, reforçando ainda mais o lado irônico e crítico da franquia. Em termos de jogabilidade, ela adiciona camadas interessantes de decisão, mas sem alterar profundamente o loop principal. O conteúdo é médio , mais voltado para quem aprecia o aspecto narrativo e político do que mudanças práticas na gestão da cidade. Tropico 6 – Spitter DLC Spitter é provavelmente a DLC mais excêntrica do conjunto, apostando pesado no humor absurdo da série. Com foco em redes sociais, imagem pública e viralização, ela transforma a reputação de Tropico em um sistema mais ativo e imprevisível. Apesar da ideia ser divertida e extremamente alinhada ao tom do jogo, o impacto mecânico é mais limitado. É uma DLC de conteúdo pequeno , que diverte, gera situações engraçadas, mas funciona mais como uma curiosidade criativa do que como uma expansão essencial. Tropico 6 – Llama of Wall Street DLC Llama of Wall Street traz o mercado financeiro para o centro da experiência, com ações, especulação e flutuações econômicas mais agressivas. Essa DLC conversa diretamente com jogadores que gostam de microgerenciamento econômico e decisões de risco. Ela adiciona tensão às finanças da ilha e cria cenários onde um erro pode custar caro. O conteúdo é médio , oferecendo sistemas interessantes, mas que exigem envolvimento ativo para realmente fazerem diferença na jogabilidade. Tropico 6 – Caribbean Skies DLC Caribbean Skies é uma das DLCs mais ambiciosas do pacote. Ela introduz drones , novas infraestruturas e um foco maior em logística aérea, o que altera de forma mais significativa a forma como você pensa produção, transporte e vigilância. Aqui existe uma sensação real de novidade mecânica, especialmente para jogadores que já dominaram os sistemas tradicionais de Tropico 6. É um conteúdo de porte médio para grande , que se destaca por realmente expandir as possibilidades estratégicas do jogo. Considerações finais No geral, esse conjunto de DLCs funciona como uma extensão natural da experiência de Tropico 6, mais focada em variedade e identidade do que em reinventar o jogo. Algumas expansões apostam em sistemas mais profundos e impactam diretamente a gestão econômica e logística da ilha, enquanto outras existem principalmente para reforçar o humor, a sátira política e o absurdo característico da franquia. Nem todas são essenciais, mas cada uma acrescenta uma camada específica ao mandato de El Presidente, seja criando novos desafios estratégicos, seja apenas oferecendo mais motivos para rir do caos administrativo. Como pacote, elas ampliam a longevidade do jogo e reforçam a sensação de que Tropico 6 é um playground político onde sempre há uma nova crise, decreto ou ideia maluca esperando para ser explorada. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 79/100












