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  • Review: Aethermancer

    Invoque seu time de criaturas fantásticas e batalhe contra inimigos poderosos. O JOGO Aethermancer é um roguelike desenvolvido pela moi rai games e distribuído pela offbrand games. Um Aethermancer tem a habilidade de criar laços com criaturas. E e assim que você explorará as Ruínas Fraturadas. Derrote outros monstros, capture sua essência e utilize-as para comandar um grupo de até três criaturas. Foi derrotado? Sem problemas! Volte mais fortalecido e com uma nova estratégia em mente. Use a fraqueza dos inimigos para obter vantagem. MINHAS IMPRESSÕES Ainda que, no momento dessa análise, Aethermancer esteja em acesso antecipado, já temos um jogo bem completo. Por se tratar de um roguelike , criar laços com suas criaturas é um pouco complicado, visto que nem sempre você vai utilizar suas favoritas. A estratégia fica acima de qualquer outro aspecto do jogo. Saber qual time montar, com as habilidades que sinergizem melhor entre si é de suma importância. Além disso, seu time precisa ter uma amplitude de golpes elementais, visto que são essenciais para quebrar as defesas elementais dos inimigos, interrompendo seus turnos. Levar cada detalhe em consideração é crucial para saber se sua aventura vai durar mais ou menos tempo. As batalhas acontecem em turnos, onde energias elementais são usadas para golpes. Fora de combate, você explora um mapa pequeno, que pode te oferecer itens, dinheiro e eventos especiais. Além disso, existe a mecânica de corrupção, que consome a barra de vida máxima de seus monstros se eles forem atacados diretamente. Ainda que eu ache que essa é uma mecânica bem chata, ela é só mais uma camada de dificuldade e que você deve aprender a jogar ao redor dela. O jogo está em Português-Brasil, o que é muito bom, visto que muitas habilidades e status tem bastante texto que necessitam de uma explicação mais elaborada. No geral, é um jogo que, num primeiro olhar, parece bem punitivo, e até é, quase que te obrigando a perder várias vezes porque é isso que um roguelike é. Porém, quando você começa a entender melhor, montar estratégias, capturar novos monstros e adquirir melhorias na cidade, tudo vai ficando mais palatável. Os habitantes da cidade vão te ajudar em suas aventuras. CONQUISTAS Infelizmente, até o momento dessa análise, o jogo não possui conquistas. Acredito que, futuramente, serão adicionadas, até porquê, além de estar em acesso antecipado, existe bastante aplicação para objetivos e ações em jogo. Explore o mapa para adquirir melhorias. CONCLUSÃO Anteriormente, já havia jogado um jogo desse mesmo desenvolvedor. Na mesma temática de monstros que batalham por você, dá pra ver que o desenvolvedor gosta muito desse tema. Aqui, diferente de Monster Sanctuary, sua obra anterior, ser roguelike me deixou com sentimentos mistos. Quando o assunto são captura de monstros e batalhas, geralmente é mais divertido montar uma equipe fixa com aqueles que você mais gosta de utilizar e ir jogando. Em Aethermancer, o desapego é recomendado. Nem sempre a criatura mais legal é a que vai se encaixar melhor na sua estratégia e isso pode acabar frustrando jogadores desavisados. Somando isso ao roguelike e a necessidade de repetir muitas e muitas vezes os mesmos processos, o jogo pode acabar ficando maçante. Ainda assim, caso você realmente se empenhe em melhorar sua estratégia e aprimorar seus monstros, a recompensa é bem satisfatória. NOTA: 7.5/10

  • Review: Commandos: Origins

    O boina verde está de volta, em uma história de origens, o esquadrão Commandos é reunido em suas primeiras aventuras. Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements HISTÓRIA A narrativa de Commandos: Origins  nos leva de volta à Segunda Guerra Mundial, explorando diversos cenários icônicos desse período histórico, como a ocupação da Noruega, as fronteiras da Alemanha e o deserto do Norte da África. Tudo começa em junho de 1940, quando o sapador Thomas Hancock é encarregado de formar uma nova unidade especial chamada “Commandos”. Durante sua jornada, ele recruta diversos soldados talentosos, entre eles o lendário Sargento Jack O’Hara, o inesquecível Boina Verde da franquia. Juntos, eles formam uma equipe de elite composta por seis especialistas: Boina Verde, Sapador, Atirador de Elite, Fuzileiro, Espião e Motorista. Suas missões variam de sabotagem a infiltração e resgate, levando o jogador a participar de operações no Ártico, na África e na Europa. A história é contada de forma direta, sem exageros narrativos, mas com bastante personalidade. As cutscenes são muito bem produzidas, e o tom cinematográfico das cenas de abertura é digno de destaque. O jogo consegue equilibrar bem o drama da guerra com a sensação clássica de estar participando de uma missão impossível. GAMEPLAY É aqui que Commandos: Origins  brilha. A fórmula clássica foi mantida, mas com uma boa dose de refinamento. Cada missão exige raciocínio tático, paciência e observação. A dinâmica se baseia em dar comandos precisos e planejar cuidadosamente cada passo do seu esquadrão, usando os pontos fortes de cada personagem. O jogo conta com 14 missões principais, cada uma com seus próprios objetivos e tarefas opcionais. Podemos escolher entre uma abordagem letal ou totalmente pacifista, o que abre espaço para múltiplas formas de jogar. É possível concluir quase todas as missões sem matar um único inimigo, o que, além de ser um desafio interessante, também está relacionado a conquistas específicas do jogo. Entre os personagens, o Boina Verde continua sendo o ícone principal, especialista em combate corpo a corpo e infiltração. O Sapador, por sua vez, é responsável por criar armadilhas e abrir caminhos. O Atirador de Elite é essencial para eliminar alvos distantes, enquanto o Espião permite acessar áreas restritas disfarçado. Cada integrante é vital para o sucesso da equipe. Uma das novidades mais interessantes é a possibilidade de planejar ações simultâneas entre os personagens. O jogador pode pausar o tempo e programar comandos sincronizados, permitindo ataques coordenados ou distrações combinadas. Esse recurso já existia em jogos inspirados em Commandos , como Desperados III  e Shadow Gambit , mas ver essa mecânica de volta à franquia original é algo muito satisfatório. O nível de desafio é alto e, em alguns momentos, punitivo. O jogador precisa ser criativo e observador, utilizando o cenário a seu favor, escondendo corpos e explorando rotas alternativas. É o tipo de jogo que exige atenção e estratégia a cada segundo. VISUAL E SOM A direção de arte é um dos pontos mais fortes do jogo. Os cenários são ricos em detalhes e retratam com precisão o clima das frentes de batalha da Segunda Guerra. O deserto africano, as vilas europeias e as bases nazistas têm uma estética que equilibra realismo e clareza visual, algo essencial para o gênero. As cutscenes são impressionantes e ajudam a construir a atmosfera do jogo. O Boina Verde, por exemplo, mantém toda a sua postura imponente e personalidade marcante, lembrando um herói de filme dos anos 80. O som também cumpre seu papel de forma excelente. As vozes dos personagens são icônicas e cheias de carisma, com frases marcantes que resgatam a nostalgia dos jogos clássicos. A trilha sonora é discreta, mas cria a tensão perfeita durante as missões. ACHIEVEMENTS O sistema de conquistas de Commandos: Origins  é, infelizmente, um dos pontos menos amigáveis do jogo. Há conflitos entre objetivos que exigem estilos de jogo opostos, como eliminar todos os inimigos ou concluir as missões sem matar ninguém. Isso obriga o jogador a refazer várias fases para alcançar o 100%, tornando o processo cansativo. Para quem gosta de platinar ou completar tudo, o jogo pode ser frustrante. As conquistas parecem pensadas mais para desafiar a paciência do que para recompensar a dedicação. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO Jogar Commandos: Origins  é como voltar para casa depois de muitos anos. Como fã do gênero e criador de conteúdo no canal TV Estratégia, especializado em jogos de estratégia e tática, posso dizer que essa experiência foi especial. Commandos  sempre foi uma das minhas franquias preferidas, e ver um retorno digno é algo que me deixou bastante satisfeito. Ainda assim, é importante dizer que o jogo não chega ao mesmo nível técnico de obras recentes da Mimimi Games, como Desperados III  e Shadow Gambit . Esses títulos elevaram o padrão do gênero a um novo patamar, e Commandos: Origins  parece estar um pequeno passo atrás. Mesmo assim, ele honra o legado da franquia com respeito e entrega uma experiência sólida e nostálgica. Commandos: Origins  é um retorno honesto e competente a uma das franquias mais respeitadas do gênero Real Time Tactics . Ele não revoluciona o formato, mas respeita suas origens e entrega exatamente o que os fãs esperavam: missões desafiadoras, personagens marcantes e aquela sensação constante de tensão e planejamento. Apesar de alguns problemas técnicos, da curva de aprendizado mais longa e de um sistema de conquistas questionável, o jogo se mantém como uma das melhores opções recentes para quem ama tática e estratégia em tempo real. É um tributo digno à franquia que ajudou a definir o gênero. Mesmo que não atinja o mesmo refinamento dos títulos mais modernos, Commandos: Origins  prova que a velha guarda ainda sabe como conquistar o campo de batalha. NOTA:85/100 Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements

  • Review: Farthest Frontier

    Guie seu povo para fundar uma cidade no meio do nada nos limites do mundo conhecido. GAMEPLAY Farthest Frontier é um city builder medieval que vai muito além da sobrevivência básica. Conforme a vila cresce, a jogabilidade se transforma em um verdadeiro desafio de gestão e planejamento urbano. O jogador passa a lidar com cadeias de produção complexas, como mineração, fundição e manufatura de bens refinados, além de um sistema econômico que exige equilíbrio entre consumo e estoque. A eficiência da cidade depende de como você organiza a logística, já que a distância entre fazendas, armazéns e indústrias pode determinar o sucesso ou o colapso da produção. A agricultura é profunda e realista, com rotação de culturas, manejo do solo e controle de fertilidade que realmente impactam o rendimento.A defesa se torna outro ponto central: ataques de invasores exigem torres, muros e tropas treinadas, tornando essencial planejar rotas e áreas de segurança. A evolução das moradias também muda o ritmo do jogo, pedindo atenção à “desejabilidade”, pois é preciso equilibrar beleza e funcionalidade, separando zonas industriais e residenciais. No fim, o desafio deixa de ser sobreviver e passa a ser otimizar, mantendo a cidade eficiente, próspera e organizada mesmo com centenas de habitantes e múltiplos sistemas interligados. VISUAIS E SOM Graficamente, Farthest Frontier é impressionante para um jogo de gestão. O nível de detalhe é notável: cada estação do ano é lindamente representada, com vegetação, iluminação e clima dinâmicos que transformam completamente o ambiente.O design das construções é rico e coerente, passando uma sensação autêntica de aldeia medieval viva e em constante crescimento. É fácil se perder observando os trabalhadores nas plantações, a fumaça saindo das chaminés. O som acompanha perfeitamente essa ambientação, com cada martelada, o barulho do vento e o toque suave da trilha sonora reforçando a imersão e o realismo do mundo. É um jogo que valoriza o ritmo calmo, a contemplação e o visual minucioso, recompensando quem aprecia um design detalhado e naturalista. ACHIEVEMENTS O jogo exige uma atenção constante e, em muitos momentos, força o jogador a se repetir, refazendo rotas produtivas e replanejando estruturas diversas vezes. Ele recompensa o foco e a paciência, mas pode se tornar punitivo por exigir coisas demais nas conquistas mais difíceis. Não há atalhos fáceis: cada avanço é conquistado com planejamento, ajustes e insistência. É o tipo de jogo que testa o controle e o perfeccionismo de quem gosta de gerenciar até o último detalhe. TRAILER OFFICIAL RESUMO Farthest Frontier é uma das experiências de simulação e construção mais completas e desafiadoras dos últimos anos. Ele combina uma gestão profunda, ambientação visual espetacular e uma curva de aprendizado exigente. Apesar do ritmo lento e da repetição em algumas mecânicas, o jogo se destaca por sua imersão e autenticidade. Para quem aprecia o gênero e gosta de ver uma vila simples se transformar em uma cidade próspera e detalhada, o investimento vale a pena. É um título que equilibra beleza e dificuldade com maestria, entregando uma experiência satisfatória e envolvente. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 80/100

  • Review: Reus 2

    Um retorno divino à criação do mundo Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements GAMEPLAY Reus 2  mantém o coração do primeiro jogo, mas refina e expande suas mecânicas de forma significativa. Ainda controlamos os clássicos gigantes da Floresta, do Oceano e da Rocha, cada um com seus próprios poderes e formas de alterar o ambiente. Com o tempo, novos gigantes são desbloqueados, trazendo biomas inéditos e novas possibilidades estratégicas. A grande diferença está na maneira como o jogo conecta suas divindades e civilizações. Agora podemos escolher entre diferentes arquétipos divinos, como o Sábio, o Inventor ou a Deusa, e cada um deles influencia diretamente o desenvolvimento cultural e tecnológico dos povos que habitam o planeta. Suas decisões moldam não apenas o terreno, mas também a história e a direção da civilização que surge. Outra evolução importante é a profundidade na simulação social. Em Reus 2 , as civilizações não apenas crescem automaticamente, elas reagem às suas ações. Recursos mal distribuídos podem gerar fome ou conflitos, enquanto uma harmonia bem planejada pode levar à prosperidade e ao avanço. Essa sensação de estar literalmente brincando de deus nunca foi tão tangível. Há também uma ampliação nas dificuldades e modos de jogo. Podemos personalizar o ritmo da partida, ajustando a duração e a intensidade dos eventos, o que torna o jogo acessível tanto para quem quer relaxar quanto para quem busca um desafio mais tático e punitivo. A versão de console, que é a testada nesta análise, traz uma adaptação interessante dos controles. No entanto, vale mencionar que o jogo atualmente não oferece suporte para teclado e mouse nos consoles, algo que seria muito bem-vindo para um título desse gênero. Apesar disso, com um pouco de prática, o esquema de controle se torna confortável e intuitivo. No total, são seis gigantes disponíveis, incluindo os desbloqueáveis, e cada um possui habilidades específicas que se complementam, permitindo combinações criativas na criação e manutenção do planeta. Essa variedade é o que mantém o jogo fresco mesmo após várias horas. VISUAIS E SOM Visualmente, Reus 2  é um salto notável em relação ao seu antecessor. O estilo artístico mantém a essência charmosa e colorida do original, mas agora com muito mais profundidade, texturas suaves e um uso de iluminação que dá vida aos biomas. As animações dos gigantes são mais expressivas, e o ciclo de dia e noite adiciona uma sensação de ritmo e progressão ao planeta que estamos moldando. A trilha sonora continua com aquele tom tranquilo e contemplativo, mesclando sons ambientais com melodias suaves que acompanham o crescimento e a harmonia (ou o caos) das civilizações. O design de som é sutil, mas cumpre um papel importante: a vibração da terra quando um gigante pisa, o som das ondas ao criar oceanos e até o sussurro das florestas quando a vida floresce. Tudo contribui para uma sensação de que o planeta realmente está vivo. ACHIEVEMENTS Existem desafios muito complexos dentro de Reus 2 no quesito das conquistas, porém, todos são interligados com apenas jogarmos e expandir nossa experiência no jogo. Basta progredirmos e no caso, progredirmos muito para alcançar todas as conquistas. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO Reus 2  é uma evolução natural e respeitosa de um dos jogos indie mais criativos já feitos. Ele mantém o espírito meditativo e experimental do primeiro, mas oferece ferramentas e sistemas que tornam o ato de criar um mundo ainda mais envolvente. É um jogo sobre equilíbrio, entre natureza e civilização, caos e ordem, ação e contemplação. Mesmo com alguns detalhes técnicos a serem refinados, especialmente no controle em consoles, o título mostra que a desenvolvedora Abbey Games ainda entende o poder da simplicidade criativa. Reus 2  é o tipo de jogo que te faz parar por um instante, respirar fundo e apreciar o que você acabou de construir. NOTA:75/100 Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements

  • Review: Digimon Story: Time Stranger

    Digimon, digitais! O jogo que consolida o taming monsters como algo que pode ir além de uma narrativa básica, abraçando a densidade e não substimando seu próprio fã. Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements Em um momento em que as franquias japonesas lutam para equilibrar tradição e modernidade, Digimon Story: Time Stranger surge como uma síntese refinada de duas forças criativas que aprenderam a coexistir em perfeita harmonia: a Media.Vision, responsável pelo DNA narrativo e estrutural da série, e a Bandai Namco, que elevou o escopo técnico e artístico da experiência a um novo patamar. A Media.Vision, conhecida por sua habilidade em criar JRPGs com identidade própria, como Wild Arms e o aclamado Digimon Story: Cyber Sleuth, sempre tratou a franquia Digimon Story como um estudo sobre o amadurecimento da relação entre humanos e suas criaturas digitais. Ela busca uma introspecção emocional e uma investigação sobre o que significa estar conectado a algo que ao mesmo tempo é real e virtual. INTRO Digimon Story: Time Stranger é mais do que um novo capítulo em uma franquia consagrada. É uma reafirmação da capacidade da Bandai Namco e da Media.Vision Inc. de criar experiências narrativas densas dentro do universo digital que há décadas cativa jogadores e espectadores. Desde a primeira cena, o jogo transmite a sensação de estar imerso em um anime de altíssima qualidade, misturando o traço característico da série com uma direção de arte refinada e um tratamento técnico impressionante. Logo de início, somos jogados em uma missão secreta, recebendo instruções diretas de nosso operador através do Digivice. Essa dinâmica de comunicação, tão presente na mitologia de Digimon, serve para introduzir o jogador à estrutura central do game, que se organiza em torno de missões e relatórios operacionais enviados ao dispositivo. O design urbano e as cores vibrantes do cenário inicial já demonstram o cuidado da equipe da Media.Vision em equilibrar estética e desempenho técnico. Os gráficos são surpreendentes para um jogo baseado em um estilo anime, com texturas limpas, iluminação controlada e uma engine que aparenta ser uma evolução das usadas em Cyber Sleuth e Hacker’s Memory. A fluidez pode não atingir 60 quadros por segundo em todos os momentos, mas a entrega visual é tão consistente que isso se torna irrelevante. O resultado é um título que homenageia a estética dos animes recentes da franquia, como Digimon Adventure tri, e que demonstra que o universo digital nunca esteve tão vivo. Um detalhe curioso é a presença de NPCs sem rosto. Essa escolha estética, que poderia ser vista como limitação técnica, é na verdade uma decisão estilística interessante. Ela reforça a sensação de isolamento e despersonalização, uma metáfora visual para o conceito de realidade digital em colapso. Nada aqui parece feito por preguiça. Cada elemento é pensado, desde o comportamento dos personagens até a composição dos ambientes. Mecânicas A estrutura de combate em Time Stranger é um dos maiores trunfos do jogo. O sistema mantém a base por turnos dos títulos anteriores, mas expande significativamente suas possibilidades. Desde o início, o jogador pode escolher entre três Digimon iniciais: Patamon, DemiDevimon e Gomamon. Essa escolha, aparentemente simples, já define o tom da jornada e a relação do protagonista com o universo ao redor. O sistema de invocação é intuitivo, mas profundo. As batalhas seguem um equilíbrio de compatibilidades elementais, semelhante ao tradicional “água vence fogo” dos RPGs clássicos, mas com uma apresentação mais analítica. A compatibilidade é exibida em porcentagens e pode ser visualizada a qualquer momento através do Digivice, utilizando o botão L2 ou LT. Essa ferramenta de análise é essencial para planejar estratégias, entender fraquezas e descobrir habilidades especiais de cada Digimon. O jogo introduz um sistema de velocidade de batalha ajustável que transforma completamente o ritmo das lutas. Com o simples toque de um botão, é possível acelerar os combates menores, algo que torna o grind menos cansativo e otimiza a progressão. Esse detalhe de qualidade de vida deveria se tornar padrão em todo RPG de captura de monstros. A cada luta, o jogador sente o peso das decisões. O uso inteligente de mana é essencial, e a escolha entre golpes normais e habilidades especiais define o rumo de cada confronto. Há um equilíbrio entre estratégia e fluidez, permitindo tanto jogadas rápidas quanto reflexões táticas profundas. Com o tempo, o jogo libera o sistema de Artes X ou Artes Cruzadas, habilidades que aplicamos com nosso próprio personagem que pode alterar completamente o curso da batalha. O uso dessas técnicas é determinado por pontos críticos obtidos durante os combates, principalmente quando exploramos as fraquezas dos inimigos. Essa mecânica traz uma sensação de clímax em cada encontro importante, tornando as batalhas verdadeiros espetáculos visuais e emocionais. HISTÓRIA A narrativa de Time Stranger se revela como uma das mais ousadas já vistas na franquia. O jogo começa em uma Tóquio devastada e distópica, um ambiente que transmite a sensação constante de que algo está profundamente errado. O protagonista, em meio a ruínas e anomalias digitais, acaba sendo lançado ao Digimundo após uma explosão catastrófica. É a partir desse evento que o enredo se torna fascinante. O jogador descobre que os Digimon não sabem o que é um humano de carne e osso, o que reforça o mistério por trás da conexão entre os mundos. A comunicação com o mundo exterior é perdida, e somos introduzidos a um novo elenco de personagens que vivem entre dimensões. A história mergulha em conceitos de paradoxos temporais, lembrando debates clássicos como o paradoxo do avô. O jogo nos faz questionar as consequências de mudar o passado e o impacto disso no futuro. Em determinado ponto, o protagonista descobre que viajou oito anos ao passado e que as ações que tomamos ali podem alterar completamente o destino da cidade. A partir daí, o roteiro se expande em direções fascinantes. Encontramos personagens que lembram de nós, mesmo sem termos interagido antes, e revisitamos locais destruídos que surgem reconstruídos em outra linha temporal. É um recurso narrativo inteligente que dá profundidade e emoção ao enredo, explorando o tema do tempo com uma complexidade rara em jogos de anime. Em certo momento, somos apresentados ao Teatro Limiar, uma espécie de espaço entre dimensões. É aqui que encontramos Mirei Mikagura, personagem clássica da série Story, que serve como guia e explica as bases do funcionamento do espaço-tempo e das anomalias que assolam a narrativa. A ambientação remete ao surrealismo de Persona 5 misturado à espiritualidade que sempre permeou Digimon. A linha entre passado, presente e futuro se dissolve conforme a história avança, e o jogador é constantemente instigado a refletir sobre suas próprias escolhas. A Bandai e a Media.Vision conseguiram entregar uma trama que não subestima o jogador, explorando temas maduros sem cair em armadilhas narrativas simplistas. DIGIMUNDO A chegada ao Digimundo em Time Stranger é um dos momentos mais emblemáticos do jogo. Logo nos primeiros minutos, a sensação é de estar em um lugar vivo, caótico e fascinante, como se o próprio ambiente tivesse sido moldado pelos Digimon. A cidade inicial é vibrante e repleta de detalhes, com NPCs espalhados por todos os cantos, sons de fundo que remetem a um festival urbano e uma trilha sonora que transmite alegria e energia. Tudo parece ter sido construído com espontaneidade e boa vontade, o que reforça a impressão de que estamos em um mundo criado por criaturas digitais que simplesmente existem em harmonia. O design visual é um triunfo à parte. As ruas coloridas, os edifícios com arquitetura singular e a ambientação que mistura descontração e fantasia fazem o jogador acreditar que realmente faz parte daquele universo. Há uma naturalidade encantadora em ver Digimon interagindo entre si, relaxando em praças ou participando de pequenas festividades. É uma visão mais leve e divertida do Digimundo, diferente da atmosfera mais sombria de jogos anteriores. A equipe de desenvolvimento conseguiu capturar a essência criativa da franquia e transformá-la em um espaço acolhedor, repleto de personalidade. O resultado é um mundo digital que respira autenticidade, com um equilíbrio raro entre o lúdico e o técnico, e que nos faz querer explorar cada canto, apenas para ver o que mais ele tem a oferecer. UMA CARTA DE AMOR AOS FÃS A experiência de jogar Digimon Story: Time Stranger é marcante. O cuidado com os personagens, a fluidez da história e a densidade emocional colocam este título em um patamar superior dentro da franquia. Há momentos em que é difícil distinguir se estamos jogando um jogo ou assistindo a um episódio inédito de um anime de alta produção. Os ambientes são ricos e diversificados, ainda que algumas escolhas de design, como a exploração prolongada de esgotos, possam parecer repetitivas. Contudo, até mesmo essas áreas carregam um simbolismo, reforçando o tom distópico e a sensação de isolamento do protagonista. A árvore de habilidades oferece uma progressão interessante, baseada em atributos como lealdade, bravura, sabedoria e filantropia. Essa estrutura incentiva o jogador a personalizar o protagonista de acordo com seu próprio estilo de jogo. O sistema de fazendas digitais, onde é possível deixar Digimon em treinamento, adiciona uma camada de gerenciamento que dialoga com o legado da franquia e evoca a nostalgia dos primeiros títulos. A quantidade de Digimon disponíveis é impressionante. São 475 criaturas, incluindo formas em treinamento, campeãs e mega, com linhas evolutivas complexas e variadas. O respeito à mitologia da série é total, e a sensação de descoberta permanece viva até as últimas horas de jogo. Narrativamente, o título surpreende pela ousadia e pela maturidade. A alternância entre realidades, o colapso de Tóquio e o mistério da anomalia temporal são conduzidos com um ritmo envolvente e cinematográfico. Poucos jogos conseguem equilibrar mistério, emoção e ação com tanta naturalidade. Do ponto de vista técnico, Time Stranger é o auge da série Story. A Media.Vision mostra domínio total da fórmula, apresentando um RPG sólido, visualmente estonteante e emocionalmente cativante. ACHIEVEMENTS Os achievements de Digimon Story: Time Stranger se destacam por sua integração inteligente à narrativa e à mecânica do jogo. Eles vão além do simples acúmulo de pontos, incentivando a exploração, a experimentação com diferentes Digimon e habilidades, e a atenção aos detalhes da história e do mundo. Muitos achievements estão ligados a evoluções específicas, combinações de habilidades e eventos do enredo, o que faz com que o jogador seja constantemente recompensado por investir tempo e atenção na experiência completa do jogo. Essa abordagem transforma os achievements em elementos que enriquecem a imersão, conectando diretamente o jogador às nuances da linha temporal e às complexidades do Digimundo. O grau de dificuldade dos achievements é equilibrado e progressivo. Enquanto alguns são simples de serem alcançados durante a jogatina normal, outros exigem planejamento, estratégia e paciência, como desbloquear certas evoluções ou completar desafios de batalha específicos. Essa diversidade cria uma curva de desafio satisfatória que mantém o engajamento sem gerar frustração, permitindo que tanto jogadores casuais quanto veteranos da franquia encontrem satisfação ao buscar completar todos os objetivos. Os achievements, portanto, funcionam como um estímulo natural para explorar, experimentar e se aprofundar no universo de Time Stranger. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO Digimon Story: Time Stranger é um marco para a franquia. Um título que respeita suas origens, mas não tem medo de inovar. Ele se apoia na tradição construída por Cyber Sleuth e Hacker’s Memory, mas vai além ao introduzir conceitos de tempo, realidade e identidade que expandem o universo Digimon para novos horizontes narrativos. A Bandai Namco e a Media.Vision alcançam aqui um equilíbrio raro entre nostalgia e modernidade. O resultado é um jogo que emociona veteranos e conquista novos fãs, mostrando que Digimon ainda tem muito a dizer em 2025. Com seu visual deslumbrante, sua trilha sonora memorável e uma história que não trata o jogador como espectador passivo, Time Stranger se consagra como uma das experiências mais completas e marcantes do gênero. Um título obrigatório não apenas para fãs de Digimon, mas para qualquer amante de RPGs narrativos que busque algo verdadeiramente especial. NOTA:93/10 Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements

  • Review: Sonic Racing: Crossworlds

    Um dos melhores jogos de corrida de todos os tempos, do ouriço mais famoso de todos os tempos. GAMEPLAY A jogabilidade é onde Sonic Racing: Crossworlds realmente brilha. Tudo aqui é pensado para entregar uma sensação de velocidade e diversão constantes. As corridas são intensas, cheias de curvas desafiadoras, atalhos criativos e momentos de pura emoção. A mecânica de drift é fluida e, após dominar a mudança de direção no meio da curva, o jogador consegue impulsos que mudam completamente o ritmo das disputas. O sistema de personalização dos veículos é profundo. Desde ajustes estéticos até modificações que influenciam diretamente o desempenho, cada detalhe conta. Temos uma ficha para nossas melhorias progressivas cria uma dinâmica estratégica, em que o jogador precisa equilibrar aceleração, manobrabilidade e bônus especiais. Com o tempo, o carro vai se tornando uma extensão do próprio estilo de corrida do jogador. A inteligência artificial é desafiadora na medida certa, proporcionando competições equilibradas e emocionantes mesmo em níveis mais baixos. A variedade de modos, como as provas de tempo e desafios de anéis, adiciona uma boa dose de variedade. E a inclusão de rivais em cada copa traz um toque de nostalgia e competitividade que deixa tudo ainda mais divertido. Sonic Racing: Crossworlds oferece uma quantidade impressionante de conteúdo. São 24 pistas e 15 crossworlds que misturam locais icônicos do universo do Sonic com novas criações. Além dos personagens clássicos como Sonic, Tails e Shadow, há um elenco expandido com participações especiais de franquias queridas como Persona, Yakuza, Minecraft e até Bob Esponja. Essa mistura cria uma celebração divertida da cultura dos games e garante que cada corrida tenha um sabor diferente. VISUAIS E SOM Sonic Racing: Crossworlds é um verdadeiro espetáculo visual. A Unreal Engine 5 foi usada aqui com maestria, mostrando como essa tecnologia pode ser uma arma poderosa nas mãos de bons desenvolvedores. As pistas são vibrantes, detalhadas e cheias de elementos dinâmicos que criam uma sensação constante de movimento e energia. Luzes, reflexos e partículas saltam da tela em uma fluidez impressionante, e cada corrida parece uma animação viva. O design sonoro acompanha o mesmo nível de excelência. As trilhas são empolgantes, mesclando ritmos clássicos da franquia com novas batidas que casam perfeitamente com a adrenalina das corridas. As dublagens também são muito bem feitas e ajudam a reforçar a personalidade dos personagens, trazendo ainda mais carisma para a experiência. ACHIEVEMENTS Os achievements são o que eu posso chamar de um grande dever de casa bem cumprido. Sonic Racing: Crossworlds  é um jogo grande, e jogos grandes precisam se assumir assim. Todas as conquistas aqui têm relação direta com a jogabilidade, incentivando o jogador a experimentar estilos diferentes de corrida ou simplesmente ligar o videogame e se divertir. Não há coletáveis infinitos nem objetivos frustrantes de perder, é só entrar, correr e aproveitar. TRAILER OFFICIAL RESUMO Sonic Racing: Crossworlds não tenta reinventar o gênero, ele o aperfeiçoa. A SEGA mostra aqui um amadurecimento notável na forma como trata o legado do Sonic, diversificando a franquia e provando que sabe usar as ferramentas modernas de desenvolvimento com maestria. Tudo no jogo foi feito com um cuidado especial, desde o ritmo das corridas até a sensação de progresso e recompensa. É o tipo de jogo que te conquista pela diversão genuína. Você vai querer jogar “só mais uma corrida” e, quando perceber, já se passaram horas. É leve, viciante e absurdamente bonito. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 95/100

  • Review: OUTLIVE 25 DEMO

    O RETORNO DE UM CLÁSSICO BRASILEIRO Outlive é um verdadeiro marco da história dos jogos de estratégia no Brasil. Lançado originalmente em 2001, foi um dos títulos responsáveis por colocar o país no mapa do gênero em uma época em que o desenvolvimento nacional ainda engatinhava. Agora, 25 anos depois, a Continuum Entertainment  se une à Nuuvem  para trazer de volta essa joia perdida em uma versão remasterizada, preservando sua essência e adaptando-a para uma nova geração. Outlive 25 Demo representa não apenas um retorno nostálgico, mas também uma homenagem à importância histórica que o jogo teve. A Continuum, conhecida por projetos curiosos como o Smilingüido Game  e até o jogo oficial do Big Brother Brasil , revive aqui um título que marcou época. Mesmo décadas depois, a comunidade de fãs manteve o jogo vivo através de versões não oficiais e partidas online, e ver um relançamento oficial é um feito simbólico para quem acompanhou essa trajetória. GAMEPLAY O primeiro ponto que impressiona é a fidelidade. O jogo mantém praticamente tudo o que existia no original: o design dos menus, as unidades, os sons e as dublagens icônicas. Tudo foi reconstruído com extremo cuidado, mas sem perder a identidade de 25 anos atrás. A demo oferece acesso apenas à pré-campanha e a mapas personalizados, e o destaque fica para o mapa Novo Duelo , um cenário 2x2 jogável apenas com a facção humana. A jogabilidade é idêntica ao clássico: coleta de recursos, construção de base e combate em tempo real. Porém, o remaster mostra suas limitações quando o assunto é modernização. Faltam pequenas conveniências que já se tornaram padrão nos jogos de estratégia atuais, como a possibilidade de mover a câmera com WASD , definir o ponto de saída das unidades com o botão direito do mouse ou ordenar múltiplas ações de coleta com facilidade. São detalhes simples, mas que fariam toda a diferença para quem está acostumado com o ritmo contemporâneo do gênero. Mesmo assim, é notável o esforço em manter o jogo funcional, com algumas melhorias pontuais como o zoom da câmera , agora mais fluido, permitindo observar detalhes que antes passavam despercebidos. VISUAIS/SOM Os modelos 3D foram atualizados e apresentam mais detalhes, especialmente nas unidades e construções. O trabalho sonoro mantém toda a dublagem clássica e os efeitos originais, que permanecem tão marcantes quanto eram em 2001. Ainda assim, não há grandes avanços técnicos o foco aqui é realmente a preservação da identidade e do clima do jogo original, e não uma reinvenção. IMPRESSÕES Para quem jogou o original, a sensação é quase surreal. Eu mesmo me lembro de ter conhecido Outlive  através de um CD de revista na época do lançamento — era apenas a demo, mas me marcou profundamente. Reencontrar o jogo agora, oficialmente e com suporte moderno, é como abrir uma cápsula do tempo.Mesmo com limitações, ele entrega exatamente o que promete: uma viagem de volta a um dos momentos mais marcantes da história dos games brasileiros. Como bom RTS, o jogo continua centrado em coleta, expansão e combate. Tudo está lá, do jeitinho de antes. E embora o remaster não traga grandes inovações, ele cumpre seu papel: resgatar um clássico com respeito e cuidado. TRAILER OFFICIAL IMPRESSÃO FINAL Outlive 25 Demo é mais do que uma simples demonstração, é um símbolo. Um lembrete de onde o desenvolvimento de jogos no Brasil começou e de como uma obra pode atravessar gerações com carisma e dedicação da comunidade.Mesmo sem modernizações mais profundas, o trabalho da Continuum e da Nuuvem honra o legado do jogo, preservando o que o tornou especial. É um título que fala diretamente com quem viveu sua época, e embora possa parecer rústico para novos jogadores, é impossível não reconhecer o valor histórico e emocional desse retorno. Se um dia houver um remake completo ou até uma sequência, estarei entre os primeiros na fila para jogar. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 75/100

  • Review: Frostpunk 2(XBOX)

    Um dos jogos de estratégia mais ambiciosos da atualidade, expandindo tudo o que o primeiro título apresentou e levando a fórmula a um novo patamar. Para quem não conhece, Frostpunk 2 é um jogo de estratégia e gerenciamento em que assumimos o papel de líder de uma cidade em um mundo congelado. A história se passa em uma linha alternativa do século XX, após um inverno vulcânico catastrófico que quase destruiu completamente a civilização humana. Cerca de 30 anos depois dos eventos do primeiro jogo, centrado na cidade de Nova Londres, o jogador busca expandir a cidade e gerenciar de forma estratégica os aspectos políticos, sociais e econômicos, tomando decisões que moldam o futuro da humanidade em um mundo congelado. GAMEPLAY E DEMOCRACIA A jogabilidade de Frostpunk 2 se destaca por um sistema de democracia dinâmico . As leis que moldam a sociedade passam por votação no conselho, composto pelas facções presentes na cidade. O jogador pode definir regras sobre funerais, turnos de emergência, trabalho comunitário e diversas outras áreas. Esse sistema político permite evoluções distintas: Caminho democrático, com votações justas e disputas de influência. Caminho autoritário, assumindo o papel de capitão e controlando as decisões sem depender do conselho. Além disso, a árvore de pesquisas  é dividida em diferentes ramos, como aquecimento, recursos, sociedade e cidade. As escolhas de desenvolvimento dependem não apenas da necessidade prática, mas também da pressão exercida pelas facções. Cada grupo possui um medidor de apoio ou desprezo em relação ao jogador, o que influencia diretamente nas ações possíveis, incluindo concessão de fundos, pautas e até o banimento de comunidades inteiras. Essa complexidade política, somada ao gerenciamento de recursos e à constante luta pela sobrevivência, faz de Frostpunk 2 um dos títulos mais profundos do gênero. EXPLORAÇÃO Além de todos os aspectos complexos da gameplay, é importante considerar a exploração do mapa congelado fora da nossa cidade. Durante essas missões, podemos encontrar colônias inteiras, ou seja, outras cidades que precisam ser gerenciadas, cada uma com recursos específicos. Nessas localidades, devemos construir assentamentos para os moradores, alocar trabalhadores e gerenciar a transferência de recursos entre as cidades que colonizamos. No final do jogo, chegamos a ter cerca de três ou quatro cidades funcionando simultaneamente, cada uma desempenhando um papel estratégico para a cidade principal. Algumas podem abrigar facções para manter a ordem ou afastá-las da cidade central, enquanto outras funcionam como pontos de extração de recursos essenciais, garantindo a sobrevivência da cidade principal. Além disso, a exploração permite descobrir histórias secundárias e coletar recursos adicionais. Dependendo das escolhas do jogador, é possível priorizar assentamentos que forneçam quantidades abundantes de carvão, materiais, comida ou até novos habitantes para fortalecer a cidade principal. É um sistema extremamente completo, refletindo a complexidade e profundidade que tornam Frostpunk 2 uma experiência estratégica única. COMPLEXIDADE E APRENDIZADO Frostpunk 2 não é um jogo mastigado e acessível para qualquer público. É um título exigente, que demanda tempo e dedicação para ser compreendido em sua totalidade. O grande adversário do jogador é o próprio tempo de aprendizado , já que a verdadeira compreensão da interface, da tecnologia e da estrutura social só acontece após concluir a campanha principal. Somente então o jogador se sente preparado para encarar o modo Construção de Utopia , que amplia ainda mais as possibilidades. VISUAL E INTERFACE Enquanto o primeiro Frostpunk usava uma engine própria, Frostpunk 2 foi construído na Unreal Engine 5 , o que permitiu um porte rápido para Xbox e demais consoles. O resultado é um dos jogos de estratégia mais bonitos já lançados, com ambientação imersiva e cenas impressionantes. Por outro lado, a abundância de informações na tela pode ser sufocante. Apenas a barra superior já reúne dados sobre população, trabalhadores, calor, núcleos, matérias-primas, combustível, moradia, alimentação, bens, logística, temperatura, data e velocidade do tempo. Isso sem contar a barra de construção inferior e a visualização da própria cidade, que está sempre repleta de acontecimentos simultâneos. No início, essa avalanche de informações pode ser intimidadora. Porém, após 15 a 30 horas de jogo, o jogador tende a se habituar, mesmo que ainda esqueça de detalhes importantes, como produzir determinados recursos em jazidas profundas. O visual impressiona, mas o excesso de elementos na interface ainda prejudica a clareza. VERSÃO PARA CONSOLES A versão analisada foi a de consoles, e aqui a curva de aprendizado se torna ainda mais complicada. Jogos de estratégia, no geral, não são totalmente adaptados para esse tipo de plataforma, já que o gênero tradicionalmente depende de mouse e teclado. Apesar disso, a equipe fez um trabalho respeitável em trazer Frostpunk 2 para esse ambiente, ainda que seja improvável que jogos de RTS desse tipo atinjam o mainstream nos consoles. ACHIEVEMENTS As conquistas de Frostpunk 2 são extremamente desafiadoras e foram pensadas para um público que busca ir além do desafio básico do jogo. Elas exigem atenção total à jogabilidade e planejamento estratégico, voltadas para jogadores que desejam explorar absolutamente tudo o que o jogo oferece. Entre os desafios, temos conquistas como manter a relação com facções específicas sem jamais prejudicá-las, alcançar 100% de aprovação em votações do conselho ou completar certas jogadas sem coletar qualquer recurso das colônias gerenciadas. Preparar-se para conquistar todas as conquistas de Frostpunk 2 é um compromisso de longo prazo, que pode levar meses de dedicação intensa. TRAILER OFFICIAL IMPRESSÃO FINAL Para concluir, Frostpunk 2 é um verdadeiro deleite. É, sem dúvida, um dos melhores jogos de estratégia dos últimos 10 a 15 anos, e pode ser facilmente colocado ao lado de títulos como Age of Empires IV como um dos expoentes desta nova geração de jogos de estratégia, cada um muito bem posicionado dentro de seu público. O grande foco na campanha principal é um feito notável, especialmente considerando a complexidade e profundidade exigidas por jogos do gênero. O único ponto que impede a nota máxima é que o jogo poderia se beneficiar de um refinamento maior para tornar certas mecânicas mais intuitivas. Apesar do sistema de ajuda funcionar muito bem na maior parte do tempo, existem situações em que ele não consegue fornecer informações precisas, o que pode gerar frustração para jogadores menos experientes. Ainda assim, em todos os aspectos que se propõe, Frostpunk 2 se destaca e engrandece o gênero de maneira significativa. É um jogo que exige raciocínio, planejamento e estratégia, ao contrário de muitos títulos que dependem apenas de reflexos rápidos ou múltiplas ações simultâneas. Jogadores mais jovens ou novatos podem encontrar dificuldades para iniciar, especialmente porque as partidas são longas e podem se estender por horas ou até dias, sem um fim definido. Com o remake do primeiro jogo já em andamento, espero ansiosamente por futuras continuações para ver até onde o estúdio pode expandir o universo de Frostpunk. Se este for o limite, eles entregaram o que, para mim, pode ser considerado o título definitivo da franquia, com maestria e excelência incomparáveis. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 98/100

  • Review: Katanaut

    Um metroidvania/rogue-like espacial macabro Jogo Katanaut é um jogo do tipo rogue-like/Metroidvania de ação, desenvolvido pela Voidmaw e publicado pela Acclaim, em que você controla uma espécie de samurai astronauta, em fases do tipo rogue-like (ou seja, morreu, você volta), enfrentando vários outros "moradores" que foram infectados e viram certos monstros. Vários inimigos infectados pelas fases Ao avançar na fase, você coleta alguns itens que podem fazer melhorias no personagem (momentâneas), bem como diferentes armas (onde você contra sempre com uma espada e uma arma de tiro), fora alguns ataques especiais de diferentes tipos. Toda hora é hora de acariciar um pet, não é mesmo? Minhas impressões O design do jogo é bem interessante, misturando um pouco de uma atmosfera medonha, bem como futurística e pixelada. Como todo rogue-like, o objetivo é tentar chegar o mais longe possível sem morrer (onde você pode se curar, mas a cura é limitada, e outras precisam ser encontradas). Um tema espacial, numa temática macabra No entanto, o jogo se torna um pouco repetitivo e um tanto quanto complicado ao tentar avançar mais na fase, pois acaba ficando de certa forma meio confuso, o que acaba desmotivando um pouco a tentar novamente a mesma fase. Conquistas O jogo conta com um total de 100 conquistas, muitas das quais não tão difíceis e que podem ser alcançadas encontrando NPCs do jogo pela primeira vez. Nota: 7.0/10.0

  • Review: Glover (QUByte Classics)

    Glover é um clássico dos anos 90 que retorna em um port para PC, preservando tanto o charme quanto os problemas da época. Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements GAMEPLAY / VISUAL Lançado originalmente em 1998 para Nintendo 64, Glover é um jogo de plataforma 3D onde acompanhamos a trajetória de uma pequena luva mágica que ganha vida após um feitiço dar errado em um castelo. Logo no início já temos a apresentação do vilão: a outra luva, corrompida pela magia, que passa a se opor ao protagonista. Apesar de ter retornado agora para consoles modernos em forma de port, o jogo carrega exatamente as mesmas qualidades e defeitos da versão original. O carisma do protagonista e a ideia criativa de manipular diversas coisas para avançar nos cenários ainda funcionam, mas os problemas técnicos acabam se destacando. A câmera continua sendo pouco fluida, a movimentação é truncada e a taxa de resposta nos controles não acompanha o padrão atual. A inspiração em clássicos como Super Mario 64 e até alguns elementos lembrando Zelda é clara, mas a execução deixa a desejar. A primeira missão já coloca o jogador para encontrar sete bolas espalhadas em cenários que carecem de clareza e direção, o que pode frustrar rapidamente. ACHIEVEMENTS A lista de conquistas de Glover é simples e direta, quase toda baseada em completar fases, coletar todos os Garibs e finalizar as áreas bônus. É um estilo clássico dos anos 90, repleto de coletáveis que podem ser cansativos, mas faz sentido dentro do espírito nostálgico do port. Para quem jogar por pura nostalgia, funciona bem, mas não oferece grandes incentivos para além da progressão natural. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO Glover é um retrato fiel de sua época. O port trouxe de volta a nostalgia e o charme de um personagem inusitado e simpático, mas também intensificou a lembrança de como a jogabilidade da virada dos anos 90 podia ser frustrante. Vale como experiência histórica e curiosidade para quem gosta de revisitar títulos do Nintendo 64, mas dificilmente se sustenta para novos jogadores que esperam fluidez ou modernidade. NOTA:5/10 Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements

  • Review: Above Snakes

    Sobreviva num mundo construído por você. O JOGO Above Snakes é um jogo de sobrevivência e mundo aberto desenvolvido pela Square Glade Games e distribuído pela Crytivo. Após um acidente destruir toda uma vila, nossa personagem tem a missão de sobreviver e tentar achar sobreviventes, construindo casa, fabricando armas e ferramentas e ajudando quem puder no caminho. Tudo isso enquanto monta o mapa ao seu redor, colocando cada pedaço de terra como achar melhor. Monte o mundo como achar melhor. MINHAS IMPRESSÕES Com diversas atividade a serem feitas, Above Snakes é um playground de sobrevivência. Isso porque você é quem vai montando seu mundo, com blocos de mundo que você "fabrica" e cada um tem sua característica e irá te fornecer um tipo de recurso. Assim, é importante pensar onde posicionar cada peça, já que algumas só podem se ligar em outras se forem a continuidade de bioma correta, como por exemplo, se uma peça tiver um lado cheio de água, só poderá se conectar com uma peça que continue essa parta aquática. As construções que você pode fazer são bem complexas, já que você pode construir no formato que desejar. Você recebe missões quando encontra sobreviventes, que lhe pedem favores. Tanto os sobreviventes quanto seus objetivos das missões serão encontrados nos blocos de terreno que você vai adquirindo. Sua personagem tem fome, sede, sanidade e sono, então procurar por recursos e abrigo é imprescindível. A variedade de comidas que podem ser criadas te faz querer testar de tudo um pouco para descobrir novas receitas. O combate é simples, com rolamentos para desviar de inimigos, que podem ser tanto animais quanto humanos zumbificados. O jogo está em Português-Brasil, o que ajuda a entender a história que está sendo contada, ainda que esta não seja tão atrativa. No fim das contas, Above Snakes vai ser um grande jogo de exploração e descobrimento, bastando a curiosidade do jogador para avançar. Construa sua casa da maneira que quiser. CONQUISTAS Como um bom jogo de mundo aberto, objetivos e conquistas não vão te faltar. Coletar um certo número de recursos, morrer de diferentes formas, acumular dinheiro, cozinhar comidas diferentes e atingir nível de reputação são só alguma das tarefas para conseguir conquistas. E considerando que uma das conquistas é sobre completar 365 dias em uma jornada, pode se dizer que conseguir 100% das conquistas em Above Snakes será uma tarefa demorada. Procure recursos, seja caçando ou coletando. CONCLUSÃO Above Snakes é um jogo que parece ser mais interessante pela premissa do que pela história. Assim que você se vê livre do tutorial, só dá vontade de experimentar o que dá para fazer e onde dá para chegar com o que lhe foi mostrado. Como é um jogo muito aberto, você pode se sentir sem desafios se não achar nada para fazer. Apesar de sua liberdade em criar o mundo ao seu bel prazer, isso pode se tornar uma faca de dois gumes e afastar alguns jogadores que não vão se sentir instigados a criar seus próprios desafios. NOTA: 7.5/10

  • Review: Tiny Bookshop

    Que tal parar pra ler um livro? O JOGO Tiny Bookshop é um jogo de gerenciamento desenvolvido pela neoludic games e distribuído pela Skystone Games e 2P Games. Você largou tudo e resolveu abrir uma pequena loja de livros itinerante. Essa é a premissa de Tiny Bookshop, um jogo em que você vai gerenciar sua loja de livros enquanto faz amizade com as pessoas da cidade. Decore sua loja, ajude os cidadãos e recomende livros para eles. Estacione sua loja em paisagens bem bonitas. MINHAS IMPRESSÕES De uma forma bem simples, Tiny Bookshop faz você gerenciar uma pequena loja de livros, que consiste em comprar caixas de livros de diferentes gêneros e colocá-los à venda em sua loja, sempre tentando expor os livros que vão atrair mais a atenção do público. Decorar sua loja, além de deixar mais estilosa, também influencia seus clientes, pois algumas delas impulsiona alguns gêneros de livro. Conversar com os moradores lhe renderá amizades e missões, que podem liberar outras localizações para ir ou itens para adquirir. A arte do jogo é simples, mas bem charmosa e alegre. Todos os livros do jogo são livros reais, o que deixa tudo bem mais imersivo. Alguns cliente vão pedir para que você indique livros para eles baseado em alguma especificação que lhe é dita, o que é bem legal e dá uma movimentada no jogo, já que sem isso, o jogo seria apenas turnos e mais turnos de venda e compra. Porém, infelizmente, o jogo não está em Português-Brasil, o que dificulta em entender a exata demanda do cliente e, assim, não conseguindo indicar o livro correto. Tirando esse fato, é um jogo muito tranquilo e casual, algo para jogar e relaxar, sem muita pressão, mas ainda exigindo um certo nível de atenção. Recomende os livros corretos para os clientes corretos. CONQUISTAS Com uma variedade grande de conquistas, Tiny Bookshop vai exigir um certo grau de empenho para conseguir 100% das conquistas. Existem diversas partes da cidade com interações que desbloqueiam conquistas, além dos mais básicos e ligados ao mote central do jogo, que são conquistas relacionadas as vendas. De modo geral, avançar no jogo e interagir com todo o cenário e personagens vai te direcionar para completar todas as conquistas, então apenas relaxe e aproveite o jogo. Interaja com as pessoas da cidade para conseguir novos itens. CONCLUSÃO Um jogo bem simples, mas relaxante, apesar de ser um jogo de gerenciamento. Tudo é feito da forma mais básica, no sentido de que você não vai ter que pensar muito e ainda assim, vai gerenciar tudo de forma eficiente. O único ponto negativo é o jogo não estar em Português-Brasil, mais precisamente, quando preciso indicar um livro para o cliente. Por mais que eu entenda a língua inglesa, a descrição que o cliente te dá é, muitas vezes, imprecisa, fazendo com que o jogador entenda exatamente o que ele quer para não errar na indicação. Isso me deu uma desanimada, mas eu espero que num futuro adicionem mais opções de idioma. Mesmo assim, é um jogo bem confortável, daqueles pra jogar no fim de tarde, tomando um chá. NOTA: 7.5/10

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