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  • Review: Life of Delta

    Se você acha que robôs tem vida fácil, é porque você ainda não jogou Life of Delta. O JOGO Life of Delta é um jogo de aventura, point and click e puzzle da Airo Games , distribuído pela Daedalic Entertainment . Num mundo pós-apocalíptico tomado por robôs e criaturas mutantes , você acompanha a jornada do simpático Delta , um robôzinho que estava prestes a encontrar seu triste fim no fundo de um poço de lixo tóxico, até que Joe , um robô cientista, salva nosso pequeno aventureiro. O cientista leva o robôzinho para casa, conserta-o e devolve a vida a ele, mas não há tempo de curtir o momento. Um grupo de soldados mutantes bate à porta em busca de Joe. O cientista só tem tempo para esconder Delta e, depois, é levado para Megacity . Agora os papéis se inverteram. Delta parte em uma aventura , em busca de salvar Joe das mãos dos soldados de Megacity. Nessa jornanda, o simpático robô terá de resolver alguns puzzles e ajudar muitos robôs para atingir seu objetivo. O cenário pós-apocalíptico de Life of Delta. MINHAS IMPRESSÕES Jogos point and click , geralmente, são muito divertidos e contam histórias interessantes . É um gênero que explora bem a narrativa para enriquecer o jogo. Em Life of Delta, não é diferente . Temos um mundo muito bem construído , onde você não precisa de muita explicação. O jogo, de forma sutil, te apresenta o mundo com pequenos detalhes , muito bem traduzidos em forma de arte . E que arte, devo dizer! Cada cenário é mais bonito do que o outro e as personagens são maravilhosamente desenhadas. Com seu idioma próprio , todas as falas são "dubladas", se é que posso assim dizer. Algo que soa como os personagens do filme WALL-E. Até o momento dessa análise, o jogo não possui legendas em Português-Brasil . Com isso, caso você não saiba um pouco de inglês básico, muito da história se perde. E falando em referências, assim que bati o olho em Life of Delta, rapidamente lembrei de um outro jogo point and click de um robôzinho simpático: Machinarium. Ambos são incríveis e elevam o status dos jogos desse gênero. A jogabilidade não foge muito do padrão desse estilo de jogo, como por exemplo, explorar o cenário, combinar itens e atender os pedidos das outras personagens. Os puzzles , no geral, vão fazer você pensar um pouquinho para resolvê-los, mas não são difíceis . Eu me sentia muito burro quando descobria o que tinha que ser feito era mais fácil do que eu imaginava. A culpa era minha ou do jogo? Provavelmente, minha. O jogo não é longo , o que não é ruim, mas podia ser maior, simplesmente porque eu queria jogar mais. Queria ver mais sobre a história daquele mundo, sobre como chegamos naquele ponto . Em Life of Delta, vemos que os humanos desapareceram, mas robôs e mutantes tomaram seus lugares. Um mundo novo surgiu? Não é o que parece. As vacas são muito importantes na sua jornada. CONQUISTAS Todas as conquistas do jogo são ligadas à história , sem possibilidade de perder qualquer uma delas. Não se preocupe, zerando o jogo, você fará 100% das conquistas. Então, apenas aproveite o maravilhoso mundo que está sendo apresentado. A arte do jogo é de encher os olhos. CONCLUSÃO Adorei jogar Life of Delta. Ele é rico em detalhes, jogabilidade simples e divertida, arte muito bonita e cheio de carisma . Joguei aos poucos, mas, como já havia citado, o jogo é curto. Você zera ele em uma tarde e, assim como eu, vai querer mais . Sem spoilers, mas o final do jogo deixa em aberto uma possível continuação . Por um lado, gostei, porque quero mais desse mundo. Por outro lado, o gancho deixado para uma continuação é muito vago e repentino . Se você procura um jogo casual, pra passar o tempo e apreciar um jogo feito com carinho , Life of Delta é pra você . A jogabilidade simples permite que qualquer um jogue, mesmo que às vezes seja meio contra intuitivo. Digo isso porque muitas vezes eu apertava em algum lugar para andar e o personagem simplesmente não respondia, apenas quando eu clicava repetidamente, a ação era feita. Parecia que ele ficava preso na última ação que foi executada. Nada que atrapalhe a jogatina, mas era um pouco frustrante quando tinha que percorrer grandes distâncias. Alguns puzzles eu demorei a entender onde apertar ou o que fazer. Isso pode ser um problema comigo , mas eu teria que ver outra pessoa jogando pra saber se o problema era na interface ou se era eu mesmo. De novo, nada que vá estragar sua experiência . Eu até preferi assim, porque fui aprendendo na tentativa e erro , assim como nosso robôzinho Delta. Na minha opinião, Life of Delta cumpre bem seu papel como jogo point and click , sem inventar muito e sendo muito divertido . Se houver uma continuação, espero que melhorem ainda mais o que já deu certo e que não seja apenas um jogo dividido em duas partes. NOTA: 7.5/10

  • Review: War Mongrels

    Não sei descrever o prazer que é ver um jogo ao estilo RTT em minhas mãos, mas posso dizer que é algo único, talvez até mesmo um dos estilos de jogo que sou apaixonado desde que eu era criança. Despretenciosamente quando vi a primeira vista War Mongrels, eu acreditava que seria apenas mais um jogo desta era moderna de jogos de estratégia que entregaria uma experiencia similar a Commandos, bom, posso dizer que eu estava completamente enganado, War Mongrels, foi único e certamente entra para meu top 100 de jogos da minha vida e qual melhor forma de homenagiar um jogo do que escrevendo sobre ele? A Destructive Creations criou e distribui War Mongrels, a mesma equipe que desenvolveu Space Raiders in Space, Ancestors Legacy e o polêmico Hatred. Logo, podemos ter uma ideia de que a produtora já estava acostumada a fazer jogos parecidos. O jogo está disponível nas seguintes plataformas: PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows, Xbox Series X e Series S, Mac OS e PC via Steam,. HISTÓRIA A história gira em torno da Segunda Guerra Mundial, na frente oriental. Assim como Finn Star Wars: O Despertar da força, os nossos protagonistas criam uma consciencia, pois eles são nazistas que tomaram conhecimento do que estavam fazendo e então resolveram se rebelar, sendo assim, desertores do exército nazista. Começamos com Manfred e Ewald, que rejeitam as ordens de seus comantes e desertam do exército alemão. Durante a fuga, eles conhecem outras pessoas que se juntaram à resistência para lutar contra a ameaça nazista. A história principal de War Mongrels não é surpreendente, mas é bem contada e cativante. GRÁFICOS War Mongrels não só é bonito, como é possívelmente um dos jogos com visão isometrica mais belos ao qual eu já tive o prazer de jogar. Sua fluidez e paleta de cores que trazem o aspecto de realidade para mais perto da nossa própria realidade faz com que nós estejamos não só imersos dentro da história mas facinados com suas belas paisagens e cenários históricos. Paisagens violentas e retratação da realidade, sem medo de usar a suástica nazista ou mostrar mortes por enforcamento, War Mongrels presou pela extrema retratação da realidade dos fatos Cada estágio em War Mongrels é único, não há nada que possamos falar, olha esse elemento grafico não ficou tão legal assim, tudo é muito bem feito e caprichado. As animações dos personagens por exemplo são incriveis e realistas, quando entramos em modo de combate a foto dos nossos protagonistas muda para algo como se tivessemos entrado em frenesi de batalha mesmo. Preciso mencionar que eu joguei este jogo através do Xbox Series X, sem qualquer tipo de problema de engasgamento também. GAMEPLAY Quando joguei War Mongrels pela primeira vez, senti que talvez não fosse capaz de fazê-lo de forma adequada, ou que o jogo não era para mim. Isso se deve ao fato de que War Mongrels nos consoles tem uma curva de aprendizado muito maior que o habitual dos jogos no geral. Isso é algo que pode afastar um pouco jogadores novos, pelo menos nos consoles. Talvez você só se adapte aos controles com cerca de 5 ou 6 horas já jogadas. Ainda há muita confusão em relação ao gênero em relação a RTS e RTT. Quando nos referimos a jogos de estratégia em tempo real, pensamos em gestão de recursos, construção de bases e logisticas, como Warcraft, Age of Empires e Star Craft. Enquanto no modelo que estamos analisando (War Mongrels) nos referimos a um jogo de Real-Time Tatics(RTT), podemos citar como exemplo jogos como Commandos, Desperados e outros. São relacionados a aspectos táticos e operacionais de guerra, exploramento de áreas e terrenos e conclusão de tarefas com os métodos do jogo. Diante disso, War Mongrels é UM BAITA RTT. Aqui, temos tudo o que esperamos de uma gameplay complexa e minuciosa. Temos o modo de planejamento tático, onde podemos desacelerar o tempo para planejar ações em conjunto, mas senti falta da possibilidade de ações múltiplas, como dar comandos em sequência para que nossas ações pudessem ser ainda melhor planejadas e até facilitar fugas. Cada personagem tem suas próprias habilidades, vantagens e desvantagens. Alguns são mais eficientes, como Manfred, que pode assoviar para atrair inimigos. Enquanto Ewald, que pode usar a habilidade de "Briga" para matar mais de um inimigo de uma só vez. Já outros deixam a desejar, como a Greta, usada de uma forma meio boba, por ela ser a única mulher do grupo. Ela não pode rastejar e é facilmente identificada em situações furtivas, o que nos faz ter um pouco de raiva da personagem. Também conseguimos entrar em um modo de ação dinâmica, que é o modo de combate do jogo, onde os protagonistas partem para o uso de armas de fogo. Este modo funciona de forma regular, pois talvez faltou um melhor aperfeiçoamento da câmera para que fosse completamente estocástico. Às vezes, parece que falta um pouco de tela para que possamos acertar os nossos alvos. Infelizmente, só consegui uma cópia do jogo, então não pude testar o modo multiplayer, mas parece bem legal também, talvez torne o jogo mais fácil(ou não) CONQUISTAS War Mongrels no easy é díficil, e nosso portal analisa as conquistas, mas até onde vale a pena por um jogo? Pode ser que seja um dos jogos mais legais que já tivemos o prazer de jogar, mas, vale a pena encarar uma missão extremamente complexa com detalhes, timing e estratégias que precisam ser muito bem pensadas e executadas e fazer tudo em Time Trial na dificuldade mais difícil do jogo? Bom, se você deseja completar todas as conquistas, eu já adianto. Pode ser um dos jogos mais difíceis de se realizar na sua vida. Estou dizendo isso com a minha essência mais pura, que é jogar jogos difíceis. Com 63 horas de jogo, eu sou uma das quatro pessoas no mundo que têm mais conquistas no Xbox e estou longe de terminar. Não vou fazer isso agora, mas não no presente momento, será uma tarefa para o futuro em alguns anos. Sugiro que você jogue apenas pensando no prazer e na diversão, pois terminar este game te dará pelo menos umas 100 horas de jogatina se for tentar completar tudo. Destructive Creations poderia colocar tudo o que ela queria em relação aos desafios de War Mongrels, sem a torturante corrida contra o tempo. Assim, seria mais adequado terminar e, inclusive, poderia mudar minha opinião sobre um panorama geral deste jogo, uma vez que nos concentramos exatamente nesta parte, as conquistas. TRAILER OFICIAL CONCLUSÃO Depois de ter jogado Desperados III, pensei que os RTT poderiam descansar por um tempo, pois aquilo para mim era talvez o ponto máximo de onde poderia se chegar com base em narrativa, gráficos e jogabilidade. Para mim, ambos se assemelham em todos os aspectos, são jogos que estão caminhando juntos. Foi uma satisfação jogar War Mongrels, com personagens carismáticos e profundos, traições, histórias bem contadas e cenários fantásticos. Com certeza, todos esses pontos positivos o colocaram em um dos melhores jogos de RTT deste século e um dos principais do gênero. Ainda que existam algumas pequenas falhas e problemas que talvez estejam faltando no jogo, como um melhor planejamento de ações por etapas, o jogo consegue se manter do início ao fim com momentos fantásticos e sem queda de qualidade. Há também um espaço para uma nova história em um dos finais do jogo, ou talvez isso tenha sido uma impressão minha? Espero que sim, espero que, com Shadow Gambit: The Cursed Crew vindo pela Mimimi Games(Desperados), que veremos games incríveis em um futuro não muito distante. Eu pessoalmente gostaria de ver um War Mongrels 2, 3, 4, underground 2. Review realizada através da Gamertag: Scoulz Nota: 86/100

  • Review: Blades of Fire

    Forje seu próprio destino em uma terra devastada, onde o aço se tornou pedra e apenas a sua arma pode virar o jogo. Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements Dos mesmos desenvolvedores de Castlevania: Lords of Shadow, era de se esperar de que Blades of Fire  seria algo com diferencial, e é o que temos aqui. A MercurySteam é uma desenvolvedora de renome que já trabalhou com empresas como Konami e Nintendo. GAMEPLAY / VISUAL Mergulhamos em uma jornada sombria e brutal, com claras inspirações em jogos da linha Souls . A história gira em torno de Aran de Lira, um guerreiro solitário que carrega um martelo sagrado capaz de forjar armas de aço em um mundo onde todo o metal foi transformado em pedra por uma maldição. Ao seu lado está Adso de Zelk, um jovem estudioso que acompanha e documenta sua jornada rumo ao trono da Rainha Nerea. O estilo artístico é certamente algo que pode causar estranhamento à primeira vista. A estética lembra títulos da geração Xbox 360, como Brütal Legend , mas com uma execução muito mais fluida e refinada. Apesar de parecer antiquado em um primeiro momento, o visual conquista pela ousadia e pela originalidade. O jogo não utiliza cel shading, mas cria uma identidade visual própria que impressiona pela qualidade. A jogabilidade é intensa e altamente envolvente. O sistema de combate mistura elementos clássicos de hack and slash com a precisão e o desafio típicos de jogos estilo Souls . Cada botão do controle tem uma função específica, não apenas na força do golpe, mas também na direção de onde ele será desferido. Golpes fracos, fortes e direcionais se combinam para criar um sistema profundo e estratégico. O grande diferencial está na mecânica de forja. Durante a criação de armas, o jogador participa ativamente do processo, martelando em pontos específicos da bigorna. Isso influencia diretamente na qualidade final da arma produzida. Além disso, é possível personalizar vários aspectos das armas, como tipo de corte da lâmina (convexa ou côncava), estilo do pomo, o tipo de material utilizado e outras características únicas que variam de acordo com o tipo de arma selecionada. O arsenal é vasto, com opções que vão desde adagas e lanças até marretas e espadas longas. ACHIEVEMENTS As conquistas de Blades of Fire  são pensadas para jogadores que desejam se aprofundar verdadeiramente na experiência. A maioria delas está ligada à progressão da história, mas há um bom número de conquistas secundárias que envolvem a criação de armas, domínio das mecânicas de combate e exploração. O jogo não entrega recompensas fáceis, o que pode afastar jogadores mais casuais, mas agrada bastante quem aprecia um bom desafio com objetivos criativos. Pessoalmente acho que isso afasta um pouco o público mais casual, mas não dá para falar que as conquistas são abusivas, elas são justas. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO Blades of Fire  é um jogo que surpreende pela profundidade de suas mecânicas e pela originalidade do sistema de forja. Apesar da inspiração evidente em jogos como Dark Souls , ele cria sua própria identidade, tanto visual quanto em gameplay. A narrativa existe como pano de fundo, mas não se destaca tanto quanto o combate e a criação de armas, que são o verdadeiro coração do jogo. Visualmente, pode não agradar a todos à primeira vista, mas entrega uma experiência estética muito sólida e bem pensada. Recomendado especialmente para quem busca algo novo dentro do gênero Soulslike , com uma abordagem artesanal única e um universo misterioso que vai se revelando aos poucos. NOTA:8/10 Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements

  • Review: Net.Attack()

    Hackeie e destrua chips de computador utilizando nós e lógica para combinar e melhorar diversos ataques. Jogo Net.Attack() é um jogo roguelike, no estilo de jogos como Vampire Survivor, desenvolvido e distribuído pela ByteRockers' Games. Neste jogo, você deve escolher entre um dos "vírus" atacantes, cada qual com suas habilidades, que deve infectar e destruir os chips em uma placa de circuito. No entanto, algum robôs protetores vem para a defesa, os quais você deve destruir para adquirir pontos para ganhar nível (de forma a melhorar suas skills). Mas não para por ai! A cada nível e chip destruído, você ganha uma espécie de dinheiro que pode ser trocada por "nós", que podem ser interligados, de forma a programar novas funcionalidades e/ou habilidades para seu personagem. Essas configurações vão desde de projéteis, bombas e misseis, até a utilização de instruções como um for , if ou split para combar com os outros nós disponíveis, fazendo com que as habilidades possam ser melhoradas e atingem níveis superiores. Devido ao enorme tipo de combinações, essas podem ser infinitas, cabendo ao jogador entender o funcionamento de cada uma e interligá-las de forma mais adequada para poder passar por todos os objetivos. "Nós" que podem ser encadeados para melhorar as habilidades do personagem Ao final de cada tela, o personagem deve seguir para o círculo verde para ir até a próxima tela. Ao passo de algumas telas, o desafio vai aumentando, bem como os inimigos. E por fim, o jogador termina a fase, podendo escolher outras, e bem como outros personagens. O jogo possui também o modo BootCamp, que é uma espécie de treinamento de como funcionam certos nós, bem como desafios para serem alcançados, com os nós disponíveis e a lógica afiada do usuário. Minhas impressões O jogo Net.Attack() é um ótimo jogo, que alia um sistema roguelike com o uso de lógica para poder realizar melhoras nos personagens durante a play. Para quem, assim como eu vem do mundo da programação, é um título que oferece uma forma de praticar certos conceitos (ainda que nao diretamente), fazendo o jogador ter uma noção de sequência e algoritmo. O jogador deve encadear/interligar os nós da melhor forma para que com isso posso obter êxito ao destruir os inimigos, e como mencionado, uma vez que as combinações são infinitas, o jogador pode jogar por horas a fio e nunca atingir o mesmo resultado, uma vez que também cada nó vem de forma sortida (podendo ter a chance de reroll ). Esse título é daqueles que a gente pode jogar diversas vezes e ainda sim não se cansa. Talvez as fases pudessem ser um pouco mais exploradas que somente destruir os chips e derrotas os inimigos. Combo de habilidades melhoradas pelos nós e pelas skills ao avançar de nível Conquistas Como o jogo ainda está en Early Access, ainda possui somente 10 conquistas (talvez aparecam mais com o tempo). No entanto, as conquistas ainda estão como hidden , de forma que não conseguimos observar quais são até que conquistemos. Nota: 9.0/10.0

  • Review: The Alters

    Lute contra o tempo criando clones ramificados de si mesmo em uma aventura que traz o melhor da ficção científica. Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements É curioso ver como um estúdio que começou com um pequeno jogo para celular e Windows, como Anomaly, tenha se transformado em algo tão grandioso, hoje comparável a diversos títulos consagrados da indústria. O grande diferencial da 11 bit Studios sempre foi a criatividade, algo que se destacou especialmente em This War of Mine, até então o maior sucesso da equipe. Essa abordagem única é algo que falta em muitos jogos de grande orçamento atualmente. The Alters parece representar o ápice dessa evolução. Aqui, vemos uma combinação poderosa de mecânicas já exploradas em títulos anteriores, somadas a inovações que provavelmente exigiram anos de desenvolvimento. O resultado é um jogo que merece destaque dentro do gênero de ficção científica, mesmo para quem não tem familiaridade com ele. Estamos diante de um título — e possivelmente do início de uma franquia — com grande potencial de sucesso. Espero que essa trajetória continue por muito tempo. INTRO Controlamos Jan Dolski, um operário espacial que, após uma alteração inesperada na rota de sua missão, acaba preso em um planeta desabitado. Sem qualquer forma de comunicação, somos lançados em uma jornada solitária e carregada de tensão. Pouco após o pouso forçado, encontramos a cápsula da capitã, já sem vida, provavelmente morta durante o impacto. É a partir daí que iniciamos a busca desesperada pelo paradeiro da tripulação. A ambientação inicial é um espetáculo à parte. O planeta onde estamos encalhados, transmite uma atmosfera densa e ameaçadora. Poucos passos depois do local da queda, encontramos nossa base móvel e corremos para alcançá-la, motivados pelas condições hostis e pela descoberta perturbadora de que toda a tripulação está morta. O mais assustador: eles não morreram no impacto. Algo mais misterioso aconteceu. É dentro dessa base que The Alters revela sua maior força. A jogabilidade é inteiramente centrada na rotina diária de Dolski, que deve administrar horas e recursos com precisão cirúrgica. A visão da base lembra muito a de Fallout Shelter, com setores bem divididos como estoque, cabine do capitão, centro de comando e sala de comunicações. No setor de comunicações, conseguimos estabelecer contato com um sistema externo. Recebemos mensagens de uma voz desconhecida, em meio a interferências, que nos informa: o planeta caminha rumo à colisão com uma estrela. Nosso tempo é curto. Precisamos encontrar uma forma de sobreviver até conseguirmos escapar. O DIFERENCIAL Em determinado momento do jogo, após certa quantidade de recursos coletados, temos acesso ao Computador Quântico. Dentro dele, encontramos a história do nosso protagonista, desde a infância até os eventos que o levaram à situação atual. É um trecho impactante, com uma narrativa crua e real. Vemos, por exemplo, a morte da mãe, em um momento em que sequer houve tempo para uma despedida. Também presenciamos o surgimento do primeiro amor, Lena. É curioso que, nessa parte da história, o protagonista comenta que não suporta multidões — algo irônico, considerando que ele acaba isolado em um planeta completamente desabitado. Com o passar dos capítulos, vemos como o protagonista vai, aos poucos, se transformando em uma figura semelhante ao próprio pai, que bebia e gritava com a mãe. O fracasso do personagem, revelado aos poucos por meio dessa narrativa complexa, é algo que só enriquece a profundidade emocional de The Alters. Toda a narrativa do jogo gira em torno de um homem comum, até seu envolvimento no Projeto Dolly. A história começa a se ramificar de forma impressionante quando acessamos o Computador Quântico. Ramificar, nesse contexto, significa alterar nosso próprio DNA e a linha da nossa história para gerar uma nova versão de nós mesmos. É um processo de clonagem do personagem principal, mas com variações fundamentais em sua trajetória de vida. Ainda somos nós, porém com decisões diferentes tomadas no passado. Isso abre um leque de possibilidades tão grande que é algo que eu nunca tinha visto em um jogo. Inicialmente, as ramificações são poucas e servem apenas como introdução, mas rapidamente percebemos que estamos criando versões alternativas de nós mesmos, com histórias completamente diferentes. A primeira ramificação, por exemplo, mostra o que teria acontecido se, em vez de irmos embora e confrontarmos nosso pai, tivéssemos ficado ao lado da nossa mãe e seguido para a universidade. Como seria nossa vida se apenas uma dessas escolhas tivesse sido diferente? É nesse momento que descobrimos o verdadeiro potencial de The Alters e, de fato, o jogo começa para valer. GAMEPLAY Durante o dia, é possível sair da base para coletar recursos no planeta. Essa mecânica é um dos grandes destaques do jogo. A forma como o tempo é manipulado e acelerado durante a coleta é visualmente impactante e adiciona um senso de urgência raro. A radiação constante impõe limites reais à exploração. Extrair minérios e água torna-se essencial, pois esses recursos sustentam a base e mantêm Dolski vivo durante a contagem regressiva para o fim. O sistema de construção da base é outro ponto alto. Não se trata apenas de manter o que já existe funcionando. Podemos criar novos módulos, modificar espaços e planejar melhorias estratégicas, tudo dentro de uma janela de tempo apertada. A cada nova estrutura construída, temos a sensação de estarmos nos preparando, mesmo que minimamente, para o inevitável. A partir do momento em que construímos uma oficina, temos acesso à criação de novos itens. É um sistema semelhante à mineração, pois gastamos nosso tempo de forma acelerada, exigindo que manejemos com cuidado como e quando vamos utilizá-lo. Temos uma das construções chamada "Ventre", temos acesso a um tipo de material genético encontrado em um mineral espalhado pelo planeta. Inicialmente, conseguimos gerar criaturas a partir desse material e logo criamos uma ovelha chamada Molly(em referencia clara a ovelha Dolly, primeiro mamifero a ser clonado com sucesso na história). Para nossa coleta de recursos, será necessário, além da mineração, a construção de postos avançados. A partir do momento em que acordamos o nosso primeiro alter, já precisamos lidar com suas frustrações e questões pessoais. Afinal, ele é um clone nosso, com consciência própria, e interagimos com ele por meio de diálogos nos quais podemos tentar amenizar a situação. Esse primeiro alter possui habilidades mecânicas e, por isso, é extremamente útil para resolver os problemas que estamos enfrentando na base. A partir da ajuda dele, novas ramificações da nossa história e da nossa base de relacionamentos começam a se formar. ACHIEVEMENTS Os achievements em The Alters são curiosos e divertidos. Por um lado, temos momentos leves, como fazer carinho na ovelha clonada. Por outro, a maioria das conquistas está diretamente ligada ao que o jogo propõe. Nada de objetivos absurdos como coletar 1000 pombos; aqui, as metas envolvem aprofundar o relacionamento com seus alter-egos ou completar determinadas missões da história. É o que eu chamo de equilíbrio perfeito: as conquistas não são maçantes e permitem que o jogador as alcance de forma natural, se divertindo ao longo da jornada. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO The Alters apresenta uma sequência narrativa tão impressionante, marcante e única que fazia tempo que eu não via algo assim em um jogo. Não é à toa que eu aguardava tanto por essa análise. Para mim, mesmo com alguns pequenos problemas técnicos, talvez este seja o grande jogo do ano. O jogo é brilhante. A ideia de ter vários alter egos clonados, cada um com histórias diferentes baseadas nas decisões que você já tomou, é simplesmente de tirar o fôlego. Acredito que a experiência adquirida em Frostpunk fez total diferença na gameplay ramificada de The Alters. Já naquele jogo, os desenvolvedores exploraram a ideia de tomar decisões que impactavam diretamente o rumo da cidade, conduzindo o jogador por caminhos completamente diferentes ao longo do tempo. Essa mesma magia está presente aqui, e espero que esse tipo de sistema continue sendo adotado em futuros títulos da empresa. Certamente The Alters é um daqueles jogos Must Have, daqueles que você precisa experimentar. São poucos os títulos com esse nível de qualidade que surgem anualmente, e talvez este seja o melhor jogo que já tive o prazer de analisar. Não é por acaso que estou de olho nele há muito tempo. Já faz praticamente um ano, talvez até mais, que espero por essa oportunidade. Desde o anúncio, eu sabia que o estúdio responsável por Frostpunk não entregaria nada menos do que uma experiência inovadora e única, e felizmente eu estava certo. De vez em quando, encontramos jogos que marcam a nossa trajetória como jogadores. The Alters tem tudo para ser esse tipo de jogo para muitas pessoas. Para mim, ao lado de Expedition 33, é o principal candidato a jogo do ano. Este é o primeiro jogo ao qual dou nota 10 na história das minhas análises, e é uma nota mais do que merecida. Trata-se de uma experiência completamente diferente de qualquer outro jogo que você vá encontrar. NOTA:10/10 Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements

  • Review: Dredge (2023)

    It's extremely difficult to get interested in a fishing game without being close to the genre, but here's a game that not only breaks that niche barrier, but also brings incredible gameplay mechanics, with a Lovecraftian theme. Developed by Black Salt Games and distributed by Team17, Dredge is the developer's first game, which has only four people working on the project. The game is available for: Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox One, Xbox Series X and Series S, Linux, Microsoft Windows, Mac OS STORY AND GAMEPLAY You are a fisherman who sails to the city of Greater Marrow and, there in the city, you are offered a job to be the official fisherman of the city. Throughout history, we noticed some unusual situations during our fishing trip: ghost ships, completely deformed fish, Lovecraftian creatures... The Collector is an important character in the story. He lives alone in a mansion on an island near the beginning of the game. The collector gives us the task of finding relics scattered across the map in various ways. To find them, we searched deep into the maps and even helped other NPCs tell their own stories. Each new relic delivered to the collector will give us a new ability, such as the ability to use traps, transport directly to the Collector, Banishment that damages ghost ships, Atrophy that captures all fish from a nearby fishing point, among others. Each of the relics is undoubtedly a big difference, which makes the player interested in all of them. In Dredge, we fish in many different ways. We can fish with rods, pots, fishing nets and other different equipment. There are many different types of fish to catch, each with its own gear, such as in abyssal, volcanic, and oceanic biomes. Some fish are harder to find and others easier. Virtually every fish has a freak version that is rarer. In the game, there is a kind of "Pokédex" that records all the information about the fish we get, which is crucial for us to identify what is missing to finish the game definitively. TECHNICAL ASPECTS Completely developed in Unity, the game has beautiful graphics and a very relaxing soundtrack at the right time. Dredge is one of those games where we can admire its beauty throughout the entire day cycle with incredible landscapes under moonlight or daylight. The team took clear inspiration from games with an oppressive atmosphere from recent successes like Frostpunk and Papers Please. Dredge presents some interesting mechanics in relation to time, for example, while the boat is stopped, time does not pass, while fishing or sailing the seas, time really is the enemy of the player, since sailing during the night can be a problem. challenge for players. Dredge features some progression systems that initially seem robust, but towards the middle of the game, we realize that they are extremely simple and easy to achieve. I'm sure that aesthetic modifications to our boat or deeper mechanics in this game would really do you a lot of good. ACHIEVEMENTS Dredge's achievements are extremely friendly, the ones you'll probably have the hardest time doing are catching all types of fish and their variations. After finishing the main campaign, I put the game in passive mode so that fishing was more peaceful at night, since some fish are nocturnal, so it is much easier to access them without problems. The game has two endings, the good one and the bad one, each one represents a different achievement, but you can do both in the same save, since whichever ending you decide to do, you'll come back before the final mission to complete it. there. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO Dredge is addictive, it's one of those types of games that you open and when you see hours have passed, definitely an exponent in the genre and every mechanic implemented in the game is well done, from the daily cycle, to the different types of fishing methods. I couldn't stop playing until I finished it completely, the game has a perfect length to the point that you don't get frustrated spending hours chasing something, and every hour I spent on the seas was definitely worth it, and it's amazing that it was fully accomplished by such a small team. Whoever is next to step on this style of play later on, or make a monster collection game has to look at Dredge first. In everything that Dredge sets out to be, he is at least very good and I can say that it was one of the best games I had the pleasure of finishing this year. Review by Gamertag: Scoulz SCORE: 85/100

  • Review: Pipistrello and the Cursed Yoyo

    Em Pipistrello and the Cursed Yoyo , enfrente o submundo do crime com sua arma mais confiável: um poderoso ioiô. Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements Desenvolvido pela Pocket Trap, criadores de jogos como Dodgeball Academia e Ninjin:Clash of Carrots, certamente Pipistrello é um jogo que vem para marcar muito o já glorioso repertória de jogos com a incrível pixel art da Pocket Trap. GAMEPLAY / VISUAL Obviamente, como um bom brasileiro, eu precisava testar Pipistrello and the Cursed Yoyo . Quando recebi o jogo para análise, eu simplesmente não fazia ideia do que se tratava e também não sabia que era um jogo brasileiro. O que me chamou a atenção de imediato foram os gráficos, com uma pixel art exuberante, incrivelmente bem feita e com um estilo único. Logo ao entrar no jogo, somos apresentados a uma história rica em detalhes sobre a família Pipistrello, que aparentemente exerce um papel importante e até governamental na cidade. Controlamos o carismático coelhinho Pippit e, após alguns acontecimentos, nos unimos à nossa tia, Madame Pipistrello, para dar início à jornada. Entre as diversas mecânicas envolvendo o nosso ioiô, podemos obviamente jogá-lo e vê-lo retornar até nós. Podemos arremessá-lo e, após um tempo, ele volta sozinho ou, caso caia em algum lugar, retorna imediatamente. Quando o arremessamos, ele pode ricochetear em quinas como se fosse uma partida de pinball, o que é extremamente divertido. Também podemos pular e, enquanto estamos no ar, ficamos temporariamente invulneráveis. É algo parecido com o rolamento de Dark Souls , talvez? Serve como uma janela de segurança para pensarmos rapidamente em nossos próximos movimentos. Algumas plataformas podem ser desesperadoras de usar. Não porque sejam imprecisas, mas porque envolvem uma mecânica complicada, difícil de dominar e de nos deixar seguros ao mesmo tempo. Pode levar um tempo até entender bem a lógica do pulo no geral. Sempre que somos atingidos ou caímos, perdemos corações, mas podemos recuperá-los enfrentando os monstros pelo caminho. Para fazer upgrades de qualidade de vida, precisamos firmar contratos que custam moedinhas do jogo. Esses contratos funcionam como penalidades temporárias: por exemplo, para ganhar mais um ponto de força, devemos coletar 500 moedas, e até cumprir esse contrato ficamos com menos um de vida. É uma mecânica extremamente interessante e desafiadora. ÁUDIO A trilha sonora com certeza é um destaque à parte neste jogo. Ela remete aos sambas e até a instrumentos tipicamente brasileiros, misturando diversas influências de 8 bits, jogos clássicos e a própria cultura nacionalista do nosso país. O jogo é, sem dúvida, um dos melhores a utilizar esse tipo de artifício de forma original, mesmo se apoiando em elementos tradicionais da música brasileira com os quais já estamos acostumados. ACHIEVEMENTS Tem conquistas muito relacionadas a jogabilidade quando nós temos um jogo que realmente Segue o que nós estamos vendo que não vai só atrás de coletáveis inimagináveis é um alívio não que Pipistrello Não faça isso, e ele faz de uma certa forma, mas há tantas conquistas extremamente criativas que isso acaba se diluindo e o jogo realmente ele é único em todos os sentidos e se permite a desafiar jogadores no sentido de que ele se garante no quesito de criatividade única que o jogo apresenta e é nestes casos onde é válido colocarmos conquistas de coletáveis. Muito diferente de jogos genéricos onde nós precisamos ir atrás de mil coletáveis durante o mapa, coletáveis são realmente para jogos de impacto e este está entre eles. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO Simplesmente fiquei sem palavras porque amei o jogo. Ele é incrível. A arte é bonita, o áudio é impecável e a jogabilidade é excelente. Para ser sincero, eu não tinha jogado nada da desenvolvedora antes de Pipistrello and the Cursed Yoyo , e foi uma experiência tão fora da curva que me fez ter vontade de conhecer os jogos anteriores e torcer para que venham mais títulos como este no futuro. Desejo muito sucesso para a companhia, porque a indústria brasileira merece jogos desse nível. Não é apenas o impacto audiovisual que impressiona, mas também a forma como o jogo traz elementos culturais brasileiros de um jeito único. Isso o coloca com méritos entre grandes títulos, como Mullet Mad Jack , Knights of Pen and Paper  e outros nomes marcantes. Este jogo definitivamente merece atenção internacional, pois está longe de ser um título comum. Mais do que um produto nacional, ele é um exemplo de como um jogo indie pode e deve ser. Espero sinceramente ver mais obras como esta, talvez até uma continuação de Pipistrello and the Cursed Yoyo , vinda da própria desenvolvedora. NOTA:9.5/10 Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements

  • Review: Cattle Country

    Viva como um pioneiro no Velho Oeste, construindo uma fazenda, enfrentando bandidos e desvendando conspirações. Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements Desenvolvido pela Castle Pixel, criadores de jogos como Bloosom Tales, Rex Rocket e entre outros jogos de menor escopo, Cattle Country é o maior jogo desenvolvido até agora pela empresa. GAMEPLAY / VISUAL Logo de início, já vemos a comparação óbvia com a criação de personagens de Stardew Valley, o que não é ruim. A personalização é bem decente e variada. É importante dizer que o jogo não está traduzido para o meu idioma nativo, que é o português. Somos apresentados a uma introdução com pixel art muito bonita. De início, já somos presenteados com diversas ferramentas e equipamentos para ajudar na nossa aventura. Temos uma barra de stamina para realizar as tarefas durante as 24 horas do dia, que devem ser bem administradas para não esgotarmos nosso personagem. Isso é bem clássico desse tipo de jogo. Temos picaretas para quebrar pedras e minérios, machados para cortar árvores e foices para podar parte da grama ao redor. Logo no começo, já temos uma tenda que podemos colocar onde quisermos, e, diferente de outros jogos do gênero, podemos escolher livremente onde colocá-la. Confesso que, para um jogo de console, pode ser um pouco frustrante a precisão dos movimentos. Temos simplesmente um quadradinho na nossa frente onde aplicamos a ação, o que pode ser incômodo para alguns jogadores no início, pois realmente não é muito preciso. A premissa é tão assustadoramente similar à de Stardew Valley que chega a impressionar. Claro que temos personagens diferentes, mas todo o aspecto visual, além da vibe que o jogo transmite, lembra muito o estilo daquele game. Ao longo da jornada, aprendemos a pescar com a Mary, e temos até um campeonato de pesca dentro do jogo. Assim como em Stardew Valley, existe uma dinâmica de relacionamento com amigos, que pode até levar a um romance. São diversas pessoas, cada uma com suas particularidades, gostos e desgostos. Podemos fazer colheitas e plantações no terreno logo quando iniciamos o game. Um pouco adiante, encontramos uma pequena cidade que reúne a maioria dos NPCs do jogo. Nela, temos a casa do xerife, o banco, o ferreiro, entre outros estabelecimentos. ACHIEVEMENTS Para ser bem sincero, aqui foi onde eu acho que a empresa exagerou . A conquista é simplesmente entediante , especialmente se você for alguém que quer apenas jogar para fazer as conquistas. Temos aqui uma conquista que exige maximizar o relacionamento com todos os personagens , além de juntar ouro suficiente para simplesmente fugir do planeta . São coisas que eu não recomendaria que um jogo pequeno fizesse . Talvez, lá atrás, quando este tipo de mecânica fosse uma novidade, seria compreensível que houvesse alguns desafios assim. Mas nada do que esse jogo trouxe é realmente novo  em qualquer aspecto. Ele simplesmente replica narrativas  e não se justifica ter um passo tão grande em relação às conquistas . TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO Cattle Country  é um jogo que aplica diversas mecânicas já conhecidas dos jogos de fazenda, com uma temática country  que, na prática, não parece tão country assim . Quem olha para esse jogo e não enxerga Stardew Valley  é porque simplesmente nunca jogou o original . Vou um pouco além: pelo escopo da empresa, todos os jogos desenvolvidos por ela têm alguma semelhança com títulos que fazem sucesso em nichos específicos . Não vou julgar esse aspecto, porque o foco aqui é Cattle Country . O jogo, em si, faz tudo bem , mas não traz nenhuma novidade . Talvez eu o recomendaria para pessoas que já fizeram absolutamente tudo em Stardew Valley  e ainda procuram algo parecido. Mas, sinceramente, não sei se esse jogo consegue ter espaço  com tanta variação disponível no mercado . NOTA:6/10 Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements

  • Review: The Precinct

    The Precinct  é um jogo de ação policial em mundo aberto, com foco em perseguições e mecânicas dinâmicas, ambientado em uma cidade dos anos 1980. Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements Desenvolvido pela Fallen Tree Games Ltd , estúdio que já havia flertado com o gênero policial em American Fugitive , The Precinct  representa, sem dúvidas, o ápice do desenvolvimento da companhia até o momento. GAMEPLAY / VISUAL The Precinct  nos apresenta a uma cidade marcada por violência e corrupção, temas centrais da trama. Logo no início do jogo, somos imersos em diálogos no estilo graphic novel , com um humor um pouco clichê, mas funcional dentro da proposta narrativa. A jogabilidade remete bastante aos GTAs antigos, porém com gráficos aprimorados e mecânicas atualizadas. Um diferencial é a câmera solta, que proporciona uma visão mais ampla da cidade, como se estivéssemos observando tudo de uma perspectiva um pouco mais elevada — algo que já o diferencia de outros jogos semelhantes com visões mais limitadas. Há elementos narrativos bem interessantes. O jogo quebra o ritmo de maneira proposital, flertando com o clichê de forma cômica. Um exemplo é a primeira missão: somos encarregados de ir comprar um cachorro-quente para o almoço. Logo em seguida, recebemos nosso primeiro caso, uma emergência envolvendo um roubo a banco. Voltamos correndo para o carro, ligamos a sirene e partimos com um tempo limitado para chegar ao local da ocorrência. Ao chegar, encontramos o banco cercado pela polícia. Precisamos encontrar cobertura e atirar nos assaltantes em fuga. O sistema de perseguição é um destaque à parte. Além da tradicional opção de seguir os suspeitos e simplesmente ir atirando como um louco, o jogo oferece recursos táticos, como lançar pregos na pista ou solicitar o suporte de outras viaturas. Isso adiciona profundidade às perseguições, que ainda contam com objetos do cenário em sua maioria completamente destrutíveis, reforçando a sensação de impacto e ação constante. Após os suspeitos abandonarem o veículo, podemos dar voz de prisão para tentar rendê-los. A ambientação também impressiona: o assalto, por exemplo, é noticiado em um canal de TV dentro do próprio jogo, o que contribui para a imersão e reforça a sensação de que estamos mesmo vivendo a rotina de um policial. Em relação aos gráficos, no PC são bem fluidos e dinâmicos, já na versão X e PS5 notei que o jogo está travado a 30 FPS — o que é decepcionante, considerando o potencial do console. Talvez o salto de escala e ambição em relação aos jogos anteriores tenha tornado o desenvolvimento mais desafiador para a equipe. Ainda assim, The Precinct  é um jogo bonito, feito na engine Unity — embora eu tenha minhas ressalvas com ela. A combinação de atmosfera imersiva, liberdade de ação e detalhes narrativos tornam o jogo uma experiência única dentro do gênero ACHIEVEMENTS Aqui nos deparamos com um problema clássico de jogos que não conseguem equilibrar bem o que os jogadores realmente querem. Em vez de focar em conquistas criativas e integradas à jogabilidade — como o próprio jogo faz em algumas delas — a desenvolvedora optou por incluir várias conquistas baseadas em coletáveis e missões com limite de tempo. Infelizmente, as conquistas de coletáveis são extremamente cansativas. Exigem, por exemplo, cortar todos os artefatos sem perder nenhum ou ler todas as placas espalhadas pelo cenário. Isso se torna excessivo, especialmente para um jogo de escopo mais contido, ainda que muito competente. Se a desenvolvedora tivesse mantido a proposta das conquistas iniciais, que eram mais alinhadas com mecânicas específicas e momentos únicos da jogabilidade, esse problema poderia ter sido evitado. Mas definitivamente há uma quantidade exagerada de coletáveis, o que prejudica a experiência de completar o jogo por inteiro. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO The Precinct  é um jogo com diversas mecânicas extremamente interessantes. É impressionante o que o estúdio conseguiu fazer, mesmo sendo pequeno. Como um bom jogo deve ser, a gameplay aqui se sobressai à narrativa que mas fica em segundo plano diante das mecânicas envolventes, como as perseguições. Definitivamente, é uma ótima pedida para quem gosta de temas policiais, com muita ação e uma pitada de clichês. NOTA:8/10 Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements

  • Review: White Knuckle

    Escale o mais rápido possível ou aceite as consequências. O JOGO White Knuckle é um jogo de parkour e terror desenvolvido pela Dark Machine Games e distribuído pela DreadXP. Escale os mais diversos e estranhos ambientes enquanto um tipo de gosma sobe para te perseguir e pressionar para que suas ações sejam rápidas, mas precisas. Caso contrário, aceite seu destino. Muito cuidado para não se esforçar demais. MINHAS IMPRESSÕES White Knuckle possui uma dinâmica bem única: fazer parkour sendo perseguido por uma entidade gosmenta. Você deve analisar rapidamente qual caminho tomar para subir, tomando o maior cuidado possível pois um deslize pode te fazer cair e deixar as coisas mais urgentes ainda. A mecânica de escalada é simples, utilizando o mouse, cada botão equivale a uma das mãos, que servem para agarrar e subir. Porém, suas mãos vão se enfraquecendo ao ficar muito tempo agarrado, o que exige um gerenciamento de agarrar com uma mão enquanto a outra descansa. Você ainda pode usar momentum para se balançar e pegar impulso, o que te ajuda a alcançar plataformas mais distantes. Ainda existem certas ferramentas e itens que podem te ajudar na sua escalada, sejam barras de ferro ou pinos de escalada que vão te ajudar a chegar em locais que talvez normalmente você não teria acesso. Você ainda pode comprar esses itens em máquinas que aparecem durante o jogo, caso necessite. Existem outros perigos conforme você escala, mas é mais divertido se você descobrir sozinho. Só lembre que nem tudo que parece uma corda é realmente uma corda. A ideia principal do jogo é bem interessante e deve atrair muitos speedrunners, até porque o próprio jogo te dá opção de colocar um cronômetro para que você acompanhe seu tempo. No meu caso, pelo jogo ser bem frenético e muito movimentado, a movimentação do jogo acaba me causando motion sickness, o que faz com que eu só consiga jogar por curtos períodos de tempo por me gerar dores de cabeça. Caso você tenha esse problema, tenha isso em mente. A atmosfera te deixa tenso. CONQUISTAS Com uma variedade enorme de diferentes objetivos, White Knuckle vai te manter bastante ocupado caso queira completar 100% das conquistas. Elas vão desde alcançar certas alturas na escalada, passando por utilizar itens e indo até morrer das mais diversas e cruéis formas que o jogo possibilita. Então prepara-se para muitas escaladas e encontros com criaturas esquisitas. Use utensílios para facilitar sua escalada. CONCLUSÃO Infelizmente, não pude curtir tanto o jogo como gostaria. A premissa dele me agradou desde que tinha descoberto ele, mas o motion sickness me impediu de aproveitar mais do que o jogo tem pra oferecer. Ainda assim, reconheço os méritos que White Knuckle tem, com uma ideia bem diferente e que gera diversas situações desesperadoras e, algumas vezes, engraçadas. Sempre valorizo desenvolvedores que criam jogos com dinâmicas diferentes do que vemos na indústria, pois isso mostra que ainda temos espaço para jogos criativos e divertidos. NOTA: 7.5/10

  • Review: Spirit of the North 2

    Spirit of the North 2  é uma jornada contemplativa e visualmente deslumbrante, onde controlamos uma raposa em busca dos guardiões da Aurora Boreal, enfrentando puzzles em um mundo místico. Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements GAMEPLAY / VISUAL Em Spirit of the North 2 , assumimos o papel de uma adorável raposa em uma jornada que mescla contemplação e desafios. Enfrentamos uma variedade de puzzles bem elaborados, que nos conduzem aos nossos objetivos em meio a cenários deslumbrantes. Utilizando todo o potencial da Unreal Engine 5, o jogo impressiona visualmente, com paisagens marcantes e uma direção de arte envolvente. No entanto, apesar do apuro técnico, alguns aspectos da jogabilidade soam anacrônicos. Animações como a do pulo ou da morte têm uma rigidez que remete à era do PlayStation 3 e Xbox 360, destoando do restante da experiência. Ainda assim, há um charme especial na forma como o jogo conduz sua narrativa. A busca pelos guardiões perdidos da Aurora Boreal é envolta em uma atmosfera mística que convida à imersão. Em muitos momentos, somos levados a nos perder propositalmente no ambiente ou nas mecânicas, absorvendo a beleza do mundo ao redor. É apenas quando certos símbolos surgem na tela que voltamos nossa atenção para o fio condutor da história, nos lembrando que, além da contemplação, existe ali uma trama cuidadosamente construída. ACHIEVEMENTS Infelizmente como a chave do jogo foi recebida muito antes de seu lançamento, não havia conquistas para serem análisadas. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO Infelizmente não tive a oportunidade de jogar o título original, mas Spirit of the North 2  se destaca por sua direção gráfica e artística marcante. Ainda assim, peca em aspectos técnicos de jogabilidade, como movimentação e resposta dos comandos, dando a sensação de que os desenvolvedores apostaram demais na força visual e nos puzzles para sustentar a experiência. Fica a sensação de que falta algo — como se tivesse chegado tarde demais para causar o impacto que poderia ter tido há dez anos, ao lado de jogos como Unravel Two . Mesmo assim, é uma obra competente e encantadora dentro do que se propõe. NOTA:6.5/10 Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements

  • Review: Once Upon A Puppet

    Once Upon A Puppet  é um puzzle game encantador com estética teatral marcante e desafios criativos que exploram a interação entre fantoche e manipulador. Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements GAMEPLAY / VISUAL Once Upon a Puppet  impressiona logo de início com visuais belíssimos, ricos em detalhes e com uma direção de arte caprichada. No entanto, causa uma estranheza inicial ao colocar o jogador no controle apenas de uma mão que manipula a marionete, o que pode soar como uma escolha inusitada — e até arriscada — por parte dos desenvolvedores. Essa introdução, embora breve, pode afetar a retenção nos primeiros minutos, especialmente entre jogadores menos pacientes. Felizmente, esse desconforto passa rapidamente assim que assumimos o controle direto do fantoche, e é aí que o jogo realmente começa a mostrar seu valor. A jogabilidade se desenvolve com o tempo, incorporando mecânicas clássicas de jogos de plataforma de forma consistente. A fusão entre o 2D e o 3D é feita com competência, criando uma experiência visualmente atraente e fluida. Ainda assim, Once Upon a Puppet  parece não aspirar a mais do que o básico: seus quebra-cabeças são funcionais, mas simples, talvez com foco em um público mais jovem ou casual. Apesar disso, o jogo demonstra carisma de sobra e uma identidade visual marcante, mas deixa a sensação de que poderia ter ido além em complexidade e ousadia. É um título encantador, mas que escolhe permanecer no território seguro. ACHIEVEMENTS Achei a lista de conquistas interessante, pois traz desafios genuinamente ligados à jogabilidade. No entanto, alguns coletáveis podem frustrar jogadores que buscam completar tudo, exigindo uma nova jogada apenas para conquistas específicas — algo que costuma ser malvisto por aqui. Ainda assim, por se tratar de um jogo relativamente curto e bem elaborado, seria interessante se tivessem dado um pouco mais de atenção a esse aspecto. TRAILER OFFICIAL CONCLUSÃO Once Upon A Puppet  é um jogo encantador, com belíssimos gráficos e puzzles muito bem elaborados. Seu estilo teatral é um verdadeiro diferencial, conferindo à experiência uma atmosfera única — por algum motivo, me remeteu a certos enigmas de Castle of Illusion , aquele clássico da famosa franquia da Disney (vocês sabem qual…). No geral, é um título que chama atenção logo de cara pela temática e pelo apelo visual, mas que também conquista pelo seu carisma. Um dos elementos que mais gostei foi a forma como os puzzles exigem a interação entre o Puppet e a mão que o controla — há algo de mágico na sensação de controlar dois personagens distintos ao mesmo tempo. Foi uma experiência bastante divertida e criativa. NOTA:7.5/10 Games-Review-Análises-Conquistas-Achievements

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